Shake e chá para emagrecer: veja os cuidados necessários para o consumo desses alimentos

Se você está querendo emagrecer, com certeza já pensou na possibilidade de tomar algum tipo de shake ou chá para ajudar no processo. Afinal, esses produtos são constantemente vendidos junto com a promessa de uma perda de peso rápida e fácil, pois podem substituir refeições completas oferecendo uma menor quantidade de calorias e deixando uma maior sensação de saciedade.

No entanto, é preciso tomar muito cuidado com o consumo inadequado desses alimentos. Não é mentira dizer que o shake ou o chá para emagrecer realmente funcionam, mas só quando usados corretamente e com a ajuda de um profissional.

De acordo com a nutricionista funcional e integrativa Luanna Caramalac Munaro, existem riscos se uma pessoa decidir consumir produtos para emagrecer por conta própria, sem orientação nutricional. Um dos principais perigos é a desnutrição. 

“Dependendo de como a pessoa faz uso dos shakes e chás, pode acabar tendo uma falta de nutrientes, vitaminas e minerais”, explica a nutricionista. “Por isso, tudo deve ser avaliado, lembrando que cada caso é um caso e cada estratégia deve ser indicada por um profissional”.

Cuidados no consumo de shake e chá para emagrecer

Para Luanna, o que realmente faz emagrecer é o contexto geral. Ou seja, um conjunto de fatores que ajudam na hora de perder peso, como uma alimentação saudável e equilibrada e a prática de exercícios físicos. “Nenhum alimento isolado tem a capacidade de fazer o organismo oxidar gordura”, afirma.

Por isso, o shake ou o chá, sozinhos, não vão garantir o emagrecimento. O mais indicado é buscar estratégias para incorporar esses produtos a refeições balanceadas, levando sempre em consideração as necessidades de cada um. “Quando temos uma alimentação bem ajustada, de acordo com as individualidades de cada um, conseguimos fazer combinações com outros produtos para ajudar na queima de gordura”, conta a nutricionista. 

O shake aliado a uma fruta, por exemplo, pode ajudar a construir uma refeição mais nutritiva e equilibrada. Fontes de gordura boa, como oleaginosas (amêndoas, macadâmias, nozes, pistaches e castanhas), abacate, linhaça, azeite, chia e chocolate amargo, também são excelentes complementos e podem auxiliar na perda de peso. Outros dois elementos bastante utilizados e que fazem bem para o organismo são a água de coco e o whey (sempre de boa qualidade).

A periodicidade também depende de cada caso. Além de considerar o peso real e o desejado por cada indivíduo, é preciso ter em mente as rotinas do dia a dia (como trabalho, estudo, atividades físicas e compromissos sociais), as preferências alimentares e as necessidades exigidas pelo corpo. Para Luanna, é preciso avaliar cada situação individualmente.

“Temos sempre que lembrar que é o contexto geral que vai fazer com que essa pessoa consiga atingir o objetivo dela, ou seja, o emagrecimento. Não é o shake ou o chá sozinhos que vão fazer isso”, reforça Luanna.

Nem todos os tipos de shake são indicados

Outro ponto de atenção é a qualidade dos shakes. Existem muitos comercializados no mercado que podem fazer mal ao organismo. “Tem muito tipo de shake por aí e alguns são à base de gordura trans e açúcares, então são inflamatórios e completamente maléficos para o nosso organismo”, explica a nutricionista.

A gordura trans é responsável por aumentar os níveis de colesterol LDL (pode entupir os vasos e ocasionar um infarto ou um acidente vascular cerebral) e abaixar os de HDL (impede o acúmulo de colesterol nas artérias). Por isso, sua adição à alimentação não é recomendada pelos nutricionistas, pois pode provocar o efeito contrário ao esperado.

O mais indicado é sempre se consultar com um especialista, que saberá indicar o tipo e a quantidade ideal de shake a ser ingerido. “É importante sempre ter o acompanhamento de um profissional. Assim a pessoa evita o risco de ficar desnutrida”, diz Luanna.

Qual o segredo para quem quer emagrecer?

Para a especialista, o primeiro passo para quem deseja emagrecer é procurar ajuda nutricional e entender o que está acontecendo em seu organismo. As emoções são valiosas nesse processo, já que elas podem provocar o aumento no consumo de alimentos. “É importante entender se você está com ansiedade”, explica. “Se um sentimento de tristeza ou uma situação de estresse pela qual esteja passando influenciam você a comer mais”.

Várias coisas podem estar acontecendo em seu organismo e ajudando no ganho de peso. Por isso, o recomendável é checar se estão faltando vitaminas ou minerais, se o intestino está bem e se o fígado está metabolizando. Ou seja, fazer uma avaliação completa para saber se você está realmente saudável. “Então é ficar saudável para emagrecer, e não emagrecer para ficar saudável”, finaliza Luanna.

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Viagem internacional: saiba quais países têm atendimento de saúde gratuito para brasileiros

Desconhecidos por muitos, acordos internacionais firmados pelo governo federal permitem que brasileiros em viagem internacional sejam atendidos, gratuitamente, nos serviços públicos de saúde de três países: Cabo Verde, Itália e Portugal.

Para usufruir desse benefício, no entanto, é necessário requerer o Certificado de Direito à Assistência Médica (CDAM). Segundo o Ministério da Saúde, “o documento tem validade de um ano, podendo ser solicitado outro quando o cidadão desejar”.

Os acordos internacionais “têm por objetivo principal garantir os direitos de seguridade social previstos nas legislações dos dois países aos respectivos trabalhadores e dependentes legais, residentes ou em trânsito no país”.

Com isso, complementa o ministério, “se, no país, o cidadão tem todos os atendimentos gratuitos na rede pública, o brasileiro também terá; caso o atendimento seja apenas para emergências ao cidadão local, para o brasileiro também será”.


“Tem ocorrido um grande aumento na procura do CDAM, especialmente, em razão do aumento de brasileiros que estão buscando residência em Portugal”, observa Leonardo Carvalho, sócio das áreas trabalhista e previdenciária do BVA Advogados.

Para Portugal, o certificado é emitido para cidadãos brasileiros e seus dependentes. Para Cabo Verde e Portugal, é preciso estar contribuindo com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ou ser aposentado ou pensionista pelo Regime Geral da Previdência Social.

O CDAM, afirma o advogado, equivale ao atendimento público de saúde no Brasil. “Assim, o seguro internacional, em linhas gerais, possui melhor rede e serviço de atendimento ao cidadão brasileiro que estiver viajando em outro país, assim como ocorrem com os planos de saúde particulares em nosso país”.

Mas, frisa Carvalho, “temos em diversas localidades serviços públicos de atendimento com excelência e qualidade em pé de igualdade com hospitais particulares”. Portando, avalia, “cabe ao viajante ponderar sobre o tipo de serviço médico que deseja durante sua viagem internacional”.

Documentos para assistência média em viagem internacional 

Desde novembro de 2019, a solicitação do CDAM pode ser feita pela internet, ou seja, não é preciso mais se deslocar até uma unidade do Ministério da Saúde para emiti-lo. Basta fazer o pedido, através do site, e imprimir o documento quando estiver pronto. O prazo é de 15 dias corridos.

Cabo Verde

Quem pode utilizar: segurados do INSS e aposentados/pensionistas – e seus respectivos dependentes*; para MEI/Micro Empreendedor Individual, só o titular.

Documentos: RG, CPF, passaporte, comprovante de residência no Brasil e comprovante de vínculo com o INSS.                  

Itália

Quem pode utilizar: segurados do INSS e aposentados/pensionistas – e seus respectivos dependentes*; para MEI/Micro Empreendedor Individual, só o titular.

Documentos: RG, CPF, passaporte, comprovante de residência no Brasil e comprovante de vínculo com o INSS.

viagem internacional

Crédito: Prochasson Frederic/Shutterstock 

Portugal

Quem pode utilizar: cidadão brasileiro e seus dependentes*

Documentos: RG, CPF, passaporte válido e comprovante de residência no Brasil.

São considerados dependentes*: cônjuge ou companheiro(a) com união estável; filho menor de 21 anos ou inválido; enteado menor de 21 anos ou inválido, com dependência econômica; tutelado menor de 21 anos ou inválido, com dependência econômica; pai e mãe com dependência econômica; e irmão menor de 21 anos ou inválido, com dependência econômica.

Fonte: Ministério da Saúde

O que fazer se o CDAM for recusado em viagem internacional 

Se o atendimento médico em viagem internacional para Cabo Verde, Itália ou Portugal for recusado, mesmo com o CDAM válido em mãos, “há um problema de violação de lei, sujeita a uma medida processual por parte do ofendido”, afirma o especialista da BVA Advogados.

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10 carreiras que não exigem faculdade e pagam bem

Boa parte das carreiras que não exigem faculdade e pagam bem estão na área de petróleo. É o que mostra um levantamento feito pela Catho com exclusividade para o portal do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon.

Das dez profissões com melhores médias salariais, ao menos cinco estão relacionadas ao combustível fóssil. São elas: operador de exploração de petróleo, supervisor de perfuração e desmonte, mestre (indústria petroquímica e carboquímica), técnico de mineração (óleo e petróleo) e técnico químico de petróleo.

As carreiras foram mapeadas pela Catho no dia 15 de janeiro, em uma base de dados com mais de 2.000 cargos – com e sem formação de nível superior. Segundo a empresa de recrutamento online, os critérios utilizados foram os salários mais altos, excluindo funções com formação universitária e com baixo número de respondentes.

“Os cargos listados no levantamento exigem habilidades específicas, o que dificulta a contratação por parte das empresas. Há escassez de profissionais disponíveis no mercado”, assinala Fabrício Kuriki, gerente de BI (Business Intelligence) da Catho.

De modo geral, diz ele, as empresas se empenham para atrair os melhores candidatos, “principalmente se estivermos falando de cargos de difícil contratação”. “Além de salários mais altos, estes profissionais recebem benefícios diferenciados”, afirma. Segundo ele, dados de pesquisa salarial mostram que profissionais especialistas e sem curso superior possuem benefícios, em média, 52% maiores do que os demais.

“Essa é uma área que, tradicionalmente, paga bem”, corrobora Alexandre Slivnik, diretor da ABTD (Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento), sobre os postos em empresas ligadas à cadeia do petróleo. Em especial, acrescenta ele, porque muitos deles são considerados de risco.

Treinamento para carreiras que não exigem faculdade 

Ainda que não precisem de curso superior, boa parte das carreiras que estão no topo da lista (veja mais abaixo) necessitam de formação. “Essas são áreas bastante técnicas e que exigem uma boa dose de dedicação e manutenção de investimentos em estudos e atualizações”, destaca Kuriki.

Há cursos de capacitação no mercado. Mas também existem empresas que oferecem treinamento, formando trabalhadores com as qualificações necessárias para os postos. Na avaliação do executivo, os profissionais dispostos a enfrentar os desafios de atualização dessas carreiras tendem a colher bons frutos a médio e longo prazos.

Slivnik, da ABTD, discorda. Segundo ele, as ações de empresas da área de petróleo têm se desvalorizado ao longo da última década. O mercado está se focando mais em sustentabilidade – energia limpa ao invés de combustível fóssil.

“Hoje as empresas mais valiosas do mundo são as que trabalham com dados, como Facebook, Google, Amazon, Apple, de tecnologia. Os dados hoje são o novo petróleo”, pondera Slivnik.

Quais são as 10 carreiras que não exigem faculdade e são bem remuneradas

1. Operador de exploração de petróleo 

Média salarial: R$ 4.313,35

O nome já diz: esses profissionais trabalham com equipamentos utilizados na exploração de petróleo, segundo a CBO (Classificação Brasileira de Ocupações, do Ministério do Trabalho). Preparam e operam filtro-prensa, filtros de secagem, tambor, esteira e centrifugadora; analisam amostra de materiais; controlam estoque de materiais e equipamentos e aplicam normas e procedimentos de segurança.

2. Mestre de alto-forno 

Média salarial: R$ 3.954,09

O alto-forno é um dos equipamentos vitais de indústrias como siderúrgicas – é onde o minério de ferro é convertido em ferro líquido. Cabe ao trabalhador supervisionar equipes, controlar processos e administrar metas e resultados. A documentação técnica e operacional e o cumprimento de normas e procedimentos de segurança do trabalho, meio ambiente e saúde também estão sob sua alçada.

3. Supervisor de perfuração e desmonte 

Média salarial: R$ 3.940,47

É função desse profissional supervisionar, coordenar e treinar equipes de trabalhadores da extração mineral e de materiais geológicos que atuem em áreas como minas, perfuração, escavação e transporte. Entre outras tarefas, tem de assegurar o cumprimento de normas de segurança e preservação ambiental, implementar planejamento de produção de minas e orientar atividades de escavação e de transporte de equipamentos.

4. Mestre (indústria petroquímica e carboquímica) 

Média salarial: R$ 3.903,06

Mais uma atividade relacionada ao setor industrial. Quem está nessa função deve planejar e gerenciar processos contínuos de produção química, petroquímica e afins, corrigindo desvios das condições normais de operação. Tem ainda de participar da elaboração de documentos normativos, como instruções de serviço e manuais de operação.

5. Operador de trem de metrô 

Média salarial: R$ 3.448,76

Pela CBO, profissionais dessa área não apenas conduzem e manobram trens, bondes e metrôs, mas também operam teleféricos para transportar passageiros e cargas. Precisam realizar inspeções e vistorias nos veículos e tomar providências para corrigir falhas nos equipamentos, além de realizar procedimentos de segurança, obedecendo sinalização de via.

carreiras que não exigem faculdade

Crédito:Martyn Jandula/Shutterstock 

6. Supervisor de manutenção e reparação de veículos pesados 

Média salarial: R$ 3.436,83

Cabe aos profissionais dessa ocupação supervisionar diretamente as atividades de uma equipe de mantenedores de veículos leves ou pesados. Também devem planejar manutenções e reparos de veículos; controlar a qualidade dos processos e incentivar a equipe para que o trabalho seja desenvolvido em conformidade com normas e procedimentos técnicos, de qualidade, segurança e preservação ambiental.

7. Técnico de mineração (óleo e petróleo) 

Média salarial: R$ 3.239,55

Além de lavrar jazidas minerais, os trabalhadores devem supervisionar processos de beneficiamento de minério. Participam ainda da prospecção e da pesquisa de materiais, coletam amostras e processam dados de prospecção, pesquisa e lavra. Controlam a movimentação da produção final e analisam a qualidade e quantidade do produto mineral.

8. Técnico químico de petróleo 

Média salarial: R$ 2.891,19

A atividade está sob o guarda-chuva das ocupações técnicas de laboratório industrial, segundo a CBO. Quem abraça essa área tem de executar ensaios físicos, químicos, metalográficos e biológicos, bem como garantir a calibração dos equipamentos e realizar amostragem de materiais. Tudo isso seguindo normas de segurança, saúde e meio ambiente.

9. Administrador de edifícios 

Média salarial: R$ 2.065,66

O escopo do trabalho inclui o planejamento de rotinas de trabalho em restaurantes, hotéis, transportes e administração de edifícios; o treinamento de funcionários em hospedagem, transportes e alimentação; e a coordenação de equipes. Atendem clientes em hotéis, bilheterias e restaurantes, avaliam o desempenho de funcionários e verificam a manutenção de instalações, equipamentos e utensílios.

10. Montador de equipamento de levantamento  

Média salarial: R$ 1.695,67

Em resumo, o profissional dessa área monta máquinas agrícolas, de terraplenagem e perfuratrizes, inspecionando e fixando peças e conjuntos mecânicos e abastecendo sistemas hidráulicos, de arrefecimento e de lubrificação. Além desses, também pode responder por equipamentos de levantamento, movimentação e descarga; e de extração e beneficiamento de minérios e rochas.

Diferenças salariais

Para Fabrício Kuriki, gerente de BI da Catho, a diferença de médias salariais entre o primeiro colocado (operador de exploração de petróleo, R$ 4.313,35) e o décimo (montador de equipamento de levantamento, R$ 1.695,67) tem algumas explicações. Uma delas é que “há diversidade de cargos para esse profissional [montador de equipamento], concentrando grande volume de contratações no Brasil”.

Segundo dados da Pesquisa Salarial de Catho, quem tem nível superior recebe, em média, 78% a mais em relação a quem não tem diploma universitário. “Nesse sentido, os salários desses profissionais [com ensino médio] estão mais concentrados em menores faixas salariais.”

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Redes sociais e saúde mental: como a internet pode ajudar a desenvolver depressão e ansiedade

Quando você acessa alguma das suas redes sociais, tem a sensação de que todos estão muito mais felizes do que você? A impressão, muitas vezes, é a de que as fotos e os vídeos postados refletem uma vida perfeita, quase inatingível, em que as pessoas ali estão sempre bem consigo mesmas e se sentindo realizadas com o que fazem.

O problema é quando esse tipo de imagem acaba servindo de gatilho para quem está do outro lado da tela do celular, apenas observando essas “vidas perfeitas”. A pressão para conquistar esse estilo de vida é grande e a positividade que envolve as redes sociais pode se mostrar muito mais tóxica do que benéfica ou inspiradora. 


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Para a psicóloga Luisa Bauke, essas postagens podem provocar sentimentos de inadequação em algumas pessoas, fazendo com que pensem que não fazem parte do padrão ou que são incapazes de alcançar coisas boas na vida. “Por mais que saibamos que a vida mostrada nas redes sociais não retrata 100% da vida real, muita gente cai nessa armadilha, principalmente quando a autoestima está abalada”, explica a psicóloga. 

Segundo Luisa, perceber que todos ao redor vivem uma felicidade plena pode impactar ainda mais na vulnerabilidade de um indivíduo, caso não consiga se adequar a esse padrão. Ele pode se tornar cada vez mais infeliz, acreditando não saber o que fazer para que coisas boas também lhe aconteçam. “A sensação é a de que tudo dá certo para o mundo, menos para ele”, pontua.

A tirania das redes sociais

É impossível se sentir feliz o tempo todo, assim como também é impossível experienciar apenas situações prazerosas ao longo da vida. Apesar disso, momentos ruins não são admirados ou valorizados nas redes sociais. É quase proibido falar sobre isso. “Vivemos uma época em que não é permitido não estar 100%”, comenta Luisa. 

Para a psicóloga, existe uma tirania na internet impedindo que as pessoas se mostrem tais como são. Mesmo que a exposição pessoal on-line seja cada vez maior, ninguém quer ser considerado triste ou aquém dos padrões vigentes de felicidade. Se uma pessoa decide falar sobre seus problemas, pode ser julgada como alguém que almeja atenção ou que deseja apenas se fazer de vítima.

Esse tipo de postura pode acabar afetando sua capacidade de ser verdadeiramente feliz. “Quando nos obrigamos a seguir um padrão, aquilo que realmente sentimos e gostamos tem que ser armazenado em algum lugar. Passamos a usar uma máscara, que nem sempre reflete a nossa essência. Ter que fazer isso com frequência é desgastante e frustrante”, afirma a psicóloga. “As expectativas e os padrões sociais sempre existiram, mas com as redes sociais tudo isso ficou muito mais visível e imediato”.

redes sociais

Crédito: 13_Phunkod/shutterstock

Buscar o constante reconhecimento nas redes sociais e mostrar uma felicidade que não existe pode acabar suplantando as ocasiões verdadeiramente felizes. As pessoas não vivem com atenção plena e não se atentam ao momento. Por causa disso, podem assumir um risco maior de desenvolver transtornos, como ansiedade.

“Por exemplo, em uma viagem é comum observar pessoas tirando inúmeras fotos para postar, mas será que elas estão realmente vendo a paisagem, o pôr do sol ou o museu?”, questiona Luisa. “Será que elas estão armazenando as sensações dessas experiências?”.

Frustração dentro e fora das redes sociais

Tamara Rigoni, psicóloga e sócia proprietária da Cromo Clínica de Terapias, concorda que as redes sociais podem exercer uma influência negativa nas pessoas. “Acredito que existe uma supervalorização do poder da positividade nas redes sociais, que, como consequência, geram problemas psicológicos”, comenta.

Para ela, existem dois lados que exercem essa tirania: as pessoas que postam o conteúdo e aquelas que tentam reproduzi-lo. O primeiro grupo é o das pessoas que mostram apenas as qualidades e as coisas boas da vida, gerando uma falsa ideia de perfeição. O segundo é o das pessoas que tentam reproduzir mais do mesmo. De acordo com Tamara, elas acabam desenvolvendo uma intensa autocobrança e muita frustração fora das redes sociais.

Por isso, é preciso tomar muito cuidado com as comparações, que são bem comuns na internet. “Quando se cria uma ideia fantasiosa sobre a vida de outra pessoa, sem enxergar o outro lado, o sentimento de inferioridade se instala e é uma porta aberta para os transtornos depressivos e ansiosos”, adverte Tamara. 

No entanto, é importante ressaltar que o uso das redes sociais em si não causa depressão ou ansiedade, que normalmente são desenvolvidas graças a uma série de fatores. Para a psicóloga, o uso dessas mídias não deve ser considerado como único fator de risco; é preciso entender todo o contexto da vida de uma pessoa, assim como seu funcionamento psíquico.

Ou seja, a internet pode servir como um gatilho em indivíduos com predisposição à depressão ou à ansiedade, mas não é a única responsável pelo surgimento desses transtornos.

É possível estar bem mesmo não se sentindo feliz o tempo todo

Nós temos seis emoções básicas para lidar com todos os momentos de nossas vidas, sejam eles tranquilos ou difíceis: alegria, amor, raiva, tristeza, medo e nojo. De acordo com Tamara, cada uma delas tem um papel fundamental. 

“A alegria tem a função de criar laços; o amor faz a manutenção deles; a tristeza traz o poder de reflexão, a raiva traz a assertividade; o medo preserva a vida; e o nojo, como o mais primitivo deles, existe para que não corramos risco de envenenamento”, explica.

Dessa forma, não é possível estar feliz o tempo todo. Todas essas emoções são necessárias para que os indivíduos se sintam capazes de enfrentar as implicações do dia a dia, sejam elas boas ou ruins. “É extremamente saudável se sentir feliz e triste no mesmo dia, e isso não quer dizer que essa pessoa não esteja bem”, aponta a psicóloga.

Como manter a saúde mental nas redes sociais?

Como a maioria das pessoas usa as redes sociais para comunicação e trabalho, Tamara não sugere que o acesso a elas seja proibido, mas apenas dosado. Ela também indica analisar bem o objetivo por trás do seu uso.

“Além disso, para manter a saúde mental, é necessário acreditar no fato de que todos passam por problemas e todos têm defeitos e dias ruins”, afirma. “A dica principal é procurar ajuda psicológica quando sentir que não consegue lidar com seus problemas”.

Luisa acrescenta que é muito importante que as pessoas desenvolvam o autoconhecimento, pois isso leva ao aumento da autoestima e do foco em objetivos e realizações que façam sentido a elas. “Com esse fortalecimento emocional, ver a vida dos outros não vai causar essa sensação de fracasso”, garante. 

Assim, os padrões estabelecidos não serão mais vistos como sinais de felicidade. “Afinal, ter varanda gourmet, gostar de cafés especiais, conhecer vinhos, ir a restaurantes incríveis, fazer viagens internacionais, ser magro ou vegano não deveriam ser medidas de felicidade, mas apenas escolhas pessoais”, finaliza Luisa.

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Saiba quais atividades físicas podem ser feitas no trabalho

Se nos dias de hoje é quase inevitável passar horas e horas à frente do computador, é preciso adotar alguns hábitos durante o expediente para mexer um pouco o corpo e aprender quais atividades físicas podem ser feitas no trabalho. E o mais importante: colocar tudo isso em prática, diariamente.

O sedentarismo, além de ser perigoso – segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é considerado o quarto maior fator de risco de mortes no mundo e está diretamente associado à ocorrência de doenças crônicas como diabetes e hipertensão arterial –, pode também reduzir a produtividade.


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“O funcionário com dores musculares, dores de cabeça e mal-estar não consegue, de fato, se concentrar na sua atividade diária e produzir de forma de correta”, observa a fisioterapeuta Renata Strobel Carvalho, especialista em ginástica laboral e gerente da empresa Advance Fisio.

Por isso, antes de saber quais atividades físicas podem ser feitas no trabalho, ela ressalta que pequenas precauções no dia a dia – como alongar-se ao acordar, caminhar 30 minutos, levantar-se da cadeira de hora em hora e apoiar os pés quando estiver sentado – podem evitar dores futuras e problemas maiores.

7 dicas de como quebrar o sedentarismo durante o expediente

  1. Faça algumas coisas em pé – Com isso, você melhora a circulação sanguínea e evita edemas em membros inferiores. Também ajuda na produção de osteoblastos, que são as células responsáveis pelo fortalecimento ósseo.
  2. Arrume motivos para caminhar – Considere levantar-se a cada uma hora, pelo menos, para, por exemplo, encher a garrafinha de água. Além de ser importante para a circulação, há diversos benefícios cardiovasculares para a sua saúde.
  3. Prefira a escada – Ao dispensar o elevador e subir e descer degraus, o cérebro já entende que você está se exercitando, liberando endorfina e minimizando inchações e dores. Com a prática diária, mantém as articulações saudáveis.
  4. Faça pausas – Todas as pessoas necessitam parar por breves momentos durante a jornada de trabalho. O correto seria pausar por pelo menos dez minutos de duas em duas horas, para que corpo e mente descansem.
  5. Alongue-se – Durante o trabalho, alongar-se evita a duplinha que mais afeta a produtividade dos trabalhadores: as Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT).
  6. Atente-se à postura – Sente-se em cima dos ísquios (pequenos ossos abaixo dos glúteos), para evitar carga da lombar, aliviando também dores e desconfortos, e mantenha os pés sempre bem apoiados no chão, distribuindo o peso em ambos os lados. Cuide também de apoiar cotovelos e punhos sobre a mesa, mantendo ombros encaixados e relaxados, aliviando a tensão da musculatura. Alinhe cabeça e pescoço, imaginando uma maçã entre o queixo e peito, ajudando a manter o alinhamento
  7. Corrija equipamentos – Observe a altura da mesa e das cadeiras e providencie apoios para os pés e para as mãos. Lembre-se que se é onde você passa o maior tempo, é preciso ter uma boa ergonomia.

Quais atividades físicas podem ser feitas no trabalho?

Agora que você aprendeu novos hábitos, vamos à ginástica laboral. Veja o passo a passo de atividades físicas que podem ser feitas durante sua jornada de trabalho, orientadas pela fisioterapeuta e gerontóloga Larissa Forato, do Vibra Vida Pilates:

Pescoço

  1. Incline a cabeça lateralmente, com a ajuda da mão do mesmo lado, alongando o pescoço na diagonal. Mantenha por 30 segundos. Repita do outro lado.
  2. Com a ajuda das duas mãos, empurre a cabeça para baixo, levando o queixo em direção ao peito. Segure por 30 segundos.

Punhos

Estenda um dos braços à frente do tronco, com a mão aberta e os dedos para baixo. Com a outra mão, puxe levemente todos os dedos para trás, inclusive o polegar. Mantenha por 30 segundos. Depois, realize o alongamento com os dedos para cima, segurando também por 30 segundos. Repita no outro punho.

Ombros

Com os braços relaxados, realize movimentos circulares com os ombros: cinco vezes para a frente, cinco vezes para trás. Repita duas vezes.

Braços

Entrelace os dedos, estenda os dois braços acima da cabeça e inspire. Segure por cinco segundos e solte os braços, expirando. Repita dez vezes.

Coluna

  1. Com os pés na linha do quadril, eleve o braço direito e incline a coluna para a esquerda, sentindo o movimento de “abrir” as costelas. Retorne à postura inicial. Repita dez vezes de cada lado.
  2. Com os pés na linha do quadril, enrole a coluna, levando as mãos em direção aos pés, retornando lentamente para a postura em pé. Repita dez vezes.

Panturrilha

Em pé, com as mãos na cintura, realize o movimento de subir na ponta dos pés e descer. Faça três sequências de dez movimentos.

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Baixa produtividade no trabalho? Conheça a Síndrome das 3 da tarde

Sabe aquela preguiça que bate após o almoço, lá pelas 15 horas, e que vem acompanhada por um sono incontrolável, baixa da produtividade e uma vontade infinita de que o expediente acabe logo e você possa ir para casa? Você não precisa mais se sentir culpado por isso. Trata-se da Síndrome das 3 da tarde.

Cada organismo tem o seu próprio ritmo. Mas é comum que, por volta desse horário, a nossa energia diminua e, consequentemente, as pessoas se sintam mais cansadas. É que nesse mesmo horário, os níveis de cortisol, hormônio que atua no gerenciamento do estresse e na capacidade de resolução de problemas, começam a cair. A boa notícia é que há técnicas, ferramentas e pequenas mudanças de comportamento que podem contribuir para retomar a produtividade.

Para o especialista em mudança de vida e produtividade João Ernani, é totalmente comum que nós percamos um pouco da produtividade a partir das 3h da tarde. Afinal, nós não somos robôs e precisamos de pequenas pausas durante o dia para recarregar nossa energia.

“É totalmente normal que a maioria das pessoas perceba uma queda de energia durante o dia”, esclarece Ernani. “Nossa energia é muito limitada e a gente tem que aprender como gastá-la para aumentar nosso poder de foco, de concentração e de atenção nas nossas tarefas em busca de uma produtividade maior”.

Como combater a Síndrome das 3 da tarde

Ernani frisa que há diversas formas de combater a Síndrome das 3 da tarde e todos os problemas que ela traz. Para tanto, é preciso identificar todos os agentes que possam causar uma baixa na produtividade das pessoas.

“Noites de sono mal dormidas, estresse físico, desgaste físico e emocional, falta de motivação”, enumera o coaching. Ernani também aponta a falta de clareza na definição de papéis no ambiente de trabalho como uma das razões que podem causar uma baixa na produtividade profissional.

“Uma das coisas que eu sempre falo é que muitas pessoas estão com a produtividade muita baixa por falta de clareza e planejamento. Elas precisam realmente saber o que têm que fazer, ter as tarefas organizadas, principalmente no ambiente empresarial”, afirma.

Má alimentação e a baixa produtividade

De acordo com a nutricionista Cátia Buscatti, a alimentação desequilibrada é um dos principais motivos para a baixa de energia e a sensação de cansaço e fadiga.

“A alimentação está diretamente relacionada com o equilíbrio hormonal”, alerta a especialista. “Nós precisamos produzir determinados hormônios, o cortisol precisa estar mais alto durante o dia. E muito do que conduz isso são nossos hábitos alimentares”.

E se a pessoa já tem uma pré-disposição para desenvolver a Síndrome das 3 da tarde, uma má alimentação poderá sim agravar o problema. “Ela então terá que ter mais atenção com sua alimentação, com seus hábitos, com o que comer, como conduzir seus horários de refeição, se o intestino está funcionando bem, porque tudo isso vai determinar o equilíbrio do corpo”, pontua Cátia.

Ela esclarece que quando acontece um desequilíbrio, a pessoa passa a se sentir muito cansada durante o dia, principalmente depois do almoço. A sensação, segundo a nutricionista, é de que começa a faltar energia. Nesses casos, é necessário fazer uma investigação.


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“Sempre recomendo uma consulta com um endocrinologista para que ele faça uma avaliação diagnóstica e a gente consiga, em conjunto, determinar uma alimentação equilibrada que faça com que aquela pessoa volte a ter saúde, volte a apresentar um aumento do seu nível de energia para resolver as coisas do dia a dia”.

Para Ernani, quando a pessoa se identifica como um grande procrastinador, aquele que deixa todas as tarefas para depois e nunca consegue finalizá-las, é sinal de que precisa buscar ajuda profissional.

“Se ela conseguiu realizar muitas coisas durante o dia, às 3h da tarde ela pode realizar outras atividades, que isso não vai impactar tanto na sua produtividade. Mas quando começa a ver que a produtividade ao longo do dia inteiro não está legal, quando chega ao final do dia e ela não conseguiu realizar todas as tarefas que ela se propôs ou não realizou uma tarefa que era muito importante, deve procurar ajuda profissional”, avalia o coaching.

Cátia ainda destaca que muitas pessoas ligam a baixa produtividade e o cansaço a razões como excesso de trabalho, estresse ou por causa de atividade física. “Na verdade, é um conjunto. A gente precisa estar bem na alimentação, para ter uma boa noite de sono e mais energia para o trabalho e para o dia a dia”, conclui.

Dicas para manter o foco e a produtividade

1) Hidratação

Quando chega por volta das 3h da tarde, você já está cansado. Pare um pouco, beba uma água, converse com um amigo, tome um café ou uma água. Muitas vezes o que está faltando é água, é se manter hidratado.

2) Procurar relaxar!

Hoje em dia, há muitos aplicativos que podem ser usados para meditar, relaxamento ou mesmo para melhorar sua atividade cerebral. Ao sentir que está perdendo o foco, procure dar uma caminhada, fazer algo que lhe dê prazer. Depois retome normalmente suas atividades.

3) Alongamento

Coisa simples e que as empresas estão cada vez mais adotando na rotina de seus funcionários. Ter um horário no qual você possa contar com uma sessão de alongamento, traz relaxamento muscular e mental, sem que o funcionário precise sair do local de trabalho.

4) Ouça música

Sempre que possível, escute uma música, do ritmo que lhe for mais prazeroso. Isso com certeza ajudará na sua motivação. Uma opção é utilizar o Spotify, que tem várias playlists já prontas e para todos os gostos e objetivos.

5) Tenha amigos

Há momento para tudo: momento para trabalhar, momento para se dedicar, mas também é preciso que haja um momento para você e para seus amigos. Sempre que possível, converse com os amigos, saia para se distrair.

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Conheça 5 apps que são uma verdadeira mão na roda para controle de gastos

Planejamento é essencial para garantir longevidade financeira e fazer seu dinheiro durar mais – aliás, este é um dos segredos para conseguir economizar no dia a dia. O bom é que a tecnologia trabalha a nosso favor e, graças a ela, temos acesso a aplicativos gratuitos para controle de gastos. Com ajuda de Hugo Eduardo Meza Pinto, professor da Faculdade Estácio CuritibaRita Aguiar, especialista emocional e financeiro; e Shirley Freitas, coach financeira, listamos cinco apps que são uma mão na roda na tarefa de cuidar melhor do seu dinheiro.

Apps para controle de gastos

Guiabolso

Gratuito, o Guiabolso ajuda no controle diário de gastos e despesas, sincronizando os lançamentos a partir da conta bancária – ou seja, não é preciso lançar manualmente tudo o que entrou ou foi desembolsado. Também categoriza os gastos de forma automática, para facilitar a identificação das principais fontes de consumo. Disponível para as plataformas Android e iOS.

Jimbo

Desenvolvido pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) para AndroidiOS  e Windows, o Jimbo traz várias funcionalidades para controle financeiro, como interface intuitiva para lançamento de despesas e rendas diárias, com categorias customizáveis. Também traz conteúdos de educação financeira.

Minhas Economias

Prático de usar, o Minhas Economias tem demonstração dos dados em gráficos, o que facilita bastante a visualização das informações. Oferece recurso interessante para quem precisa gerenciar planos para o futuro – como trocar de carro ou viajar com a família no fim do ano. Neste caso, basta definir o orçamento total do objetivo e o aplicativo faz o acompanhamento do progresso para chegar ao valor predefinido. Disponível para Android e iOS.

Mobillis

Outro que pode ser encontrado tanto em versão Android quanto iOS, o Mobillis permite controlar receitas, despesas, contas a pagar e receber, entre outros detalhes. É fácil de ser operado e bem avaliado. É possível ter acesso a mais ferramentas, além das disponíveis na versão gratuita, pagando-se assinatura mensal ou anual.

Organizze

Outro app fácil de ser utilizado, o Organizze é um gerenciador financeiro que controla entradas e saídas (lançadas manualmente). Funciona de forma offline também e promete ter dados sempre criptografados, o que aumenta a segurança. Para quem se dispõe a pagar mensalidades, oferece recursos extras, como planejamento, metas e controles de cartão. Disponível para Android e iOS.

Como não cair em roubadas 

Apesar do acesso fácil aos aplicativos de controle de gastos, é preciso adotar certos cuidados para não ter sua saúde financeira comprometida. Mas como saber se é confiável e evitar que as informações solicitadas não sejam utilizadas em golpes ou emboscadas tecnológicas?

Conversamos com Anderson Mancini, sócio fundador da NeotixArthur Igreja, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialista em tecnologia e inovação; Celso Fortes, publicitário e especialista em tecnologia de informação; Lucas A. Campos, especialista em desenvolvimento de aplicativos na Neotix e professor na FIAP; e Marcos Augusto Romano, da área de Tecnologia e Inovação Digital, do Becker Direito Empresarial, que dão dicas para você não cair em roubadas.

Pesquise o desenvolvedor, ou seja, a empresa por trás do aplicativo. O fato de existir um CNPJ (pessoa jurídica) associado ao produto digital traz credibilidade ao serviço. Se for fácil identificar endereço fixo e telefone de suporte, melhor ainda!

Leia os comentários dos usuários. Em qualquer loja de aplicativos, basta uma análise rápida para saber a opinião de quem já baixou o app. Se houver algo errado ou negativo, é muito comum as pessoas reclamarem no ambiente virtual.

Não ignore os termos de uso do aplicativo, que descreve até onde vai a responsabilidade do desenvolvedor. Isso é importante para saber o que vai acontecer se seus dados forem roubados numa eventual invasão de hackers, por exemplo, e como a empresa por trás do app vai dar suporte se houver uma crise deste nível.

Baixe os aplicativos apenas em lojas oficiais – como App Store, Google Play e e Microsoft Store. Os chamados “APK’s” disponíveis na web costumam ser porta de entrada para roubo de informações.

Desconfie de muitas propagandas. Se o aplicativo fica “pipocando” anúncios diversos, pode ser sinal de que se trata de uma pegadinha para que você clique em peças que levem a páginas suspeitas.

Faça uma rápida pesquisa no Google pelo nome do aplicativo para descobrir se há reclamações relacionadas a ele.

Fique atento se o aplicativo pede informações fora do contexto da aplicação – como, por exemplo, um editor de fotos solicitar acesso à localização atual, microfone e contatos.

Avalie o número de downloads. Vale a pena prestar atenção em quantas vezes o aplicativo foi baixado pois, se houver muitos, é bastante provável que seja legítimo.

controle de gastos

Crédito: Stefano Garau/Shutterstock 

Observe a data de publicação da ferramenta. Se foi lançado há pouco tempo e acumula um número gigante de usuários, pode ser indício de um app falso.

Fique atento a erros de ortografia e gramática. Aplicativos falsos geralmente são criados às pressas e, muitas vezes, em países onde o português não é a língua nativa.

Instale mecanismos de defesa (antivírus) no smartphone. Isso vai aumentar a gama de proteção.

Use sempre a “autenticação de dois fatores”, se houver essa funcionalidade. Tal procedimento faz com que o usuário que baixou o aplicativo tenha de confirmar se realmente é a pessoa que está tentando acessá-lo.

Evite abrir o aplicativo em redes wi-fi públicas, cenário que aumenta o risco de ataques. Caso seja necessária a conexão ao app, utilize a rede 4G do celular ou instale uma VPN (Virtual Private Network), que criptografa seus dados.

Qualquer informação solicitada fora do aplicativo (via e-mail, por exemplo) é um sinal de alerta. Nem todos os aplicativos pedem dados do cartão (como código de segurança, data de validade e informações do gênero). Desconfie sempre que se deparar com tal requisito.

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Bruna Lombardi dá dicas de como viver mais e melhor

Um dos principais nomes da teledramaturgia brasileira nos anos 80 e 90, Bruna Lombardi, 67 anos, tornou raras suas aparições em novelas e séries da televisão aberta para sair em busca de si e encontrar um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

Nesse processo, descobriu-se poeta, escritora, apresentadora, roteirista, produtora, ativista ambiental e palestrante motivacional. Hoje, seja qual for a área de atuação em que esteja envolvida, o tema felicidade se faz sempre presente. Não à toa, virou referência no assunto.


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Nas conferências que ministra em empresas, por exemplo, ela reflete sobre a maneira como fazemos nossas escolhas e aborda, de forma inspiradora, assuntos como a busca por qualidade de vida, a importância da atividade positiva e o grande valor do autoconhecimento.

Para incentivar mais pessoas a viverem realizadas, Bruna Lombardi criou a Rede Felicidade. Diante de tanto repertório para ter qualidade de vida, o portal do Instituto de Longevidade foi atrás da atriz para entender melhor que atitudes podem ajudar a prolongar nossa saúde física e mental.

Bruna Lombardi: 17 atitudes para a longevidade física e mental

Autoaceite-se

“O esforço que tanta gente faz para se mostrar como acha que deve ser visto é puro desperdício de energia. Essa força deve ser investida na busca da própria verdade. Sendo do seu jeito, mesmo diferente daquilo que os outros esperam de você, encontrará a própria direção para ter a liberdade de ser o que é. E essa liberdade vai te deixar mais feliz.” 

Saiba se perdoar

“Independentemente do que tenha acontecido, abandone a culpa. Tenha compaixão com você mesmo e com os outros. Não deixe nada pesar dentro do seu coração. Quem sabe perdoar vive com mais serenidade.”

Não arraste correntes que são pesos inúteis

“Se algo não serve como impulso, desapegue e abandone. Deixe para trás tudo o que te prende em um lugar onde você não deseja mais estar. A partir daí, começa sua jornada de autoconhecimento: você se compreenderá mais e descobrirá quem é de verdade.”

Use o cronômetro a seu favor: o tempo é seu aliado.

“Dê uma pausa no dia e selecione um momento apenas para você. Para isso, busque um espaço que considera acolhedor. Vale um parque, um cantinho de casa, um lugar que você aprecia e sente que te faz bem. Tenha em volta coisas que você gosta, que te traduzem e inspiram. Curta o momento, respire fundo, olhe o céu, a beleza e apenas agradeça.”

Acredite na força da meditação

“Mesmo nos momentos conflituosos, desafiadores e de muita ansiedade, a espiritualidade, quando bem trabalhada, nos auxilia a ter tranquilidade. Quem é capaz de meditar aprende a superar os problemas de forma mais clara e sem ansiedade. Meditar é uma forma silenciosa de oração, de estar em contato com você mesmo e alinhar essa energia com a natureza e uma força superior. Um poder maior. Sua fé.”

Cuidado com pessoas âncoras

“Nada de estimular relações com quem é capaz de drenar a sua energia. Pessoas com baixa vibração não merecem a atenção que você tem para dar. Você deve trazer sua luz e não permitir que a escuridão em volta domine sua vida. Lembre de usar seu tempo construindo energia positiva e levando o melhor pra onde for.”

Valorize seu corpo e sua saúde

“Você é responsável pelo próprio bem-estar físico e mental. E isso é um resultado direto das escolhas que faz. Entre em contato com o seu corpo, mente e espírito. Compreenda como tudo está conectado entre você e a natureza da qual fazemos parte. Aprenda a cuidar da saúde em cada decisão que tomar. Isso é extremamente necessário para estabelecer equilíbrio entre o que deseja vivenciar e o mundo conturbado que precisamos enfrentar. Equilibrar a forma de viver, a realidade que você cria e a realidade à sua volta é essencial para viver melhor.  Além disso, escolha uma alimentação leve, rica em frutas e verduras, muita fibra e água. E opte por produtos naturais no lugar dos industrializados.”

Alimente o espírito também

“Foque em coisas boas, deixe os pensamentos negativos passarem, veja menos noticiários e leia mais poesia e bons livros. Seja mais solidário. Tenha propósito de ajudar causas nas quais você acredita. Feche os olhos por um minuto, medite, agradeça e sua energia estará reposta.”

Tenha coragem para se transformar

“Aos poucos, o percurso da nossa vida muda de direção e com ele nossos desejos e roteiros traçados. Não lute contra isso. Aceite que estamos em constante metamorfose em muitos aspectos.  Cada mudança reflete crescimento e aprendizado.”

Bruna Lombardi

Crédito: Divulgação 

Abaixo à reclamação inútil

“Resmungar não traz solução aos problemas. Pelo contrário, alimenta e faz crescer aquilo que nos incomoda. Quanto antes encararmos os impasses e as dificuldades, melhor. Afinal, uma hora teremos que olhar embaixo do tapete. Quanto mais rapidamente nos livrarmos do problema, menor a nossa agonia e aflição. Desistir sem tentar resolver a questão não é uma boa escolha, porque a coisa fica lá esperando e a gente não fica livre como imagina. Aquilo, seja lá o que for, continua a nos espreitar. E, no fundo, não nos sentimos bem por não ter tentado solucionar. A resolução vem aos poucos, em pequenas ações. Tomar uma medida por dia ajuda e, dessa maneira, aos poucos, a gente completa a tarefa maior.”

Solidão é uma escolha e muitas vezes nos faz muito bem 

“Para quem se sente sozinho, adotar um bichinho melhora tudo. Tantos gatos e cães estão por aí para serem resgatados… e eles precisam muito do seu amor. Você pode ser tudo pra eles. Não tenha dúvidas, nessa troca é você quem ganha mais amor e gratidão, além de mudar a energia da sua vida.”

Caminhe ao ar livre

“Ande descalço, deixe os pés sentirem a grama, a areia, a terra… Perceba sua conexão no contato com a natureza e saiba: você é parte dela. Sempre que puder, caminhe, faça atividades físicas, movimente o corpo e deixe a mente e o espírito livres. Exercícios diários, mesmo pequenos, são libertadores. Ouça músicas que você gosta. Dance. Realize uma viagem deixando corpo, mente e espírito voarem com sua imaginação.”

Faça uma faxina

“E não se trata apenas de limpar o que está a sua volta. Essa higienização também inclui livrar a cabeça de pensamentos negativos. Eles drenam sua energia e não te ajudam em nada. Preocupação não resolve as coisas. Só traz pesos inúteis.  Aproveite para fazer uma autoanálise e identificar tudo aquilo que te pesa e faz mal. Tudo o que vem te impedindo de ser uma pessoa melhor e mais feliz.  É hora de limpar e se livrar de tudo o que não faz bem.”

Leia o que estiver ao seu alcance 

“Livros, histórias e poesias sempre abrem portas na vida. Livros são grandes companheiros da nossa jornada. Um mergulho profundo nas histórias amplia nossa alma e nossas asas e nos ensina a voar.”

Cuide do meio ambiente 

“Quer conhecer a magia da natureza? Então, pare e preste atenção em toda a beleza que nos cerca. E contribua. Proteja, cuide, plante uma árvore, um jardim, um canteiro, um vaso. O que puder.  Não deixe que joguem lixo, que desmatem, que desperdicem nossos recursos naturais.” 

Dedique-se aos amigos 

“Poder contar com alguém é um dos melhores sentimentos que podemos experimentar. Então, seja você também a pessoa com a qual os outros podem contar em momentos delicados. Em muitos casos, a presença de um bom amigo basta para solucionarmos um dilema. Nunca deixe de apoiar, conversar, abraçar e estender a mão a alguém perto de você.” 

Estabeleça um ritual próprio

“E que seja apenas seu. Pode ser ouvir música ou simplesmente amar o silêncio.  Ficar sereno, meditar, se dedicar a uma leitura. Momentos assim são importantes para prestar atenção no presente e estabelecer uma conexão particular com o universo.”

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Especialistas ensinam como viajar gastando pouco

As férias estão aí e, além de descansar e se divertir muito, o que todo mundo deseja é não estourar o orçamento e comprometer a longevidade financeira, correto? O bom é que, adotando-se medidas simples, mas eficientes, é possível curtir uma ótima viagem sem entrar no vermelho. Seja de carro, ônibus ou avião, o que importa é saber como viajar gastando pouco.


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Para mostrar como isso é possível, o portal do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon conversou com Mathias Fischer, diretor de estratégia e inovação da plataforma Meu Câmbio; Ricardo Maila, especialista em finanças pessoais da Plano Consultoria; e Tânia Trevisan, CEO da Integral Woman Tour. Confira:

9 dicas certeiras de como viajar gastando pouco

1 – Faça um planejamento diário

Independentemente do destino, pesquise previamente em blogs, fóruns, canais do YouTube, perfis no Instagram ou sites sobre o lugar que vai visitar. A partir das informações levantadas, estipule um teto a ser gasto com transporte, hospedagem, passeios e alimentação. Isso permite um maior controle financeiro, além de descobrir ótimas dicas com experiências e depoimentos de outros viajantes que podem salvar uma boa fatia do orçamento e te revelar, por exemplo, qual o local mais bacana da cidade para experimentar aquele lanche caprichado.

2 – Busque atrações gratuitas

Cidades turísticas geralmente oferecem uma gama de atrações gratuitas para os visitantes. Muitos museus costumam abrir as portas pelo menos uma vez por semana ou por mês sem a necessidade de pagar ingresso ou cobrando bem pouco. Pesquise previamente as datas com tais promoções e certifique-se de programar a viagem para o mesmo período.

3 – Coma junto com os moradores

Fuja de restaurantes, cafés ou qualquer estabelecimento que comercialize comida perto dos principais pontos turísticos. Isso porque os preços costumam ser inflacionados e o serviço meio confuso diante da grande movimentação. Ande poucas quadras, afastando-se das áreas requisitadas, para encontrar valores bem mais interessantes. Se o lugar estiver cheio de moradores, melhor ainda! É ali mesmo que você deve se alimentar.

4 – Analise o trânsito da cidade

Se você viaja de carro, antes de chegar ao destino, pesquise sobre preços de estacionamentos ou áreas gratuitas disponíveis para o veículo. Uma busca rápida no Google pode trazer dicas de bons lugares para estacionar, sem precisar pagar valores altos. Caso o deslocamento seja de ônibus ou avião, é interessante avaliar, previamente, quanto custa o transporte público (ônibus urbano, metrô etc) para comparar com o preço de táxis ou carros de aplicativo. Quando a viagem é em grupo, é bem provável que esta última alternativa se revele a mais barata.

5 – Hospedagem mais em conta

Se para você férias significa hospedar-se em hotéis e ser prontamente atendido a qualquer momento, sem muito esforço, tudo bem – mas lembre-se de que isso tem um preço. Caso queira economizar, uma ótima alternativa é alugar casas e apartamentos com cozinha, onde é possível preparar refeições. Isso não significa deixar de comer na rua, mas só de fazer o café da manhã e o jantar por conta já vai significar uma excelente economia.

6 – O melhor lugar para ficar

Falando em hospedagem, escolher um hotel ou casa na zona turística é sempre mais caro. Considere ficar em um lugar um pouco afastado, pois isso reflete em preços mais interessantes de aluguel. Só não fique tão longe, a ponto de precisar desembolsar muito dinheiro para se locomover – e aí a economia não se justificará.

7 – Viajar em grupos

Quanto mais pessoas na turma da viagem, menores serão os gastos individuais. Por isso, se você gosta da companhia de bastante gente, invista nesse modo para viajar. Além de dividir despesas, a diversão vai aumentar proporcionalmente.

como viajar gastando pouco

Crédito: Dmitry Molchanov/Shutterstock 

8 – Como pagar

Se a viagem é pelo Brasil, quitar as despesas com dinheiro em moeda ou cartões de crédito e débito não fazem tanta diferença. Agora, se o roteiro é internacional, uma boa saída é levar parte do dinheiro em moeda e outra parte em cartão pré-pago. Assim, há uma maior segurança diante de imprevistos. O porém: cartão pré-pago tem IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 6,38%, enquanto na compra de dinheiro em espécie o imposto é de 1%. No caso do cartão de crédito, além do IOF de 6,38%, pode haver a variação da moeda estrangeira, já que é aplicado o valor vigente na data do pagamento da fatura.

9 – Lembrancinhas “pagáveis”

Apesar de querer agradar a turma que não te acompanhou na viagem, presentear muitas pessoas pode significar um rombo no orçamento. Por isso, estipule um valor prévio para cada mimo e não o extrapole de jeito nenhum.

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Identificar os tipos de fome ajuda no emagrecimento

Física, emocional, específica, social. Conhecer os tipos de fome é essencial para não brigar com a balança. “Quando a pessoa não busca na comida a solução dos seus problemas ou justificativas de merecimento deturpadas, fica mais fácil evitar o consumo de calorias extras durante o dia”, afirma Ione Leandro, consultora em nutrição estética da rede Onodera.

Ansiedade, estresse, tédio e até mesmo alguns hábitos negativos são vilões quando o assunto é emagrecer. Que o diga a secretária Kelly Souza, 51 anos, que, apesar de estar com sobrepeso, busca no açúcar a válvula de escape para momentos de pressão no trabalho. “Quando minha chefe pede coisas para ontem, eu abro a gaveta e já me energizo com um chocolate”, confessa.

Para ficar de bem com o seu corpo, da próxima vez que sentir fome, faça, primeiro, uma dessas quatro perguntas:

É fome física?

A fome é uma necessidade fisiológica de nutrientes. E o organismo sinaliza. Quando a barriga começa a “roncar”, é ele avisando que é preciso manter o balanço energético. “Os barulhos estomacais são um sinal do cérebro para a necessidade de combustível, ou seja, alimento para o corpo”, explica a nutricionista.

Nesses casos, levando em conta necessidades e hábitos individuais, recomenda-se “fracionar as refeições a cada três ou quatro horas e apostar em frutas, cereais integrais e gorduras do bem – estas fontes de energia que auxiliam no transporte de vitaminas e na adequação hormonal e podem ser encontradas em oleaginosas e peixes ricos em ômega, por exemplo”.

Para manter uma dieta saudável, devem ser evitados alimentos com alta concentração de sódio – como os industrializados –, carnes gordurosas, doces, frituras, refrigerantes e bebidas alcoólicas.

É fome emocional?

Ela surge do nada e com urgência, quando há a necessidade de usar o alimento para compensar ansiedade, culpa, tristeza ou mesmo cansaço depois de um dia longo de trabalho. “As pessoas não se alimentam apenas para saciar a fome, mas também porque é prazeroso”, pontua Ione.

No entanto, quando é “utilizada como forma de recompensa, merecimento, resposta ao estresse e outros fatores psicológicos que nada têm a ver com apetite, é necessário parar, entender e, se necessário, buscar acompanhamento com especialistas”, recomenda.

“A compulsão por determinado tipo de alimento é uma forma de acolhimento emocional”, explica. “Cada indivíduo responde de uma forma, mas é importante conhecer o que está levando a um distúrbio alimentar, tanto no excesso, quanto na falta.”

É fome específica?

Relacionada à fome fisiológica ou emocional, a fome específica geralmente envolve alimentos preferidos pela pessoa ou que há tempos não são degustados. “É a memória emocional”, diz Ione. Está relacionada ao prazer, a saborear.

Muitas vezes, é o famoso desejo. E dá para driblá-lo sem ingerir muitas calorias, fazendo escolhas inteligentes. “O padrão normal é quando podemos controlar e aguardar o momento certo de saciá-lo. Mas se torna um problema quando vira compulsão.”

É fome social?

Ela surge quando, mesmo sem vontade, a pessoa se vê obrigada a comer por estar em eventos sociais, como confraternizações e festas. “Geralmente a fome social aparece quando se vê determinado alimento ou se sente seu cheiro.”

Mas é importante que a pessoa não se sinta culpada por comer doce, hambúrguer ou pizza, por exemplo. “A recomendação é fazer um lanche saudável antes de ir ao evento e apenas comer pequenas porções, socialmente.”

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Dezembro Laranja: dermatologistas oferecem consultas gratuitas para prevenir o câncer de pele

As ações para o Dezembro Laranja organizadas pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) começam neste sábado (7) em todo o Brasil. Com o objetivo de promover a conscientização e a prevenção do câncer de pele, cerca de 4 mil dermatologistas e voluntários estarão espalhados em várias cidades do país para oferecer consultas gratuitas à população. 


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No total, serão 130 postos de atendimento funcionando das 9h às 15h, para fornecer informações sobre tratamentos da doença e medidas preventivas. Para encontrar um posto perto de você, clique aqui.

Dezembro Laranja: campanha visa combater o câncer de pele

O câncer de pele é o tipo de câncer com maior incidência no Brasil, correspondendo a 33% de todos os diagnósticos feitos. São cerca de 180 mil novos casos todos os anos. Apesar de levar à morte, o câncer de pele tem mais de 90% de chances de cura quando descoberto no início.

Em 2018, a campanha de Dezembro Laranja promovida pela SBD realizou mais de 26 mil atendimentos e conseguiu identificar 3.852 casos da doença, entre carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma. Em 20 anos, essa ação já beneficiou mais de 600 mil pessoas e, em 2019, tem previsão de ajudar outras 30 mil com as consultas gratuitas.

“É um dia de voluntariado no qual queremos reforçar a importância da proteção diária para prevenção, além de alertar que a identificação precoce do câncer da pele aumenta as chances de cura e evita danos ou mutilações mais profundas”, explica Sérgio Palma, médico dermatologista e presidente da SBD.   

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Os benefícios da natação para o corpo e para o cérebro

Até hoje, os benefícios da natação à saúde mais conhecidos por médicos e pacientes eram em relação à circulação sanguínea e a distúrbios respiratórios, como asma e bronquite. Mas o que muita gente ainda não sabe é que este esporte também melhora – e muito! – o funcionamento do cérebro e a recuperação de suas células danificadas.

Um estudo publicado pelos pesquisadores Vishal Madaan e Frederick D. Petty, da Universidade de Nebraska Ashish Sharma, na revista National Center for Biotechnology Information, mostra que a natação deixa o cérebro mais saudável e ajuda a produzir benefícios nos neurotransmissores, melhorando a conservação da memória, as funções cognitivas e a coordenação motora. Também ajuda a aliviar sintomas de ansiedade.


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Segundo os especialistas, isso acontece porque, ao melhorar a circulação sanguínea no cérebro e seus efeitos sobre o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, conjunto de glândulas responsável pelo controle das ações emocionais, a natação aumenta o fluxo de sangue, ajudando a melhorar a memória, o humor, a clareza e o foco.

Pausa… sobre o que estávamos falando mesmo? Ah, sim! Está comprovado que a natação reduz o processo de perda de memória em pessoas com mais de 60 anos e aumenta a capacidade de aprendizagem, diminuindo também as chances de demência.

Benefícios da natação para o cérebro

Assim como outros exercícios, a natação libera endorfina, que ajuda na gestão do estresse e da ansiedade, aliviando tensões e combatendo alguns sintomas depressivos. Também ajuda a impedir a entrada de estímulos externos, aumentando a concentração.

Além de tudo, é considerada uma ótima forma de exercício de baixo impacto. Sua prática permite que toda a musculatura das regiões do braço, peito, costas, ombros e pernas sejam trabalhadas. Os variados estilos de nado treinam músculos diferentes em movimentos repetitivos. Esses exercícios podem, inclusive, auxiliar na recuperação de lesões.

“Quanto mais exercícios regulares um idoso pratica, mais irrigado se torna o seu cérebro e mais neurônios são produzidos”

Outro estudo descobriu que este esporte produz um efeito antidepressivo em ratos. Os roedores participaram de um teste de natação para determinar a quantidade de tempo que passam imóveis na água e o tempo que passam nadando. Os ratos preguiçosos passaram muito mais tempo na natação ativa em comparação com os ratos deprimidos. Além disso, os roedores que praticavam a atividade eram menos propensos a apresentar sintomas depressivos após 30 dias.

A cardiologista Angélica Bösiger, do Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE), explica que o cérebro está exposto a uma atividade inflamatória intensa ao longo de toda a vida, por isso, quanto mais exercícios se faz, menores serão as chances de inflamações e de doenças.

“Exercício é sempre muito bom. Quando bem feito, é bom para o corpo, para o cérebro, para crianças, adultos e idosos. Quanto mais exercícios regulares um idoso pratica, mais irrigado se torna o seu cérebro e mais neurônios são produzidos”, afirma Angélica. Ela conta que, antigamente, acreditava-se que os neurônios eram formados apenas no início da vida. “Hoje sabemos que os neurônios vão se formando ao longo da vida. Além disso, algumas proteínas importantes para função cerebral são produzidas em maior quantidade quando a gente faz exercícios”, destaca.

Angélica também destaca o aumento da autoestima como importante benefício da natação. “O idoso que pratica natação e se exercita todos os dias, sabe que é capaz. Ele se sente mais forte e confiante”, conclui.

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Benefícios da dança para o bem-estar físico, mental e emocional

Apreciada em todo o mundo, a dança é uma forma de expressão artística, usada por muitas culturas para contar histórias, celebrar, compartilhar momentos ou simplesmente maravilhar os olhos. Além de entretenimento, são muitos os benefícios da dança para quem a pratica, seja fortalecendo o corpo ou cuidando do bem-estar físico, emocional e mental.

“Os benefícios da dança para a saúde e para o bem-estar são vários”, conta Guilherme Monteiro, médico e professor de tango. Ela pode ajudar na socialização, desenvolver uma noção de percepção própria e melhorar os níveis de consciência e organização corporal. Além disso, a dança também é um forte aliado contra estresse e doenças psiquiátricas, já que influencia de forma positiva no humor de todo mundo envolvido.

“Mais do que só um exercício físico, a dança possibilita às pessoas se incluírem mais”, afirma Monteiro. “É uma atividade social e lúdica, que permite a elas um acréscimo de resiliência a fim de transpor as dificuldades do dia a dia”. Para o médico e professor, a dança também ajuda a combater a ansiedade e a depressão.

Dança é acolhimento e conexão

Para muito dançarinos, profissionais ou amadores, dançar significa se conectar consigo mesmo, descobrir os limites do corpo e ultrapassá-los, encontrando uma nova forma de viver no mundo. É também uma forma de achar acolhimento e conforto na presença de outras pessoas e se inserir em um meio social que preza pela afetividade.


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Guilherme explica que a dança não substitui uma academia, uma atividade de musculação ou até mesmo a corrida, mas traz muitos ganhos ao promover momentos de inclusão, principalmente naquelas em que há toque, como o tango. “O toque é terapêutico e traz conforto, ainda mais no tango, em que a gente trabalha com o abraço. É um afeto e também um acolhimento dentro de uma sociedade que cada vez mais se isola e que está cada vez mais sozinha”. 

Assim, a dança também se transforma em um processo de cura e de prevenção contra males externos e internos. “É uma forma preventiva de se relacionar com o mundo e de gerar menos ansiedade, criando um ambiente em que é possível aceitar melhor as diferenças”. 

É também uma maneira de se conhecer melhor e de descobrir todas as possibilidades do próprio corpo. “Acho que é uma ferramenta de autoconhecimento e de autopercepção corporal incrível. Todas as pessoas deveriam experimentar independentemente da faixa etária”, afirma o professor.

benefícios da dança

Crédito: Lu Barcelos/Chocolate Fotografias

Benefícios da dança para todos

Outro dos vários benefícios da dança é que ela é inclusiva e pode abraçar diferentes públicos, faixas etárias e até mesmo condições de saúde e limitações do corpo. Existem pessoas que começam a dançar bem cedo, como as crianças que iniciam o balé aos quatro anos de idade. E existem também pessoas mais velhas, com mais de 50 e 60 anos, que se descobrem na dança de salão. Para Guilherme, não existe idade certa para dançar: “Eu acho que as pessoas podem começar a dançar em qualquer idade”.

Pessoas com deficiência também podem se beneficiar dessa atividade. Difundida em todo o mundo, a dance ability é um método inclusivo baseado na improvisação de movimentos, visando trabalhar a capacidade de cada indivíduo independentemente de idade, origem e experiência na dança, e se ele tem ou não alguma deficiência.

“Eu acho realmente que a dança é uma atividade sem fronteiras. As pessoas podem dançar a partir de suas próprias capacidades e de seu próprio desenvolvimento. Ela é inclusiva, mas também respeita a individualidade de cada um”, explica Guilherme.

É claro que é sempre importante ter cuidado. Quando a prática for feita com pessoas com deficiência, é necessário ter o acompanhamento de profissionais capacitados, que saibam como explorar as diferenças de cada um e que entendam o processo de inclusão.

começo de uma nova vida

Telma Camargo da Silva tem 67 e é antropóloga, encadernadora e tangueira. Descobriu a felicidade na dança, quando começou a praticar dança de salão e samba de gafieira, que logo a conduziram ao tango, sua verdadeira paixão. Há oito anos, ela faz aulas regulares e participa de seminários em todo o Brasil (e até em outros países), mergulhando de cabeça na história, musicalidade e beleza dessa prática.

“Sem dúvida vivo melhor porque sou uma tangueira, ou melhor, uma milongueira, para usar o vocabulário do nosso meio”, conta. “As várias dimensões da minha vida e da minha pessoa foram impactadas de forma positiva pela minha inserção no mundo do tango”.

Ela explica que se sente bem fisicamente por causa do tango e que sua flexibilidade, sua postura, seus movimentos e até mesmo sua respiração estão muito melhores desde que começou a dançar. “Como o tango envolve muitos movimentos, sendo que alguns são de difícil execução, trabalho minha memória para me lembrar de cada um deles na hora da milonga (baile de tango)”.

benefícios da dança

Crédito: Dorothea Queiroga Vasques

Criando conexões através de passos no salão

Além dos benefícios físicos e mentais, o tango também trouxe um bem-estar social para Telma, que passou a se inserir em novos grupos e fez amizades fora de seus círculos já estabelecidos. Para ela, foi uma forma de “renovar as afetividades”.

Como a comunidade tangueira se estende a outros países, como Itália, França e Rússia (além de Argentina e Uruguai, países onde o tango se originou), ela também viu diante de si a oportunidade de conhecer novos lugares e se conectar a pessoas de culturas diferentes. “Acredito que me tornei uma pessoa mais alegre e mais aberta aos relacionamentos com outras pessoas que não pertencem ao espaço acadêmico e universitário”, comenta.

No entanto, Telma diz que ainda tem muito aprender. “Meus oito anos de tango não são nada. Estou sempre à procura de me aprimorar e de mais conhecimento. E isso é um fator importante na minha vida cotidiana”, finaliza.

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Conheça os segredos para fazer a primeira parcela do décimo terceiro mudar sua vida financeira

Você pode até não se dar conta disso, mas o último dia do mês tem tudo a ver com a sua longevidade financeira. Especialmente se tem carteira assinada e vai receber a primeira parcela do décimo terceiro salário.

Se você via esse dinheiro apenas como uma graninha a mais para gastar no fim do ano, aí vai uma notícia importante: ele é bem mais do que isso. É o que explicam a terapeuta financeira Aline Soaper e o coordenador do curso de ciências contábeis da Anhanguera Osasco, Marco Antonio Cordeiro.

Esse valor “é um direito do trabalhador, um benefício depois de 12 meses de trabalho e por isso vale a pena planejar para usar bem”, pondera Aline. Vale dar atenção especial à primeira parcela. A segunda não é tão polpuda, já que são descontados os valores previdenciários e o de Imposto de Renda.


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“O bom uso do décimo terceiro salário pode ser a chave para ingressar na educação financeira e, assim, assumir o papel de gestor de seus recursos, pagar as contas em dia e poder efetuar investimentos para realizar sonhos de curto, médio e longo prazos”, considera Cordeiro.

Quando você começar a perceber que consegue poupar, terá mais motivação. “Sentimos prazer em viver um novo status, deixamos de ser tomadores para ser investidores. Eu costumo dizer que dinheiro não traz felicidade, mas a falta dele rouba a nossa paz”, filosofa ele.

O que fazer com a primeira parcela do décimo terceiro

1. Organize-se

Você vai dizer que é chavão, já que todo mundo diz para ter anotadas as receitas e as despesas. Mas como é que se pode pensar em gastar o décimo terceiro salário sem saber quanto sobra ou falta no mês e qual é a projeção para os próximos meses? E, sim, sabemos que começar a monitorar tudo o que entra e o que sai da conta pode ser chato. Mas esse é o primeiro passo para gastar bem e investir melhor.

“Como bom princípio de educação financeira, [é preciso] ter um orçamento familiar das despesas mensais e conhecimento total dos endividamentos, ou seja, dos compromissos de longo prazo, e também das inadimplências, que são as despesas que não foram pagas em seus vencimentos”, recomenda ele.

2. Escolha o que quitar

“Se durante 2019 você se atrapalhou financeiramente e acabou com contas em atraso, o décimo terceiro deve ser a oportunidade de fazer esse ajuste e colocar tudo em dia”, recomenda ele. O coordenador lembra ainda que esse dinheiro não é uma renda extra. “Faz parte de um ajuste de prazos em relação à quantidade de semanas do ano.”

3. Priorize a dívida certa

Não é uma boa fazer dívidas e esperar para pagar com a primeira parcela do décimo terceiro, segundo Aline. “O ideal é não tê-las”, diz. “Se a pessoa já está endividada, pode ser uma boa estratégia reduzir as dívidas” com ele.

Para a terapeuta financeira, se houver a oportunidade de pagar várias dívidas, o ideal é começar pelas essenciais, como energia e aluguel. “Depois, as que têm garantia real, como financiamento de imóveis e carros, porque se você não pagar eles podem retirar o bem.”

4. Antecipe pagamentos

Verifique se é vantajoso quitar débitos com antecedência. Como? Cordeiro ensina: “Deve-se avaliar se o valor do desconto na antecipação dos pagamentos, em relação ao ganho de uma aplicação financeira, será maior”.

Ele conta que há financiamentos, como alguns de veículos, em que a antecipação da última parcela dá 50% de desconto no valor. “Dessa forma, vale a pena simular a antecipação de três ou quatro parcelas finais do carnê.”

5. Guarde uma parte para as contas de 2020

Agora pode até estar sobrando algum dinheiro. Mas deixe o começo do ano que vem começar para você ter aquele susto. IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) consomem uma boa fatia da renda – e pagar antecipado vale a pena.

“O desconto para pagamento à vista, geralmente, contempla 3%, e a poupança rende, em média, 6,15% ao ano. Então, você consegue ganhar metade do rendimento da poupança em apenas um mês antecipando os três meses de parcelamento do IPVA ou os dez meses de IPTU. Em algumas cidades ou estados, o desconto pode ser até superior a 3%”, compara ele.

6. Crie uma reserva estratégica

“Se você já fez uma autoanálise e percebeu que seu humor se altera, que seus relacionamentos ficam mais difíceis e que sua energia acaba, tudo por conta da falta de dinheiro, guardar o décimo terceiro pode ser uma ótima estratégia para contornar esse problema”, diz o coordenador do curso de ciências contábeis.

O recomendado é ter uma quantia guardada para os meses de vacas magras. “Mesmo a Selic estando em baixa e a poupança rendendo pouco, a reserva é para cobrir a falta e não atrapalhar as outras coisas da vida”, diz ele, acrescentando que esse recurso “é o socorro, não irá configurar como investimento, e a sugestão é a poupança mesmo, até pela facilidade de resgate”.

7. Invista com sabedoria

Aqui está o grande ponto de virada: é preciso encarar o “décimo terceiro salário como agente transformador do seu status no mercado financeiro”, resume ele. E completa: “Você que sempre foi tomador de recursos, precisou de empréstimos e de cheque especial e pagou juros, que tal experimentar ser um investidor?”.

“Ao assumir o status de investidor, você pode se comprometer em fazer seus investimentos crescerem ao longo de 2020, e passar a ter disciplina para todo mês direcionar uma parte de sua renda para investimentos”, ensina o especialista.

Nessa decisão, será preciso avaliar seu perfil de investidor, avaliando se você comporta mais ou menos riscos. Para Cordeiro, pode-se pensar em um mix de tesouro direto, renda fixa, poupança e até ações. “Comece a experimentar e a se familiarizar com cada produto, para ter experiência no mercado financeiro”, orienta ele.

8. Pesquise antes de comprar

Se, no entanto, na sua lista de prioridades estão os presentes de Natal, a dica é pesquisar bastante os preços e ter um valor definido em mente. “Lembrando que há a liquidação de janeiro, pagar à vista sempre tem desconto e não ter vergonha de pedir desconto; é desta forma que você consegue fazer sobrar mais dinheiro”, finaliza ele.

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Peso ideal muda depois dos 60 anos; calcule o seu

Todo mundo sabe que controlar o peso ideal é uma recomendação de proteção à saúde. E o Índice de Massa Corporal (IMC) é uma medida bastante difundida, com suas faixas de baixo peso, peso normal, sobrepeso e obesidade. O que nem todo mundo sabe é que existe uma forma diferente de classificar o resultado para pessoas com mais de 60 anos de idade – que, na prática, admite uns quilinhos a mais.

O cálculo é feito da mesma forma para todas as faixas etárias e utiliza o peso e a altura: divide-se o peso (em quilos) pela altura (em metros) ao quadrado.

IMC = Peso (quilos) 
Altura (metros) x altura (metros)

O que muda é a interpretação do resultado dessa conta.

Assim, um adulto de 1,75 m que pesa 67 kg tem IMC 21,88, considerado adequado. No entanto, para uma pessoa com mais de 60 anos de idade com os mesmos 1,75 m e 67 kg, esse IMC representa baixo peso.

Se esse adulto de 1,75 m chegar aos 82 kg (IMC de 26,78), será considerado com sobrepeso. Já o sênior de 1,75 m e 82 kg apresentará peso adequado.


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A diferença se deve às modificações que acontecem no processo de envelhecimento, que podem estar relacionadas às doenças, ao estilo de vida e ao próprio avanço da idade, dizem as nutricionistas Ligiana Pires Corona, professora do curso de nutrição e do mestrado em gerontologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), e Larissa Hara, mestranda em ciências da nutrição e do esporte e metabolismo da mesma universidade.

ALTERAÇÕES

A principal mudança que interfere nessa classificação ocorre na composição corporal dos mais velhos. Na faixa etária a partir dos 60 anos pode acontecer uma redução da altura devido à compressão vertebral, à perda do tônus muscular e a alterações posturais.

Também é comum a redução do peso, pela diminuição da água corporal e da massa muscular. Ao mesmo tempo pode ser registrado um aumento da gordura corporal, com maior concentração na região abdominal. As alterações ósseas, devidas à osteoporose, também interferem.

CÁLCULO

Não existe ainda um consenso internacional sobre o padrão de IMC a ser adotado para quem tem mais de 60 anos de idade. No Brasil, o Ministério da Saúde adota e recomenda o chamado padrão de Lipschitz. Nela, os valores abaixo de 21,9 são considerados baixo peso. Entre 22 e 26,9, o peso está adequado. A partir de 27, a pessoa tem sobrepeso.

Para adultos com menos de 60 anos, o Ministério da Saúde adota o padrão recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) desde 1997. Por ele, IMC abaixo de 18,4 é tido como baixo; entre 18,5 e 24,9, adequado; de 25 a 29,9, sobrepeso; acima de 30, obesidade.

OUTROS FATORES

O IMC a partir de 30 é considerado obesidade para qualquer faixa etária. Porém, como o excesso de peso eleva o risco de doenças crônicas (como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e câncer), ele já é um sinal de alerta em idosos e requer uma avaliação clínica mais cuidadosa e completa.

Essa análise, dizem as nutricionistas, deve levar em conta não só o IMC, mas também a distribuição da gordura corporal. Entram na conta ainda os níveis de triglicerídeos e de HDL-colesterol, a pressão arterial, a glicose em jejum e a circunferência da cintura.

MAIS MÉTRICAS

Existe outro parâmetro importante a ser considerado para o público 60+: o perímetro da panturrilha. Segundo Ligiana e Larissa, essa é uma medida importante para avaliação da massa muscular e sua redução pode significar diminuição da força. Perímetro superior a 31 cm indica um quadro de normalidade. Um valor igual ou inferior é indicativo de desnutrição.

Médicos utilizam também a Miniavaliação Nutricional (Man), método importante para avaliar a nutrição em idosos, que traz questões sobre medidas antropométricas, modo de vida, medicação, mobilidade, número de refeições, ingestão de sólidos e líquidos, autonomia na alimentação e autopercepção da saúde e da nutrição.

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Cuidados com os pés: os erros mais comuns ao escolher um sapato

Quais são os erros mais comuns ao escolher um sapato? Para responder a essa pergunta, o portal do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon conversou com dois especialistas em cuidados com os pés, o ortopedista José Antônio Veiga Sanhudo, vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia de Tornozelo e Pé (ABTPé), e a podologista Karina Silva Barros, coordenadora técnica da Doctor Feet.

Na hora da compra, dizem os especialistas, conforto deve ser a palavra de ordem. “Tem que ter espaço para movimentar o pé ao levantar e ser confortável tanto no calcanhar quanto no meio do pé”, pontua Karina.


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Um dos equívocos mais comuns, segundo ela, “é optar por um sapato apertado, com a expectativa de que ele ‘folgue’ com o uso”. Ou o contrário, escolher um maior para durar mais e colocar jornal ou algodão na ponta. “Por ser um volume a mais, pode causar trauma nas lâminas das unhas e deformação dos artelhos, além de favorecer o surgimento de micoses”, adverte.

Cuidados com os pés ao escolher o calçado 

Tipo de pisada

São três tipos de pisada: normal, em que a pessoa pisa com o pé alinhado, distribuindo equilibradamente o peso corporal; supinada, quando se pisa mais com a borda externa do pé e impulso no dedinho; e pronada, em que a pessoa joga o peso para a parte interna do pé, tomando impulso com o dedão.

“Quem tem pisada neutra acomoda-se bem em uma variabilidade maior de calçados, mas não podemos extrapolar e dizer que se adaptam a qualquer tipo de calçado”, explica o ortopedista. “Já quem tem pisada supinada ou pronada precisa de mais estabilidade, portanto não é indicado utilizar sapatos e sandálias macios demais”.

“Na verdade, não existe um sapato específico para cada tipo de pisada, mas sim sapatos que acomodam melhor cada tipo pé”, complementa a podóloga. Ao escolher o calçado, “a pessoa tem que observar se o pé dela se encaixa direitinho no calçado”.

E exemplifica: “Para um pé mais fino e cavo, o salto não é indicado, pois não dá apoio no arco do pé, o que provoca calos e pode causar queda. Já um pé plano precisa de um calçado mais largo e de sola rígida para dar sustentação ao pé e não danificar facilmente, porém com palmilha confortável”.

Segurança e conforto

Para as mulheres

Sapatos e sandálias com salto meia pata são mais seguros do que os de salto alto. Isso porque acabam “diminuindo” o salto, ao reduzir a diferença de altura entre ele e a parte frontal do calçado. Ou seja, se o salto tiver sete centímetros e a meia pata três, é como se o salto tivesse apenas quatro centímetros.“O salto grosso é mais confortável, mas não deve ser usado com frequência”, sugere a podóloga. “Quanto mais apoio nos pés, melhor.”

Rasteirinhas, independentemente do modelo, “nunca são totalmente seguras”, diz Karina. “Elas possuem solados duros – uns modelos mais e outros menos –, geralmente são escorregadias e não possuem algo essencial que é a elevação do calcanhar, sendo, assim, um tipo de calçado que não dá estabilidade ao pé e faz com que a pessoa force demais a musculatura na hora da marcha.”

E as sapatilhas, segundo ela, também não devem ser usadas regularmente. “Por não dar sustentação ao pé e ser aberta no dorso, ela aperta os dedos e o calcanhar para não sair do pé. Pelo ponto de vista postural, esse tipo de calçado também é péssimo. Outro detalhe é que as mulheres usam sem meia, o que pode provocar odores causados por microrganismos do suor e infecções nas unhas.”

Para os homens

Os calçados masculinos, por não terem salto alto, não apresentam os distúrbios de pressão e as alterações biomecânicas da marcha dos femininos. “Calçados com solado emborrachados e com a câmera anterior alargada costumam ser os mais confortáveis”, pontua Sanhudo. Dê preferência a calçados de couro natural, “pois permitem uma maior ventilação do que os de material sintético”.

“Já os chinelos apresentam as vantagens de serem calçados abertos, que permitem mobilidade dos artelhos, mas habitualmente apresentam solados com baixa absorção de impacto e, por não terem fixação na parte de trás do pé, não conferem grande estabilidade durante a marcha”, adverte.

Para ambos

O solado deve ser antiderrapante, de preferência, para dar mais segurança. E isso vale para todo tipo de pisada.

Cuidados com os pés: escolha do tênis

Alguns cuidados devem ser tomados, especialmente para os praticantes de corrida, explica o ortopedista: se você exercita-se diariamente, procure alternar o tênis que usa, “porque a resiliência do calçado [capacidade de recuperar as suas características originais, especialmente as relacionadas à absorção de impacto] costuma ser superior a 24 horas”.

Além disso, evite lavá-lo, “porque a umidade enfraquece as costuras e diminui a vida útil”; e respeite a validade, que, “suporta bem 500 quilômetros de uso, mas depende do peso do corredor e do tipo de terreno, entre outros fatores”.

Cuidados com os pés ao experimentar o calçado 

Tamanho

O tamanho dos calçados varia entre marcas e estilos. “Não escolha um calçado pelo número impresso, sem experimentá-lo”, afirma Sanhudo. Também não compre um que esteja apertado, com a esperança que ceda com o uso, “pois isso pode ocorrer às custas de bolhas, calosidades ou outras lesões mais graves”.

Também é necessário prestar atenção à ponta dos dedos. “É preciso uma folga na extremidade, para que eles não se deformem em garra. Deve haver ainda um espaço acima dos dedos, para que consigam se movimentar um pouco, pelo menos.”

Habitualmente, explica o ortopedista, temos um pé maior do que o outro. “Experimente os dois pés e certifique-se de que ambos estejam confortavelmente vestidos.” Por fim, lembre que, com o tempo, “o tamanho do seu pé pode mudar e você pode precisar de um calçado maior do que você usava anteriormente”.

Horário da compra

O melhor momento para experimentar calçados é no final da tarde ou à noite. “Os pés incham em maior ou menor proporção durante o dia, por isso procure comprar calçados no final do dia, quando seus pés estão mais inchados”, finaliza o médico.

Palmilhas

Existem dois tipos de palmilhas: as de silicone e as ortopédicas. No primeiro caso, elas são fabricadas com materiais que amortecem o impacto sobre as articulações. Já as ortopédicas, segundo a podóloga, “são produzidas sob medida com a principal finalidade de modificar a inclinação corporal e amenizar a tensão sobre os músculos responsáveis pelo equilíbrio do corpo” – e, com isso, ajudam no tratamento de dores e problemas que acometem todo o sistema locomotor: pés, pernas, joelhos, calcanhares, quadris, costas e tornozelos.

Consequências de uma escolha inadequada

“A escolha inadequada de um calçado pode ocasionar sérios danos à saúde”, segundo Karina. Os primeiros sintomas são a formação de bolhas e calos, principalmente nos dedos e no calcanhar, dor na face plantar do pé e desconforto ao caminhar. “Ao insistir no modelo, a pessoa pode enfrentar a formação de neuromas [tumor nos nervos], calosidade nas regiões interdigitais e plantares, acentuação e desenvolvimento de joanete e fascite plantar [inflamação na sola do pé].”

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7 dicas para você aproveitar a Black Friday sem se endividar

Falta pouco para a Black Friday e as lojas em todo o Brasil já começaram a disputar a atenção dos clientes com ofertas tentadoras nos mais variados produtos. Este ano, o dia tão aguardado pelo comércio e pelos consumidores será em 29/11, última sexta-feira de novembro, e promete bater um recorde em vendas, superando 2018.


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Especialistas, no entanto, recomendam muita cautela antes de ir às compras. É importante proteger-se de propagandas enganosas e prestações que podem comprometer o orçamento doméstico, além de evitar gastos desnecessários.

Saiba como não se endividar na Black Friday

Planeje suas compras

“O primeiro passo é ter em mente os itens que você precisa comprar e quanto dispõe para gastar, para não exagerar nas compras e adquirir uma dívida que se tornará um problema futuro”, comenta Haroldo Monteiro, especialista em varejo e coordenador do MBA Gestão Estratégica no Varejo no Ibmec/RJ. 

Pesquise antes de comprar

Monteiro também explica que o processo de compra deve começar com uma pesquisa, feita de preferência com bastante antecedência. “Vá anotando a variação de preços e pesquisando em vários sites”, explica. Assim, quando surgir uma promoção, você terá certeza se o produto está realmente mais barato ou não, e se a compra compensa. “Só compre se a oferta valer a pena”, aconselha o coordenador.

Não compre apenas por comprar

Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros, é categórico: “Não compre se precisar se endividar para isso”. Analise antes sua condição financeira e se a compra vai impactar negativamente no orçamento de sua família. Nem sempre vale a pena consumir algo só porque está barato.

Descubra o melhor dia para fazer suas compras

Às vezes, o dia da Black Friday nem sempre é o melhor para comprar, opina Gabriel Trindade, gerente comercial do Digital Commerce Group. As lojas online geralmente caem, o sistema fica lento, o consumidor fica com muitas dúvidas sobre o pedido e as confirmações demoram, pois o volume de compras é intenso. “Como as promoções já começam na noite de quinta e se alongam até segunda, não vá no impulso da sexta”, argumenta.

Black Friday

Crédito: Andrey_Popov / Shutterstock

Cuidado com as ofertas muito boas

Gabriel ressalta que nem sempre o preço mais baixo é a melhor oferta. “Muitas lojas derrubam o preço do produto, mas cobram um frete altíssimo para compensar”, explica. Portanto, considere como preço final apenas o valor do produto somado ao frete. Faça a conta e tome cuidado com a oferta mais chamativa da vitrine, porque ela pode pesar mais em seu bolso depois.

Veja se o site é confiável

Hoje em dia, é cada vez mais comum que empresas fantasmas usem sites atraentes para iludir clientes e aplicar golpes. Para evitar esse problema, procure descobrir se essa empresa realmente existe e se possui endereço físico ou telefone para contato caso ocorra algum problema na hora da compra ou no pós-venda.

Fique de olho nos seus direitos

O advogado Gilberto de Jesus Bento Junior orienta o consumidor a ficar atento e evitar ações abusivas por parte das empresas. “Hoje se observa um crescente número de reclamações”, comenta. 

O Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90) permite, no artigo 49, que o consumidor se arrependa da compra que fez em até sete dias corridos. “Assim, sempre que você perceber que fez uma compra que não deveria ter feito, seja ela por qualquer motivo (não é necessário justificar), pode pedir o cancelamento sem qualquer custo.”

É importante documentar, ao menos por e-mail, e guardar esse pedido de desistência. Se ocorrer a cobrança, você terá direito à devolução do valor em dobro e uma indenização compensatória. “Devemos reivindicar mais qualidade, mais respeito ou ao menos a reparação e responsabilidade contra os abusos que sofremos”, afirma Gilberto.

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10 fatos que você tem que saber sobre cigarro eletrônico

Ele já foi apresentado como uma alternativa segura ao tabaco. Virou moda. Ganhou design moderno, cores e sabores. Mas o jogo virou para o cigarro eletrônico.

Dos EUA, começam a chegar relatos sobre os malefícios que ele pode produzir à saúde. E o que, a princípio, parecia inofensivo tornou-se um problema de saúde pública em alguns países.

A seguir, a diretora da ONG ACT Promoção da Saúde Anna Monteiro e o cirurgião oncológico e diretor-executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni Jr., contam o que você precisa saber sobre cigarro eletrônico.

O cigarro eletrônico é seguro?

“Não existe produto de tabaco seguro”, informa Maltoni Jr. E os cigarros eletrônicos estão incluídos aí: “Eles tentam passar a ideia de modernidade, com produtos similares a pendrives e outros, com sabores diversos, para atrair os jovens que já têm internalizado que o cigarro tradicional faz mal à saúde”.

Elevicia?

Sim, e por vários motivos. O primeiro e mais conhecido é a presença de nicotina. “É esse componente responsável pelo vício. Além disso, possui uma série de substâncias tóxicas e cancerígenas”, diz o médico. Mas ele lembra que há mais do que a dependência física e química. “Ela é também psicológica e comportamental.”

E os que não liberam nicotina? 

Pois bem, não é apenas a nicotina que faz mal à saúde. O especialista explica que os cigarros eletrônicos aquecem um líquido para produzir um aerossol, que é inalado pelos usuários. “Esse líquido pode conter diversas substâncias que dão sabor e que, misturadas, provocam outras alterações, que não sabemos ainda o real efeito no ser humano.”

Qual é o impacto do fumo na meia-idade?

É sabido que o tabagismo impacta negativamente a expectativa de vida. Basta dizer que, atualmente, é a principal causa de morte evitável.

Mas não é só isso: o fumo compromete também a qualidade de vida, sendo um acelerador do processo de envelhecimento. Uma pesquisa com 149 mil pessoas, com média de idade de 55 anos, mostrou que a idade biológica dos fumantes é o dobro da cronológica, quando comparados aos não fumantes.


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E parar, especialmente para quem passou dos 50, pode ser mais difícil, indica outro estudo. Em geral, essas pessoas têm maior dependência da nicotina, de acordo com os pesquisadores. Vale lembrar que o cigarro eletrônico também pode conter essa substância.

Cigarro eletrônico e cigarro aquecido são similares? 

Os chamados DEFs (dispositivos eletrônicos para fumar) abrangem cigarros eletrônicos, e-cigs e vaporizadores. A diretora da ONG ACT Promoção da Saúde esclarece que os primeiros “usam uma bateria para aquecer um líquido, que geralmente contém nicotina e sabores, produzindo um aerossol, inalado pelo usuário”.

Nos produtos de tabaco aquecido, há uma bateria que aquece um cigarro ou um bastão de tabaco para produzir um aerossol. “Também contêm nicotina e outros produtos químicos, que são inalados”, diz ela, acrescentando que, “em razão de seu vapor, os usuários desses dispositivos não se consideram fumantes, mas sim ‘vapers’”. 

O cigarro eletrônico é liberado no Brasil?

Ainda que se possa encontrar DEFs no mercado paralelo, a importação, a comercialização e a propaganda desses produtos são proibidas no país desde 2009. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informa que a segurança dos dispositivos não é comprovada, mas tem discutido o assunto.

Por que se tornaram populares fora do Brasil?

“Lançados no mercado com o pretexto de ajudar fumantes a se livrar da dependência de nicotina, os DEFs acabaram sendo usado maciçamente por jovens, na iniciação ao fumo”, avalia Anna. Um dos mais conhecidos, por exemplo, pode ser carregado na porta USB do computador e é vendido em diversos sabores, como creme, manga e menta.

A adesão dos jovens cresceu de forma “alarmante”, segundo um relatório do Surgeon General, órgão do governo americano. De 2011 a 2015, esse aumento foi de 900% entre estudantes de ensino médio. “O uso de cigarro eletrônico entre jovens e adultos dos EUA é agora uma grande preocupação de saúde pública”, indica o texto.

Que malefícios o cigarro eletrônico pode trazer à saúde?

Ele pode provocar doenças cardiovasculares, neurológicas e o câncer. E também lesões pulmonares graves, informa o médico. O CDC investiga um surto de lesão pulmonar associada ao uso de produtos de cigarro eletrônico nos EUA. Até 29 de outubro deste ano, haviam sido relatados 1.888 casos, incluindo 37 mortes. Os dados são atualizados semanalmente.

Pesquisas recentes mostram que:

– O cigarro eletrônico prejudica a fertilidade. Um estudo publicado no periódico científico “Journal of the Endocrine Society” indicou que camundongos expostos ao vapor do dispositivo tiveram um atraso no início da primeira ninhada, em relação aos que não tiveram contato com a substância.

– Outro estudo com camundongos, este feito por 54 semanas por pesquisadores da New York University, indicou que o vapor do cigarro eletrônico com nicotina causa câncer de pulmão. Também foram constatadas lesões pré-cancerosas na bexiga de 57,5% dos animais.

– Usuários de cigarros eletrônicos têm mais chances de desenvolver infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, depressão e ansiedade e problemas circulatórios. O estudo, publicado no periódico científico “Journal of the American College of Cardiology”, reforça, contudo, que são precisos mais estudos para estabelecer a ligação causal entre as doenças e o dispositivo.

O cigarro eletrônico pode comprometer a política nacional de combate ao fumo?

“Com certeza. É um retrocesso, uma vez que, ao longo dos anos, conseguiu-se a redução de 40% do número de fumantes e uma geração de jovens que realmente sabe que o cigarro faz mal à saúde”, reforça o cirurgião oncológico.

Essa diminuição, segundo dados divulgados neste ano pelo Ministério da Saúde, foi observada nos últimos 12 anos. Os dados mostram ainda que 9,3% dos brasileiros afirmavam ser fumantes em 2018. “Se os brasileiros estão deixando de fumar, é resultado de muitas lutas e articulações no fomento de políticas públicas de controle do tabagismo”, assinala o médico.

“Medidas como política de preços e impostos, restrição da publicidade, ambientes livres de fumo, entre outras, foram fundamentais para essa conquista, e é preciso avançar”, pondera a diretora da ONG ACT Promoção da Saúde.

Ele acrescenta: “Liberar cigarros eletrônicos ou de tabaco aquecidos não é uma saída para diminuir a dependência ao fumo”. O problema, segundo Maltoni Jr., “está exatamente no fato de que indústria do tabaco não é clara e tenta passar a ideia aos jovens de que esses produtos, por não existir a combustão como nos cigarros tradicionais, são menos danosos à saúde, o que não é verdade”.

Por que as pessoas se sentem atraídas pelo cigarro eletrônico?

Há uma combinação de novas tecnologias com estratégias de marketing, segundo Monteiro. “Algumas [indústrias] usam mensagens que afirmam explícita ou implicitamente que são alternativas mais seguras e menos tóxicas aos cigarros convencionais”, diz ela.

Outro ponto são as publicidades “com modelos jovens e atraentes, patrocínio de eventos e festas esportivas, colocação de produtos e uso de influenciadores de mídias sociais”, segundo a executiva.

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É possível economizar até R$ 2.864 em um ano com tarifas bancárias

É possível economizar – e muito – tendo um uso mais racional da conta corrente. Ajustando o pacote de serviços ao básico, o consumidor pode até zerar os pagamentos mensais de tarifas bancárias e acumular em 12 meses R$ 2.864 (valor máximo cobrado para um pacote completo, segundo o último levantamento da Febraban).

“A maioria dos brasileiros desconhece o quanto paga ao banco e gasta mais do que deveria”, afirma Dori Boucalt, consultor e advogado especialista em Direito do Consumidor. “Se o cliente souber exatamente como usa o banco, pode até não pagar tarifa”, garante Renata Reis, coordenadora das áreas técnicas do Procon-SP.

Das 18 instituições pesquisadas pelo serviço de monitoramento Star, da Febraban, o valor máximo cobrado efetivamente pelo pacote padrão 2 estabelecido pelo Banco Central, que é o que mais se assemelha ao pacote gratuito (essencial), pode chegar a R$ 97,90 ao mês ou R$ 1.174,80 ao ano – compare, abaixo, o que ele inclui em relação ao básico.


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“Veja quanta coisa se poderia fazer com o valor economizado! Por isso não tenha vergonha de conversar com o gerente. É obrigação dele lhe atender”, diz Boucalt. “Se você tiver dificuldade de entender as tarifas para traçar o seu perfil, peça ajuda a um amigo, familiar, contador ou até de um despachante”, recomenda.

O consultor lembra ainda que é possível negociar a isenção da taxa de manutenção da conta corrente com o gerente se o cliente tiver poupança ou dinheiro aplicado. “Isso é bem comum para os clientes de médio porte [aqueles que aplicam a partir de R$ 30 mil]”, conta.

Tarifas bancárias: o que inclui o pacote essencial (gratuito)

  • Emissão de cartão de débito/movimentação e segunda via (exceto para reposição por perda, roubo, danificação)
  • 4 saques por mês, no caixa, inclusive em cheques, ou em terminal de autoatendimento
  • 2 transferências por mês
  • Qualquer serviço prestado/utilizado na internet se a conta for digital
  • Extrato completo e detalhado e até 2/mês no autoatendimento
  • 10 folhas de cheque por mês e a compensação deles

Tarifas bancárias: o que inclui o pacote padrão 2 (até R$ 97,90/mês)

  • Confecção de cadastro para início de relacionamento
  • 12 folhas de cheque
  • 8 saques
  • 6 extratos dos últimos 30 dias
  • 2 extratos de outros períodos
  • 1 transferência por meio de DOC ou TED
  • 4 transferências entre contas na própria instituição

Informação clara e completa é direito

O correntista tem o direito básico à informação. “O Banco Central tem um rol de serviços chamado de ‘essenciais’, que é reduzido, mas, se ficar restrito àquela movimentação, só paga o que exceder o pacote. Não é mágica. É uma determinação legal que não é difundida ou até mesmo aplicada pelos bancos. Muitos gerentes dizem que esse pacote não existe, contrariando a determinação do Banco Central”, pontua a coordenadora do Procon.

O grande volume de reclamações ainda acontece, segundo ela, por falta ou falha de de informação clara. “Eu desafio quem tenha o contrato de abertura da conta corrente com o detalhamento de cada serviço que compõe o pacote contratado”, afirma. Segundo ela, geralmente o documento vem só com o nome do pacote: “O consumidor contrata no escuro”.

Até pouco tempo atrás a situação era ainda pior. “Antes, tinha banco que criava até 60 tarifas bancárias diferentes para o mesmo serviço. Agora, o Banco Central determina que cada serviço tenha o mesmo nome em todos os bancos e separa os serviços em três categorias (essenciais, prioritários e diferenciados)”, explica. Isso dá ao banco a liberdade de oferecer pacotes com diferentes composições, desde que garanta também o mais básico.

Tarifas bancárias: trace seu perfil de necessidades

Quantos cheques você emite por mês? Quantos saques precisa fazer? É importante traçar seu perfil de uso do serviço bancário. De posse disso, veja se o banco não pode oferecer um pacote mais vantajoso.

Seu extrato mensal mostra qual o padrão de uso dos serviços do banco. De posse das informações sobre cada um dos pacotes comerciais oferecidos, você poderá fazer comparações e escolher qual deles se encaixa melhor no seu perfil de uso.

É importante lembrar que não há qualquer tipo de tabelamento e que, se o cliente precisar de algo para além do que dispõe no pacote (mesmo o essencial), deverá pagar o valor unitário estipulado pelo banco.

Mude de pacote

O banco não pode se negar a alterar o pacote de serviços do correntista. Se isso acontecer, o cliente pode reclamar no SAC e na ouvidoria do banco, no Banco Central e no Procon da sua região.

E se o banco esconder o jogo?

É comum o cliente questionar a mudança pelo banco de alguma regra durante a vigência do contrato sem solicitação ou autorização prévia. O valor acordado, por exemplo, não pode mudar por 12 meses. “Há casos em que o pacote não é respeitado ou houve alguma mudança no serviço. Atue de forma preventiva”, diz Boucalt, “acompanhando com atenção o extrato e reclamando sempre que ver alguma irregularidade”.

O que fazer se houver cobrança indevida?

Se o cliente pagar um valor cobrado indevidamente terá direito ao reembolso em dobro.

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Perdoar reduz até risco de infarto: veja esse e outros benefícios

Perdoar outra pessoa não é uma tarefa simples. Significa abrir mão do ressentimento, se desprender da mágoa e seguir em frente.

Pode não ser fácil, mas o perdão é necessário para nosso bem-estar. Está cientificamente comprovado que é bom para nossa saúde de uma forma geral, tanto física quanto psíquica e emocional. É saudável e faz bem para nosso corpo – principalmente para o coração.

De acordo com a psicoterapeuta, autora do livro O Poder Terapêutico do Perdão e diretora do Núcleo de Aplicação e Pesquisa da Psicologia Positiva (NUAPP), Adriana Santiago, o perdão é essencial para a saúde do coração e para nosso organismo de uma forma mais ampla. “Diversas pesquisas têm sido realizadas para provar esse fato. Agora, o tema deixou a esfera da religião e invadiu a ciência, justamente porque se constatou que quem perdoa vive mais e melhor”, comenta.

Um remédio contra o infarto

Estudos indicam que perdoar pode reduzir até mesmo o risco de infarto. De acordo com uma pesquisa feita pela psicanalista Suzana Avezum, pessoas que sentem mais dificuldade em perdoar têm mais propensão a sofrer um infarto agudo do miocárdio.

A médica analisou 130 pacientes a fim de avaliar a disposição de cada um para o perdão. Em dois grupos de 65 pessoas cada, ela entregou questionários para entender como cada um responderia a situações diversas envolvendo o perdão, como “quebra de confiança” e “rejeição ou desprezo”.


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Todos os participantes eram bem similares em relação a idade, sexo, condição econômica e estilo de vida, mas um fator separava os dois grupos: no primeiro, nenhuma das pessoas entrevistadas tinha histórico de doença cardiovascular; no segundo grupo, todos os integrantes já haviam sofrido um infarto antes.

O que provocou curiosidade na médica foi o fato de que todos aqueles que sofreram infarto haviam enfrentado situações em que se negaram a perdoar.

Suzana explica que não perdoar gera mágoa e estresse recorrentes, que continuam ao longo da vida sempre que a situação é lembrada. Isso porque o problema nunca é solucionado de fato e a pessoa não consegue dar um ponto final e seguir adiante. Para se defender, o corpo tende a produzir uma quantidade maior de hormônios, que, em excesso, fazem mal e podem prejudicar o coração.

O cortisol, um desses hormônios, ajuda o organismo a controlar o estresse, reduzir inflamações e manter os níveis de açúcar no sangue constantes. No entanto, quando produzido em excesso, estimula a produção de células gordurosas no abdome, criando gordura visceral, que pode aumentar ainda mais risco de doenças cardíacas, como o infarto.

Perdoar pode evitar doenças do coração 

A psicanalista Adriana também afirma que perdoar pode ser um grande aliado contra doenças cardiovasculares. “Não é uma questão de fé. A ciência já provou que, além de prevenir o infarto, deixar de ressentir previne também outras doenças físicas”.

Ela conta que, em um estudo feito por Charlotte Vanoyen Witivliet, pesquisadora do Departamento de Psicologia do Hope College, em Michigan, Estados Unidos, foi comprovado que a falta de perdão ativa respostas no corpo, pois incita a ruminação, ou seja, a repetição de pensamentos nocivos. “A ruminação gera estresse no sistema cardiovascular, sistema nervoso simpático e parassimpático, causando alteração na frequência cardíaca”.

Durante um experimento, Charlotte pediu para que voluntários se recordassem de uma mágoa antiga enquanto conectados a aparelhos para analisar a reação do corpo. Ao longo do teste, a pesquisadora percebeu um aumento da frequência cardíaca e da pressão sanguínea, além de suor excessivo e alteração na musculatura facial, demonstrando raiva ou tristeza.

O contrário também foi observado. Quando confrontados com os motivos pelos quais foram magoados, os voluntários relaxaram e seus corpos responderam de forma positiva fisiologicamente.

Para Adriana, esse estudo é bem claro. “Ele prova o quanto perdoar ou não causa efeitos colaterais, sejam eles emocionais ou fisiológicos, atingindo de forma contundente a nossa saúde”.

Benefícios do perdão

O bem que o perdão proporciona para nossa saúde vai além da prevenção do infarto. Veja abaixo mais alguns motivos para começar a perdoar:

É bom para o coração

De acordo com um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, pessoas que deixam a raiva de lado são menos propensas a sofrer variações na pressão sanguínea. Já uma pesquisa da revista Journal of Behavioral Medicine relata que o perdão está associado a uma menor frequência cardíaca e pressão arterial.

Melhora a imunologia

Uma pesquisa realizada pela Universidade Duke, nos Estados Unidos, com pacientes com HIV descobriu que existe uma relação entre o perdão e a melhora no sistema imunológico. Aqueles que perdoaram um mal sofrido anteriormente apresentavam um nível maior de células CD4 no organismo que os demais. Essas células fazem parte do sistema imunológico e são o principal alvo do vírus HIV. Quanto menos células CD4, maior a vulnerabilidade do sistema imunológico e o risco de infecções aumenta.

Restaura o sono

Pesquisadores da Universidade do Tennesse, nos Estados Unidos, revelaram que perdoar pode melhorar a qualidade do sono. Abandonar sentimentos negativos provocados pelo ressentimento pode ajudar até mesmo a reduzir a fadiga.

Diminui o estresse

Um artigo publicado pela revista Journal of Health Psychology em 2014 afirmou que perdoar pode ajudar a liberar sentimentos negativos, ajudando a potencializar sentimentos positivos em relação ao agressor. Por causa disso, o corpo é menos afetado pelo estresse causado pelo envolvimento com o agressor.

É possível aprender a perdoar?

Adriana diz que sim. Para ela, basta apenas começar a decidir. “Muita gente se equivoca achando que perdão é sentimento. Não é! Perdão é decisão”. O primeiro passo é decidir quem você irá perdoar; depois, entender os motivos pelos quais você não perdoou essa pessoa. Esses dois primeiros passos são fundamentais para o processo.

“Tem muita gente que não perdoa, mas nem sabe exatamente o porquê. É preciso delimitar a dor para começar o processo”, comenta Adriana. “É importante entender as razões que levaram o outro a causar tanta mágoa. Esse processo empático não tem a ver com concordar com o agressor, mas entender que naquele momento ele não estava em sua melhor versão – mesmo que essa versão seja péssima e você não concorde com ela”.

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Estresse: conheça 13 problemas que podem ser causados por ele

O estresse tomou conta do dia a dia dos moradores de grandes cidades e é cada vez mais comum ouvirmos pessoas dizendo que estão estressadas. Mas o que é o estresse? De acordo com Marcelo Nishiyama, cardiologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, o estresse é uma resposta fisiológica e biológica do indivíduo a uma situação de risco. “Nesses momentos, ocorre a liberação de alguns hormônios, principalmente a adrenalina e o cortisol, que fazem com que aumente a frequência cardíaca e a pressão arterial”, explica Nishiyama. 

Em outras palavras, o estresse é um mecanismo de fundamental importância para a sobrevivência dos homens e também de todas as espécies animais. A neurologista do Hospital Estadual Getulio Vargas e oficial do Corpo de Bombeiros Thaiz Fernandes completa que o estresse vem salvando a raça humana desde o tempo das cavernas.

“Antigamente, quando o homem precisava caçar e fugir dos inimigos, seu corpo precisava de uma resposta rápida. E para você ter um reparo rápido, numa situação de fuga, você precisa aumentar sua frequência cardíaca, precisa de mais sangue para os músculos, mais glicose no sangue. Esse é o papel do estresse, dar a resposta rápida e natural do organismo”, afirma Thaiz.


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Até aí, pode-se perceber que o estresse, no fundo, é o mocinho, e não o vilão, como muitos acreditam. Então, depois daquele dia agitado e cansativo, em que o indivíduo enfrentou – por exemplo – um trânsito caótico, brigou com o chefe no trabalho e está cheio de contas para pagar, é totalmente aceitável ouvir alguém afirmar que está estressado, não é mesmo?

“Não está correto”, garante Nishiyama. “Quando falam que estão estressadas, na verdade essas pessoas estão cansadas”.

Há algumas diferenças entre os dois problemas. A primeira delas é a constância: o cansaço é passageiro e passa após uma boa noite de sono. O outro, não. Porém, o acúmulo do cansaço somado a noites mal dormidas e a pouco descanso podem, sim, levar a uma situação de estresse, em que o corpo precise produzir mais hormônios para conseguir reagir.

Quando o estresse pode se tornar um problema

O grande problema de pessoas que estão no dia a dia expostas a situações perturbadoras que exijam respostas rápidas e para as quais o organismo libere uma grande quantidade de adrenalina e cortisol, é que esse quadro crônico pode se tornar o gatilho para algumas patologias.

“O estresse pode ser o gatilho para a descompensação de algumas doenças. Normalmente, o estresse junto a outras patologias é que pode levar a problemas de saúde”, exemplifica o cardiologista da BP de São Paulo. “Em pacientes hipertensos e diabéticos, o estresse pode levar a picos hipertensivos e ser o gatilho para um AVC ou um infarto. Por provocar queda da imunidade, insônia ou, ao contrário, sonolência demais, influenciando no dia a dia das pessoas”.

Thaiz alerta que os pacientes que vivem em situações de estresse têm risco maior de morte, além de depressão, ansiedade e complicações psicológicas que, em alguns casos, podem levar ao suicídio. “A vida que a gente leva, os níveis de violência, a questão de bater meta no trabalho, questões emocionais, tudo isso traz sofrimentos constantes que fazem com que a pessoa tenha essa resposta cada vez mais frequente, quase que contínua. E haja organismo para tolerar todas essas respostas! Vai potencializando o tempo todo e isso traz consequências que acabam podendo expor a pessoa a um risco de morte ou de outras doenças”, destaca a neurologista. E acrescenta: “E por elevar o nível de glicose no sangue, ele também aumenta o risco de diabetes”.

E quando se trata de um paciente idoso? 

Nishiyama explica que pessoas idosas são mais frágeis e têm mais doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. “Nessas pessoas, uma situação de estresse pode ser o gatilho para um AVC ou infarto. Isso sem falar na maior incidência de depressão, que pode ser um fator para o desenvolvimento de quadros demenciais, como a Doença de Alzheimer”, diz.

Pet Terapia

Estudos realizados em diversas áreas da medicina comprovam que a interação com animais de estimação traz inúmeros benefícios à saúde física, emocional, social e cognitiva das pessoas, entre eles, a redução da pressão arterial e o controle da hipertensão e do estresse.

Popularmente conhecida como Pet Terapia, a Terapia Assistida por Animais (TAA) é um tratamento auxiliar para diversos tipos de doenças que vem sendo cada vez mais aplicada a pacientes psiquiátricos, hospitalizados e idosos.

estresse

Crédito: Christine Glade/shutterstock

Thaiz assegura que idosos que adotam pets apresentam níveis menores de estresse. Outro ponto positivo dessa relação é o estímulo às atividades físicas, como passeios e brincadeiras com os cães. Um estudo realizado na Inglaterra e publicado no Journal of Epidemiology and Community Health, em agosto de 2017, mostrou que, apesar da tendência para o sedentarismo, os idosos que têm cachorros costumam se exercitar com mais frequência.

Outro trabalho divulgado no mesmo ano pela Revisa de Medicina apontou o pet como “o principal agente da terapia que funciona como ponte de ligação entre o tratamento e o idoso”. De acordo com o estudo, os animais de estimação ajudam a evitar o estresse e a ansiedade, fatores que contribuem para o surgimento de doenças cardiovasculares.

13 problemas ligados a situações de estresse contínuo

A pedido do portal do Instituto de Longevidade, a neurologista Thaiz Fernandes listou alguns problemas que podem se desenvolver em pessoas que vivem constantemente em situações de estresse. Veja a seguir:

1. Insônia

É o famoso “fritar na cama”, quando você fica virando de um lado para o outro a noite inteira, com os problemas fazendo barulho em sua mente. Perder uma noite de sono por causa do estresse traz dificuldade de concentração, irritabilidade e falta de motivação. O estresse também pode provocar alterações hormonais no organismo e causar interrupções do sono durante a noite, comprometendo a qualidade do descanso.

2. Queda de cabelo em excesso

Médicos alertam que não há uma ligação direta entre o estresse e a queda do cabelo, mas admitem que é uma queixa recorrente em pacientes com problemas ocasionados pelo estresse.

3. Alergias de pele e acne

Níveis elevados de cortisol na corrente sanguínea causam um excesso de produção de óleo, o que certamente vai contribuir para o surgimento de espinhas no rosto, braços e costas.

4. Gastrite e úlceras

Um dos órgãos que mais sofrem com o estresse é o estômago e se torna comum o desenvolvimento de problemas como gastrite e úlceras. A ligação é diretamente proporcional: quanto mais tempo permanecer sob uma situação de estresse, maiores serão os danos às paredes estomacais.

5. Imunidade baixa

O desequilíbrio de substâncias no organismo causado por repetidas situações de estresse pode causar uma baixa significativa na imunidade, acarretando um número bem amplo de doenças.

6. Dores de cabeça

Situações de estresse causam a contração muscular involuntária. Quando ocorre na musculatura do pescoço, pode causar uma forte dor de cabeça, classificada como tensional.

7. Mudanças de apetite

O estresse prolongado pode impactar o sistema digestivo aumentando a acidez no estômago, o que causa a indigestão e o desconforto, além de contribuir para o desenvolvimento de úlceras. Entre os transtornos alimentares causados pelo excesso de estresse estão a compulsão alimentar e a anorexia. Eles acontecem porque, quando o corpo está sobrecarregado ou fora de controle, tenta encontrar maneiras de lidar com esses sentimentos desagradáveis através da alimentação.

8. Ganho de peso

Pesquisas indicam que os altos níveis de cortisol, liberados pelo organismo em situações de estresse, podem causar um acúmulo de gordura na região da cintura, assim como à diminuição do metabolismo. Além disso, pessoas estressadas tendem a sentir uma vontade maior por ingerir açúcar, que dá energia para o corpo, mas que leva ao ganho de peso.

9. Tonturas

O labirinto, órgão na área interna do ouvido, pode ser diretamente afetado por uma situação de estresse, podendo ocasionar desconforto à pessoa e a sensação de tontura. Em casos mais graves, pode levar a uma inflamação do labirinto, popularmente conhecida como labirintite.

10. Depressão

Além de um aumento do peso e dos níveis de gordura abdominal, doses elevadas de cortisol também podem levar à depressão. Isso acontece pela redução da serotonina e da dopamina causada pelo estresse.

11. Problemas cardiovasculares

A compressão de artérias e veias que acontece em situações de estresse leva à diminuição do fluxo sanguíneo, provocando batimentos cardíacos irregulares e até o endurecimento das artérias. A situação pode aumentar o risco de formação de coágulos, AVC e até infarto.

12. Prisão de ventre e Síndrome do Intestino Irritado

Gases, diarreia e distensão abdominal são alguns dos problemas que podem surgir em situações de estresse, devido a contrações anormais no intestino e sua maior sensibilidade. Uma situação de estresse contínuo pode causar alterações permanentemente, resultando em síndrome do cólon irritável. Em outros casos, por alterar a flora intestinal, o estresse pode ocasionar o problema inverso, e levar a um quadro de prisão de ventre.

13. Distúrbios sexuais

Questões que levam ao estresse também podem causar a diminuição do desejo sexual. Isso porque elevados níveis de cortisol suprimem os hormônios sexuais naturais do corpo. A ciência também identificou que mulheres com altos níveis de uma enzima ligada ao estresse tiveram mais dificuldade para engravidar.

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Novembro Azul: novos métodos para diagnosticar o câncer de próstata

O mês de novembro, também conhecido como Novembro Azul, é marcado pela prevenção ao câncer de próstata, ressaltando a importância do diagnóstico precoce e os riscos dessa doença para o homem. É o câncer mais comum entre o público masculino, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma, e tem uma ocorrência maior a partir dos 65 anos. Por isso, é considerado um câncer da terceira idade.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a quantidade de novos casos chegou a 68.220 em 2018. É uma quantia elevada, mas que também pode ser justificada pelo aumento no número de buscas por tratamento e exames de rotina, afinal houve uma melhoria significativa na difusão de informações sobre o assunto no país. 


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Além disso, os métodos de diagnóstico estão cada vez melhores e mais assertivos, permitindo a detecção da doença nos estágios iniciais e de forma menos invasiva. Rafael Coelho, coordenador do departamento de Câncer de Próstata da Sociedade Brasileira de Urologia, explica que houve uma grande melhoria no mapeamento na doença, causando menos desconforto ao paciente.

“Hoje em dia temos métodos de imagens melhores, como a ressonância magnética”, afirma o médico. “Antigamente, os pacientes não tinham outra alternativa além do toque, mas agora conseguimos analisar e identificar o câncer através de imagens”.

Como diagnosticar o câncer de próstata

O exame de toque retal e a dosagem de PSA (Prostate-Specific Antigens, ou antígenos específicos da próstata em português) ainda são os testes mais usados pelos urologistas para verificar a possibilidade do tumor. No entanto, não são 100% assertivos e podem apontar problemas que, na verdade, não existem. 

Para comprovar se existe mesmo um tumor maligno agressivo, o paciente precisa se submeter à biópsia, um método invasivo que pode provocar mal-estar e outras complicações. Através da biópsia, o médico consegue, com o auxílio da ultrassonografia, extrair fragmentos de tecido da glândula para análise.

Apesar de seguro em relação ao resultado, a biópsia pode causar dores e desconforto, mesmo que o paciente não tenha câncer. Ele pode sofrer até mesmo risco de infecções ou expelir sangue pela urina nos dias seguintes ao procedimento.

Ressonância magnética: mais seguro e menos invasivo

A ressonância magnética surge, então, como uma alternativa aos exames de toque retal e dosagem de PSA. É um procedimento que tem como intuito diagnosticar o tumor com maior certeza e diminuir o número de biópsias desnecessárias. 

“A ressonância magnética é uma mudança de paradigma que permite examinar melhor os homens com suspeita de câncer de próstata. É um método não-invasivo usado para identificar os pacientes candidatos à biópsia”, explica Rafael. Graças ao procedimento, é possível descobrir se a biópsia é realmente necessária. 

Em alguns casos, pode-se atestar que o tumor identificado não é agressivo, ou seja, que crescerá lentamente e que não fará mal ao organismo. Isso porque a ressonância consegue mostrar as características biológicas dele, além de tamanho e localização. Nesses casos, uma intervenção ou um tratamento mais rigoroso poderão causar mais malefícios do que benefícios.

De acordo com um estudo realizado pela University College London (UCL), no Reino Unido, cerca de 27% dos homens com suspeita de câncer de próstata poderiam ter ciência de seu quadro médico sem precisar fazer uma biópsia. Isso graças à ressonância magnética.

Apesar de todos esses benefícios e da melhoria na identificação do tumor, Rafael não descarta o diagnóstico feito por toque retal. “A ressonância não deve substituir o toque. Ele ainda é algo que recomendamos para a população como um método de rastreamento simples e barato”. 

É importante frisar que a ressonância ainda é um procedimento caro, por isso, todas essas formas de diagnóstico e prevenção são válidas no cuidado à saúde.

A identificação precoce através do sangue

Outra pesquisa realizada pela Queen Mary University of London, também no Reino Unido, identificou um novo exame de sangue que pode ajudar a detectar o câncer de próstata agressivo. Aliado à dosagem de PSA, esse teste pode diminuir falsos resultados e evitar biópsias invasivas.

O novo exame consegue detectar células cancerígenas precoces (também chamadas de células tumorais circulantes, ou seja, CTCs) e ainda intactas, que entram na corrente sanguínea e podem se espalhar pelo corpo. Com isso, os resultados obtidos são mais precisos.

No estudo feito pela universidade, o novo exame foi aplicado em 98 pacientes pré-biópsia e 155 pacientes já com diagnóstico de câncer de próstata. Durante a pesquisa, descobriram que a presença de CTCs nas amostras de sangue pré-biópsia indicavam a presença de tumor agressivo. Com isso, foi possível obter um resultado mais assertivo, prevenindo a intervenção mais invasiva com a biópsia.

O diagnóstico precoce é o melhor remédio

O câncer de próstata é, hoje, uma das doenças mais temidas pelo sexo masculino. Seus sintomas incluem: dificuldade de urinar, diminuição do jato de urina, necessidade de urinar mais vezes durante o dia, sangue na urina, dor óssea e, em estágio mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.

Rafael explica que não existe uma forma certa de prevenir, o surgimento da doença, por isso o diagnóstico precoce é essencial para um tratamento com melhores resultados. “Não existe nada muito definido, mas hábitos saudáveis estão relacionados a uma menor incidência”, afirma.

Os exames de rotina, como toque retal e dosagem de PSA, são necessários a partir dos 45 anos. Depois dos 50, os riscos aumentam, então é preciso ter mais cuidado ainda. De acordo com Rafael, a carga genética influencia muito no desenvolvimento do tumor, mas existem outros fatores de risco também, como excesso de gordura corporal, idade avançada e exposição a determinadas substâncias químicas.

“O câncer de próstata é o câncer que mais mata o homem depois do câncer de pele. São mais de 68 mil casos por ano, por isso, é importante ressaltar a incidência da doença e que ela é um grave risco à saúde pública. Precisamos nos cuidar para diminuir os números”, comenta o médico.

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Checkup anual após os 50 anos reduz significativamente o risco de algumas doenças

Há quem diga que o ano só começa mesmo depois do carnaval. Mas se você se preocupa com o seu corpo e quer cair na folia com saúde e segurança, o ideal é realizar alguns exames de rotina logo nos primeiros meses do ano. Principalmente se você tem mais de 50 anos. A recomendação é o especialista em medicina preventiva e diretor-médico da Med-Rio CheckUp, Gilberto Ururahy.

Ele conta que, a partir dos 30 anos, a maior parte das mulheres e dos homens entra num ciclo de vida diferente dos anteriores. É quando surgem sinais de desgaste e degeneração no organismo que, embora nem sempre perceptíveis, costumam ser agravados pelo estresse resultante das complexidades deste ciclo de vida.


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“A partir dessa época, o checkup anual passa a ser fundamental, pois, por meio dos exames de imagem e avaliações especializadas, ajuda a identificar os principais fatores de risco da pessoa, o que permite ao médico dela elaborar um programa de saúde específico para a sua necessidade”, explica o especialista.

De acordo com Ururahy, o checkup representa uma avaliação médica bastante aprofundada da saúde do paciente, conduzida por vários especialistas e que leva em conta a idade, o sexo, os hábitos de vida e os históricos pessoal e familiar de cada um.

E as vantagens de realizar um checkup são inúmeras. “Muitas vezes, nos deparamos com doenças graves em fase inicial de evolução. Sabemos que quanto mais precoce um diagnóstico, maior a chance de cura”, conta o médico.

“A chave para uma vida longeva está na prevenção, no equilíbrio alimentar, na boa qualidade do sono e na prática regular de exercícios físicos”

Em entrevista dada ao programa Bem-Estar, da Rede Globo, em outubro de 2016, o oncologista Fernando Maluf, do hospital Albert Einstein, afirmou que as chances de cura chegam a 90% quando o câncer é detectado logo no início, sendo o de próstata e o de mama os dois mais curáveis.

Para Ururahy, é inadmissível, nos dias atuais em que dispomos de tantos recursos para evitar perdas irreparáveis, que alguém se depare com uma doença em estágio avançado ou morra precocemente. E para ter uma vida longeva, com saúde e qualidade, ele indica manter hábitos de vida saudáveis. “A chave para uma vida longeva está na prevenção, no equilíbrio alimentar, na boa qualidade do sono e na prática regular de exercícios físicos”, sugere.

Sem o checkup, o risco de doenças aumenta com os anos

A geriatra do Rios D’Or Bárbara Cândido explica que muitas doenças apresentam aumento de sua incidência com a idade. De acordo com ela, o aumento da longevidade, observado com as inúmeras transformações pelas quais a população mundial vem passando, principalmente pelo avanço da ciência e a consequente mudança dos hábitos de vida, naturalmente expõe as pessoas com mais de 60 anos a um maior risco de desenvolver doenças próprias do processo do envelhecimento. Entre elas, a hipertensão arterial, diabetes, neoplasias, osteoporose, patologias cardiovasculares e respiratórias. Além de perda progressiva de massa muscular, distúrbios do sono, depressão e síndromes que acometem a memória.

“Importante destacar que muitas pessoas, a partir dos 50 anos, já apresentam o que se chama de polifarmácia, ou seja, uso de muitos medicamentos simultaneamente, item que é obrigatoriamente incluído na lista de problemas do paciente avaliado por seu médico”, aponta a geriatra. A consequência disso, de acordo com a especialista, é o surgimento de sintomas advindos de efeitos adversos das medicações em uso e de suas combinações.


Bárbara chama a atenção para o papel da família na realização do check-up por pessoas com mais idade, o que em sua opinião é fundamental por normalmente acompanhar o cotidiano do idoso.

“É muito comum que nós próprios tenhamos uma visão de nossa saúde e de nossos hábitos bastante diversa da visão daqueles que nos cercam e que podem contribuir com suas observações e alertas”, avalia Bárbara. “Até disso, o incentivo para o autocuidado é muito importante, a lembrança em relação às datas das consultas e exames e o apoio para a manutenção de uma periodicidade de avaliações médicas e adesão às propostas terapêuticas. Essas tarefas são sempre mais fáceis quando temos alguém que nos apoie e nos motive”, complementou a geriatra.

Conheça os principais exames realizados num checkup e para que serve cada um deles

1. Checkup da pressão arterial

O que é?

Por meio de um aparelho chamado Esfigmomanômetro, o médico confere a pressão arterial do paciente.

Objetivo?

Detectar possíveis alterações na pressão arterial para diagnosticar problemas, como por exemplo a hipertensão, fator de risco para infartos e derrames.

Quando fazer?

O exame dura poucos minutos e costuma ser feito a partir dos 18 anos, devendo ser repetido, no mínimo, uma vez por ano.

2. Hemograma

O que é?

Por meio de coleta de uma mostra de sangue, é realizada a contagem do estoque de células vermelhas e brancas.

Objetivo?

Sinalizar o estado do sangue e do sistema imunológico, acusando problemas como, por exemplo, infecções ou carência de substâncias.

Quando fazer?

Deve ser realizado anualmente desde a infância.

3. Colesterol e glicemia

O que são?

Através de uma mostra de sangue coletada em laboratório, serão realizados testes para avaliar a concentração de gorduras e de açúcar na circulação sanguínea.

Objetivo?

Verificar a probabilidade de o paciente estar diabético ou vir a desenvolver a doença. Já a medição do colesterol e dos triglicérides ajudará a acompanhar a possibilidade de formação de placas capazes de obstruir os vasos.

Quando fazer?

O exame é opcional na infância, mas muito indicado a partir dos 18 anos, e deverá ser solicitado pelo médico quando julgar necessário. Contudo, a partir dos 40 anos, o recomendado é que o exame seja repetido a cada ano.

4. Eletrocardiograma e teste ergométrico

O que são?

Eletrodos são posicionados no peito do paciente para apurar o risco cardiovascular, primeiramente com o paciente deitado e, num segundo momento, com o paciente em movimento.

Objetivo?

Verificar com maior precisão a presença de entupimentos nas artérias, fenômeno que precede ataques cardíacos.

Quando fazer?

Facultativo a partir dos 20 anos e obrigatório aos 40, com repetição anual.

checkup

5. Ecocardiograma

O que é?

É o ultrassom do coração.

Objetivo?

Medir a capacidade de contração do músculo cardíaco e o funcionamento das válvulas, alertando para possíveis disfunções.

Quando fazer?

Facultativo a partir dos 20 anos e obrigatório aos 40, com repetição anual.

6. Preventivo (para mulheres)

O que é?

Uma análise microscópica de células do tecido que reveste o colo do útero. O material é recolhido pelo médico durante a consulta e encaminhado ao laboratório.

Objetivo?

Identificar alterações e possíveis lesões no colo do útero, que podem levar a problemas como câncer.

Quando fazer?

Anualmente a partir do início da vida sexual da mulher.

7. Mamografia

O que é?

Exame radiológico para avaliação das mamas.

Objetivo?

Identificar lesões benignas e cânceres, que geralmente se apresentam como nódulos.

Quando fazer?

Anualmente a partir dos 40 anos. Havendo casos de câncer na família, a investigação deve começar por volta dos 30 anos.

8. Dosagem dos hormônios da tireoide

O que é?

Exame de sangue que calcula hormônios como o TSH e o T4.

Objetivo?

Identificar alterações como hipotireoidismo, hipertireoidismo ou nódulos da tireoide.

Quando fazer?

Geralmente solicitado às mulheres, por apresentarem mais distúrbios na glândula, pode ser prescrito desde a juventude, com periodicidade variável.

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Viajar faz bem e pode custar mais barato do que você imagina

Existem diversos motivos para você arrumar as malas e sair viajando pelo mundo. Além da oportunidade de conhecer outros lugares, diferentes culturas e aprender uma nova língua, viajar faz bem para a saúde física e mental. A rotina do dia a dia e o estresse das obrigações diárias fazem a vida parecer sinônimo de tédio e angústia.  Por isso, quando o corpo se desliga desses problemas, é como se ele ganhasse imediatamente mais ânimo.

Seja uma viagem de férias, com a família, sozinho ou a trabalho, a experiência será sempre enriquecedora e renderá muitas histórias para contar. Por isso, preparamos uma lista de benefícios que comprovam que viajar faz bem. Confira abaixo.

Veja por que viajar faz bem

1 – Amplia o conhecimento 

Você já percebeu que a maioria das pessoas costuma sair sempre com o mesmo grupo de amigos e ir aos mesmos lugares? Quando estamos em outra cidade isso dificilmente ocorre, pois ao viajar, estamos saindo da nossa zona de conforto. Entrar em contato com costumes diferentes enriquece nossa visão de mundo e nos torna uma pessoa mais tolerante. Além disso, durante a viagem, podemos conhecer a história daquele local, as comidas típicas, além das atrações turísticas.

2 – Melhora as relações 

Viajar faz bem para qualquer relação, seja familiar ou amorosa. O período de viagem é um excelente momento para aproveitar a companhia de uma pessoa especial. A correria do dia a dia, às vezes, não nos permite reservar um tempo para conversar com entes queridos. Sendo assim, viajar nos proporciona mais tempo, diversão e proximidade com familiares e parceiros.

3 – Melhora a saúde 

Uma pesquisa britânica recrutou 12 pessoas para realizar um experimento. Após receberem conselhos sobre estilo de vida, elas foram submetidas a avaliações completas de saúde e testes psicológicos. Em seguida, metade desse grupo viajou para outros países e a outra metade ficou em casa. Duas semanas depois, foram realizados os mesmos tipos de exames e testes. O resultado revelou que a capacidade dos viajantes de se recuperar do estresse melhorou 29%, enquanto que a do outro grupo caiu 71%. O estudo também mostrou uma melhora na qualidade do sono e uma diminuição da pressão arterial significante, quando comparado a outra equipe.

4 – Ajuda no desenvolvimento de habilidades 

Planejamento é a palavra-chave de qualquer viagem. Só de pensar na possibilidade de viajar, já começamos a traçar roteiros e planejar orçamentos. Viajar envolve tantos detalhes que acabamos por desenvolver nossa organização e aumentar nossa produtividade.

Viagem cura inglesa com câncer terminal

Lisa Russel, anos atrás,   foi apontada por médicos como doente terminal devido a um câncer de pulmão. Após gastar todas suas economias em uma viagem de despedida, ela se curou da doença.     

Na época, os médicos lhe disseram que não era possível operar seu câncer, mas se realizasse o tratamento com quimioterapia ela teria mais 18 meses de vida. Sendo assim, ela e o seu marido, Anthony, decidiram resgatar a poupança que mantinham para viajar com suas filhas.


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Além de organizar um casamento com o marido para que suas filhas assistissem, ela gastou mais de R$ 65 mil em viagens para lugares como Bulgária, Turquia e Lanzarote. Quando eles voltaram da viagem, já havia passado os 18 meses de vida estimados pelos médicos. No entanto, Lisa continuou fazendo exames a cada três meses.

Três anos após o primeiro diagnóstico, ela realizou mais uma biópsia de rotina e recebeu a notícia que seu tumor havia encolhido de tal forma que os médicos não conseguiam mais achá-lo. 

Viajando barato pelo mundo: os 5 destinos em conta

Para ajudar no seu projeto, preparamos uma lista com alguns destinos bem interessantes e preços acessíveis. Confira abaixo.

1 – Tailândia

Uma mistura de cultura, sabores exóticos e praias paradisíacas. Essa é a Tailândia, um lugar capaz de conquistar os mais diferentes públicos. O Grande Palácio de Bangkok, o Wat Arun (Templo do Amanhecer) e o Templo Branco de Chiang Rai são as atrações mais visitadas. O destino está entre os países mais baratos do mundo para viajar, custando em torno de 35 dólares por dia.

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Ilha Phi Phi, integrada ao Parque Nacional Phi Phi-Hat Nopparat, na Tailândia. Crédito: Balate Dorin/shutterstock

2 – Indonésia 

Cercada de praias, florestas tropicais, montanhas e cachoeiras, a Indonésia se destaca pela hospitalidade de seu povo e pela diversidade de cultos de religiões como o hinduísmo e o islamismo. Localizado no sudeste asiático, o país também está na lista dos locais mais baratos para viajar, sendo possível gastar uma média de 40 dólares por dia, levando em conta hospedagem e alimentação.

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Templo Ulun Danu Bratan, na ilha de Bali, na Indonésia. Crédito: Pelikh Alexey/shutterstock

3 – Honduras 

Honduras, na América Central, é o lugar perfeito para quem quer aproveitar a tranquilidade de belas praias e pagar pouco por isso. Banhado pelo mar do Caribe, o país possui um turismo bastante intenso , chegando a receber em média 2 milhões de visitantes a cada ano. O centro histórico de Tegucipalpa, a Ilha da Bahia e as Ruínas de Cópan são os pontos turísticos mais requisitados pelos visitantes. Os preços variam de acordo com o tipo de acomodação, mas, em geral, é possível gastar cerca de 35 dólares por pessoa por dia.

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Litoral de Honduras, na América Central. Crédito: TG23/shutterstock

4 – Nepal

Localizado nas encostas da Cordilheira do Himalaia, o Nepal é o país perfeito para quem busca uma mistura de natureza, cultura e espiritualidade. Com praças, templos e monumentos históricos, o Vale do Katmandu é um ótimo passeio para quem quer se aventurar pelo país. E se o objetivo for observar os animais, vale a pena visitar o Chitwan National Park. Considerando guias e passeios pelo local, é possível gastar cerca de 25 dólares ao dia por pessoa.

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Pôr do sol no templo de Boudhanath, em Catmandu, capital do Nepal. Crédito: toiletroom/shutterstock

5 – Marrocos

Quem não se lembra das belas paisagens e da cultura excêntrica de Marrocos estrelados na novela ‘’O Clone’’? Marrocos, no Norte da África, é um país muçulmano com tradições que atraem muitas pessoas pela curiosidade. Além do deserto do Saara, as cidades de Marrakesh e Casablanca são alguns dos locais mais admirados pelos turistas. As despesas costumam ficar em torno de 40 dólares por pessoa por dia.

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Minarete da Mesquita Cutubia, principal templo de Marrakesh. Crédito: Balate Dorin/shutterstock

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Viajar faz bem para a saúde e é um dos segredos para a longevidade

Um relatório encomendado pela Associação Americana de Viagens, pela Coalizão Global sobre Envelhecimento e pelo Centro Transamérica de Estudos sobre a Aposentadoria sintetiza alguns dos mais relevantes indicadores científicos sobre envelhecimento saudável e chega a uma ótima conclusão: viajar faz bem para a saúde. Segundo os pesquisadores, os benefícios são tanto mentais quanto físicos, resultado de “atividade física, estimulação cognitiva e engajamento social”.

“Viajar faz bem para saúde na medida em que promove um bem-estar geral e isso vale sobretudo para aqueles com mais de 60 anos de idade que procuram novas experiências”, afirma o psicogerontólogo Aurélio Melo, mestre e doutor pela Universidade de São Paulo. “Aprender outra língua, conhecer pessoas e lugares diferentes funciona como um remédio para mente e corpo. É uma nova vida, com novo colorido.”


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“Viajar é um bom remédio”, também diz Paul Nussbaum, neuropsicólogo clínico e professor-adjunto de cirurgia neurológica da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, no relatório: “Por desafiar o cérebro com experiências e ambientes novos e diferentes, é um comportamento importante, que promove a saúde do cérebro e constrói a resiliência cerebral ao longo da vida”.

Em seu consultório, Aurélio Melo observa um aumento do ânimo e do bem-estar de seus pacientes idosos quando da ida e do retorno de viagens. “Eles passam a relativizar os problemas cotidianos e fazer novos planos”, exemplifica. Ele nota, também, um aumento do bom humor e da disposição para resolver problemas. “Enfim, é excelente para saúde e para vida.”

Viajar faz bem: 10 apps úteis para as suas férias 

Passagem aérea – Está em busca de passagens aéreas mais econômicas? Pesquise no Skyscanner e no Voopter e configure um alerta de promoções.

Hospedagem – No AirbnbBooking e Hostelworld, você pode pesquisar preços e fazer reservas de apartamentos, hotéis, pousadas e hostels.

Câmbio – Dúvidas sobre conversão de moedas? O XE traz taxas de câmbio em tempo real e funciona como uma calculadora das suas despesas.

Check-in – Para economizar tempo no aeroporto, baixe o app da empresa aérea para fazer o check-in antecipado e despachar bagagem com desconto.

Previsão do tempo – Busque a cidade do seu destino no ícone de previsão do tempo do seu smartphone e arrume as malas com mais assertividade.

Trânsito – Se a viagem for de carro, apps como o Waze mostram como está o trânsito nas principais rodovias, além do melhor custo-benefício para abastecer.

Traslado – A plataforma Voom conecta passageiros a um assento livre em um helicóptero compartilhado rumo ao aeroporto.

Restaurantes e passeios – O TripAdvisor seleciona as melhores opções na distância que você definir, com base na avaliação dos usuários.

Viajar faz bem: 10 dicas úteis para as suas férias 

Adaptadores – Não esqueça de levar adaptadores de tomadas e carregadores portáteis para notebooks, câmeras e celulares.

Bagagens – Consulte na sua passagem aéreas as dimensões permitidas para mala de mão e de porão e o limite para despacho sem taxas extras.

Compras no exterior – Para não ser taxado na alfândega, informe-se na Receita Federal sobre cotas, duty-free, isenções e limites quantitativos.

Dinheiro – Alguns passeios podem exigir pagamento em dinheiro físico. E lembre-se que cartões de crédito no exterior têm IOF de 6,38%.

Documento – Certifique-se com antecedência se os seus documentos pessoais (RG, passaporte e/ou carteira de habilitação) estão válidos.

Entretenimento a bordo – Se a viagem for longa, não deixe de baixar livros, filmes e séries no seu smartphone, tablet ou e-book.

Medicações – O ideal é levar na mala de mão os medicamentos de uso contínuo e básico, além de um kit de primeiros socorros.

Seguro – Despesas médicas e odontológicas podem virar uma grande dor de cabeça no exterior. Recomenda-se a contratação de seguro em caso de viagem internacional.

Vacinas – Também com antecedência, verifique qual a legislação para vacinas no destino das suas férias. O Ministério da Saúde disponibiliza as informações no seu site.

Vistos – O Portal Consular do Ministério das Relações Exteriores traz informações de países que exigem visto de entrada para brasileiros.

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Saiba como economizar R$ 1.000 (ou mais) em um ano

Se você ainda não avaliou seus gastos mensais, acredite: é possível economizar – e muito! Em diversos casos, dá para amealhar R$ 1.000 – ou mais – em 12 meses.

Começar pode ser chato, já que será preciso colocar em uma planilha eletrônica, num app ou no papel quais são sua receita e seus gastos. “Isso é muito importante porque a contabilidade mental nos ilude em relação aos valores e à destinação dos recursos”, explica a especialista em finanças e investimentos Luciana Ikedo, sócia-proprietária do escritório Ikedo Investimentos.

Se você já até bocejou ao pensar em anotar as despesas, repense. Luciana explica que a grande dificuldade é o início do processo. Depois, diz ela, “fica muito mais fácil incorporar o controle na rotina”.

O ideal é classificar os gastos, identificando cada um deles como: alimentação, transporte, lazer, educação e aluguel, entre outros. “E então estabelecer uma prioridade. Desta forma, é possível enxergar onde efetuar os cortes”, ensina o professor Marco Antonio Cordeiro, coordenador do curso de Ciências Contábeis da Anhanguera Osasco.


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Depois, é hora de estabelecer valores e segui-los à risca. “Se determinar como gasto de combustível R$ 140 no mês, não poderá passear ou viajar se o consumo for ultrapassar esse valor”, explica ele. O orçamento, diz ele, passa a ser “uma bússola, determinado o norte para cada decisão de gasto ou consumo”.

Pronto? Não mesmo. Se você ainda não tem, é melhor pensar em abrir uma conta de investimento. Não vale depositar no fim do mês, com o que sobrou na conta corrente. “Quando estabelecemos uma meta de investimentos e retiramos esse dinheiro da carteira no início do mês, adequamos os nossos gastos aos recursos disponíveis e não o contrário, com muito mais consciência”, afirma Luciana.

Cortar para economizar

Confira, a seguir, o que você pode cortar. Ou, pelo menos, renegociar, para conseguir economizar R$ 1.000 em um ano.

1. Mude o pacote do banco 

Se você utiliza apenas os serviços básicos de seu banco e tem de arcar com taxas mensais, considere contratar apenas o pacote essencial para economizar. Por lei, as instituições financeiras são obrigadas a fornecer uma opção sem mensalidade. Avalie também os bancos online, que também prometem custo mensal zero.

“Há brasileiros que possuem mais de uma conta bancária, sem necessidade. Esquecem que a tarifa de manutenção de conta cobrada pelos bancos varia de R$ 30 a R$ 80. Em um ano, são R$ 360 ou R$ 960”, calcula Marco Antonio.

2. Contrate um cartão sem anuidade

A anuidade de um cartão de crédito internacional é salgada. Parte, muitas vezes, de R$ 200 por ano, de acordo com a instituição financeira. Um adicional pode passar dos R$ 100 anuais.

O que não faltam, no entanto, são empresas oferecendo cartões por app e sem anuidade. Tem mais: em geral, também são internacionais e estão atrelados às bandeiras mais reconhecidas do mercado.

3. Cancele a TV a cabo

Pode parecer meio radical ficar sem TV por assinatura. Mas você já parou para pensar quanto tempo tem assistido a programas em canais pagos? Será que não está aproveitando muito mais as opções por streaming, como Netflix, Amazon e YouTube?

economizar

Crédito: Burlingham / shutterstock

Tenha na ponta do lápis os valores. Um pacote básico de TV por assinatura, que vem com instalação gratuita, custa R$ 89,90 por mês. Parece pouco, mas ao fim de um ano são R$ 1.078,80. Tem certeza de que esse desembolso vale a pena?

4. Renegocie o pacote de telefone

Qual foi a última vez que pesquisou os planos de celular disponíveis no mercado? Se você usa bastante o telefone para navegar na internet ou fazer chamadas, mapeie os pacotes disponíveis. Há opções que garantem ligações locais e DDDs ilimitados. Há pacotes que, inclusive, permitem o uso de apps, sem que seja descontado do plano de megas.

A economia feita na troca depende do plano que você tem hoje. Mas, digamos que você consiga trocar por um R$ 10 mais barato. São R$ 120 de economia ao fim de um ano.

5. Deixe o cartão em casa

Você foi à padaria e tomou um cafezinho. No dia seguinte, comprou um xampu bacana na farmácia. À noite, aproveitou um cineminha. No fim do mês, quando a fatura do cartão chega, o total é uma exorbitância.

Luciana aconselha a pagar despesas menores em dinheiro, deixando apenas as maiores para o crédito. Dessa forma, você não perderá o controle dos pequenos gastos e consegue seguir melhor com o seu orçamento financeiro pessoal. Essa é uma ótima forma de perceber quando seus recursos estiverem acabando.”

O quanto você vai conseguir economizar dessa maneira depende da forma de utilização do cartão e das metas que estabelecer. Mas, se forem R$ 15 ao mês, você já soma R$ 180 no ano.

6. Invista

Já que sua planilha de gastos está pronta, você sabe quanto vai sobrar no mês. Assim que receber o salário, transfira o montante que quer poupar para uma conta de investimento, segundo Luciana.

O ideal, completa Marco Antonio, seria que “todo brasileiro tivesse uma poupança, uma aplicação financeira ou uma reserva, de pelo menos quatro vezes a sua renda”. Assim, é possível ter alguma segurança, em caso de algum imprevisto. “Posso garantir que haverá uma satisfação pessoal quando conquistar o objetivo do valor determinado como investimento”, assegura o professor.

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Conheça 10 benefícios da leitura e veja dicas de como ler mais

“Tenho que me manter lúcido o tempo todo. Vou pensar em livros que já li e tentar fazer minha pressão baixar.” Esse era o pensamento do professor de português Luiz Cláudio Jubilato, 60 anos, no dia 25 de janeiro de 2012. Foi a data em que sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) – e que teve mais uma comprovação dos benefícios da leitura em sua vida.

Foram algumas horas relembrando clássicos e outras obras. E, segundo ele, esse foi um dos motivos de a pressão arterial ter passado de 23 por 18, considerada alta, para 12 por 8, já dentro de patamares tidos como normais.


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Do acidente, teve algumas sequelas. Uma delas, o desvio de rima, termo que chamou sua atenção pela conexão com a literatura: o lado esquerdo de seu rosto ficou paralisado. Mas manteve a capacidade cognitiva e conseguiu retomar suas atividades. Teve ainda sua recuperação abreviada, de acordo com Jubilato, graças ao hábito de ler pelo menos um livro por semana.

O que o professor sabe de forma empírica, a ciência já comprovou: os benefícios da leitura para o cérebro são muitos. “O hábito de ler influencia positivamente em nosso bem-estar, promovendo o exercício cerebral, prevenindo tanto transtornos psicológicos, quanto vários tipos de disfunções”, sinaliza o psicólogo Marcelo Filipecki, especializado em PNL e em acupuntura sistêmica chinesa.

Confira, a seguir, 10 vantagens para desligar a TV e apostar em um bom livro. E, de quebra, aprenda como ler mais.

Felicidade maior

A leitura aumenta a felicidade e ajuda a melhorar os relacionamentos. Essas foram constatações de uma pesquisa feita pelo instituto Kelton Global, a pedido da Amazon, com 27.305 pessoas com mais de 18 anos de 13 países, incluindo o Brasil (EUA, Canadá, México, Alemanha, Reino Unido, Espanha, França, Itália, Austrália, Índia, China e Japão). Dos leitores frequentes (semanais), 71% se sentiam feliz. Entre os esporádicos, esse índice foi de 55%, segundo o levantamento, que foi realizado entre o fim do ano passado e o começo de 2019.

Mais relacionamentos

Ainda segundo a pesquisa encomendada pela Amazon, 65% dos entrevistados afirmam que a leitura gera atração. Tem mais: 41% contaram que debater e conversar sobre livros os fizeram se apaixonar por seus pares. Um em cada três respondentes disse que questionaria o relacionamento se a pessoa não fosse uma leitora. E, quando surge um problema entre o casal, um em cada três busca nos livros a solução, de acordo com o levantamento.

Estresse menor

Ler um livro ou o jornal por apenas seis minutos diminui o estresse em 68%, segundo estudo da Mindlab International, da Universidade de Sussex, no Reino Unido, realizado em 2009. Para chegar a esse resultado, os pesquisadores mediram a frequência cardíaca e a tensão muscular de pessoas em diferentes atividades.

A redução obtida em caminhadas foi de 42%; ouvindo música, de 61%. Ou seja, a leitura é mais eficaz para combater o estresse. Segundo os cientistas, isso acontece porque as pessoas estão totalmente imersas e distraídas com um livro – o que cria o ambiente perfeito para aliviar a tensão.

Vida mais longa

Pesquisadores da Universidade Yale, nos EUA, concluíram que o hábito de ler aumenta a longevidade. Para chegar a esse resultado, foram acompanhadas 3.600 pessoas com mais de 50 anos idade por 12 anos. As que disseram ler diariamente um livro por 30 minutos viveram dois anos a mais do que as que preferiram revistas ou jornais. O estudo também mostrou que quem lia mais de 3,5 horas por semana tinha 23% menos chances de morrer.

Criatividade aprimorada

Na leitura, “ampliamos nosso potencial imaginativo, inclusive intensificando o grau de detalhismo”, afirma Filipecki. Esse aumento de criatividade proporcionado pela leitura foi identificado em um estudo da Universidade de Toronto, no Canadá, no qual 100 pessoas tiveram de escrever contos ou ensaios.

A professora Maja Djikic, responsável pela pesquisa, concluiu que mergulhar em literatura ficcional poderia levar a melhores procedimentos para o processamento de informações, incluindo as relacionadas à criatividade. Segundo ela, devido à natureza ambígua da ficção, os leitores são forçados a aceitar mais a ambiguidade, considerado um fator-chave na criatividade.

Funções cerebrais ampliadas

Deu no periódico científico “Brain Connectivity”: ler um romance melhora a função cerebral em diversos níveis. Essa foi a constatação de um grupo de pesquisadores da Universidade Emory, nos EUA, que colocou voluntários à prova para determinar se a leitura desse gênero literário poderia causar mudanças mensuráveis no cérebro e quanto tempo elas permaneceriam.

Os participantes passaram por ressonância magnética funcional por 19 dias consecutivos. Nos primeiros 5 dias, foram feitas em estado de repouso. Nos 9 dias seguintes, leram 1/9 do livro à noite e faziam o exame na manhã seguinte. Os últimos 5 dias também foram mapeados.

Os cientistas detectaram mudanças em diversas áreas, como nas regiões cerebrais associadas à perspectiva e à compreensão da história. Houve alterações que persistiram no longo prazo, como no córtex somatossensorial, ligado à percepção de sensações em distintas partes do corpo.

Empatia estimulada

Livros de ficção podem aumentar nossa habilidade de sentir empatia. Um estudo da Universidade de Toronto, coordenado pelo professor de psicologia cognitiva Keith Oatley e publicado no periódico científico “Cell”, separou voluntários em dois grupos: a um, entregou uma obra ficcional; a outro, um não ficcional.

Todos foram submetidos a teste psicológico. Segundo o autor, “as pessoas que leem melhoram a compreensão dos outros”. Esse efeito, diz ele, “é especialmente marcado pela ficção literária, que também permite que as pessoas se modifiquem. Esses efeitos se devem, em parte, ao processo de engajamento em histórias, que inclui fazer inferências e se envolver emocionalmente e, em parte, aos conteúdos da ficção, que incluem personagens e circunstâncias complexas que talvez não encontremos na vida cotidiana”.

Promoção da socialização

“A leitura enriquece muito a nossa possibilidade de sociabilidade”, destaca a jornalista Adriana Silva, vice-presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto (SP). Existe a possibilidade de formar conceitos próprios pela leitura e de criar um “mar de conteúdos internos”, diz ela. Essa bagagem de histórias e conhecimentos colabora para a socialização, permitindo que o indivíduo esteja inserido no debate de ideias.

Aumento do bem-estar

“Se eu tirar por base que a literatura me anima, me inspira, distancia meu estado de espírito da depressão, logo ela me traz benefícios imediatos em relação à proposta física”, avalia Adriana, reforçando que essa é uma vivência pessoal.

Mas uma análise da The Reading Agency, uma ONG britânica dedicada à leitura, mostra que Adriana não está só: entre os adultos, o hábito de ler promove prazer, relaxamento e distração, “aumentando a compreensão do eu e das identidades sociais”. Entre os benefícios da leitura listados estão também o conhecimento de outras culturas e o aumento do capital social.

Declínio mental reduzido

Um estudo realizado pelo Centro Médico da Universidade Rush, nos Estados Unidos, e publicado no periódico científico “Neurology” mostrou que quem lê consegue preservar por mais tempo as habilidades mentais. Para chegar a essa constatação, os cientistas analisaram o cérebro de 294 pessoas, após a morte. Quem tinha o hábito de ler, escrever ou jogar ao longo da vida apresentava uma menor probabilidade de desenvolver demência.

Benefícios da leitura: como ler mais

Há algumas técnicas e comportamentos que ajudam a ler mais. Conheça, a seguir, as dicas do professor de português Luiz Cláudio Jubilato, da jornalista e vice-presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto Adriana Silva e do psicólogo Marcelo Filipecki.

  • Comece a ler aos poucos;
  • Entenda a leitura como exercício permanente de ampliação de inteligência, sensibilidade e habilidades;
  • Escolha temas que sejam de seu interesse – e, no começo, não se paute exclusivamente por indicações;
  • Opte, no início, por obras mais curtas;
  • Aumente gradativamente as metas de leitura quantitativa e qualitativamente;
  • Leia em grupos, visando estimulação mútua e possíveis debates;
  • Incentive os filhos e os netos a ler, pois o estímulo pode ser recíproco.
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Longevidade dos japoneses passa por políticas públicas de saúde e avanços tecnológicos

O segredo não está apenas no sushi. Muita gente acredita que a explicação para a maior longevidade dos japoneses esteja no tipo de alimentação que predomina no Japão. Porém, não é só o que vai à mesa – ou entre os hashis, os “pauzinhos” usados como talheres – que proporciona vida mais longa aos habitantes do país.

Na verdade, a comida também está entre as razões que levam os japoneses a viver mais – 27,05% da população do Japão já têm 65 anos ou mais, segundo dados de 2017 do Banco Mundial.

Mas há ainda outras causas, formando um verdadeiro combo de ingredientes favoráveis a essa longevidade estendida. Entre eles, cultura, educação e acesso à saúde pública. E, permeando esses aspectos, um elemento fundamental para compor o quadro de maturidade prolongada: a tecnologia.


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“A longevidade no Japão é fruto de vários fatores, como avanços na medicina e nas novas tecnologias voltadas à área médica”, afirma Yasushi Noguchi, cônsul-geral do Japão em São Paulo.

Porém, segundo ele, muito da efetividade desses progressos passa pela otimização do acesso da população japonesa aos serviços médicos prestados no país, além do aumento da quantidade e da qualidade desses serviços.

Parcerias público-privadas

O governo tem investido em medidas para diminuir a ocorrência de doenças infecciosas transmissíveis, de acordo com o cônsul-geral. Mas não só o setor público responde pelos avanços. “A prestação de serviços na área da saúde ocorre em parceria com investimentos do setor privado”, frisa Noguchi. E, no controle do sistema de seguro-saúde, “o próprio cidadão arca com uma parte dos custos médicos, enquanto a outra parte é custeada pelo governo”, diz.

Para tanto, entra em cena outro agente responsável pela longevidade dos japoneses: a melhoria do padrão de vida da população em geral, decorrente do crescimento econômico do país.

Em paralelo, “investimentos na área educacional também contribuíram” para estender a vida no Japão, lembra o cônsul-geral. E, aqui, entra o aprimoramento dos padrões de nutrição e dieta – o que nos leva, enfim, ao famigerado sushi como componente de uma vida saudável.

Apoio aos cuidadores

Em relação ao quesito tecnologia, Nogushi destaca que “os avanços da ciência criaram novos dispositivos e medicamentos eficazes que, além de ajudar a curar doenças que até então não eram curáveis, colaboram para prolongar a vida com qualidade”, diz.

“Também contribuem para aprimorar o sistema de assistência médica, com o uso, por exemplo, de exoesqueletos, equipamentos que auxiliam os cuidadores nas ações de assistência médica aos pacientes.”

longevidade dos japoneses

Layla Vallias e robô humanoide NAO, que faz companhia para idosos no Japão; crédito: Arquivo Pessoal 

É nessa seara que Layla Vallias, especialista em economia prateada e cofundadora da Hype60+, consultoria de marketing focada no consumidor maduro, observa grandes avanços tecnológicos no Japão.

“Além de ajudar o próprio idoso, algumas soluções oferecem apoio e facilidades para todo o círculo do cuidado, envolvendo familiares e também cuidadores”, salienta a especialista, que também coordenou o Tsunami60+, maior estudo sobre economia prateada e raio-X do público maduro no Brasil.

“Um dos robôs que conheci no Japão é uma cama que vira cadeira de rodas com o apertar de um botão”, exemplifica. “Com isso, não há a necessidade de os cuidadores fazerem o esforço de carregar o paciente em seus braços, mantendo também a longevidade de quem cuida numa realidade em que essa pessoa cada vez mais será também madura.”

Tecnologia amiga 

Por sinal, um ponto a ser ressaltado no que diz respeito a esses aparatos é que eles são incorporados com naturalidade ao dia a dia dos habitantes do Japão – quase como o uso de hashis à mesa de um restaurante japonês. 

“Para os japoneses, a tecnologia é uma velha amiga, presente em diversos momentos da rotina, como na rapidez dos trens-bala ou na pontualidade dos metrôs”, avalia Layla. “Para os maduros japoneses, usá-la como apoio nessa fase da vida não é novidade, mas sim algo natural.”

longevidade dos japoneses

Pet-robôs na Cyberdybe; crédito: Arquivo Pessoal 

Assim, os recursos vão muito além do que se projeta em filmes de ficção científica, povoados de robôs humanoides que roubam os empregos das pessoas. “As tecnologias que mais contribuem com a longevidade são aquelas que ajudam os idosos do Japão a viver mais tempo em suas próprias casas, envelhecendo com conforto e segurança”, menciona ela. “Um exemplo é a foca Paro, um pet-robô fofinho que apoia emocionalmente pessoas mais velhas, trocando carinho e companhia com a facilidade de não precisar passear ou ter a caixa de areia trocada.”

A especialista cita ainda exoesqueletos como os produzidos pela empresa Cyberdyne, os quais “ajudam a manter a coluna ereta e o corpo sem dores”; e “aplicativos de mobilidade que, em parceria com centros de convivência e compras, como o AEON Supermarket, mantêm o maduro ativo, aprendendo coisas novas, divertindo-se e socializando”.

Por sinal, o objetivo do governo japonês é mesmo o de auxiliar os idosos a “continuar suas próprias vidas o máximo possível em suas residências e nas áreas que estão acostumados a frequentar”, como sinaliza o cônsul-geral Yasushi Noguchi.

“Para que isso ocorra, estão sendo realizados esforços para tornar viável um sistema abrangente de atendimento comunitário local de suporte e provisão de serviços para cada região das cidades”, diz. “Esses serviços incluem os da área da saúde, como assistência de enfermagem, assistência médica e prevenção.”

Combate à solidão: desafio da longevidade dos japoneses

O aumento da longevidade dos japoneses carrega ainda consigo um grande desafio: o de evitar o isolamento e a solidão dos idosos. “Em cada município, temos uma equipe de assistência social para o monitoramento de cidadãos com idade avançada”, especifica Noguchi.

“Também contamos com o apoio de empresas de gás, água e energia elétrica, entre outras, que nos mantêm informados sobre a situação dos idosos em suas residências. Estamos trabalhando para construir uma rede comunitária de suporte social com os moradores de cada região.”

Esse tipo de iniciativa consiste em uma evolução do conceito de “aging place”, ou o bem-envelhecer no próprio lar, para o “thriving in community” (prosperar em comunidade), que, segundo Layla, é “o movimento de criar possibilidades e facilitar o protagonismo do maduro em sua comunidade – em seu bairro – com atividades e responsabilidades e o apoio da tecnologia”.

“Algo que me surpreendeu quando estive no Japão foi observar nas ruas pessoas com mais de 80 anos atuando como motoristas de ônibus, gestores de trânsito e nos restaurantes”, diz ela. “Os prateados estão por todos os lados, trabalhando, consumindo, vivendo.”

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Sorvete faz bem à saúde e é uma delícia, aponta estudo

Você se lembra quando seu filho era pequeno e, na hora do almoço, não queria comer tudo ou fazia alguma malcriação? Você então o repreendia dizendo que por causa daquilo não haveria sobremesa. Pois se, naquele tempo, você tivesse lido essa matéria, certamente não teria dito isso, principalmente se a sobremesa fosse sorvete.

Há algum tempo, pesquisadores e nutricionistas têm afirmado que o sorvete, quando consumido com moderação, traz inúmeros benefícios à saúde. Considerado um alimento completo e de alto valor nutritivo, ele contém proteínas, carboidratos, cálcio, fósforo, lipídios, vitaminas A, B1, B2, B6, C, D, E e K, além de outros minerais.

Seu consumo também é indicado na dieta de alguns pós-operatórios devido a suas propriedades analgésicas e também por evitar hemorragias. Tratamentos quimioterápicos e cirurgias para retirada de amídalas, refluxo gastroesofágico ou cirurgias ortodônticas são algumas das situações mais comuns em que a dieta gelada é prescrita pelos médicos.

Comprovação científica

Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, identificou que o sorvete contém um aminoácido conhecido como triptofano, que atua na produção de serotonina no corpo humano, acalmando e reduzindo a agressividade. Por isso, o sorvete é indicado no combate ao estresse e para pessoas que precisam relaxar e dormir melhor.

Um outro estudo, do Instituto de Psiquiatria de Londres, rastreou a atividade cerebral de pessoas que consumiram sorvete de baunilha e descobriu que o alimento tem efeito imediato em partes do cérebro responsáveis pela sensação de prazer.

Já na Universidade de Harward, 18.555 enfermeiras casadas foram submetidas a testes por oito anos seguidos. Os pesquisadores descobriram que mulheres que consumiam mais de duas porções de sorvete por semana tiveram uma chance 85% maior de não desenvolver problemas na ovulação, quando comparado às enfermeiras que consumiram laticínios com menor teor de gordura. A conclusão foi que produtos com menores taxas de gordura podem interferir negativamente na fertilidade das mulheres.

Em contrapartida, os pesquisadores lembram que o consumo exagerado de sorvetes com alto teor de gordura pode levar à obesidade que, por sua vez, também pode comprometer a fertilidade da mulher.

Sorvetes medicinais

Prometendo tratar inúmeros problemas de saúde, a marca espanhola de sorvetes artesanais Heladerias Llinares desenvolveu uma série com 12 sabores para uso medicinal.

Em sua página na internet (www.heladeriasllinares.com), a empresa cita alguns exemplos, como o sorvete de centelha asiática, que atua no combate à celulite, e a mistura de valeriana, erva-cidreira e tília, indicada no tratamento contra o estresse. O sorvete de erva-doce, além de ser uma delícia, é indicado para o combate a flatulências, garante o fabricante. Mas se o seu problema é dificuldade para emagrecer, você pode se deliciar com o sorvete à base de aloe vera.

Sucesso absoluto em vários países da Europa, a empresa garante que possui outros produtos que ajudam a solucionar problemas como tabagismo e insônia.

Mas como surgiu o sorvete?

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Sorvete (Abis), a sobremesa já possui 3 mil anos de existência e foi criada na China, quando chineses passaram a misturar neve com frutas e mel. A mania rapidamente se espalhou pela região chegando a outros povos como os árabes e franceses.

Em 1292, a moda chegou à Itália, já com um processo produtivo mais desenvolvido. Logo a sobremesa se espalhou por toda Europa e Estados Unidos. Mas foi só em 1834 que essa maravilha chegou ao Brasil.

Atualmente, no Brasil, existem 8 mil empresas fabricantes de sorvete. Dessas, 92% se enquadram no perfil de micro e pequenas empresas, gerando 75 mil empregos diretos e 200 mil indiretos.

Um levantamento realizado pela Global Data em parceria com a Abis apontou que, em 2016, mais de 1 bilhão de litros de sorvetes foram consumidos, uma média de 4,86 litros/ano por pessoa. A produção atingiu a marca de 675 milhões de litros por ano e o setor faturou pouco mais de R$ 12 bilhões.

O mercado ainda não dispõe de números atualizados para o ano de 2017.

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Senado aprova texto-base da Reforma da Previdência: veja o que muda na sua aposentadoria

Senadores aprovaram nesta terça-feira (22), por 60 votos a 19, o texto-base de Reforma da Previdência em segundo turno. A primeira aprovação ocorreu no dia 2. Por ser uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o texto precisava de duas aprovações na Câmara, o que já ocorreu, e duas aprovações no Senado.

Dos quatro destaques apresentados pelos senadores da oposição, dois já foram analisados e acabaram rejeitados. Uma nova votação está marcada para esta quarta-feira (23), às 9h, horário de Brasília. Após essa etapa, o texto final seguirá para promulgação no Congresso. 

Na votação em 1º turno, os senadores retiraram do texto o trecho que limitava o pagamento do abono salarial a trabalhadores que ganham até R$ 1.364,43. Com isso, a regra atual se manteve, dando direito ao abono salarial trabalhadores que recebem até dois salários mínimos, o que dá R$ 1.996,00. 

Veja como fica o texto-base da Reforma da Previdência:

Reforma da Previdência: idade mínima e tempo de contribuição

Fica estabelecida a idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, com período de transição de 12 anos (começando em 61 anos para homens e 56 para mulheres e subindo gradativamente nesse período até chegar a 65 e 62, respectivamente). O tempo mínimo de contribuição será de 20 anos para homens e 15 anos para mulheres da iniciativa privada. Para servidores públicos, o tempo será de 25 anos para ambos os sexos.

Para os trabalhadores rurais, a idade mínima será de 60 anos para homens e 55 anos para mulheres, com tempo mínimo de contribuição de 15 anos. Para professores, 60 para homens e 57 para mulheres, com 25 anos de contribuição mínima. 


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Policiais federais, legislativos, civis do DF e agentes penitenciários poderão se aposentar com 55 anos, homens e mulheres. O tempo mínimo de contribuição será de 25 anos para ambos que já estiverem no exercício da função e de 30 anos como contribuinte.

As novas regras não valerão para os servidores estaduais e dos municípios com regime próprio de Previdência.

Regras de transição na Nova Previdência

Opção 1: sistema de pontos

Semelhante à formula atual utilizada para dar entrada na aposentadoria integral, o requisitante terá que alcançar uma pontuação que será a soma de sua idade mais o tempo de contribuição. Atualmente, a pontuação mínima é de 96 pontos para homens e 86 para mulheres, com um mínimo de 35 anos e 30 anos de contribuição para homens e mulheres, respectivamente. A transição prevê um aumento de 1 ponto a cada ano, chegando a 100 para mulheres (em 2033) e 105 para os homens (em 2028).

Homens e mulheres que se aposentarem com tempo de contribuição mínimo, de 20 e 15 anos, respectivamente, receberão 60% do valor do benefício integral, crescendo 2% a cada ano a mais.

Para professores, a transição começa com 81 pontos para mulheres e 91 pontos para homens, com tempo de contribuição mínimo de 25 e 30 anos, respectivamente.

Opção 2: aposentadoria por tempo de contribuição + idade mínima

Com período de transição de 12 anos para mulheres e 8 anos para homens, a idade mínima começa em 56 anos para mulheres e 61 para os homens, subindo meio ponto a cada ano até alcançar a idade de 65 anos  para homens e 62 anos para mulheres. Também é exigido um tempo mínimo de contribuição de 30 anos para mulheres e 35 para homens.

Reforma da Previdência

Crédito: Lennon Lima/shutterstock

Nesta opção, o tempo de contribuição e as idades iniciais para professores são reduzidos em 5 anos e o acréscimo vai até 57 anos para mulheres e 60 anos para homens.

Homens e mulheres que se aposentarem com tempo de contribuição mínimo, de 20 e 15 anos, respectivamente, receberão 60% do valor do benefício integral, crescendo 2% a cada ano a mais.

Opção 3: pedágio de 50% (para INSS)

O trabalhador que está a 2 anos de cumprir o tempo mínimo de contribuição (35 anos para homens e 30 anos para mulheres) poderá se aposentar sem a idade mínima, pagando um pedágio de 50% do tempo que falta.

O valor do benefício será a média das 80% maiores contribuições, reduzida pelo fator previdenciário.

Opção 4: por idade (para INSS)

Idade mínima de 65 anos para homens e de 60 anos para mulheres. Ambos terão tempo mínimo de contribuição de 15 anos. 

A partir de 2020, a idade mínima de aposentadoria da mulher será acrescida de seis meses a cada ano, até chegar a 62 anos em 2023.

A remuneração é calculada a partir da média de todos os salários de contribuição, com a aplicação da regra de 60% do valor do benefício integral por 15/20 anos de contribuição, crescendo 2% a cada ano a mais.

Opção 5: pedágio de 100% (para INSS e servidores)

Idade mínima de 57 anos para mulheres e de 60 anos para homens, com a cobrança de um pedágio que corresponderá ao mesmo número de anos que faltar para cumprir o tempo mínimo de contribuição na data em que a PEC entrar em vigor, ou seja, 30 anos para mulheres e 35 anos para homens.

Opção 6: exclusiva para servidores

Servidores públicos adotarão o sistema de pontuação que soma o tempo de contribuição mais a idade mínima, a começar em 86 pontos para as mulheres e 96 pontos para os homens, com aumento de 1 ponto a cada ano, num período de transição de 14 anos para mulheres e 9 anos para homens. A transição acaba quando a pontuação alcançar 100 pontos para as mulheres, em 2033, e 105 pontos para os homens, em 2028.

Nesta opção, o tempo mínimo de contribuição é de 35 anos para os homens e 30 anos para as mulheres, com idade mínima de 61 anos para os homens e 56 anos para mulheres, passando a 62/57 a partir de 2022 (20 anos de serviço público, 10 anos na carreira e 5 no cargo).

Benefício de Prestação Continuada (BPC)

O benefício garante o pagamento mensal de um salário mínimo a pessoas com 65 anos ou mais, a pessoas com alguma deficiência e a idosos em situação de extrema pobreza. 

Mudanças na alíquota de contribuição

A nova Previdência adotará as seguintes alíquotas:

  • até um salário mínimo (R$ 998), alíquota de 7,5% (alíquota progressiva) e 7,5% (alíquota efetiva);
  • faixa salarial de R$ 998,01 a R$ 2.000, alíquota de 9% (alíquota progressiva) e de 7,5% a 8,25% (alíquota efetiva);
  • faixa salarial de R$ 2.000,01 a R$ 3.000, alíquota de 12% (alíquota progressiva) e de 8,25% a 9,5% (alíquota efetiva);
  • faixa salarial de R$ 3.000,01 a R$ 5.839,45 (teto do INSS), alíquota de 14% (alíquota progressiva) e de 9,5% a 11,68% (alíquota efetiva).

Aposentadoria por incapacidade permanente

O benefício, que hoje é de 100% da média dos salários de contribuição para todos, passa a ser de 60% mais 2% por ano de contribuição que exceder 20 anos. Se a invalidez for decorrente de acidente de trabalho, doenças profissionais ou do trabalho, o cálculo do benefício se mantém inalterado.

Abono salarial

Segue sendo pago a trabalhadores com renda de até dois salários mínimos (R$ 1.996). 

Salário-família e auxílio-reclusão

Os beneficiários devem ter renda de até R$ 1.364,43.

Pensão por morte

O benefício será de 50% do valor, mais 10% por dependente, tanto para o setor público quanto o privado. O limite é de 100% para cinco ou mais dependentes. Atualmente, o benefício é de 100% para segurados do INSS, dentro do teto de R$ 5.839,45. Servidores públicos ainda recebem 70% da parcela que superar o teto.

As alterações só valem para as novas pensões, ficando inalteradas as antigas.

Limite de acumulação de benefícios

O pensionista receberá 100% do benefício de maior valor, mais um percentual da soma dos demais (80% para benefícios de até 1 salário mínimo; 60% para benefícios entre 1 e 2 salários; 40% entre 2 e 3; 20% entre 3 e 4; e 10% para benefícios acima de 4 salários mínimos).

A nova Previdência não irá impactar sobre a acumulação de aposentadorias previstas em lei, como a de médicos e professores, aposentadorias do regime próprio ou das Forças Armadas com regime geral.

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Obesidade ou sobrepeso: saiba diferenciar os problemas e tratar da sua saúde

O consumo excessivo de alimentos calóricos e o sedentarismo são dois dos principais vilões quando o assunto é obesidade e sobrepeso. Juntos, esses dois fatores fazem com que a quantidade de calorias ingerida ao longo do dia seja maior do que a quantidade utilizada pelo corpo. Contudo, o problema também está ligado a distúrbios hormonais ou problemas emocionais, como ansiedade ou nervosismo.

Antes de mais nada, é importante separar a obesidade do sobrepeso. De acordo com a nutricionista Cátia Buscatti, a confusão pode ser comum, mesmo com tanta informação disponível atualmente na internet. “É possível encontrarmos na internet diversas tabelas de adequação e algumas outras que determinam o que é sobrepeso e o que é obesidade. Mesmo assim, muitas pessoas ainda confundem esses dois conceitos. Isso pode também determinar a escolha ou não de iniciar um tratamento, ou a identificar a necessidade de um emagrecimento de forma adequada para a sua saúde”, explica a nutricionista.


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Uma das formas mais utilizadas para identificar se uma pessoa está ou não obesa é calculando o seu IMC (índice de Massa Corpórea). Adotado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), o cálculo é feito da seguinte maneira: divide-se o peso do paciente pela sua altura elevada ao quadrado. De acordo com o parâmetro, o peso de um indivíduo é considerado normal quando o resultado do IMC está entre 18,5 e 24,9. 

Veja abaixo as faixas:

  • Peso normal: IMC entre 18.0 a 24,9 kg/m2;
  • Sobrepeso: IMC entre 25.0 a 29,9 kg/m2;
  • Obesidade grau 1: IMC entre 30.0 – 34.9 kg/m2;
  • Obesidade grau 2: IMC entre 35.0 – 39.9 kg/m2;
  • Obesidade grau 3 ou obesidade mórbida: IMC igual ou superior 40 kg/m2.

Embora o IMC seja uma boa orientação, ele nem sempre está totalmente correlacionado à quantidade de gordura corporal. Por isso, é importante consultar um profissional que, dependendo do caso, irá optar por um método de avaliação mais preciso para realizar o diagnóstico correto.

Cátia complementa que é preciso levar em consideração vários outros aspectos, como o percentual de massa gorda e a estrutura do corpo do paciente. “Eu tenho pacientes que estão com o IMC acima da tabela de adequação e que poderiam ser considerados com sobrepeso. Mas na verdade eles têm um índice de massa magra muito alto, e por causa do peso a mais de músculos, eles não podem ser considerados com sobrepeso. Então para cada caso é necessária uma avaliação profissional individual”, garante.

Outra forma de avaliar se a pessoa está ou não acima do peso é por meio da medição da gordura visceral. Na prática clínica, o profissional irá medir a cintura abdominal. Veja abaixo as medidas de circunferência abdominal recomendadas como “ponto de corte” pela Federação Internacional de Diabetes, de acordo com a etnia:

  • Europeus: maior ou igual a 94 cm em homens / maior ou igual 80 cm em mulheres;
  • Sul-africanos, mediterrâneo ocidental e oriente médio: idem aos europeus;
  • Sul-asiáticos e chineses: maior ou igual 90 cm em homens / maior ou igual 80 cm em mulheres;
  • Japoneses: maior ou igual 90 cm em homens / maior ou igual 85 cm em mulheres;
  • Sul-americanos e América Central: mesma referências dos sul-asiáticos.

Além dos graus de 1 a 3, a obesidade também pode ser classificada de acordo com a localização e a distribuição da gordura pelo corpo. São elas:

1. Obesidade abdominal

Também conhecida como central, androide ou obesidade em “forma de maçã”, a gordura fica acumulada principalmente no abdômen e na cintura, espalhando-se também, em menor proporção, pela cintura e pelo peito. É mais comum em homens, o que não significa que mulheres não possam tê-la.  

Está diretamente ligada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como colesterol alto, doenças cardíacas, infarto, diabetes, inflamações e trombose.

2. Obesidade periférica

Neste caso, a gordura se acumula com maior intensidade nos quadris, nádegas e coxas, o que lhe rendeu o apelido de obesidade em pêra ou ginoide.

É mais comum em mulheres e está associada a problemas circulatórios, como insuficiência venosa e varizes, e também a diabetes e problemas cardíacos. Com o excesso de peso, também é comum aparecerem problemas nos joelhos, como a osteoartrite.

3. Obesidade homogênea

Neste caso, o excesso de peso se distribui de forma homogênea por todo o corpo.

Problemas causados pela obesidade

Falta de ar e dificuldade respiratória 

Isso acontece devido à pressão do peso abdominal sobre os pulmões.

Dores no corpo e nas articulações

Os pacientes também costumam se queixar de dores nas costas, ombros, joelhos e pernas, o que dificulta as caminhadas e a realização de exercícios físicos. A dor é provocada pelo excesso de peso nas articulações e a estrutura central de sustentação do corpo.

Dermatites e infecções fúngicas

Em muitos casos, surgem dobras pelo corpo onde se acumulam poeira e suor levando a dermatites e infecções fúngicas. Também é comum o aparecimento de manchas escuras na pele, principalmente em lugares como pescoço, axilas e virilhas.

Impotência e infertilidade

Alterações hormonais e dificuldades para a passagem de sangue pelos vasos também podem causar impotência e infertilidade.

Distúrbios do sono

Roncos noturnos e apneia do sono acontecem devido ao acúmulo gordura no pescoço e nas vias respiratórias. Também podem ocorrer pela falta de exercícios físicos.

Varizes e úlceras venosas

O problema pode ser causado por alterações nos vasos e na circulação sanguínea.

Ansiedade e depressão

A compulsão alimentar e a insatisfação com a imagem corporal podem aumentar a ansiedade e causar depressão.

É preciso cuidar da saúde

Cátia lembra que, em muitos casos, o paciente com sobrepeso pode achar que está tudo bem com a sua saúde e que não há motivos para se preocupar. Porém, se o sobrepeso está ligado a uma maior camada de gordura no corpo, ele pode ser considerado muito prejudicial à saúde com o aparecimento de algumas doenças ligadas ao excesso de gordura no corpo.

“São doenças crônicas, de uma forma geral, como diabetes, hipertensão arterial. Outros casos, nós temos também associados às dislipidemias, como o aumento das taxas de gordura no sangue como o colesterol LDL e as taxas de triglicerídeos. Um diagnóstico mais profundo, inclusive fazendo a avaliação bioquímica desse paciente é que a gente vai conseguir determinar o quanto que isso está prejudicando a saúde dele”, avalia a nutricionista.

A especialista destaca que, no caso de pacientes idosos, é preciso controlar as comorbidades, que são as doenças relacionadas ao excesso de peso e evitar o ganho de peso excessivo. “Isso sim pode ser muito perigoso para o idoso. A prioridade é evitar que ele tenha ganho de peso excessivo e ficar atento para uma situação muito comum entre os idosos que é a sarcopenia, quando ele tem uma redução da camada muscular, uma redução da massa magra, que faz com que eles fiquem bastante desnutridos”, adverte.

Cátia explica que, no caso dos idosos, não é necessariamente a obesidade o maior problema, mas as doenças que podem acontecer por conta da obesidade, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, alguns tipos de câncer, apneia do sono e doenças cardiovasculares.

Tratamento para obesidade ou sobrepeso

Em um caso ou em outro, é importante que o paciente consulte um profissional nutricionista que irá determinar um tratamento eficiente para cada caso. “Todo mundo sabe que, para emagrecer, para reduzir peso, a gente precisa de atividade física regular associada a uma alimentação equilibrada”, explica. “Mas como conduzir isso na vida de uma pessoa é o X da questão”.

Atualmente trabalhando com nutrição comportamental, Cátia admite que o grande desafio é colocar tais ações, seja de praticar uma atividade física regular ou de ter uma alimentação equilibrada, dentro do contexto e da rotina do paciente. E garante: “Não existe uma receita de bolo certa para isso”.

“Não existe todo mundo fazer caminhada e todo mundo fazer a dieta X. Para cada caso, a gente vai trabalhar a sua individualidade, porque cada pessoa é diferente, tem uma rotina diferente, tem uma forma de ver a atividade física diferente – tem pessoas que têm prazer em fazer atividades físicas, outras não”, analisa a especialista. “Buscar de que forma que a gente consegue mudar a vida do paciente para que ele alcance a redução de peso de forma saudável e, mais importante ainda, consiga manter isso depois, para fugir do efeito sanfona que prejudica ainda mais a saúde”.

Dietas, só com acompanhamento!

Cátia destaca a importância de não realizar dietas sem o acompanhamento de um nutricionista e reclama do que chamou de “um excesso de informações desinformadas nas redes sociais”.

“Atualmente, basta fazer um rápido acesso a uma rede social que você encontra dieta low carb, dieta cetogênica, dieta mediterrânea e tantas outras indicadas por não profissionais de nutrição. As pessoas vão seguindo de qualquer forma e misturando várias linhas de tratamento e, ao final, isso pode prejudicar muito a saúde”. Ela lembra que, alguns pacientes com elevadas taxas de colesterol e de ácido úrico no sangue podem sofrer graves complicações com a adoção de, por exemplo, a dieta cetogênica (quando o paciente deixa de consumir carboidratos e passa a consumir fontes de gordura e de proteína).

O problema está no fato de que muitas dessas fontes de gordura e proteína são alimentos industrializados, com excesso de sódio, conservantes químicos e saborizantes que podem levar a quadros de alteração da pressão arterial, retenção de líquido, aumento das taxas de ácido úrico e uma série de outros prejuízos à saúde do paciente.

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Depressão e saúde mental: existe uma saída

As notícias sobre a internação de Giulia Gam, de 52 anos, em uma clínica psiquiátrica por causa de depressão povoaram a internet nos últimos dias. De acordo com amigos próximos, a internação da atriz, diagnosticada com o transtorno, só acontece em casos extremos, quando a medicação não apresenta mais efeitos e ela precisa de um acompanhamento mais próximo dos médicos.

Logo após a divulgação da internação, o filho de Giulia, Théo Bial, desmentiu a informação. Ele disse que a mãe está em São Paulo ensaiando para a peça Os Sete Afluentes do Rio Ota.

Apesar disso, não podemos negar a comoção gerada com a notícia. “Depressão é uma doença que pode levar à morte da pessoa e precisa ser tratada com toda a atenção que merece, tanto por parte dos médicos, quanto por parte dos amigos e familiares”, destaca a psicoterapeuta Ana Paula Madeira.

E não é de hoje que a imprensa de todo o mundo vem alertando para a gravidade do problema.

Precisamos falar sobre depressão

Giulia não é a primeira famosa a virar notícia por conta de depressão. Em abril deste ano, o humorista e influenciador Whindersson Nunes revelou sofrer da doença. O desabafo chocou os fãs e o público em geral, já que o artista sempre foi sinônimo de alegria e irreverência. Apesar da fama, do dinheiro e de ser amado, Whindersson sentia bastante angústia por dentro.

O humorista é um caso entre tantos. Os padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo, a cantora Paula Fernandes, o ator Selton Mello e as atrizes Heloísa Périssé e Andriana Esteves. Todos dividem um quadro de depressão.


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Para Alexandre Ghelman, médico neurologista, CEO e fundador da Interativa Saúde, a depressão pode aparentar estar mais presente na vida de famosos por causa da exposição deles à mídia. No entanto, é importante estar atento.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de pessoas que sofrem com a doença aumentou 18% entre 2005 e 2015. Atualmente, são mais de 300 milhões de pessoas no mundo afetadas por transtornos depressivos.

Ghelman afirma que a depressão pode causar grande sofrimento e disfunção no trabalho, na escola e no meio familiar. No Brasil, está entre as principais causas de afastamento junto à Previdência Social (INSS) e, de acordo com o relatório da Organização Panamericana de Saúde (OPAS/OMS) de 2018, representa 7,8% do total de dias perdidos por incapacidade.

“É a principal causa de mortes por suicídio, com aproximadamente 800 mil casos ao ano, e a segunda principal causa de morte entre pessoas com idade entre 15 e 29 anos”, revela Ghelman.

O que é depressão?

A depressão é uma doença mental que afeta negativamente a forma como o indivíduo se sente, pensa e atua. Pode gerar um sentimento de tristeza, pensamentos negativos e perda de interesse nas atividades do dia a dia.

Os sintomas mais comuns são a dificuldade de concentração, fadiga, perda do desejo sexual e distúrbios do sono. Outros indícios são ansiedade, ataques de pânico e distúrbios alimentares.

Ghelman deixa claro que desânimo e tristeza por curtos períodos não são sinônimos de depressão. O luto saudável também se diferencia do transtorno. No entanto, ele aponta que é preciso ficar atento aos sintomas. “Existe o oposto, onde a depressão pode passar despercebida, pois pode ser confundida com uma doença física, ou pior, ser considerada um problema sem importância”, afirma.

As causas por trás dos transtornos ainda são desconhecidas, mas fatores genéticos e ambientais contribuem no processo. “A depressão tem um componente genético e, em relação a isso, não podemos agir”, comenta Ghelman. Ele também afirma que a doença é “mais comum entre parentes de primeiro grau de pacientes deprimidos e entre gêmeos monozigóticos (idênticos)”.

O ambiente social em que a pessoa com depressão está inserida também não pode ser esquecido. Estresse, frustração, conflitos ou sobrecargas também podem ser cruciais para desencadear o transtorno.

Nesses casos, é possível se proteger e evitar o surgimento da doença.

Como se prevenir

A melhor proteção – e isso para qualquer indivíduo – é cuidar da saúde mental. Desenvolver resiliência e a capacidade de viver bem em ambientes com muito estresse e pressão também contribuem para evitar o surgimento da depressão ou de outras doenças relacionadas.

De acordo com a OMS, saúde metal é “um estado de bem-estar onde o indivíduo realiza suas próprias habilidades, lida com os fatores estressantes normais da vida, trabalha produtivamente e é capaz de contribuir com a sociedade”. Ou seja, conseguir manter um equilíbrio emocional com todas as experiências e expectativas provocadas ao longo da vida.

“Não cuidar da saúde mental é se colocar em risco para problemas de saúde, nos relacionamentos e na carreira”, argumenta Ghelman.

O que pode ajudar na prevenção à depressão?

  • Espiritualidade, a fim de desenvolver propósito e sentido à vida;
  • Manter um estilo de vida saudável, praticando atividade física regular e com uma boa alimentação;
  • Construir relacionamentos positivos;
  • Boa autoestima;
  • Trabalhar competências relacionadas à inteligência emocional (também chamadas de habilidades sociais, psicossociais ou socioemocionais);
  • Praticar meditação e relaxamento.

E quem já tem depressão? Qual o caminho?

A depressão é uma doença e, como tal, deve ser cuidada com toda a atenção e com a supervisão de profissionais qualificados. Para cada nível de intensidade, pode-se considerar diferentes tipos de tratamento.

A depressão leve pode ser tratada com suporte geral e psicoterapia. Já de moderada a grave deve ser assistida com medicamentos e psicoterapia. A prática de atividades físicas simples também é bastante recomendada nos dois casos. Já no caso de pacientes com sintomas psicóticos ou com risco de suicídio significativo, principalmente na ausência de suporte familiar, é necessário que ocorra a internação.

Em todos os casos, a mensagem é clara: é importante ter o acompanhamento de um profissional e o apoio da família.

“Pacientes, familiares e a sociedade em geral devem entender que a depressão não reflete falha de caráter, preguiça ou fraqueza. Trata-se de uma doença com a possibilidade de tratamento e prevenção, e que deve ser diagnosticada o quanto antes”, afirma Ghelman. “Com certeza existe uma saída! Por isso, o paciente deve buscar ajuda e escolher viver uma vida plena”, conclui.

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Risco de câncer de mama é maior após os 40; veja como ficar fora dessa estatística

O câncer de mama chegou ao horário nobre. Gilda, personagem de meia-idade vivida pela atriz Heloísa Jorge na novela global “A Dona do Pedaço”, entrou para a estatística nacional: ela é diagnosticada com o tipo que hoje é a primeira causa de morte por câncer na população feminina brasileira. Só no ano passado, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), foram 59.700 casos e 15.403 mortes.

Na ficção, porém, o drama caminha para, por enquanto, um desfecho menos trágico. Tudo porque Gilda realizou o autoexame e detectou o problema em um estágio que, embora a tenha obrigado a passar por uma cirurgia para a retirada da mama, não era o mais avançado.


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O autoexame, no entanto, segundo Leonardo Ribeiro Soares, membro da Sociedade Brasileira de Mastologia, não deve ser orientado como ferramenta para detectar o câncer de mama. “Denominamos hoje de autoconhecimento, uma busca para conhecer o próprio corpo e manter a saúde mamária. Deve ser feito sete dias após a menstruação [quem menstrua] ou escolher sempre o mesmo dia no mês [quem não menstrua]”, explica.

Então, como detectar a doença? O especialista indica realização de rastreamento mamário. Mas, embora a meta seja que ao menos 70% das brasileiras se submetam à mamografia, apenas 24% fazem o exame. E, com o passar do tempo, os riscos só aumentam. De acordo com o Inca, a chance de ter um câncer de mama cresce a partir dos 40 anos e chega a ser 10 vezes maior em mulheres a partir dos 60 anos.

câncer de mama

Gilda, personagem vivida pela atriz Heloísa Jorge na novela global “A Dona do Pedaço”, é diagnosticada com câncer de mama; Crédito: Globo/João Miguel Júnior.

Em relação aos estágios da doença, ela pode evoluir progressivamente do 0 ao 4. Quanto menor o número, maior a chance de cura, principalmente se o diagnóstico ocorrer cedo e a paciente responder bem ao tratamento. Na última fase, o câncer já se espalhou para outros locais do corpo e não tem mais cura. De qualquer forma, existem tratamentos que garantem mais qualidade de vida.

A seguir, o especialista responde às principais dúvidas sobre a doença.

Quais as causas do câncer de mama?

As causas conhecidas são os fatores de risco: idade, histórico familiar, dieta e atividade física. 

E os sintomas?

Na maioria dos casos, o câncer de mama se manifesta com um caroço, mas também pode se apresentar de outras formas: vermelhidão e pele endurecida, áreas estufadas, feridas que não cicatrizam, coceiras que não melhoram, saída de líquido do bico do peito de cor vermelha ou transparente como a água e caroço ou local endurecido.

Há exames preventivos?

Não denominamos exames de prevenção, pois não previnem o surgimento da doença, mas a descobrem no início. Para rastreamento do câncer de mama, recomenda-se mamografia anual a partir dos 40 anos de idade e antes disso para casos específicos de alto risco.

Pacientes com mamas densas, com grande proporção de tecido glandular, devem realizar também a ultrassonografia mamária em conjunto com a mamografia. Em alguns casos, indica-se a ressonância de mamas. Na presença de alguma alteração suspeita, biópsia.

Como identificar os fatores de risco?

Idade, menstruar cedo, menopausa tardia, história familiar, não engravidar e não amamentar são fatores naturais. Obesidade e sobrepeso, sedentarismo, alimentação irregular, má qualidade de vida, cuidado com a saúde e consumo de bebidas alcoólicas são fatores que só dependem da mulher.

O que fazer para prevenir o câncer de mama?

A prevenção não deve focar apenas nos fatores de risco associados ao câncer de mama, mas também nos de proteção. Alguns itens que aumentam o risco para desenvolver a doença, como obesidade na pós-menopausa, exposição à radiação em altas doses, exposição a pesticidas, terapias de reposição hormonal, sedentarismo, alcoolismo e tabagismo são passíveis de intervenção.

Já outros fatores, como sexo feminino, idade avançada, início da menstruação antes dos 12 anos, menopausa tardia, gravidez após 35 anos, história familiar para câncer de ovário ou de mama, alta densidade mamária e mutações genéticas (BRCA1 e BRCA2) não podem ser modificados.

Uma campanha do Ministério da Saúde, em 1997, trouxe a atriz Cássia Kiss realizando, em horário nobre de televisão, o autoexame de prevenção ao câncer de mama.

Então, como prevenir os fatores passíveis de intervenção?Mantendo o peso saudável, dieta balanceada, prática de atividade física, além de não fumar e não ingerir bebidas alcoólicas em excesso.

Para mulheres na menopausa, é aconselhável fazer reposição hormonal só quando necessário e sob orientação médica. No caso de haver história familiar para câncer de mama ou ovário, deve-se investigar para identificar a possível presença de uma predisposição genética hereditária e, com base nesta avaliação, tomar decisões sobre intervenções redutoras de risco.

Estima-se que, por meio da alimentação, nutrição e atividade física, é possível reduzir em até 28% o risco de se desenvolver a doença.

Quais os principais tratamentos para câncer de mama?

Só um mastologista saberá indicar a sequência ideal para tratar cada tipo de câncer de mama. O tratamento é individualizado, de acordo com o perfil da paciente e o tipo de tumor.

O médico decidirá o tipo de cirurgia, a melhor maneira de fazer o tratamento oncológico (quimio ou hormonioterapia prévios ao procedimento cirúrgico) e indicará outros profissionais, como oncologista clínico, radioterapeuta, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo, fundamentais para a sua melhora.

Se for necessária a retirada das mamas, a reconstrução pode ser feita quando?

A grande maioria das pacientes tem indicação para realizar reconstrução mamária imediata, ou seja, já na cirurgia de retirada da mama.

A reconstrução tardia ou a contraindicação para a reconstrução acontece apenas nos casos de carcinoma inflamatório, ausência de resposta à quimioterapia ou em pacientes que apresentem condições clínicas desfavoráveis a uma cirurgia longa.

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7 sinais de problemas com o sono que precisam ser investigados

Dormir mal de vez em quando, vá lá, até é aceitável. Mas quando surgem diferentes tipos de problemas com o sono – do acordar cansado até distribuir socos e pontapés enquanto sonha –, aí é preciso acender o botão de alerta e investigar o que há de errado.

Com ajuda dos especialistas Danielle Salvati de Campos Malaquias, cirurgiã especialista em distúrbios do sono do Hospital São Vicente, de Curitiba, e Fábio Porto, neurologista do Hospital das Clínicas, de São Paulo, listamos sete sinais que precisam ser investigados.

Sinais que podem indicar problemas com o sono

Insônia

Como é: sentir cansaço, fadiga e sonolência durante o dia, somados a irritabilidade e dificuldade em tarefas rotineiras. E, mesmo em condições adequadas, não conseguir dormir em 30 minutos ou no horário de sempre ou, ainda, acordar à noite e não pegar mais no sono.

Possíveis causas: doença grave, doenças neurológicas ou psiquiátricas, dor crônica, estresse, fibromialgia, gravidez, hábitos de sono ruins ou hipertireoidismo. A insônia é mais comum em mulheres, pois se manifesta com mais frequência após a menopausa.


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O que fazer: manter boa higiene do sono (ver abaixo), evitar estimulantes e bebidas alcoólicas, fazer exercícios físicos regulares (no máximo até quatro horas antes de dormir) e procurar ajuda especializada, principalmente se o problema ocorrer todas as noites por mais de três semanas ou três vezes por semana, por mais de três meses.

Privação de sono

Como é: sentir-se cansado todos os dias, sem disposição, irritado, com memória fraca.

Possíveis causas: estar sob pressão em muitas atividades, sem priorizar o sono; não ter uma rotina de sono adequada; trabalhar em diferentes horários ou tomar medicação em horários errados.

O que fazer: manter uma higiene do sono adequada, estabelecer um horário para dormir e levantar e – importantíssimo! – entender que o sono é vital para uma boa qualidade de vida. Caso os sintomas persistam, procurar ajuda médica especializada.

Ronco alto

Como é: roncos altos, suor noturno exagerado, despertar muitas vezes durante a noite, dor de cabeça ao levantar, sono não reparador, irritabilidade, cansaço, memória e concentração fracas e sonolência durante o dia.

Possíveis causas: apneia obstrutiva do sono (parada respiratória durante a noite, normalmente causada por obstrução da entrada de ar pela queda da língua), aumento de peso, bebida alcoólica, envelhecimento ou trauma.

O que fazer: perder peso, melhorar hábitos noturnos, evitar bebida alcoólica e cigarro, procurar ajuda médica profissional para fazer o exame que investiga o sono (polissonografia).

Movimento periódico dos membros (síndrome das pernas inquietas)

Como é: além do sono fragmentado e da dificuldade para pegar no sono, mexer muito as pernas durante a noite, sentir desconforto nos membros ao deitar.

Possíveis causas: falta de ferro ou algumas medicações antidepressivas, que podem piorar os sintomas.

O que fazer: procurar ajuda médica profissional para fazer uma polissonografia.

Sono fragmentado

Como é: acordar muito durante noite, não ter um sono contínuo, dificuldade em retomar o sono, fadiga e cansaço ao acordar.

Possíveis causas: abusar de bebidas estimulantes e tabaco; comer e assistir TV na cama; deitar muito cedo ou má higiene do sono.

O que fazer: não se deitar muito cedo; ir para a cama quando tiver sono; entender que o sono muda com o passar dos anos e torna-se mais fragmentado com o envelhecimento; procurar ajuda médica profissional para fazer uma polissonografia.

Sono não reparador

Como é: acordar cansado, mesmo tendo dormido uma quantidade suficiente de horas.

Possíveis causas: dentre os vários motivos, geralmente ocorre quando as fases do sono fisiológico não foram preservadas. Apneia obstrutiva do sono também pode causar um sono não reparador.

O que fazer: manter uma boa higiene de sono e procurar um especialista, caso os sintomas não desapareçam.

Falar e “atuar” nos sonhos

Como é: sonhar e agir ou atuar nos sonhos, falando e fazendo movimentos (bruscos, inclusive) enquanto dorme. O nome técnico é distúrbio comportamental do sono REM. Pode incomodar se houver mais alguém na cama e causar lesões, se os movimentos forem intensos.

Possíveis causas: pode ser sinal de problemas neurológicos, como a doença de Parkinson.

O que fazer: buscar uma avaliação médica para diagnóstico correto e tratamento adequado.

Higiene do sono: 11 dicas para dormir melhor

Determinadas práticas são vistas como favoráveis para o início e manutenção de uma boa noite de sono. Facilmente aplicáveis no dia a dia, são indicadas para quem busca melhorar a qualidade do descanso. Basta, para isso, ter força de vontade e disciplina.

  • Dormir e acordar em horários regulares, respeitando o ciclo circadiano – período de 24 horas no qual se baseia o ciclo biológico. A maioria das pessoas precisa dormir oito horas por noite;
  • Manter o quarto limpo e organizado, com luz apagada e sem barulho;
  • Evitar bebidas estimulantes (café, chimarrão, chocolate, refrigerante à base de cola e guaraná, chá preto, energético);
  • Não ver TV ou ler (sobretudo em aparelhos eletrônicos) na cama;
  • Fugir de sonecas prolongadas durante o dia;
  • Não fumar;
  • Tomar uma ducha e uma xícara de chá (de camomila ou outra erva calmante) quentinhos pouco antes de dormir;
  • Praticar exercício físico só até quatro horas antes do horário do sono;
  • Não tomar bebida alcóolica e evitar alimentação pesada (gordurosa) antes de dormir;
  • Evitar medicamentos estimulantes;
  • Ouvir músicas relaxantes.
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Musicoterapia segue o ritmo da longevidade saudável

O ditado já diz: quem canta seus males espanta. Esse provérbio é sábio. E, invertendo um pouco a ordem dos fatores sem alterar o produto final, podemos afirmar que as canções em geral trazem coisas boas. Por sinal, são os especialistas que elegem a musicoterapia como um caminho para a longevidade saudável.

E sem distinção: todos os gêneros sonoros são bem-vindos nessa pauta. “Cada pessoa tem uma resposta diferente ao estímulo musical”, explica Rafael Ludovico Moreira, musicoterapeuta e mestre em gerontologia pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

Isso significa que um indivíduo pode se sentir bem ouvindo heavy metal, enquanto outro se irritaria durante uma audição de música clássica. “Tem gente que relaxa com sons de água, já eu sinto vontade de fazer xixi com eles”, cita o musicoterapeuta.


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A razão disso é simples: a relação com o som é mesmo muito íntima – e está diretamente ligada ao histórico de vida de cada um. “O estímulo musical é sinestésico”, afirma Moreira. “Alguém que tenha uma avó que entoava determinada canção irá se lembrar dela e do gosto do bolinho de chuva que ela fazia ao ouvir a melodia”, desenvolve.

“A pessoa vivencia essas memórias em vez de apenas evocá-las”, compara. “A música é muito intuitiva, projetiva. Provoca sensações, mais do que quando vemos uma fotografia, por exemplo.”

Musicoterapia: elixir para memória, cognição e coordenação motora

Essa capacidade de associação emotiva com fatos e lembranças a partir do som está totalmente ligada ao seu potencial terapêutico. “A música trabalha vários estímulos, inclusive o dos tecidos musculares por meio da vibração, e a própria memória”, destaca o especialista.

“Também promove a socialização. E, junto com a dança e o ritmo, favorece ainda a coordenação motora. Pense, por exemplo, nos níveis de atenção e vigilância necessários para conduzir aquela brincadeira do ‘Escravos de Jó’ [jogo infantil de cantiga de roda].”

A musicoterapeuta Daiane Pazzini Marques, idealizadora do projeto Colheita da Maturidade – que oferece atividades de estimulação cognitiva para os 50+ –, também vê a música como grande aliada na recuperação da memória. “Além de ser utilizada para expressar emoções e sentimentos, ela resgata a identidade do idoso, que entra em contato com canções que marcaram sua vida e recorda momentos significantes.”

Aliás, Daiane também frisa o papel dos estímulos musicais no fortalecimento da autoestima e dos vínculos sociais. “Através do prazer de fazer, criar e compartilhar música, seja ouvindo, cantando, dançando ou tocando um instrumento, o idoso tem consciência do quanto ele ainda é capaz de produzir e experimentar, melhorando sua qualidade de vida de uma forma geral”, sintetiza.

Música como terapia contra Alzheimer, Parkinson e depressão

Mais especificamente no que diz respeito a determinadas patologias, Daiane ressalta que “a musicoterapia é utilizada na prevenção e no tratamento de doenças como Alzheimer, Parkinson e depressão”.

Mas, nesses casos, ela se refere à atuação especializada do musicoterapeuta, justamente por não haver uma “receita pronta” de “remédio musical” para cada paciente. “O profissional avalia qual o tipo de música que beneficia cada pessoa de acordo com o seu histórico sonoro. Uma mesma canção pode causar efeitos diversos em indivíduos diferentes, sendo eles positivos ou negativos”, reitera.

As particularidades variam também em relação a onde e como escutar um som. “Não existe uma forma ideal”, afirma Daiane. “O bem-estar que ela causa vai da preferência de cada um. Assim, alguns têm o hábito de ouvir música enquanto realizam alguma atividade ou fazem exercícios, ou como um recurso para motivar seu dia a dia”, diz. “Outras pessoas utilizam a música para relaxamento, meditação ou um momento de conexão interior, reduzindo o estresse e a ansiedade.”

Mesmo quem tem deficiência auditiva pode se beneficiar da musicoterapia, conforme salienta Moreira. “Os sons também ressoam e vibram”, diz. “Usamos tambores, surdos e caixas que destacam os graves.”

Então, podemos dizer que a música como terapia e segredo para a longevidade saudável já é de fato bola cantada. E que a voz do velho ditado está em perfeita harmonia com as convicções atuais.

Serviço

Rafael Ludovico Moreira, musicoterapeuta: rafael_terapia@hotmail.com; 0/xx/11/99739-3773

Projeto Colheita da Maturidade: https://colheitadamaturidade.blogspot.com/

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Esponja de cozinha: como cuidar do item mais contaminado da casa

Responda rápido: qual o item mais sujo da sua casa? Se respondeu o vaso sanitário, você errou. Se falou a caixa de areia do gato, também. Se apostou no latão de lixo, equivocou-se de novo. A peça mais contaminada, por mais surpreendente que possa parecer, é a esponja de lavar louça.

São nada menos que 10 milhões de bactérias por metro quadrado, segundo o biomédico Roberto Martins Figueiredo, conhecido como Dr. Bactéria. Não à toa, o uso do utensílio exige cuidados especiais.

esponja

“A cozinha é o local onde existem mais bactérias numa residência”, avisa o Dr. Bactéria. É onde recebemos todos os dias alimentos crus, como carne e hortaliças; onde há circulação de pessoas; e no qual existe manipulação de objetos, como caixas. “E a esponja é um lugar propício para as bactérias, porque tem umidade – a água; tem resto de alimento, já que sempre fica um pouco. É o esconderijo perfeito para elas se desenvolverem”, detalha o Dr. Bactéria.


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O objeto de uso diário, que chega a ter até 200 vezes mais germes que o assento do vaso sanitário, costuma abrigar micro-organismos de origem fecal, entre os quais Escherichia coli, salmonella e enterovírus (provocam diarreia e vômitos, por exemplo) e Staphylococcus aureus (causa intoxicações alimentares, feridas com pus etc.).

Mas já que não dá para viver sem a esponja de cozinha, preparamos um miniguia para você seguir no dia a dia.

Como limpar a bucha de cozinha 

Dr. Bactéria ensina três maneiras de higienizar o item, o que deve ser feito diariamente. Em todas as situações, antes de tudo, é preciso retirar restos de comida e de sabão ou detergente e enxaguar bem. Na sequência, pode-se escolher um dos métodos:

1. Depois de limpa, umedeça bastante a esponja (apenas com água), envolva-a em papel-toalha, coloque sobre um pires e leve ao forno micro-ondas por 2 minutos, em potência máxima.

2. Mantenha a esponja mergulhada por 10 minutos numa mistura de 1 litro de água e 2 colheres (sopa) de água sanitária.

3. Encha um caldeirão com água limpa, leve ao fogão e, quando o líquido ferver, mergulhe a esponja e deixe-a ali de 3 a 5 minutos, ainda com o fogo ligado.

Apenas esponjas com íons de prata dispensam a higienização diária, já que a prata possui ação oligodinâmica. Isso quer dizer que, em pequena quantidade, consegue matar micro-organismos.

Como guardar a esponja corretamente

Depois de higienizada, deve-se retirar toda a água da esponja, apertando-a. Assim, evita-se o acúmulo do líquido, que oferece ambiente perfeito para as bactérias se multiplicarem. Recomenda-se guardá-la em local seco ou em suportes na parede, e nunca sobre o sabão ou um local umedecido.

Quando substituir a esponjinha

Outro detalhe que deve ser respeitado: não importa o tipo de esponja, todas devem ser substituídas semanalmente. Dr. Bactéria explica a razão: “Além da presença de restos de alimentos, ocorre a destruição da integridade do material e a dificuldade de alcançar os germes, assim como possibilidade de crescimento de micro-organismos, produzindo o chamado biofilme (comunidade de bactérias com elevado grau de organização)”, explica.

Quantas esponjas manter em casa

Se você costuma limpar a pia com a esponja que lava as louças, melhor mudar seus hábitos. O ideal é manter um acessório para cada função. Segundo o biomédico, cada ambiente conta germes próprios. Quando se usa a mesma buchinha em mais de um espaço, abre-se caminho para a contaminação cruzada, ou seja, a transferência de germes de um local para outro, através da esponja.

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Receitas e curiosidades sobre o café que vão surpreender você

Coado, espresso, filtrado, carioca, torrado, orgânico, descafeinado, solúvel, com leite, sorvete, conhaque e até com cocô de passarinho. Não importa como, quando ou onde, o café é comprovadamente a segunda bebida mais consumida pelos brasileiros, perdendo apenas para a água.

Para muitos, o dia só começa após o cafezinho; outros preferem consumi-lo após as refeições. O certo é que ninguém resiste ao aroma delicioso que toma conta de todo o ambiente e anuncia que alguém acabou de passar um café fresquinho.

Tanto amor pelo produto levou a Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic) a dedicar uma data especialmente para ele: 24 de maio. O Dia do Café, comemorado desde 2005, tem o objetivo de relembrar o início das grandes plantações cafeeiras responsáveis por um dos períodos mais prósperos da economia nacional e da sociedade brasileira.

Hoje, estamos longe de todo aquele glamour do início do século passado, com as grandes fazendas dos Barões do Café, mas os números têm animado o mercado, de uma forma geral. Em 2017, os brasileiros consumiram 21,5 milhões de sacas do produto, o que equivale a 1,07 milhão de toneladas. Nos últimos 8 anos, o aumento no consumo foi de 307% e, para 2018, as previsões são ainda melhores. O aumento esperado pela Abic é de 30% em relação a 2017. Mas embora seja o maior produtor mundial do produto, o Brasil ocupa a segunda colocação no consumo, perdendo para o mercado norte-americano.

Nos últimos anos, os consumidores brasileiros presenciaram uma verdadeira explosão no número de cafeterias e de tipos de café goumetizados. Estima-se que existam hoje, no país, 3,5 mil cafeterias. Tanta variedade se deve ao baixo investimento para abrir uma loja especializada em café: entre R$ 80 mil e R$ 100 mil.

Curiosidades sobre o café

1. Rico em cafeína, o café é um poderoso aliado para aqueles que precisam aumentar os níveis de concentração, desde que consumido com moderação. Doses excessivas podem levar a uma overdose de cafeína, trazendo problemas como dor de estômago, tremores e insônia. A dose máxima de cafeína recomendada por dia é de 400 mg, o equivalente a beber cerca de 600 ml de café por dia.

2. Assim como no Brasil, o café é a segunda bebida mais consumida no mundo, perdendo apenas para a água.

3. A cafeína também é indicada no tratamento da depressão e ajuda a afastar o mau humor.

4. A borra de café pode ser usada como adubo para plantas.

5. Cafeomancia: civilizações árabes desenvolveram a técnica de prever o futuro através da leitura da borra de café. De acordo com seus praticantes, a técnica exige muita concentração e sensibilidade para fazer a leitura das figuras que se formam no fundo da xícara, geralmente de porcelana e com a boca mais larga. O café deve ser servido morno e o consulente deve beber lentamente enquanto pensa nas perguntas para as quais deseja respostas.

6. Acredita-se que o café tenha surgido na Etiópia, África, por volta do século IX. Foi trazido para o Brasil no início do século XVIII pelo Sargento-mor Francisco de Melo Palheta. Foi cultivado inicialmente no Paraná, Minas gerais, Goiás e Rio de Janeiro. Mas foi na terra roxa de São Paulo que o café mostrou todo o seu potencial econômico. Em pouco tempo, São Paulo se tornou o maior produtor de café do país.

Os tipos mais conhecidos de café

Café Espresso

É um dos principais tipos, servindo de base para diversos outros. É feito sob alta pressão de água na temperatura de consumo. Isso faz com que o sabor seja mais forte e concentrado

Receita:

  1. Misture café, açúcar e água em uma batedeira e bata por aproximadamente 7 minutos, até que se forme um creme parecido com sorvete.
  2. Em uma xícara de leite quente, adicione 1 colher de sopa bem cheia do creme e mexa até que tudo se torne uma mistura homogênea.
  3. Polvilhe com canela e sirva.

Café Macchiato

Muito parecido com o Espresso, leva uma dose de leite vaporizado que ajuda a suavizar o sabor. Um terço de café, um terço de leite vaporizado, um terço de espuma e pronto!

Receita:

  1. Encha o copo com 2/3 de leite e leve ao micro-ondas para aquecer bem.
  2. Adicione leite condensado até que ele todo se deposite na base.
  3. Derrame café expresso pelo canto do copo para não haver mistura.
  4. Bata o leite durante 1 minuto no mixer até quer tudo vire uma espuma densa. Derrame sobre o café e sirva.

Café Ristretto

Versão mais concentrada do Espresso, com sabor mais intenso. Utiliza metade da quantidade normal de água com a mesma quantidade de pó de café. Alguns baristas interrompem a máquina na metade da feitura de um Espresso.

Receita:

  1. Prepare tudo como se fosse produzir um café espresso.
  2. Compacte o pó do café um pouco mais do que o normal.
  3. Inicie a máquina de café e retire a xícara quando a água chegar à metade do copo. Sirva!

Café Latte

Diferente do Machiatto, com três camadas que não se misturam dentro da xícara, o Latte mistura o café com o leite vaporizado, com uma espuma extra servida sobre a bebida.

Receita:

  1. Encha uma xícara com 1/3 de café
  2. Esquente o leite até quase alcançar a fervura. Coloque em um recipiente fechado (pode ser uma garrafa pet de 600ml) e agite por 3 minutos.
  3. Abra e derrame sobre um recipiente plano; deixe respirar por 30 segundos e derrame sobre o café na xícara.
  4. Utilize uma cobertura de chocolate para fazer desenhos sobre a espuma.

Cappuccino

Um dos tipos mais populares ao redor do mundo. Parecido com o Latte, possui mais leite vaporizado em sua fórmula, além de chocolate em pequenos pedaços ou em pó sobre a bebida.

Receita:

  1. Misture 1 xícara de leite em pó, 5 colheres de chá de café solúvel, 2 colheres de sopa de chocolate em pó, 4 colheres de sopa de açúcar, 1 colher de chá de canela em pó e 1 colher de chá de bicarbonato de sódio; bata tudo num liquidificador e bata até virar um pó homogêneo. Guarde a mistura em um pote bem fechado.
  2. Dissolva duas colheres do seu cappuccino em água quente e aproveite!

Mocha

Feito a partir da mistura de chocolate quente com uma dose de espresso, adicionando leite vaporizado e espuma de leite. A mistura deve ser homogênea. Para finalizar, chocolate em pó polvilhado ou em pequenos pedaços sobre a bebida.

Receita:

  1. Misture meia xícara chá de café solúvel, 2/3 de xícara de chá de chocolate meio amargo picado e 1 xícara e meia de chá de leite em pó.
  2. No liquidificador, bata 4 colheres de sopa da mistura em 180ml de água e sirva!

Affogato

Feito a partir da mistura de sorvete de baunilha com uma ou duas doses de espresso. Alguns baristas adicionam uma dose de licor de amêndoas. Para muitos, trata-se mais de uma sobremesa do que de um café.

Receita:

  1. Coloque o sorvete de baunilha em um copo.
  2. Regue com café espresso bem quente.
  3. Cubra tudo com raspas de chocolate e avelãs.

Os cafés mais caros do mundo

O Kopi Luwak é um café produzido a partir das fezes da civeta, um mamífero que, após engolir as sementes do fruto, libera ácidos e enzimas sobre o bolo alimentar antes de expeli-lo com as fezes. Todo esse processo provoca uma fermentação natural. O resultado é um café com notas de frutas vermelhas, zero de acidez e pouco amargor. Natural da Ilha de Bali, Indonésia, o quilo do Kopi Luwak é vendido a US$ 2.880.

A versão brasileira da bebida é o Jacu Bird Coffee, produzido na cidade de Domingos Martins, no Espírito Santo. Produzido a partir das sementes de café retiradas das fezes do pássaro Jacu, que engole o fruto sem triturá-lo, é bastante saboroso, com notas de jasmim, baixa acidez e doçura média. Seu quilo é vendido por U$ 1.150, o que lhe garante a posição de terceiro mais caro do mundo.

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Dieta anti-inflamatória é receita para uma longevidade saudável

De tempos em tempos, surge uma nova dieta. Mas uma delas, a anti-inflamatória, vem ganhando a cada dia mais adeptos – e estudos. Um deles, publicado no “Journal of Interne Medicine” e que acompanhou por 16 anos 68.273 homens e mulheres entre 45 e 83 anos de idade, traz resultados contundentes em termos de longevidade saudável.

Quem aderiu à dieta anti-inflamatória, diz a pesquisa, teve reduzido em 18% o risco de mortalidade por todas as causas; em 20%, por problemas cardiovasculares; e em 13%, por câncer, se comparado a quem não seguiu ou a seguiu em menor grau. Os números dos fumantes foram mais expressivos: 31%, 36% e 22%, respectivamente.

“É preciso entender que dieta anti-inflamatória é um termo geral para o conceito de reduzir alimentos industrializados, processados e carne vermelha e aumentar o consumo de azeite, oleaginosas, peixes, frutas e verduras”, diz Andressa Heimbecher, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional São Paulo.

“A perda de peso e o controle de fatores de risco, como combater o sedentarismoparar de fumarmelhorar o sono e realizar práticas que reduzam o estresse, como meditar, são pilares importantes quando definimos que precisamos desinflamar. É um conjunto: a alimentação é a base, mas os hábitos são essenciais nesse processo.”

“Por ser rejuvenescedora, é um motivo a mais para pessoas com mais de 40 anos optarem por ela”, observa a dermatologista Michele Haikal, membro da Academia Brasileira de Medicina Antienvelhecimento. “Isso porque a inflamação envelhece, por ser um processo que vai se acumulando ao longo dos anos no organismo.

O que faz uma dieta anti-inflamatória?

Nosso sistema imunológico é ativado quando o corpo reconhece qualquer coisa estranha, seja um micróbio, seja um produto químico. Isso, em geral, desencadeia um processo chamado inflamação. No entanto, pode persistir dia após dia, mesmo que não exista mais um “invasor”. É quando a inflamação pode se tornar uma inimiga.

Doenças que tiram o sono de muita gente – incluindo as cardíacas, o Alzheimer, o câncer e a depressão – estão ligadas à inflamação crônica. “E, quando ganhamos peso, o acúmulo de gordura nas células de estoque gera uma cascata de processos inflamatórios no organismo que pode elevar o colesterol ruim e até desorganizar alguns eixos hormonais e causar resistência à insulina”, explica a endocrinologista.

Quando se pensa no alimento inflamatório número 1, é impossível não falar da gordura trans, afirma Andressa: “Modificada quimicamente por um processo chamado de hidrogenação, que aumenta a validade e deixa os produtos crocantes e sequinhos, ela está diretamente relacionada à formação e ao aumento dos níveis do colesterol ruim no nosso organismo, por elevar os níveis de substâncias inflamatórias”.

Ainda falando de alimentos inflamatórios, estão na lista o açúcar branco e os carboidratos simples, como os derivados de farinhas brancas ou o arroz branco. “Se ingeridos em excesso, levam o organismo a liberar insulina a mais para poder digeri-los. Insulina em excesso por longos períodos leva ao ganho de peso e pode causar resistência a ela, que leva a um ciclo vicioso de mais inflamação no organismo.”


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Álcool em excesso, acrescenta a endocrinologista, também provoca inflamação. “Causador de cirrose no fígado e danos em diversos órgãos, ainda é preciso considerar que as bebidas trazem uma grande quantidade de açúcar. Uma latinha de cerveja tem as calorias de um pão francês, e uma taça de vinho, as de um brigadeiro.”

“Dessa forma, uma dieta anti-inflamatória é aquela que reduz os níveis de inflamação”, diz a especialista, dizendo que bons exemplos são a mediterrânea – rica em frutas, legumes, peixes e grãos integrais, com doses extras de azeite de oliva – e a paleo – que reduz sal e exclui alimentos processados, açúcar, grãos, cerais, leite e derivados.

Dieta anti-inflamatória: o que entra no cardápio

Uma das ferramentas mais poderosas para combater a inflamação, pontuam as especialistas, não vem da farmácia, mas das feiras e dos mercados. Confira:

  • Azeite extravirgem e óleo de coco
  • Frutas, especialmente cerejas, mirtilo, laranja e morangos
  • Oleaginosas, como amêndoas e nozes
  • Peixes gordos, como atum, cavala, sardinha e salmão; Mas cuidado com a procedência deste último: “No Brasil tem muito peixe que é alimentado com um corante e vendido como salmão”, observa Michele.
  • Tomates
  • Vegetais de folhas verdes

Dieta anti-inflamatória: o que sai do cardápio

  • Carboidratos refinados, como pão branco e doces
  • Frituras
  • Bebidas açucaradas, como sucos industrializados e refrigerantes
  • Carne vermelha e processada (curada, defumada, salgada ou modificada por qualquer processo que altere seu sabor ou que a faça durar mais)
  • Banha, gordura e margarina

Receita para viver mais e melhor

Paralelamente à dieta anti-inflamatória, cresce o conceito de “clean eating” (alimentação limpa, em tradução livre), que evita alimentos processados ou refinados e aqueles com ingredientes artificiais. Conheça seus princípios:

  • Priorize orgânicos
  • Um alimento orgânico é aquele cultivado sem pesticidas convencionais, fertilizantes sintéticos, alterações de bioengenharia ou radiação ionizante. Animais de origem orgânica têm livre acesso a pastos e gramados, entre outras exigências, com quantidade de tempo de confinamento e tratamento adequados.

Troque brancos por integrais

O grão refinado é aquele que, ao receber processamento industrial, tem suas camadas mais externas retiradas, para facilitar seu cozimento e sua mastigação. Já os grãos integrais, pelo contrário, têm conservadas as partes mais externas, que são ricas em fibras e vitaminas do complexo B, por exemplo.

“Sabemos que uma pessoa pode chegar a consumir o dobro do que deveria de grãos refinados na sua dieta. E o correto, para as dietas com controle de calorias e também para dietas mais saudáveis, é a troca dos refinados pelos integrais, com o objetivo de reduzir a fome, aumentando a saciedade”, explica a endocrinologista.

Reduza o sal e o açúcar

  • A recomendação do Ministério da Saúde para o consumo de sal de cozinha é de 5 gramas por dia, segundo Andressa. O sal de cozinha é o cloreto de sódio, e cada grama de cloreto de sódio contêm 0,4 g de sódio. Então, no total por dia, a recomendação é a ingestão de no máximo 2.000 mg de sódio (2 g).
  • “Sabemos que, para cada 9 g de sal que ingerimos, iremos reter 1 litro de água em nosso organismo. E, quando o sal está em excesso no nosso organismo, alguns problemas podem surgir, como pressão alta e sobrecarga no coração”, pontua.

Evite alimentos com corantes

  • Quando pensamos em corantes artificiais, é importante entender que, se usados dentro da legislação – ou seja, na quantidade recomendada –, não oferecem riscos à saúde, exceto se a pessoa tenha alguma alergia específica. Porém, se consumidos em excesso, podem elevar o risco de alergias ou levar ao aparecimento de alguns tipos de cânceres, segundo estudos clínicos”, afirma a endocrinologista.
  • Mas o consumo em excesso de corantes artificiais também está associado, na maior parte das vezes, ao exagero do consumo de alimentos industrializados de alto valor calórico – com grande quantidade de açúcar e gordura –, que vão aumentar o risco de diabetes e obesidade, lembra Andressa.
  • Agora, com a receita na mão, use suas escolhas alimentares para viver mais e melhor.
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Tomates e maçã podem ajudar a recuperar danos causados pelo cigarro nos pulmões

Dois tomates e três porções de outras frutas, de preferência maçã. Esses ingredientes podem ajudar a desacelerar a perda progressiva da função pulmonar em adultos. Se forem ex-fumantes, esses alimentos chegam a recuperar os danos causados pelo cigarro nos pulmões.

O resultado do estudo de dez anos, elaborado pela Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, nos EUA, importa para quem já fumou, porque “mostra que a dieta pode ajudar a reparar os danos” causados pelo cigarro nos pulmões dessa população. Os efeitos de maçãs, tomates e chás herbais foram “particularmente fortes, independentemente do número de maços-ano consumidos no período da pesquisa”.

A análise faz diferença para quem nunca foi tabagista, porque indica que o consumo desses alimentos provoca uma redução no processo de envelhecimento do pulmão também para esse grupo. A partir dos 30 anos, dependendo da saúde do indivíduo, as funções do órgão começam a declinar.

Para os fumantes – 16% da amostra de 680 pessoas investigadas no estudo –, houve, como nos demais, desaceleração da perda de função pulmonar – mas não a recuperação dos danos causados pelo cigarro nos pulmões, como em ex-fumantes. O que não significa que o vício não comprometa outros órgãos, lembra o otorrinolaringologista Cícero Matsuyama, do Hospital Cema. “O tabagismo é a maior causa de câncer de boca, laringe e esôfago”, alerta.

Na pesquisa, quem consumiu ao menos dois tomates e três porções de frutas todos os dias teve menor declínio, comparado com quem incluiu menos itens na dieta. É preciso ainda que esses alimentos sejam frescos.

Para avaliar o desempenho dos pulmões, a equipe recorreu a um teste de espirometria, que afere o volume e a velocidade da inspiração e da expiração. Feita pela equipe da Johns Hopkins, em parceria com o Imperial College de Londres, a pesquisa foi publicada no periódico científico “European Respiratory Journal”.

Bom para fumantes

O resultado da pesquisa pode ser uma arma nas mãos de fumantes que pretendem abandonar o vício. “A mudança verdadeira ocorre quando associadas a aspectos positivos e não negativos”, sinaliza a psicóloga Sharon Feder. O medo, completa ela, pode trazer resultados imediatos, mas não duradouros.

Como coach de saúde e bem-estar da Carevolution, Feder auxilia quem quer deixar o cigarro no passado. É difícil e, “quanto mais tempo instalado um hábito, maior o grau de dificuldade para mudar”. Mas, segundo ela, comprometer-se, comemorar as conquistas e determinar planos e estratégias para essa missão podem ajudar.

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Pílulas da longevidade? Veja o que dizem especialistas sobre o uso de suplementos nutricionais

Há inúmeros produtos no mercado que prometem, como elixires modernos, retardar o envelhecimento reduzindo rugas e promovendo um efeito “lifting”, além de melhorar o aspecto de cabelo, unhas e ossos, combater o estresse, dar vitalidade e até garantir um sono tranquilo. Mas é verdade que esses suplementos nutricionais são uma espécie de pílulas da longevidade?

“Sou a favor de uma suplementação que retarde o envelhecimento precoce, mas não como foco [de tratamento]”, afirma o nutricionista Lázaro Medeiros, consultor do Instituto Assaly. “O mercado de suplementos sempre busca vender saúde e beleza ao alcance de uma pílula mágica, mas sabemos que isso não é possível”, pondera a nutricionista e gerontóloga Elci de Almeida Fernandes, diretora da seção São Paulo da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG-SP).


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“As ‘pílulas da longevidade’ não podem ser uma estratégia generalista; elas devem ser pensadas e criadas para o que realmente a pessoa precisa”, completa.

Embora admita que seu uso possa ter algum efeito benéfico no organismo, Elci adverte que nenhum suplemento anti-idade “fará mágica e trará seu corpo jovem de volta”. “Além de ser impossível, pode ser perigoso, pois excesso de nutrientes faz mal à saúde”, diz.

“O uso indiscriminado de suplementos nutricionais pode afetar o metabolismo de forma negativa e até sujeitar a pessoa a sobrecargas no fígado e nos rins”, adverte Medeiros. Para Elci, “somente alimentação balanceada e prática cotidiana de atividade física retardam as marcas do envelhecimento”.

Mercado de suplementos nutricionais em alta

Porém, com a cultura ao corpo perfeito, o fato é que esses produtos são comuns no Brasil: em mais de 50% dos lares, pelo menos uma pessoa consome alguma suplementação nutricional, mostrou a pesquisa sobre “Hábitos de consumo de suplementos alimentares”, realizada em 2016 pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres, que congrega os fabricantes, em parceria com outras organizações afins.

“Os suplementos não são uma estratégia para todo mundo. Primeiro que eles devem seguir critérios rigorosos de qualidade, ter a indicação de um profissional e atender a uma necessidade que as vias convencionais como a alimentação não atenderam”, explica Medeiros.

suplementos nutricionais

Créditos: fneun / shutterstock

Segundo Elci, experiências científicas comprovam que o organismo elimina o excesso de vitaminas do tipo hidrossolúveis (vitamina C) através da urina. “Suplementos constituídos desses nutrientes podem simplesmente não fazer efeito”, diz. Já no caso de vitaminas lipossolúveis (vitamina E), o excesso pode se depositar no organismo e, dependendo de qual vitamina se está falando, causar intoxicação.

Em linhas gerais, a maioria desses suplementos são constituídos de nutrientes com ação antioxidante. “Entre outras coisas, combatem o excesso de radicais livres no organismo, responsáveis pelo envelhecimento precoce das células. É o caso, por exemplo, da coenzima Q-10, do selênio e da glutationa”, afirma Elci.

Confira o que os suplementos nutricionais podem fazer por você*

Ácido hialurônico – Potente antioxidante, melhora a hidratação e a elasticidade dos tecidos. Em creme, cápsula ou injetável (aplicado em consultório), o consumo está relacionado à redução de linhas finas de expressão.

Bio-Arct e Exsynutriment – O primeiro tem potentes efeitos antirradicais livres, para produção e manutenção de colágeno e elastina (firmeza, elasticidade e tonicidade da pele). Tem efeito multiplicado quando usado junto ao segundo, que é um antioxidante à base de silício orgânico e dá o efeito “lifting”. Revigoram unhas e cabelos (ação antiqueda) e potencializam a fixação de cálcio.

Betacaroteno – Parecido com a vitamina A, tem função antioxidante e efeitos benéficos em várias áreas, sobretudo na redução do estresse oxidativo.

Biotina – Vitamina do complexo B conhecida como B7 ou H, atua em diversos processos biológicos, muito utilizada em produtos que reduzem a queda de cabelo e que atuam na melhora da pele e da atividade cerebral.

Colágeno Verisol – Muito utilizado para redução do aspecto envelhecido da pele, requer acompanhamento e atenção à dose e ao consumo adequado.

Niacinamida – De uso diário, é a vitamina B3 ou nicotinamida, que aumenta a síntese de ceramidas naturais da pele. Possui ação anti-inflamatória e previne manchas, coceira e irritação na pele sensível. Também previne o câncer de pele.

Polypodium leucotomos – Antioxidante cujos efeitos mais promissores são na redução do fotoenvelhecimento e da cicatrização.

Relora e Serenzo – São ativos muito utilizados na redução do estresse e das tensões. Têm um ótimo efeito e são alternativas naturais aos medicamentos.

Resveratrol – Traz inúmeros benefícios ao corpo: sua ação mais relevante é reduzir a inflamação. Age na saúde cardiovascular e na celulite.

Vitamina C – Possui ótima função antioxidante, muito bem estabelecido pela literatura, porém isoladamente não tem um efeito tão forte. É importante combinar com outros ativos ou consumir alimentos ricos nela.

5HTP –É um ótimo cofator para a produção da serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar. Tem efeitos promissores, porém é preciso avaliar caso a caso.

*Fonte: Lázaro Medeiros, consultor nutricional do Instituto Assaly.

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Saiba como se livrar do tártaro e ter dentes mais brancos

A boca é a principal porta de entrada para o nosso organismo e também um importante cartão de visita. Dentes feios e mau hálito são capazes de arruinar sua reputação em algumas situações, mas também podem indicar problemas de saúde. Um sangramento na gengiva, por exemplo, pode indicar a carência de alguma vitamina; e o mau hálito, problemas no estômago. Por isso, cuidar da saúde bucal é muito importante para manter seu organismo equilibrado e sempre saudável.

Dois dos principais problemas que podem ocorrer nos dentes são a placa bacteriana e o tártaro. A placa é um depósito de biofilme, incolor ou amarelo claro que se forma entre os dentes e a gengiva. Aparece devido a união de restos de comida, saliva e fluidos que vão formar uma colônia de bactérias a produzir ácidos que atacam o esmalte dos dentes e podem causar danos às gengivas.

Com o passar do tempo e a ausência de uma assepsia adequada, essas placas se mineralizam, formando o que chamamos de Tártaro que, por sua vez, acumulam mais manchas dos corantes presentes em alimentos e bebidas. Os dentes ganham um aspecto estético bem desagradável. O agravamento deste quadro pode levar à formação de cáries, inflamações nas gengivas e à perda definitiva de dentes.

E como evitar o tártaro e a placa?

São muitas as maneiras que você tem de se prevenir contra esses problemas. Basta seguir as dicas abaixo para poder caprichar no seu sorriso:

  • Escove seus dentes pelo menos 3 vezes por dia, com a escova desenvolvendo movimentos suaves, circulares e constantes;
  • Utilize sempre o fio dental antes da escovação para remover detritos que a escova não irá alcançar;
  • Conte com o apoio de um enxaguante bucal ou utilize óleo de girassol, conhecido por eliminar as toxinas locais e limpando os dentes de maneira profunda;
  • O consumo de verduras e frutas auxiliam no combate e na prevenção à placa bacteriana e ao tártaro, mas evite consumos em excesso;
  • Evite comer frituras;
  • Consulte o seu dentista regularmente a cada seis meses.
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7 sinais de problemas com o sono que precisam ser investigados

Dormir mal de vez em quando, vá lá, até é aceitável. Mas quando surgem diferentes tipos de problemas com o sono – do acordar cansado até distribuir socos e pontapés enquanto sonha –, aí é preciso acender o botão de alerta e investigar o que há de errado.

Com ajuda dos especialistas Danielle Salvati de Campos Malaquias, cirurgiã especialista em distúrbios do sono do Hospital São Vicente, de Curitiba, e Fábio Porto, neurologista do Hospital das Clínicas, de São Paulo, listamos sete sinais que precisam ser investigados.

Sinais que podem indicar problemas com o sono

Insônia

Como é: sentir cansaço, fadiga e sonolência durante o dia, somados a irritabilidade e dificuldade em tarefas rotineiras. E, mesmo em condições adequadas, não conseguir dormir em 30 minutos ou no horário de sempre ou, ainda, acordar à noite e não pegar mais no sono.

Possíveis causas: doença grave, doenças neurológicas ou psiquiátricas, dor crônica, estresse, fibromialgia, gravidez, hábitos de sono ruins ou hipertireoidismo. A insônia é mais comum em mulheres, pois se manifesta com mais frequência após a menopausa.


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O que fazer: manter boa higiene do sono (ver abaixo), evitar estimulantes e bebidas alcoólicas, fazer exercícios físicos regulares (no máximo até quatro horas antes de dormir) e procurar ajuda especializada, principalmente se o problema ocorrer todas as noites por mais de três semanas ou três vezes por semana, por mais de três meses.

Privação de sono

Como é: sentir-se cansado todos os dias, sem disposição, irritado, com memória fraca.

Possíveis causas: estar sob pressão em muitas atividades, sem priorizar o sono; não ter uma rotina de sono adequada; trabalhar em diferentes horários ou tomar medicação em horários errados.

O que fazer: manter uma higiene do sono adequada, estabelecer um horário para dormir e levantar e – importantíssimo! – entender que o sono é vital para uma boa qualidade de vida. Caso os sintomas persistam, procurar ajuda médica especializada.

Ronco alto

Como é: roncos altos, suor noturno exagerado, despertar muitas vezes durante a noite, dor de cabeça ao levantar, sono não reparador, irritabilidade, cansaço, memória e concentração fracas e sonolência durante o dia.

Possíveis causas: apneia obstrutiva do sono (parada respiratória durante a noite, normalmente causada por obstrução da entrada de ar pela queda da língua), aumento de peso, bebida alcoólica, envelhecimento ou trauma.

O que fazer: perder peso, melhorar hábitos noturnos, evitar bebida alcoólica e cigarro, procurar ajuda médica profissional para fazer o exame que investiga o sono (polissonografia).

Movimento periódico dos membros (síndrome das pernas inquietas)

Como é: além do sono fragmentado e da dificuldade para pegar no sono, mexer muito as pernas durante a noite, sentir desconforto nos membros ao deitar.

Possíveis causas: falta de ferro ou algumas medicações antidepressivas, que podem piorar os sintomas.

O que fazer: procurar ajuda médica profissional para fazer uma polissonografia.

Sono fragmentado

Como é: acordar muito durante noite, não ter um sono contínuo, dificuldade em retomar o sono, fadiga e cansaço ao acordar.

Possíveis causas: abusar de bebidas estimulantes e tabaco; comer e assistir TV na cama; deitar muito cedo ou má higiene do sono.

O que fazer: não se deitar muito cedo; ir para a cama quando tiver sono; entender que o sono muda com o passar dos anos e torna-se mais fragmentado com o envelhecimento; procurar ajuda médica profissional para fazer uma polissonografia.

Sono não reparador

Como é: acordar cansado, mesmo tendo dormido uma quantidade suficiente de horas.

Possíveis causas: dentre os vários motivos, geralmente ocorre quando as fases do sono fisiológico não foram preservadas. Apneia obstrutiva do sono também pode causar um sono não reparador.

O que fazer: manter uma boa higiene de sono e procurar um especialista, caso os sintomas não desapareçam.

Falar e “atuar” nos sonhos

Como é: sonhar e agir ou atuar nos sonhos, falando e fazendo movimentos (bruscos, inclusive) enquanto dorme. O nome técnico é distúrbio comportamental do sono REM. Pode incomodar se houver mais alguém na cama e causar lesões, se os movimentos forem intensos.

Possíveis causas: pode ser sinal de problemas neurológicos, como a doença de Parkinson.

O que fazer: buscar uma avaliação médica para diagnóstico correto e tratamento adequado.

Higiene do sono: 11 dicas para dormir melhor

Determinadas práticas são vistas como favoráveis para o início e manutenção de uma boa noite de sono. Facilmente aplicáveis no dia a dia, são indicadas para quem busca melhorar a qualidade do descanso. Basta, para isso, ter força de vontade e disciplina.

  • Dormir e acordar em horários regulares, respeitando o ciclo circadiano – período de 24 horas no qual se baseia o ciclo biológico. A maioria das pessoas precisa dormir oito horas por noite;
  • Manter o quarto limpo e organizado, com luz apagada e sem barulho;
  • Evitar bebidas estimulantes (café, chimarrão, chocolate, refrigerante à base de cola e guaraná, chá preto, energético);
  • Não ver TV ou ler (sobretudo em aparelhos eletrônicos) na cama;
  • Fugir de sonecas prolongadas durante o dia;
  • Não fumar;
  • Tomar uma ducha e uma xícara de chá (de camomila ou outra erva calmante) quentinhos pouco antes de dormir;
  • Praticar exercício físico só até quatro horas antes do horário do sono;
  • Não tomar bebida alcóolica e evitar alimentação pesada (gordurosa) antes de dormir;
  • Evitar medicamentos estimulantes;
  • Ouvir músicas relaxantes.
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Viajar faz bem para a saúde e é um dos segredos para a longevidade

Um relatório encomendado pela Associação Americana de Viagens, pela Coalizão Global sobre Envelhecimento e pelo Centro Transamérica de Estudos sobre a Aposentadoria sintetiza alguns dos mais relevantes indicadores científicos sobre envelhecimento saudável e chega a uma ótima conclusão: viajar faz bem para a saúde. Segundo os pesquisadores, os benefícios são tanto mentais quanto físicos, resultado de “atividade física, estimulação cognitiva e engajamento social”.

“Viajar faz bem para saúde na medida em que promove um bem-estar geral e isso vale sobretudo para aqueles com mais de 60 anos de idade que procuram novas experiências”, afirma o psicogerontólogo Aurélio Melo, mestre e doutor pela Universidade de São Paulo. “Aprender outra língua, conhecer pessoas e lugares diferentes funciona como um remédio para mente e corpo. É uma nova vida, com novo colorido.”


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“Viajar é um bom remédio”, também diz Paul Nussbaum, neuropsicólogo clínico e professor-adjunto de cirurgia neurológica da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, no relatório: “Por desafiar o cérebro com experiências e ambientes novos e diferentes, é um comportamento importante, que promove a saúde do cérebro e constrói a resiliência cerebral ao longo da vida”.

Em seu consultório, Aurélio Melo observa um aumento do ânimo e do bem-estar de seus pacientes idosos quando da ida e do retorno de viagens. “Eles passam a relativizar os problemas cotidianos e fazer novos planos”, exemplifica. Ele nota, também, um aumento do bom humor e da disposição para resolver problemas. “Enfim, é excelente para saúde e para vida.”

Viajar faz bem: 10 apps úteis para as suas férias 

Passagem aérea – Está em busca de passagens aéreas mais econômicas? Pesquise no Skyscanner e no Voopter e configure um alerta de promoções.

Hospedagem – No AirbnbBooking e Hostelworld, você pode pesquisar preços e fazer reservas de apartamentos, hotéis, pousadas e hostels.

Câmbio – Dúvidas sobre conversão de moedas? O XE traz taxas de câmbio em tempo real e funciona como uma calculadora das suas despesas.

Check-in – Para economizar tempo no aeroporto, baixe o app da empresa aérea para fazer o check-in antecipado e despachar bagagem com desconto.

Previsão do tempo – Busque a cidade do seu destino no ícone de previsão do tempo do seu smartphone e arrume as malas com mais assertividade.

Trânsito – Se a viagem for de carro, apps como o Waze mostram como está o trânsito nas principais rodovias, além do melhor custo-benefício para abastecer.

Traslado – A plataforma Voom conecta passageiros a um assento livre em um helicóptero compartilhado rumo ao aeroporto.

Restaurantes e passeios – O TripAdvisor seleciona as melhores opções na distância que você definir, com base na avaliação dos usuários.

Viajar faz bem: 10 dicas úteis para as suas férias 

Adaptadores – Não esqueça de levar adaptadores de tomadas e carregadores portáteis para notebooks, câmeras e celulares.

Bagagens – Consulte na sua passagem aéreas as dimensões permitidas para mala de mão e de porão e o limite para despacho sem taxas extras.

Compras no exterior – Para não ser taxado na alfândega, informe-se na Receita Federal sobre cotas, duty-free, isenções e limites quantitativos.

Dinheiro – Alguns passeios podem exigir pagamento em dinheiro físico. E lembre-se que cartões de crédito no exterior têm IOF de 6,38%.

Documento – Certifique-se com antecedência se os seus documentos pessoais (RG, passaporte e/ou carteira de habilitação) estão válidos.

Entretenimento a bordo – Se a viagem for longa, não deixe de baixar livros, filmes e séries no seu smartphone, tablet ou e-book.

Medicações – O ideal é levar na mala de mão os medicamentos de uso contínuo e básico, além de um kit de primeiros socorros.

Seguro – Despesas médicas e odontológicas podem virar uma grande dor de cabeça no exterior. Recomenda-se a contratação de seguro em caso de viagem internacional.

Vacinas – Também com antecedência, verifique qual a legislação para vacinas no destino das suas férias. O Ministério da Saúde disponibiliza as informações no seu site.

Vistos – O Portal Consular do Ministério das Relações Exteriores traz informações de países que exigem visto de entrada para brasileiros.

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Conheça 10 benefícios da leitura e veja dicas de como ler mais

“Tenho que me manter lúcido o tempo todo. Vou pensar em livros que já li e tentar fazer minha pressão baixar.” Esse era o pensamento do professor de português Luiz Cláudio Jubilato, 60 anos, no dia 25 de janeiro de 2012. Foi a data em que sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) – e que teve mais uma comprovação dos benefícios da leitura em sua vida.

Foram algumas horas relembrando clássicos e outras obras. E, segundo ele, esse foi um dos motivos de a pressão arterial ter passado de 23 por 18, considerada alta, para 12 por 8, já dentro de patamares tidos como normais.


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Do acidente, teve algumas sequelas. Uma delas, o desvio de rima, termo que chamou sua atenção pela conexão com a literatura: o lado esquerdo de seu rosto ficou paralisado. Mas manteve a capacidade cognitiva e conseguiu retomar suas atividades. Teve ainda sua recuperação abreviada, de acordo com Jubilato, graças ao hábito de ler pelo menos um livro por semana.

O que o professor sabe de forma empírica, a ciência já comprovou: os benefícios da leitura para o cérebro são muitos. “O hábito de ler influencia positivamente em nosso bem-estar, promovendo o exercício cerebral, prevenindo tanto transtornos psicológicos, quanto vários tipos de disfunções”, sinaliza o psicólogo Marcelo Filipecki, especializado em PNL e em acupuntura sistêmica chinesa.

Confira, a seguir, 10 vantagens para desligar a TV e apostar em um bom livro. E, de quebra, aprenda como ler mais.

Felicidade maior

A leitura aumenta a felicidade e ajuda a melhorar os relacionamentos. Essas foram constatações de uma pesquisa feita pelo instituto Kelton Global, a pedido da Amazon, com 27.305 pessoas com mais de 18 anos de 13 países, incluindo o Brasil (EUA, Canadá, México, Alemanha, Reino Unido, Espanha, França, Itália, Austrália, Índia, China e Japão). Dos leitores frequentes (semanais), 71% se sentiam feliz. Entre os esporádicos, esse índice foi de 55%, segundo o levantamento, que foi realizado entre o fim do ano passado e o começo de 2019.

Mais relacionamentos

Ainda segundo a pesquisa encomendada pela Amazon, 65% dos entrevistados afirmam que a leitura gera atração. Tem mais: 41% contaram que debater e conversar sobre livros os fizeram se apaixonar por seus pares. Um em cada três respondentes disse que questionaria o relacionamento se a pessoa não fosse uma leitora. E, quando surge um problema entre o casal, um em cada três busca nos livros a solução, de acordo com o levantamento.

Estresse menor

Ler um livro ou o jornal por apenas seis minutos diminui o estresse em 68%, segundo estudo da Mindlab International, da Universidade de Sussex, no Reino Unido, realizado em 2009. Para chegar a esse resultado, os pesquisadores mediram a frequência cardíaca e a tensão muscular de pessoas em diferentes atividades.

A redução obtida em caminhadas foi de 42%; ouvindo música, de 61%. Ou seja, a leitura é mais eficaz para combater o estresse. Segundo os cientistas, isso acontece porque as pessoas estão totalmente imersas e distraídas com um livro – o que cria o ambiente perfeito para aliviar a tensão.

Vida mais longa

Pesquisadores da Universidade Yale, nos EUA, concluíram que o hábito de ler aumenta a longevidade. Para chegar a esse resultado, foram acompanhadas 3.600 pessoas com mais de 50 anos idade por 12 anos. As que disseram ler diariamente um livro por 30 minutos viveram dois anos a mais do que as que preferiram revistas ou jornais. O estudo também mostrou que quem lia mais de 3,5 horas por semana tinha 23% menos chances de morrer.

Criatividade aprimorada

Na leitura, “ampliamos nosso potencial imaginativo, inclusive intensificando o grau de detalhismo”, afirma Filipecki. Esse aumento de criatividade proporcionado pela leitura foi identificado em um estudo da Universidade de Toronto, no Canadá, no qual 100 pessoas tiveram de escrever contos ou ensaios.

A professora Maja Djikic, responsável pela pesquisa, concluiu que mergulhar em literatura ficcional poderia levar a melhores procedimentos para o processamento de informações, incluindo as relacionadas à criatividade. Segundo ela, devido à natureza ambígua da ficção, os leitores são forçados a aceitar mais a ambiguidade, considerado um fator-chave na criatividade.

Funções cerebrais ampliadas

Deu no periódico científico “Brain Connectivity”: ler um romance melhora a função cerebral em diversos níveis. Essa foi a constatação de um grupo de pesquisadores da Universidade Emory, nos EUA, que colocou voluntários à prova para determinar se a leitura desse gênero literário poderia causar mudanças mensuráveis no cérebro e quanto tempo elas permaneceriam.

Os participantes passaram por ressonância magnética funcional por 19 dias consecutivos. Nos primeiros 5 dias, foram feitas em estado de repouso. Nos 9 dias seguintes, leram 1/9 do livro à noite e faziam o exame na manhã seguinte. Os últimos 5 dias também foram mapeados.

Os cientistas detectaram mudanças em diversas áreas, como nas regiões cerebrais associadas à perspectiva e à compreensão da história. Houve alterações que persistiram no longo prazo, como no córtex somatossensorial, ligado à percepção de sensações em distintas partes do corpo.

Empatia estimulada

Livros de ficção podem aumentar nossa habilidade de sentir empatia. Um estudo da Universidade de Toronto, coordenado pelo professor de psicologia cognitiva Keith Oatley e publicado no periódico científico “Cell”, separou voluntários em dois grupos: a um, entregou uma obra ficcional; a outro, um não ficcional.

Todos foram submetidos a teste psicológico. Segundo o autor, “as pessoas que leem melhoram a compreensão dos outros”. Esse efeito, diz ele, “é especialmente marcado pela ficção literária, que também permite que as pessoas se modifiquem. Esses efeitos se devem, em parte, ao processo de engajamento em histórias, que inclui fazer inferências e se envolver emocionalmente e, em parte, aos conteúdos da ficção, que incluem personagens e circunstâncias complexas que talvez não encontremos na vida cotidiana”.

Promoção da socialização

“A leitura enriquece muito a nossa possibilidade de sociabilidade”, destaca a jornalista Adriana Silva, vice-presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto (SP). Existe a possibilidade de formar conceitos próprios pela leitura e de criar um “mar de conteúdos internos”, diz ela. Essa bagagem de histórias e conhecimentos colabora para a socialização, permitindo que o indivíduo esteja inserido no debate de ideias.

Aumento do bem-estar

“Se eu tirar por base que a literatura me anima, me inspira, distancia meu estado de espírito da depressão, logo ela me traz benefícios imediatos em relação à proposta física”, avalia Adriana, reforçando que essa é uma vivência pessoal.

Mas uma análise da The Reading Agency, uma ONG britânica dedicada à leitura, mostra que Adriana não está só: entre os adultos, o hábito de ler promove prazer, relaxamento e distração, “aumentando a compreensão do eu e das identidades sociais”. Entre os benefícios da leitura listados estão também o conhecimento de outras culturas e o aumento do capital social.

Declínio mental reduzido

Um estudo realizado pelo Centro Médico da Universidade Rush, nos Estados Unidos, e publicado no periódico científico “Neurology” mostrou que quem lê consegue preservar por mais tempo as habilidades mentais. Para chegar a essa constatação, os cientistas analisaram o cérebro de 294 pessoas, após a morte. Quem tinha o hábito de ler, escrever ou jogar ao longo da vida apresentava uma menor probabilidade de desenvolver demência.

Benefícios da leitura: como ler mais

Há algumas técnicas e comportamentos que ajudam a ler mais. Conheça, a seguir, as dicas do professor de português Luiz Cláudio Jubilato, da jornalista e vice-presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto Adriana Silva e do psicólogo Marcelo Filipecki.

  • Comece a ler aos poucos;
  • Entenda a leitura como exercício permanente de ampliação de inteligência, sensibilidade e habilidades;
  • Escolha temas que sejam de seu interesse – e, no começo, não se paute exclusivamente por indicações;
  • Opte, no início, por obras mais curtas;
  • Aumente gradativamente as metas de leitura quantitativa e qualitativamente;
  • Leia em grupos, visando estimulação mútua e possíveis debates;
  • Incentive os filhos e os netos a ler, pois o estímulo pode ser recíproco.
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Boa alimentação é forte aliada na prevenção do Alzheimer

Enquanto algumas pessoas herdam genes que aumentam a probabilidade de desenvolver algum tipo de demência, muitas têm a oportunidade de reduzir substancialmente seus riscos adotando um estilo de vida saudável, sugere a Organização Mundial de Saúde (OMS), em relatório divulgado neste ano. E, tão importante quanto manter corpo e mente ativos, a alimentação tem papel fundamental na prevenção do Alzheimer.

Em todo o mundo, cerca de 50 milhões de pessoas têm demência e, com um novo caso surgindo a cada três segundos, esse número, com o envelhecimento da população, tende a triplicar até 2050. O Alzheimer, tipo mais comum, representa entre 60% e 70% dos casos. Causa e cura ainda são desconhecidas, e os principais avanços científicos são no sentido de mapear comportamentos e intervenções para retardar ou prevenir o declínio cognitivo.

Se, por um lado, a idade é o fator de risco mais forte, por outro, a demência não é uma consequência natural ou inevitável do envelhecimento. Na verdade, estudos recentes demonstraram, segundo a OMS, uma relação entre o comprometimento cognitivo e hábitos como inatividade física, uso de álcool e tabaco e dietas não saudáveis, assim como certas condições médicas, como colesterol alto, diabetes, hipertensão e obesidade.


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“Hoje sabemos que o estilo de vida pode proteger ou aumentar o risco de ter demências e que em torno de um terço dos casos podem ser preveníveis”, afirma Celene Queiroz Pinheiro de Oliveira, geriatra e diretora da Associação Brasileira de Alzheimer – Regional São Paulo (ABRAz-SP). “Nesse quesito, a nutrição tem um papel central”, ressalta.

Nelson Iucif Junior, diretor do Departamento de Geriatria da Associação Brasileira de Nutrologia, não só corrobora com a importância da boa alimentação como mostrará evidências científicas que sugerem uma forte relação entre flora intestinal e saúde do cérebro na palestra “Microbiota e Doença de Alzheimer”, no 23º Congresso Brasileiro de Nutrologia,de26 a 28 de setembro, em São Paulo.

Ele explica que, conforme envelhecemos, naturalmente aumenta o grau de inflamação (“inflammaging”) orgânica, que é agravado com doenças como aterosclerose (formação de placas de gordura na parede das artérias do coração), disbiose (intestino preso) e isquemia (diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea): “Isso aumenta a permeabilidade intestinal de tal forma que substâncias agressivas passam para a corrente sanguínea e vão atingir o cérebro, facilitando o desencadeamento de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer”.

Qual a melhor dieta para a prevenção do Alzheimer?

Muitos estudos tratam do assunto, pontua a geriatra. O mais importante deles, o WW Fingers, conduzido na Finlândia em 2013 e agora com desdobramentos para vários países, mostra que a dieta mediterrânea, a prática de exercícios regulares e o controle rigoroso de diabetes, colesterol alto e hipertensão arterial reduziram em 31% a manifestação de demências num grupo de 1.200 pessoas de 60 a 77 anos de idade, seguidas por dois anos.


Há pesquisas que mostram que a dieta dash (para hipertensão) é forte aliada também na prevenção de Alzheimer, assim como a dieta mind, que une as duas (dash e mediterrânea) e incorpora ao cardápio substâncias neuroprotetoras e antioxidantes para combater o declínio cognitivo. “O fato é que não existe um alimento mágico e um alimento matador”, lembra o nutrólogo. “É o conjunto da alimentação que faz toda a diferença.”

Coloque no seu cardápio para prevenir o Alzheimer:

  • Vegetais, com ênfase nos folhosos e verdes;
  • Fibras e cereais integrais;
  • Frutas;
  • Gorduras boas, como as presentes no azeite, nos óleos vegetais e nas oleaginosas, mas não abuse, já que são calóricos;
  • Peixes, aves e carnes magras (limitada a 2 vezes por semana);
  • Azeite de oliva;
  • Leite e derivados, para quem não tem intolerância.

Use com moderação:

  • Carnes vermelhas gordurosas e embutidos;
  • Álcool, “o uso constante em doses altas é extremamente tóxico para o organismo, incluindo o cérebro”; o consumo elevado, segundo a ABRAz (≥38 g/dia ou 23 drinques/semana), aumenta em 10% o risco de desenvolver demência.

Tire do seu cardápio para a prevenção do Alzheimer:

  • Açúcar, “que só serve para inflamar e engordar; se não conseguir se abster, consuma como sobremesa, para ter absorção mais lenta”, segundo Iucif Junior;
  • Comidas industrializadas;
  • Fast foods e frituras;
  • Embutidos;
  • bolos, bolachas recheadas e produtos que usam gorduras trans.

*Fonte: Nelson Iucif Junior

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Saiba por que não tomar café da manhã pode comprometer sua saúde

O que você come quando acorda? Essa resposta pode revelar mais sobre sua saúde do que você imaginaNão tomar café da manhã aumenta o risco de aterosclerose, uma formação de placas de gordura nas artérias que obstrui o fluxo sanguíneo e pode levar a enfarte e derrame.

Essa é a conclusão de um estudo com 4.052 pessoas entre 40 e 54 anos de idade, publicado no periódico científico “Journal of the American College of Cardiology”. Foram identificados três padrões de consumo de café da manhã: 27% tinham uma refeição farta; 70% ingeriam entre 5% e 20% das calorias diárias, e 3% se alimentavam com menos de 5% das calorias do dia. O último grupo apresentou mais gordura nas artérias do que os demais.

Quem passava as primeiras horas quase sem comer também tinha maior diâmetro na cintura, maior índice de massa corporal, pressão arterial mais alta, mais lipídios no sangue e níveis mais altos de glicose em jejum.

Tomar café da manhã faz ainda mais pelo bem-estar, esclarece a geriatra Patrícia Alarcom. Durante o sono, o organismo trabalha em metabolismo mais baixo. A refeição matinal repõe as energias gastas nesse período e prepara o corpo para as atividades do dia, fazendo com haja melhor desempenho cognitivo e de funções fisiológicas. A falta de alimentos, segundo ela, pode provocar doenças imunológicas, anemia, cansaço e baixo rendimento intelectual.

Não tomar café da manhã também pode desequilibrar os hormônios relacionados à fome à saciedade, acrescenta a endocrinologista e clínica-geral Juliana Garcia. “Nosso corpo tem um ciclo biológico que muda a produção hormonal ao longo do dia, o que chamamos de ciclo circadiano hormonal. Durante a noite, nosso metabolismo está se preparando para o descanso, desacelerando. O excesso de calorias durante o período da noite e da madrugada pode facilitar o acúmulo de gordura e o ganho de peso, o que pode piorar o perfil endócrino-metabólico e os fatores para aumento do risco cardiovascular”, sinaliza.

A endocrinologista explica que, sem horários fixos para as refeições, na correria do dia a dia, as pessoas correm o risco de fazer escolhas menos saudáveis em relação à qualidade e à quantidade de comida. Assim, acabam “consumindo excesso de calorias e alimentos de baixo valor nutricional”.

Como começar

Mas – e existe uma grande ressalva em tudo isso –, se a ideia é mudar o padrão, “ele tem de ser balanceado”, afirma Patrícia. “O tipo de alimento dependerá da individualidade de cada pessoa, comorbidades, peso, resposta metabólica”, indica Juliana.

De forma geral, diz a e endocrinologista, “uma fruta, uma fonte de proteína e fibras tornam o café da manhã saudável”. “Quanto mais saudável, mais natural e mais colorido, melhor vai ser seu dia em termos de disposição e de melhora intelectual e motora”, acrescenta Patrícia. Ambas recomendam começar a refeição com um copo de água.

Nunca é tarde para adotar hábitos saudáveis – mesmo depois dos 50 anos – e não tomar café da manhã pode virar hábito do passado. O ideal é acrescentar alimentos aos poucos, conforme a preferência de paladar. Para Juliana, “é importante estabelecer uma rotina alimentar o quanto antes e respeitar a sua individualidade quanto à fome e ao perfil metabólico”. E finaliza: “o café da manhã pode ser leve, não precisa ser farto”.

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Tirar um cochilo à tarde reduz os riscos de infarto e doenças cardiovasculares

Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade da Califórnia garante que o hábito de tirar um cochilo à tarde pode reduzir os riscos de doenças cardiovasculares. Publicado na última segunda-feira (9) na revista Heart, o estudo analisou os hábitos de 3.462 suíços, com idades entre 35 e 75 anos, durante cinco anos. Os pesquisadores descobriram que as pessoas que davam um cochilo após o almoço, de cinco minutos a uma hora, uma ou duas vezes por semana, tinham 48% menos chance de sofrer um infarto.


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No entanto, o estudo alerta que dormir demais pode trazer problemas, principalmente se aliado a maus hábitos de saúde. Entre os pesquisados, aqueles que têm o hábito de cochilar à tarde de três a sete dias na semana apresentaram um risco maior de ter problemas como pressão e colesterol altos, além de apneia noturna.

O motivo é simples: de acordo com os pesquisadores, este grupo tende a ser formado por homens mais velhos, acima do peso e que fazem uso de cigarro e álcool.

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Doença de Alzheimer: não deixe cair no esquecimento

No dia 21 de setembro é celebrado o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Alzheimer. Patologia progressiva que afeta o cérebro e as funções intelectuais, como pensamento, compreensão e memória, a Doença de Alzheimer atinge hoje cerca de 1,2 milhão de brasileiros, em sua maioria pessoas acima dos 60 anos. Em todo o mundo, 35,5 milhões de pessoas sofrem de alguma demência e a cada quatro segundos, um novo caso é detectado. Os dados são da Organização Mundial de Saúde (OMS).

No Brasil, desde 2005, a data passou a ser celebrada por decisão do Congresso Nacional, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da participação de familiares e amigos nos cuidados aos portadores da doença.


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A patologia foi diagnosticada pela primeira vez em 1906 pelo médico Alois Alzheimer em sua paciente Auguste Deter, uma mulher de 51 anos que sofria de perda progressiva de memória, distúrbio de linguagem e desorientação. De lá pra cá, muito se avançou nas pesquisas, mas a ciência ainda não descobriu sua causa específica, apenas que pessoas com mais idade estão mais propensas a desenvolver a doença.

Para o presidente da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), o neurologista Rodrigo Rizek Schultz, não há uma resposta clara de por que o envelhecimento é o maior fator de risco. “O que acontece é que, com o passar do tempo, alguns fatores, como inatividade física, colesterol e tabagismo, se somam a fatores genéticos”, explica o especialista.

“Em geral, os médicos não estão devidamente preparados para diagnosticar o problema”

Schultz chama atenção para um dado considerado preocupante. De acordo com o neurologista, no Brasil, três em cada quatro pacientes ainda não sabem que estão com a doença. Para ele, a dificuldade de diagnosticar vem dos dois lados, tanto dos médicos quanto dos familiares. 

“Em geral, os médicos não estão devidamente preparados para diagnosticar o problema, precisam ser mais bem instruídos e informados e, para isso, precisamos de um número maior de cursos de educação continuada. Por outro lado, o entendimento da família do paciente de que o envelhecimento traz esquecimento e isso é normal, retarda a busca por profissionais para iniciar o tratamento”, destaca. 

Schultz também cita casos em que os familiares e o próprio doente não querem enxergar o problema e acabam por fazer “vista grossa”.

Alzheimer

Créditos: Andrew Stripes / shutterstock

Contudo, ao contrário do que se pensa, o diagnóstico precoce não torna a doença mais lenta. “Sem dúvida é extremamente importante diagnosticar o problema o quanto antes, mas o que o diagnóstico precoce faz é já ir preparando as pessoas, o paciente e a família para o que está por vir”, explica o neurologista. 

Schultz conta que, quanto mais cedo os envolvidos tomarem conhecimento do problema, mais tempo terão para se preparar para o futuro da doença degenerativa. “Seja com relação a trabalho, decisões financeiras, laços afetivos ou mesmo uma viagem que você deseja fazer. Esse é o momento de resolver algumas questões. Se o paciente leva dois anos para receber o diagnóstico, ele perde dois anos desse aprendizado”.

Diagnóstico e tratamento para o Alzheimer

O presidente da Abraz diz que os parentes precisam ficar atentos a mudanças no comportamento de membros mais velhos da família. Por exemplo, aqueles que gostavam de sair, de ver pessoas, que eram alegres e, de uma hora para a outra, começam a ficar mais reclusas. Ou do contrário, que eram calmas e começam a ficar nervosas e agitadas. “Mas além do aspecto comportamental, há também a perda de memória, que é o sintoma mais comum, e também de outras funções como senso de orientação”, reforça o médico.

O tratamento é bem amplo, dividido em duas partes complementares: a farmacológica, com o uso de remédios que não evitam a progressão da doença, mas amenizam os sintomas com o objetivo de melhorar a qualidade de vida do paciente, e o não-medicamentoso que, na opinião do especialista, é complexo e de extrema importância, mas negligenciado por muitos.

“Muitos chamam de reabilitação neuropsicológica, mas é uma forma de você proporcionar alguns exercícios. Envolve, por exemplo, uma fonoaudióloga trabalhando a questão da comunicação e dos distúrbios de linguagem, para amenizar a dificuldade de se comunicar e de se fazer entender”, explica Schultz. Dificuldades para a realização de tarefas simples, como a utilização dos talheres e do telefone celular, ou para arrumar as coisas em casa são alguns dos sintomas bastante comuns.

Com o aumento da expectativa de vida, a projeção da OMS é de que, até 2050, 135,5 milhões de pessoas em todo o mundo sejam diagnosticadas com alguma demência, sendo a Doença de Alzheimer o tipo mais frequente.

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Saiba como manter sua memória afiada

Você já deve ter ouvido dizer que o cérebro é um músculo. Não é. Mas, assim como outras partes do corpo, é preciso mantê-lo em atividade para que funcione melhor. Por isso, exercitá-lo é determinante na cognição e na memória.

Esse, no entanto, é apenas um dos fatores. Há outros que podem influenciar a memória. A seguir, o neurocientista Walter Córdoba; o professor Renato Leça, coordenador das disciplinas de Medicina Integrativa e de Nutrologia com Prática Ortomolecular da Faculdade de Medicina do ABC; e a neuropsicóloga Jocylaine de Carvalho, da operadora de saúde Clinipam, explicam o que fazer para conservar e lembrar informações.

10 dicas para ter uma boa memória

Participar de jogos e atividades de lazer

Jogar xadrez, resolver palavras cruzadas, memorizar a letra de uma música, cantar, pintar, desenhar e fazer tarefas de artesanato ampliam a neuroplastia cerebral, segundo o neurocientista Walter Córdoba. Exercitar o cérebro, investindo em atividades como essas, fortalece a memória.

Fazer repetições

Pense em uma sequência com letras e números. Ao longo do dia, repita-a mentalmente. Aumente-a continuamente, acrescentado outros caracteres a essa combinação. “As sequências alfanuméricas estão associadas ao pensamento cognitivo e auditivo. Repeti-las e incrementá-las é uma técnica muito eficaz”, afirma Córdoba.

Comer bem

A alimentação influencia a saúde do cérebro e, consequentemente, a memória. Por isso, a orientação de Córdoba é evitar industrializados, que contenham gorduras, açúcar e sódio. No lugar deles, vale investir em alimentos ricos em ômega-3, vitamina E, ácido fólico, peixe, frutas, verduras, legumes, grãos integrais, gorduras boas (não saturadas) e uma taça de vinho por dia.


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A essa lista, o coordenador das disciplinas de Medicina Integrativa e de Nutrologia com Prática Ortomolecular da Faculdade de Medicina do ABC, Renato Leça, inclui outros: espinafre, brócolis, abacate e azeite de oliva. Chocolate amargo, diz ele, também influencia a capacidade de reter informações.

Ingerir ômega-3

Leça diz que estudos recentes publicados em importantes revistas cientificas internacionais apontam que os ácidos graxos ômega-3 melhoram as condições cognitivas, em especial a memória. “Todas as idades são favorecidas, mas é especialmente indicado na terceira idade, quando as condições cognitivas tendem a diminuir.”

Ele explica que “é interessante consumir diariamente de 1 a 2 gramas de ômega-3, em média, podendo essa quantidade ser aumentada dependendo do quadro”. Essa gordura é encontrada no salmão, na sardinha, no atum, nas sementes de chia e linhaça e nas nozes.

Exercitar-se

As atividades físicas são importantes, de acordo com Córdoba. “Elas melhoram a função cardiovascular, aumentam as endorfinas e o fluxo sanguíneo do cérebro, facilitam o crescimento dos neurônios e aumentam as conexões da região do hipocampo, responsável pela memória.”

Aumentar a qualidade de vida

É importante garantir o bem-estar, dosando atividades e reservando espaço para o relaxamento. “É certo que o estresse obstrui o funcionamento geral do cérebro. Dessa forma, a memória e a retenção de informações também vão ser afetadas, já que a segregação de cortisol diminui o funcionamento do sistema em geral”, explica Córdoba.

Fortalecer amizades

memória

Créditos: Monkey Business Images / shutterstock

Córdoba sugere cultivar o bom-humor, as relações pessoais e os vínculos sociais, além de aprimorar a inteligência emocional, porque aumentam a qualidade de vida. E colocar “em nossa agenda ao menos uma vez por semana atividades divertidas”.

Para a neuropsicóloga Jocylaine de Carvalho, da operadora de saúde Clinipam, a convivência com amigos e familiares ajuda a criar laços, pensar em argumentos, desenvolver a linha de raciocínio e descobrir coisas novas.

Desafiar-se 

Um dos segredos para deixar a memória afiada é desafiar o cérebro. Em vez de fazer as atividades do dia a dia da mesma forma, a dica é encontrar maneiras diferentes de realizá-las, segundo a neuropsicóloga. Ir ao trabalho por outro caminho, escovar os dentes com a outra mão e trocar a posição dos talheres nas refeições ajudam a fazer o cérebro sair do automático, por meio de novos estímulos.

Ir ao médico

A neuropsicóloga recomenda fazer acompanhamento regular de saúde. A análise cardiológica, nesse contexto, é indicada, já que o coração bombeia o sangue para o corpo todo, inclusive para o cérebro.

Entender seu estilo de pensamento

Córdoba conta que a programação neurolinguística mostra três estilos de pensamento: visual (em imagens), auditivo (em sons) e cenestésico (sensações corporais e sentido de olfato e paladar). “Dependendo da preferência de estilo de pensamento de cada pessoa, é bom associar conceitos abstratos a imagens, sons ou sensações ou uma mistura desses três”, ensina.

“Já viu pessoas que, para memorizar uma lição, precisam ler e andar de um lado para outro? Isso é porque a pessoa está desenvolvendo uma estratégia de memória cenestésica”, afirma o neurocientista. Há quem tenha mais facilidade de memorização ao gravar e ouvir várias vezes o conteúdo ou ainda ao fazer imagens mentais para reter a informação. O importante é entender seu perfil e recorrer ao que mais funciona para você.

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Longevidade dos animais de estimação dobrou nos últimos 30 anos; descubra os motivos

Todos que têm animais de estimação desejam a mesma coisa: que eles tenham uma vida longa e saudável. Os peludinhos já até são tratados por muitas pessoas como membros da família, inclusive a maioria deles já conquistou o direito de dormir na cama com os donos e são tratados por apelidos carinhosos como “meu filhote” e ”meu bebezinho”.

Para quem não vive sem os queridos bichinhos, a notícia é boa: segundo levantamento realizado pelo Hospital Veterinário Sena Madureira, de São Paulo, o aumento da expectativa de vida de cães e gatos praticamente duplicou nos últimos 30 anos. E um dos principais motivos é justamente esse vínculo emocional com os donos, afirma João Telhado, especialista em comportamento animal e professor de Medicina Veterinária da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Além dessa conexão emocional, ele destaca ainda a atenção redobrada aos cuidados médicos veterinários, que há 30 anos eram mínimos, e a castração como outras causas desse aumento na longevidade dos animais de estimação. Além disso, passamos a contar com raio-x, fisioterapia, tomografia e até plano de saúde para os bichinhos. Tudo isso contribuiu para que eles tenham uma vida mais saudável e tranquila durante muitos anos.

A estudante de cinema Bruna D’Elia, que cuida de 7 cachorros e 9 gatos, por experiência própria, afirma que amor e carinho são fundamentais para toda espécie de animais. ”O vínculo emocional importa muito. Dizem por aí que gato não precisa de carinho e atenção como cachorro, e isso não é verdade. Tenho dois exemplos aqui em casa, minha gatinha Francisca fica toda empolada e triste se eu não dou atenção a ela. E o outro gatinho Giallo tem alergias bem chatas de pele quando passa por algum estresse”, diz a universitária.

Animais

O estudo do Hospital Veterinário Sena Madureira revelou ainda que cachorros de pequeno porte, que normalmente viviam até os 9 anos, hoje podem viver de forma saudável até os 18. Os de grande porte saltaram de 7 para 13 anos. Já os gatos podem chegar até os 20 anos atualmente, enquanto que, no passado, viviam até no máximo 10.

Para orientar os apaixonados por animais, o portal do Instituto de Longevidade, com o auxílio do veterinário João Telhado, separou uma lista com 6 cuidados essenciais para prolongar a vida do seu bichinho por muitos e muitos anos. Confira abaixo:

Dicas para prolongar os anos de vida dos animais 

1 – Estimule e inteligência do seu pet 

Assim como as crianças, os animais também aprendem e se divertem brincando. Com as atividades recreativas, eles aprendem a como se comportar em diversas situações e ainda podem gastar energia correndo e pulando. Por isso, brincadeiras como esconder um objeto e pedir para ele achar são muito bem-vindas.


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No entanto, é preciso ter atenção no momento de passear com o seu animalzinho. Dê remédios a ele para evitar a proliferação de pulgas e carrapatos, leve sempre uma garrafinha de água (afinal, ele pode se cansar também) e não deixe de vacinar o seu pet.

2- Ofereça uma alimentação saudável 

Para que o animal tenha uma vida saudável, a alimentação faz toda a diferença. Uma ração de alta qualidade fortalece o sistema imunológico e ajuda a manter os músculos e as juntas em ótimas condições. É recomendado também avaliar o peso dele, notando os sinais de sobrepeso ou emagrecimento excessivo.

3 – Marque consultas veterinárias frequentes 

Não basta levar o seu animal ao veterinário somente quando ele estiver com algum problema de saúde ou necessitar tomar alguma vacina. A consulta de rotina é essencial para prevenir problemas de saúde. O diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso durante o tratamento.

4 – Mantenha a boca do seu pet limpa 

Além das bactérias que podem se formar na região e ir para a corrente sanguínea, os animais também podem desenvolver cáries e tártaro sem uma higienização bucal adequada. Por isso é tão importante escovar os dentes deles.

5 – A castração é muito importante

Embora muitas pessoas não concordem, a castração reduz a agressividade e agitação além de prevenir doenças graves como o câncer. O procedimento também é responsável pela mudança comportamental do seu bichano. O gato castrado, por exemplo, fica mais tranquilo e acaba saindo menos de casa, e assim se expõe menos a situações de risco, como brigas e atropelamentos.

6 – Deixe o ambiente repleto de muito amor e livre de estresses 

João Telhado alerta também que um ambiente estressante pode deixar os animais muito ansiosos, fazendo com que eles tenham menos tempo de vida. Por isso, amor, carinho e muitas brincadeiras são tão importantes para o bem-estar do seu pet.

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Atividades físicas alternativas: uma boa opção para o público 50+

Quando se fala em atividades físicas para os 50+, o que quase sempre vêm à mente são modalidades tradicionais – caminhada, hidroginástica, musculação, natação, pilates etc. Embora sejam eficazes no que se propõem a realizar, existem inúmeros outros tipos de atividades físicas alternativas que também trazem benefícios à saúde.

Com o passar dos anos, o metabolismo desacelera, a composição muscular entra em declínio, movimentos se tornam mais difíceis e aumentam as chances de lesões e doenças. Por isso, toda atividade, se bem orientada, é bem-vinda. O importante, segundo a educadora física Fernanda Romano da Silva e Oliveira, é a pessoa fazer o que gosta.

“Muitos casos de abandono da atividade física estão relacionados ao fato de as pessoas começarem a fazer determinada aula só porque o médico mandou, a vizinha disse que é bom ou viu na televisão”

“Muitos casos de abandono da atividade física estão relacionados ao fato de as pessoas começarem a fazer determinada aula só porque o médico mandou, a vizinha disse que é bom ou viu na televisão. Considere o que te faz bem, o que te dá prazer, o que te motiva”, aconselha a profissional, que atua em programas da Secretaria de Esportes de Guarulhos (SP).

O educador físico, professor e personal trainer Márcio Menotti acrescenta que “toda e qualquer atividade física ajuda a evitar um ciclo vicioso: a inatividade gera fragilidade, que aumenta o risco de queda e fratura, que impede a pessoa de se exercitar, levando a um quadro depressivo e à falta de vontade de sair de casa, resultando em inatividade física”.


Em 2010, Fernanda criou o ASAS (Atividade Física, Saúde e Alegria Sempre), grupo que hoje atende cerca de 300 pessoas – 90% delas com mais de 50 anos de idade –, promovendo atividades físicas alternativas como voleibol adaptado; ginástica postural com ênfase na prevenção e acompanhamento de lesões na coluna, desvios ou dores; e dança contemporânea e de salão.

O projeto se pauta em duas premissas: fazer com que mais pessoas tenham uma vida ativa, entendendo a importância de atividades físicas alternativas na rotina, e ser efetivo, ou seja, realmente promover adaptações fisiológicas positivas no organismo dos alunos.

Outro indicativo de que existe vida fora dos exercícios tradicionais são os Jogos Regionais do Idoso, evento que já teve 22 edições no Estado de São Paulo e reúne atletas com mais de 60 anos em modalidades que vão de jogos de cartas e tabuleiro a competições de atletismo e dança.

Enfim, as possibilidades são muitas, e os especialistas elencam os benefícios de algumas atividades físicas alternativas para os 50+. Veja a seguir:

Veja abaixo algumas atividades físicas alternativas

Esportes com bola

Fernanda afirma que vôlei, basquete e handebol adaptados; squash, tênis de mesa e outros esportes com bola são uma das melhores maneiras de preservar capacidades físicas como a agilidade, além da mobilidade articular.

Têm também um componente de estímulo à potência (força e velocidade), que hoje em dia é o maior aliado da prevenção de quedas. “Sei de gente que nunca tinha pegado uma bola até então e hoje é supercompetitivo e participativo”, revela.


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Dança

É uma forma de preservar uma das capacidades para a qual poucos dão atenção, mas que é superimportante segundo a especialista, que é o ritmo, além de trabalhar a preservação da amplitude articular, garantindo o movimento.

Fernanda lembra que ombro e quadril, por exemplo, são as articulações que mais perdem mobilidade com a idade e destaca que garantir esse movimento evita fibroses articulares e mantém funções fundamentais como subir num ônibus, pegar algo num armário alto, estender roupa no varal ou transpor um buraco na rua.

atividades físicas alternativas

Skate e surfe

Tradicionalmente encarados como esportes de jovens, o skate e o surfe têm ótimas indicações para o público 50+, segundo Márcio: aumentam o nível de concentração, proporcionam um excelente trabalho proprioceptivo (capacidade de reconhecer a localização espacial do corpo); e exigem demais do core (grupo de músculos com papel crucial na manutenção da estabilidade do corpo). “Um treinamento específico para ele, além de facilitar e aprimorar a prática das modalidades, melhora a postura no dia a dia”, garante.

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Risco de infarto é maior às segundas-feiras; saiba o motivo

Um estudo publicado pelo American Heart Journal trouxe um alerta para todos os trabalhadores do mundo. Segundo uma pesquisa que levou 8 anos para ser concluída e analisou mais de 156.000 registros de infarto, o maior risco de sofrer ataques cardíacos acontece às segundas-feiras.

Não é difícil pensar em uma explicação para o fato. Imagine a seguinte situação: o dia da semana é um domingo, o relógio já marca 20h e você começa a ouvir aquela musiquinha vinda da TV que indica que o programa Fantástico está começando. É quando bate um certo desespero e você se dá conta de que seu domingo está acabando e que amanhã é segunda-feira.

Seguindo a mesma linha, cientistas da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto analisaram 173.982 mil internações motivadas por distúrbios cardiovasculares. Os resultados mostraram que a segunda-feira é o dia mais propenso para se infartar, com 17% dos casos. Mas por que o risco de se morrer na segunda-feira é tão maior que nos outros dias da semana?


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De acordo com a psicoterapeuta Ana Paula Madeira, sentimentos como estresse, descontentamento com a vida e com a rotina ou motivos financeiros costumam aflorar mais fortemente neste período de transição entre domingo e segunda-feira.

“É quando a gente se despede do lazer e da tranquilidade do final de semana e volta a dar atenção aos problemas do dia a dia”, analisa Ana Paula.

Os estudos confirmam: o horário com o maior número de registros de infarto é entre 9 horas da manhã e meio-dia da segunda-feira.

“Na verdade, o estresse deveria ser algo positivo, porque ele foi criado para que, numa situação de defesa, a gente libere neurotransmissores, que são substâncias que nos deixarão mais rápidos, mais atentos e mais vigilantes”, explica o cardiologista Fernando Bassan. Presidente do Departamento de Doenças Coronarianas da Sociedade de Cardiologia do Rio de Janeiro (Socerj), ele destaca que o problema é que hoje o estresse tem se tornado algo constante. “As pessoas vivem sob estresse, com esse efeito da liberação de mais adrenalina. Isso faz com que a pressão sanguínea aumente mais, que a pessoa fique mais ansiosa e nervosa, aumentando a frequência cardíaca e levando a uma piora do quadro geral”. 

Some, a isso, o excesso de demanda diário, principalmente de trabalho. “Essa pessoa vai dormir mal. E onde uma pessoa estressada vai buscar prazer para aliviar esse estresse? Na alimentação. Uma pessoa estressada costuma comer mal, faz pouca atividade física, dorme mal… as coisas vão acontecendo numa sequência”, alerta o cardiologista.

“Todo tipo de sofrimento mental acaba resvalando no corpo, provocando mal-estar, dores e até mesmo doenças”

Segundo a psicanalista Marízia Arreguy, a influência das emoções sobre o nosso corpo é fortemente constatada na escuta psicanalítica. “Todo tipo de sofrimento mental acaba resvalando no corpo, provocando mal-estar, dores e até mesmo doenças”, comenta.

Mas, calma! Não é motivo para você começar a sentir palpitações no peito e a respiração ficar ofegante. Ana Paula explica que não é todo mundo que corre esse risco. Estudiosa do campo da Bioenergética, ela destaca que o problema geralmente acontece com pessoas que não investem tempo para olhar para suas emoções e trabalhá-las.

“Em algum momento da vida, uma pessoa pode se sentir insatisfeita com o rumo que as coisas tomaram, seja no campo profissional ou pessoal. O que diferencia os propensos a sofrer um infarto dos não-propensos é a forma com a qual se dedicarão a olhar para esse incômodo, se o usarão como alerta para buscar ajuda, rever essa insatisfação e encontrar novas possibilidades, novos rumos para sair desse lugar ou se internalizarão esse sofrimento sem buscar ajuda”, afirma.

A cada dois brasileiros 50+, um é hipertenso

As doenças cardiovasculares são as de maior mortalidade no mundo, superando todas as outras causas de morte, como câncer, traumas ou infecções. A cada cinco óbitos, um acontece devido a problemas no coração.

De acordo com Fernando Bassan, uma das principais causas do infarto é a pressão alta, que atinge um em cada quatro brasileiros. A situação é ainda pior para a população acima dos cinquenta anos: um a cada dois brasileiros 50+ sofrem de pressão alta. 

“Se você juntar numa mesa quatro pessoas com mais de 50 anos, provavelmente metade dessa mesa é de hipertensos”, exemplifica o especialista. 

Bassan também chama a atenção para outros fatores como diabetes e obesidade, dois problemas que, segundo o cardiologista, caminham de mãos dadas. “Mais da metade da população brasileira está acima do peso (…). Termos uma população muito sedentária, com uma taxa de atividades físicas muito aquém da desejada, que é de 150 minutos por semana”, pontua. 

Uma pesquisa realizada no Instituto Nacional de Cardiologia, no Rio de Janeiro, com pacientes que haviam sido submetidos a operações cardíacas, mostrou que, dois anos após o procedimento, essas pessoas haviam ganhado em média 2 quilos de peso, e que apenas 30% fazia alguma atividade física com regularidade.

“Estamos falando de uma população extremamente selecionada, de pessoas que tiveram uma doença cardíaca e receberam um tratamento extremamente caro e trabalhoso”, destaca o cardiologista. “A gente sabe que as doenças cardiovasculares são crônicas. Uma cirurgia cardíaca de ponte safena ou mamária não cura uma doença. Ela simplesmente cria mecanismos para que a circulação melhore naquela região do coração. Mas se a pessoa não tiver um controle muito adequado, o problema vai voltar, as pontes vão fechar novamente, ele vai voltar a infartar e a ter problema. O cuidado é fundamental”, alerta Fernando Bassan. 

Sintomas do infarto

Um infarto pode começar com sinais sutis, que podem passar despercebidos se analisados separadamente. Mas a união deles deve acender uma luz de alerta. São eles:

  • cansaço extremo;
  • fraqueza;
  • tontura;
  • náusea;
  • azia;
  • falta de ar;
  • suor frio;
  • dor na região do estômago que vai irradiar para as costas até o pescoço.

Aparecendo esses sinais, o mais indicado é buscar um serviço de emergência, principalmente se a pessoa possuir fatores de risco, como obesidade, sedentarismo, hipertensão e diabetes.

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Pesquisadores revelam 5 hábitos que vão te fazer viver mais

E se alguém te desse a fórmula da longevidade? Se provasse, cientificamente, que é possível viver mais sem ter que recorrer a nenhuma fórmula mirabolante? Pois analisando prontuários de 123 mil voluntários, pesquisadores notaram um “efeito dramático” na expectativa de vida com a escolha de cinco hábitos saudáveis.

“Quando embarcamos nesse estudo, pensei, é claro, que as pessoas que adotassem esses hábitos viveriam mais tempo. Mas o surpreendente foi o quão grande foi o efeito”, disse ao jornal britânico “The Guardian” Meir Stampfer, coautor da pesquisa e professor de epidemiologia e nutrição da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard.


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Em comparação com quem não acatou nenhum dos hábitos, homens e mulheres que aderiram aos cinco viram sua expectativa de vida, aos 50 anos, aumentar de 26 para 38 anos e de 29 para 43 anos, respectivamente, ou 12 anos para homens e 14 anos para mulheres. Ficou curioso em saber quais são? Então vamos lá:

1 – Não fumar

“As pessoas que fumam têm sua longevidade tolhida por doenças muito graves e acabam falecendo antes das principais doenças relacionadas ao cigarro: cânceres [pulmão, boca, laringe, bexiga, esôfago, entre outros], ateroscleróticas [infartos, acidentes vasculares cerebrais e isquemia de membros inferiores, que podem levar a amputações] e as respiratórias, conhecidas como DPOCs [doenças pulmonares obstrutivas crônicas], nas quais podem ficar dependentes de oxigênio e sofrer com muita falta de ar, limitando sua vida diária”, explica Sumika Mori Lin, coordenadora da equipe de geriatria do Hospital Santa Cruz.

2 – Manter um peso saudável, com um IMC entre 18,5 e 25

Assim como no tabagismo, a obesidade pode provocar muitas outras doenças e está associada com condições degenerativas, como Alzheimer e osteoartroses. Um estudodo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em parceria com a Universidade Harvard e com a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), concluiu que 14 tipos de câncer estão associados ao excesso de peso: mama na pós-menopausa; cólon e reto; útero; vesícula biliar; rim; fígado; ovário; próstata; mieloma múltiplo (células plasmáticas da medula óssea); esôfago; pâncreas; estômago e tireoide.

Idosos obesos também perdem sua independência mais cedo que os idosos com peso ideal, e isso afeta sua qualidade de vida, além da longevidade”, pondera a geriatra.

3 – Fazer exercícios moderados por pelo menos 30 minutos ao dia

“A atividade física é uma das mais potentes maneiras de promover a longevidade. É capaz de gerar novos vasos sanguíneos e ativa bons hormônios e neurotransmissores, e com isso muitas doenças são prevenidas”, pontua Sumika. Segundo ela, pesquisas mostram que, em ratos, foi visto até o aumento de neurônios no cérebro.

Dentre os vários estudos sobre longevidade no mundo, todos incluem a maior prática de atividade física como um fator protetor. “Essa recomendação de 30 minutos moderados é muito famosa, principalmente por se tratar de um número recomendado pela American Heart Association para prevenção de eventos cardíacos, e essa recomendação é conhecida há mais de uma década.”

Contudo, segundo a geriatra, “pesquisas mostram que atividades intensas, mas por tempo mais curto, também são muito eficientes”, assim como as por pouco tempo, incluindo, caminhadas, ioga, vôlei e surfe, entre outras. “Contudo, para ganho de massa muscular, a academia é a melhor opção.”

4 – Moderar o consumo de bebidas alcoólicas

Apesar de os pesquisadores sugerirem não mais que um copo de vinho de 150 ml por dia para mulheres, ou dois, para homens, “30 g diárias de álcool é muito”, na avaliação da geriatra. “No cérebro e no metabolismo da pessoa idosa, essa quantidade já causa problemas. O ideal é consumir o mínimo possível, abaixo dessa recomendação ou até não consumir.”

“Temos que considerar ainda a fama que o vinho ganhou de ser protetor à saúde. Mas, na verdade, pesquisas recentes mostraram que o benefício trazido pelo resveratrol e demais substâncias benéficas encontradas nele tem seu efeito suplantado pelos malefícios do álcool. Então, vale mais a pena tomar um bom suco de uva integral”, sugere.

5. Ter uma alimentação variada e balanceada

dieta mediterrânea, na avaliação da especialista, “é a mais pesquisada e adequada para a saúde, prevenindo cânceres, doenças cardiovasculares, Alzheimer e Síndrome de Fragilidade”.

No entanto, de acordo com ela, existem controvérsias a respeito dos principais vilões. A OMS, por exemplo, sugere a eliminação de embutidos, por causa das fortes evidências do aumento de incidência de câncer relacionada a eles. “Se pararmos para avaliar a dieta normal de um brasileiro, a quantidade de consumo desses alimentos é alta”, diz ela.

É muito importante, ressalta a geriatra, que o predomínio de alimentação de um indivíduo seja com alimentos integrais, com bastante vegetais, frutas e legumes, moderada em carnes e mínima em açúcares.

Estudar para viver mais

A coordenadora da equipe de geriatria do Hospital Santa Cruz diz que acrescentaria uma sexta recomendação: estudar.

“Em todas as pesquisas no mundo, mostrou-se que leva a maior longevidade. Estudar traz melhor saúde, não só um melhor salário ou um melhor raciocínio. A pessoa aprende a se cuidar e dar valor a si, aos seus sintomas”, justifica.

E, para quem quiser viver mais ainda, ela sugere: “Longevos costumam ter mais rotinas e uma vida social e emocional saudáveis, também.”

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Descubra se você tem mau hálito e saiba como tratá-lo

Os motivos podem ser muitos, desde a ingestão de certos alimentos ao consumo de bebidas alcoólicas, fumo, má higiene bucal, doenças periodontais, diabetes, sensação de boca seca, infecções dos seios da face, da garganta e do pulmão, ou ainda abscesso pulmonar, insuficiência renal ou hepática, problemas gastrointestinais e um regime alimentar severo. Mas para saber a real causa do seu mau hálito, só mesmo com uma consulta ao seu dentista. Com um exame bucal bem detalhado e a avaliação de seu histórico médico e dentário, ele poderá identificar os responsáveis pelo problema.

“A halitose tem origem multifatorial e a literatura comprova que mais de 90% dos casos são oriundos da cavidade bucal, principalmente na língua ou doenças gengivais”, explica a dentista Tamiris Monteiro.

Ela destaca que a halitose está diretamente ligada à liberação de odores de enxofre, portanto, alimentos que contém enxofre favorecem a ocorrência do mau hálito, como, por exemplo, azeitona, couve-flor e alcachofra. “Alimentos com cheiros fortes causam o mau hálito temporário, como por exemplo, o alho e a cebola. Diferente dos problemas crônicos”, afirma.

Para Tamiris, a melhor maneira de evitar os problemas bucais é a assepsia correta, três vezes ao dia, com uso de fio dental e raspador de língua.

Alguns estudos médicos mostram que 14% das pessoas são portadoras de halitose aos 14 anos. Entre os 40 e 65 anos, 47% e acima dos 65 anos, 67% sofrem de halitose crônica. Uma das causas mais comuns, associada à halitose, é a diminuição do fluxo salivar.

“É o que chamamos de hipossalivação, que é mais comum em pacientes usuários de determinadas medicações, problemas respiratórios e pacientes idosos”, comenta a dentista. Tamiris lembra que o uso de próteses, quando adaptadas incorretamente ou mal higienizadas, também podem provocar o problema.

Tamiris finaliza com um importante lembrete: “consulte seu dentista a cada seis meses para uma limpeza profissional”.

SOS Mau Hálito

O mau hálito é imperceptível para o dono do problema. Pensando nisso, a Associação Brasileira de Halitose desenvolveu um serviço conhecido como “SOS Mau Hálito”. Com ele, você pode avisar a uma pessoa que ela tem mau hálito sem fazer isso diretamente. Segundo a associação, o problema atinge 50 milhões de pessoas, o que chega a 30% da população.

Com uma média de 600 ativações por mês nos últimos quatro anos, o SOS Mau Hálito funciona de forma simples e rápida. A acessar o site da ABHA (www.abha.org.br/sosmauhalito), cadastre o e-mail da pessoa que você deseja avisar. A mensagem é anônima e fornece informações sobre as causas da halitose e seus tratamentos.

Dessa forma, você poderá alertar seus amigos sobre o problema sem causar constrangimento ou abalar sua amizade.

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Candidíase afeta 75% das mulheres; veja como prevenir e tratar a doença

Coceira incontrolável, mau odor, forte ardência e até mesmo corrimentos esbranquiçado. Esses são alguns dos sintomas da candidíase vulvovaginal, doença que, de acordo com a Associação de Obstetrícia e Ginecologista do Estado de São Paulo (Sogesp), afeta 75% das mulheres.

A doença é causada pelo fungo Candida albicans que existe em pequena quantidade na flora vaginal fisiológica, mas que, quando entra em desequilíbrio, consegue provocar os sintomas.


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Em períodos de baixa imunidade, o ambiente quente e úmido da região genital favorece a proliferação descontrolada do fungo.

“Além da presença de doenças crônicas como o diabetes, o uso de antibióticos, roupas apertadas e com tecido sintético são fatores que facilitam esse desequilíbrio da flora vaginal e podem provocar a candidíase”, alerta a ginecologista do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia (IPGO) Paula Bartolai Martins Araujo.

Entretanto, Paula esclarece que a candidíase não aparece apenas no órgão sexual feminino. Seus sintomas também podem aparecer na boca, no esôfago e na pele.

A doença também pode afetar homens, mas, segundo a especialista, somente em casos de baixa imunidade ou higiene precária, devido à própria anatomia masculina que dificulta a proliferação dos fungos.

Relação sexual 

Diferente do que muitas pessoas imaginam, a candidíase não é considerada uma DST (Doença Sexualmente Transmissível), pois é causada por um fungo que já existe no próprio corpo.

“Por isso, a doença pode aparecer até mesmo em pacientes virgens”, explica a ginecologista. A contaminação através do sexo ocorre quando o parceiro está com o sistema imunológico debilitado. “O ideal, portanto, é evitar relações sexuais durante o período de tratamento”, conclui.

Tratamento da candidíase 

O tratamento da candidíase, normalmente, consiste no uso de pomadas antifúngicas (feitas a base de cetoconazol, tinidazol ou clotrimazol, por exemplo) ou medicamentos antifúngicos via oral. A boa notícia é que a doença simples e não recorrente tem tratamento rápido e efetivo com apenas uma dose de medicamento via oral ou em até 10 dias após a primeira aplicação da pomada.

candidíase

Sobre tratamentos alternativos difundidos popularmente, como aplicar iogurte, vinagre ou óleo de coco na área infectada, Paula alerta que são técnicas arriscadas. O paciente pode confundir os sintomas e se autodiagnosticar de forma errada. “Se não for candidíase e, sim, uma infecção bacteriana, o paciente pode piorar o quadro, e provocar uma alergia ou irritação”, informa.

Como evitar a candidíase

Para Paula, a mudança de hábitos alimentares é essencial para prevenir a candidíase. Evitar o consumo de refrigerantes, massas, doces, cereais, frutas e produtos lácteos pode diminuir os riscos de desenvolver a doença, já que esses alimentos podem alterar o pH vaginal.

Além disso, a ginecologista cita outros cuidados que devem fazer parte da rotina diária. Veja abaixo quais são:

  • Mesmo que você não consiga tomar banho logo após fazer exercícios físicos, não deixe de trocar de roupa;
  • Prefira calcinhas que não retenham calor e que sejam feitas com forro de algodão;
  • Quando for à praia, tenha o cuidado de tirar a água salgada do corpo o mais rápido possível;
  • Evite o uso de absorventes diários;
  • Consuma probióticos para ajudar a manter o equilíbrio da flora vaginal;
  • Mantenha a área íntima sempre higienizada e seca;
  • Evite roupas apertadas.
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Especialista dá dicas de o que comer à noite e o que não comer

Depois de um longo dia de trabalho e uma passada na academia para manter a forma, uma boa opção para aqueles que não curtem uma noitada pode ser ir para casa, tomar uma ducha para relaxar, dar boa noite ao William Bonner depois de assistir ao Jornal Nacional e cama. Mas não sem antes fazer uma boa refeição.

Tentando evitar o ganho de alguns quilos extras, muitas pessoas desenvolveram o hábito de substituir o jantar por um lanche mais leve, e trocaram o arroz com feijão pelo pão com queijoe presunto e um copo de leite quente com achocolatado. Mas se você pensa que esta é a melhor opção, esqueça! É o que defende a nutricionista funcional e fitoterapeuta Larissa Vieira. “Um péssimo hábito, a meu ver”. E explica: “Lanches geralmente são ricos em calorias e pobres em nutrientes”.

Veja o que comer à noite

Quando o assunto é o que comer à noite, Larissa indica que a pessoa fuja dos lanches e opte por uma alimentação mais rica, com legumes cozidos e carnes magras, como peixe ou frango. “É muito mais vantajoso para o seu sistema digestivo. Você também pode optar por um purê de inhame ou batata baroa, com uma carne moída”, garante.


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Outra dica é substituir o leite com achocolatado por um chá digestivo ou tranquilizante, que pode ser de camomila, hortelã ou erva cidreira. Mas nunca um chá verde ou preto, por causa da cafeína.

“Quando a gente fala em leite, é preciso ter muita cautela. Vários sintomas de problemas gastrointestinais têm relação direta com o consumo de leite. Não é todo mundo que pode consumir este alimento. Além do mais, a mistura possui muito açúcar que, além de engordar, pode desencadear uma série de problemas. Um deles é o diabetes”, alerta Larissa.

o que comer à noite

Créditos: Rawpixel.com / shutterstock

E pegando carona no clima frio, um cardápio variado de sopas pode ser uma excelente ideia, sempre adicionando uma opção proteica, que pode ser uma carne magra, e azeite para temperar, que é fonte de gordura boa.

Mas muito cuidado! O excesso de líquidos à noite pode atrapalhar o seu descanso. De acordo com a nutricionista, é indicado que se consuma até 100 ml de chá. Mais que isso pode te fazer levantar várias vezes à noite para ir ao banheiro.

Para não ter problemas de digestão, o ideal é que se coma com a antecedência mínima de duas horas antes de ir para a cama, evitando também as caminhadas após o jantar. “A digestão não será melhor”, garante Larissa.

E o que (não) comer à noite

Agora que você já sabe o que comer à noite, vamos ao que você deve evitar:

Alimentos gordurosos e embutidos – evite laticínios e enlatados, que exigem mais do organismo para serem metabolizados;

Carnes vermelhas – são de difícil digestão e possuem maior quantidade de gordura;

Doces, sorvetes e carboidratos simples – possuem alto índice glicêmico. Para combater o excesso de carboidrato circulando no sangue, o pâncreas libera doses extras de insulina para transformá-los em moléculas de gordura. E adivinha onde essas moléculas de gorduras vão se depositar?

Alho e cebola – podem causar gases, azia e refluxo e acabar com a sua noite de sono;

Cereais – ricos em açúcar, os cereais podem dar uma carga extra de energia no seu organismo e levar seu sono para bem longe de você.

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Mulheres estão deixando de ir ao médico, enquanto homens têm cuidado mais da saúde

Durante muito tempo, os homens carregaram a fama de ir menos ao médico do que as mulheres. Não era apenas algo empírico, mas comprovado até em pesquisa do IBGE. Agora, no entanto, o quadro está em transformação: elas estão dando menos atenção à saúde, segundo especialistas.

“O conceito de que os homens se cuidam menos está caindo por terra”, avalia Luiz Cláudio Lacerda, médico especializado em ortopedia e traumatologia. “As mulheres estão lidando com muito estresse no mercado de trabalho e têm ficado mais parecidas com eles em relação ao zelo com a própria saúde.”


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Essa opinião é partilhada por Maristela Soubihe, chefe da área de geriatria do Hospital Santa Paula. Ambos mencionam um estudo do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), segundo o qual as médicas têm morrido cerca de dez anos mais cedo que os médicos.

O estudo analisou taxas de mortalidade da categoria ao longo de uma década. “Isso se deve à sobrecarga de atividades no trabalho, e ainda com menores salários que os dos homens”, afirma Maristela. “Assim, as mulheres também deixam de se alimentar e de dormir direito, de fazer exercícios físicos e de ir ao médico.”

“Os homens têm ficado mais propensos a cuidar do seu bem-estar”

A geriatra aposta que a demanda produtiva do mundo moderno equilibre os números da expectativa de vida de homens e mulheres. No Brasil, eles atingem em média 72 anos e 5 meses, e elas chegam a 79 anos e 4 meses, segundo dados de 2017 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

“Os homens têm ficado mais propensos a cuidar do seu bem-estar”, diz o ortopedista. As próprias empresas, preocupadas com os gastos de saúde nas folhas de pagamento, exercem uma pressão nesse sentido, pontua Maristela.

“Perdeu-se o estigma da vaidade”, contextualiza Lacerda. “O cuidado com a própria saúde passou a ser vinculado a uma condição de qualidade de vida, tão importante para a mente quanto para o corpo. Antes a sociedade era mais machista, e o homem se comportava com mais rigidez em relação a essas questões.”

Mudanças recentes

Essa mudança de perspectiva da saúde masculina é perceptível em estudos e pesquisas de pouco mais de uma década ou até menos tempo atrás. Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz de 2007, por exemplo, apurou que os homens viam o consultório médico como um lugar de crianças, mulheres e idosos.

Outra pesquisa, realizada em 2012 pelo Centro de Referência da Saúde do Homem, órgão da Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo, apontou que 60% deles só procuravam o médico quando as doenças já estavam avançadas. Em razão disso, em geral, eram necessárias intervenções cirúrgicas para combatê-las.

Pelos dados da PNS (Pesquisa Nacional de Saúde) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2013, feita em convênio com o Ministério da Saúde, as mulheres haviam ido mais ao médico – 78% delas – do que os homens (63,9%) nos 12 meses anteriores à realização das entrevistas.

Visita ao ginecologista

As explicações para esse cenário que começa a se desconstruir passam por aspectos sociais e culturais, de acordo com Maristela Soubihe. Ela explica que a maior diferença de hábito entre os sexos na área da saúde está essencialmente na visita ao ginecologista. “A mulher começa a ir a esse especialista quando atinge a idade fértil”, afirma.

E, ao atender a essas consultas, desenvolve o costume de realizar avaliações periódicas. “O ginecologista não se restringe a pedir exames relacionados ao aparelho reprodutor”, explica Maristela. “Ele investiga nível de colesterol, condições da tireoide, densidade de osso”, exemplifica.

Fuga do médico

A médica chama também a atenção para o comportamento masculino no que diz respeito às idas ao urologista, o responsável por cuidar dos problemas genitais dos homens. “Seria também o primeiro médico deles, mas essa consulta ainda é evitada”, afirma a geriatra.  “Enquanto isso, as mulheres são invadidas por espéculos [usados para dilatar a entrada da vagina] e instrumentos do tipo em seus exames anuais.”

Tal rotina, acrescenta, as torna também mais propensas a não temer a busca por check-ups constantes. “Ao longo da vida, a mulher enfrenta ciclo menstrual, dor de parto. Dessa forma, médicos não a assustam tanto como o fazem com os homens”, diz Maristela, ressaltando que se trata de “uma observação bastante empírica”.

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Estudo indica que meditação indiana pode reduzir risco de Alzheimer

A meditação Kirtan Kirya, uma técnica milenar indiana, pode ajudar na melhora da função cerebral e na memória de adultos mais velhos que têm risco de desenvolver Alzheimer. Essa é a conclusão de um estudo publicado no periódico científico Journal of Alzheimer’s Disease.

Pesquisadores da Universidade West Virginia, nos EUA, identificaram que a prática da meditação, assim como a terapia musical em menor grau, pode alterar biomarcadores do envelhecimento celular e da doença de Alzheimer em idosos que estão sofrendo de perda de memória. As mudanças, segundo o artigo, podem estar diretamente relacionadas a melhorias em memória, cognição, sono, humor e qualidade de vida.

Participaram do estudo 60 adultos com declínio cognitivo subjetivo, uma condição que pode representar um estágio pré-clínico da doença de Alzheimer. Cada um deles recebeu uma tarefa: ou a meditação Kirtan Kriya ou um programa de escuta de música. Foi pedido a eles que praticassem por 12 minutos ao dia durante 12 semanas.


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Foram coletadas amostras de sangue dos participantes em dois momentos, tanto no início da pesquisa quanto depois de três meses de prática. O objetivo era avaliar os níveis sanguíneos de uma proteína – peptídeos beta-amiloide – comumente ligada ao Alzheimer.

A segunda coleta mostrou que todos os participantes tiveram aumento dessa proteína, relacionada a melhorias no bem-estar, mais especificamente em memória, função cognitiva, humor e sono. O grupo que meditou, no entanto, teve um incremento maior do que o que participou da terapia musical.

Meditação Kirtan Kriya: o que é 

A meditação Kirtan Kriya envolve mantra e movimentos com os dedos. “Tem origem no kundalini ioga [uma ciência milenar indiana]”, explica a professora Subagh Kaur Khalsa, diretora do Instituto 3HO Brasil, de ioga e meditação da linhagem do Yogi Bhajan.

Ela explica que essa meditação tem sido estudada há anos e que está relacionada a outros benefícios. Há pesquisas que ligam essa prática a melhoras em níveis de estresse e de processos inflamatórios, por exemplo.

Os ganhos obtidos com a prática, inclusive, fizeram com que organizações como a Fundação de Pesquisa e Prevenção do Alzheimer, uma ONG americana dedicada ao estudo da doença, se dedicassem a explicar como fazê-la.

Subagh diz que a meditação pode ser feita em qualquer idade. E que a prática funciona como uma “limpeza de arquivos”, não para “colocar mais conhecimentos”.

Há algumas particularidades nessa meditação. Uma delas é a repetição de um mantra, em que cada som tem um significado – As (infinito, cosmos, início), Ta (vida, existência), Na (morte, mudança, transformação), Ma (renascimento). Outra é a utilização de mudras, posições feitas geralmente com as mãos e que têm o poder de canalizar uma frequência energética específica.

Como praticar

Posição: Sente-se com a coluna ereta. Quem tem prática pode ficar em lótus, uma posição com as pernas cruzadas e os pés sobre as coxas. É possível ainda ficar em uma cadeira, com os pés tocando o chão. Mantenha as mãos sobre os joelhos.

Olhos: Mantenha-os fechados.

Concentração: Repita os sons Sa, Ta, Na, Ma e, imagine que o som entra pelo topo de sua cabeça e flui em forma de L até sair pelo terceiro olho (ponto onde o nariz encontra a testa).

Início: Inspire profundamente antes de começar.

Mantra: Entoe os sons Sa, Ta, Na e Ma da seguinte forma:

1. Nos primeiros dois minutos, repita-os em voz alta;

2. Nos dois minutos seguintes, sussurre os mantras;

3. Pelos próximos quatro minutos, diga-os apenas mentalmente, sem emitir os sons pela boca;

4. Por mais dois minutos, sussurre os sons novamente;

5. Por outros dois minutos, repita-os de novo em voz alta.

Mudras: A posição dos dedos acompanha os sons da seguinte forma:

Sa – toque o indicador com o polegar;

Ta – toque o dedo do meio com o polegar;

Na – toque o anelar com o polegar;

Ma – toque o dedinho com o polegar.

Finalização: Ao terminar, inspire profundamente, estique as mãos acima da cabeça e traga-as ao centro do peito em forma de prece, enquanto espira.

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Confira exercícios com faixa elástica para fortalecer o seu corpo sem sair de casa

Não gostar de academia ou não poder incluir essa despesa no orçamento mensal não é mais desculpa para não mexer o corpo. Há muitas opções que exigem apenas disposição, como caminhadas, ou pouco investimento, como o ciclismo. E não é só isso: outra alternativa bem viável é recorrer a exercícios com faixa elástica, também chamadas de banda elástica ou simplesmente “band”.

Equipamento versátil, que pode ser usado em qualquer lugar, a faixa elástica é barata e oferece níveis diferentes de dificuldade em um mesmo acessório. “É claro que existe um limite, mas, quanto maior a tensão exercida no elástico, maior a força aplicada pelo músculo”, explica  Giulliano Esperança, “professional trainer” do Centro de Treinamento Storm12, de São Paulo.

Como ele pontua, exercícios de força são importantes em qualquer fase da vida, pois ao encontro das diretrizes de saúde. “Manter a força e a capacidade muscular é essencial para a independência física”, comenta.


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De acordo com o especialista, estudos mostram que, a partir dos 40 anos, homens e mulheres apresentam uma perda de 5 a 10% de força por década, o que pode comprometer, de maneira severa, a qualidade de vida em uma idade mais avançada.

“Exercícios com faixa elástica são opções para o trabalho muscular e o treino físico. Em pouco tempo, observa-se uma melhora significativa nas pessoas mais velhas”, diz.

Movimente-se!

O “professional trainer” ensina uma sequência de exercícios com faixa elástica que seguem parte dos pilares do movimento humano, funções aplicadas segundo o Instituto Human Performance, do treinador Juan Carlos Santana.

“É simples e envolve as funcionalidades, que são: fortalecimento do ‘core’ [músculos profundos da região abdominal, lombar e pélvica que têm como finalidade manter a estabilidade dessa região], os movimentos de empurrar, puxar e de sentar-levantar”, diz.c

exercícios com faixa elástica

A sequência pode ser realizada de três a cinco dias por semana. Já quem é bastante sedentário deve iniciar os exercícios na seguinte escala:

  • 1ª semana: uma série com 10 repetições de cada exercício.
  • 2ª semana: uma série com 15 repetições de cada exercício.
  • 3ª semana: duas séries com 9 repetições de cada exercício.
  • 4ª semana: duas séries com 12 repetições de cada exercício.
  • A partir da 5ª semana: três séries, variando de 12 a 15 repetições de cada exercício.

“Essa progressão é indispensável para as pessoas que nunca fizeram exercício. Já quem está mais preparado fisicamente pode iniciar pelas séries e repetições da semana 3”, acrescenta.

Há pontos importantes na execução dos exercícios com faixa elástica:

  1. Manter a contração abdominal, de forma que a coluna fique reta.
  2. Realizar os exercícios com velocidade normal, ou seja, sem pressa.
  3. Manter atenção para que o elástico não escape das mãos ou dos pés. 

Além disso, é importante calçar tênis, para não escorregar, e usar roupas largas ou próprias para exercícios, que não atrapalhem os movimentos.

As faixas elásticas são encontradas em lojas de materiais esportivos e até em grandes redes de supermercados.

5 exercícios com faixa elástica

1: abdominais + lombar

exercícios com faixa elástica

Com a fita sobre as coxas, empurre-a para baixo, contraindo o abdômen, soltando o ar o máximo que conseguir. Retorne à posição inicial, inspirando o ar e com velocidade moderada. 

2: empurrar

exercícios com faixa elástica

Com a fita abaixo dos braços, inicie o movimento até a quase extensão total dos membros, inspirando o ar enquanto empurra os braços para frente. Retorne o movimento expirando o ar e controlando a velocidade da volta. Lembre-se: é essencial manter uma leve contração abdominal para estabilizar a postura. Esse exercício pode ser realizado em pé ou sentado.

3: sentar e levantar 

Sente-se em uma cadeira, passe a faixa embaixo dos pés, segure-a com as mãos e posicione os pés de forma que acompanhem a largura do quadril. Inicie o movimento de levantar, segurando-a com as mãos e mantendo a postura do pescoço neutra. Inspire o ar quando subir, segure a posição por, pelo menos, 1 segundo, e retorne à cadeira, contraindo a região abdominal, até se sentar novamente. 

4: puxar

exercícios com faixa elástica

Sente-se e, com o abdômen contraído e postura ereta, passe a faixa elástica pelos pés, apoiando o calcanhar no chão e mantendo as pontas dos pés elevados. Inicie o movimento puxando simultaneamente as duas pontas da banda elástica, inspirando o ar, e retornando vagarosamente, soltando o ar. É importante tomar cuidado para manter a postura durante toda a execução do movimento.

5: abdução de ombros 

exercícios com faixa elástica

Sente-se com o abdômen contraído, postura ereta e pés paralelos. Mantenha braços elevados e estendidos à frente, em posição natural (um pouco mais que a largura dos ombros). Segurando a faixa elástica sem tensão na posição inicial, inicie o movimento abrindo os braços até as mãos ficarem alinhadas com o tronco. Cuidado para não projetar o pescoço para frente e mantenha a contração do abdômen, sempre atento à execução. Inspire ao abrir os braços e expire, retornando à posição inicial. 

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Saúde bucal previne e controla doenças sistêmicas

Cuidar dos dentes deve ser prioridade em qualquer fase da vida, mas é na terceira idade que essa prática pode enfrentar alguns obstáculos, ao mesmo tempo em que exerce maior influência sobre a saúde geral.
O comprometimento da saúde bucal tem sido relacionado “com o desenvolvimento de incapacidades, menor ingestão de nutrientes e perda de peso”, diz o professor Eduardo Hebling, coordenador do curso de especialização em odontogeriatria da Faculdade de Odontologia de Piracicaba, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Esses fatores são associados com a síndrome da fragilidade (perda de reservas de energia, de capacidade física, de cognição e de saúde), que está diretamente relacionada ao aumento das taxas de mortalidade em idosos, afirma o especialista, que é presidente da Sociedade Latinoamericana de Gerodontologia.

Ele cita ainda a relação direta entre algumas moléstias e a boa conservação da boca. “A promoção de cuidados de saúde bucal aos idosos pode permitir a prevenção e controle de uma série de doenças sistêmicas, como a diabetes, as doenças cardiovasculares, as demências e o risco de pneumonia aspirativa”, enumera.

Segundo Hebling, diabetes, problemas cardiovasculares (como hipertensão e tromboses) e enfermidades pulmonares obstrutivas (como bronquite e enfizema pulmonar) são doenças inflamatórias crônicas, assim como as doenças periodontais (inflamação na gengiva), que afetam os dentes. Assim, todas desencadeiam no organismo processos semelhantes de defesa.

“Esse é um caminho de ‘mão dupla’, onde, quando se controla ou se trata uma doença, temos o controle ou tratamento melhor de outra doença. Hoje é sabido, por exemplo, que pessoas com diabetes e com doença periodontal controlada conseguem um melhor controle da diabetes. O inverso também é verdadeiro: pessoas diabéticas e com doença periodontal não controlada apresentam dificuldade de controle glicêmico da diabetes.”

“A cultura de que a boca não faz parte do corpo está mudando. Tudo começa pela boca: o sorriso, a socialização, a alimentação e a saúde”

O envelhecimento em geral provoca algumas mudanças que também podem influenciar na manutenção das boas condições dos dentes. Uma delas é a redução na produção de saliva, situação que pode ser agravada pela grande ingestão de remédios.

“O idoso usa vários medicamentos, e um dos efeitos colaterais é a boca seca. Ela prejudica a digestão, a fala, a retenção de próteses e aumenta a incidência de cárie e doença periodontal. Além disso, muitos medicamentos possuem açúcares em sua composição, aumentando o risco de cárie”, afirma Denise Tibério, presidente da Câmara Técnica de Odontogeriatria do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo.

Mas, apesar das dificuldades trazidas pelo avançar dos anos, ela ressalta que é possível manter a boca saudável. “O envelhecimento não leva à perda dos dentes. Isso é um mito que devemos quebrar.”

Para ela, a situação encontrada hoje, com muitos idosos desdentados, é “decorrente de uma falta de valorização dos dentes em décadas passadas”. “No futuro teremos idosos parcialmente e totalmente dentados que não querem perder os dentes. Hoje eles são adultos que estão cuidando de idosos e observam como não querem envelhecer.”

Denise aponta uma mudança de comportamento, que acredita que terá resultados no futuro. “A cultura de que a boca não faz parte do corpo está mudando. Tudo começa pela boca: o sorriso, a socialização, a alimentação e a saúde.”

Hebling também cita a mudança na atitude dos idosos como um estímulo para o cuidado com os dentes. “Essas pessoas, que ficavam restritas ao lar, atualmente estão mais participativas na sociedade, interagindo em grupos de terceira idade, em cursos, em bailes, em eventos esportivos. Essa realidade exige que essas pessoas tenham uma boa dentição para poder interagir com outras pessoas.”

Os cuidados com os dentes, segundo os especialistas, são os mesmos de outras faixas etárias: escovação mecânica, fio dental, enxaguante bucal, acessórios como unitufo etc.

O que pode mudar, diz Denise, é o tipo de escova _e o dentista é que poderá avaliar cada caso. “O envelhecimento não é igual para todos e não caminha na mesma velocidade. Assim, não existe uma escova dentária ideal para idosos. O que podemos reforçar é que, por terem uma mucosa frágil e diminuição da saliva, a escova macia é indicada para idosos.”

Hebling cita alguns hábitos saudáveis que devem ser adotados para ajudar a manter a saúde bucal:

. Higienizar a boca após as principais refeições;

. Reduzir o consumo de alimentos que provocam cáries, como doces e massas;

. Tomar no mínimo 8 copos de água por dia;

. Usar antisséptico bucal sem álcool.

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Sopas para o inverno substituem uma refeição; confira 7 receitas

Com os termômetros começando a baixar, surge a dúvida: dá para fazer sopas para o inverno que valem por uma refeição? Chefs e nutricionistas ouvidos pelo portal do Instituto de Longevidade são unânimes em dizer que sim, com uma ressalva: a receita precisa agregar vários grupos alimentares.

Seriam carboidratos (arroz, macarrão, batata ou mandioquinha, por exemplo); proteínas (carne, frango, cogumelos, ervilha, feijão ou lentilha); vitaminas, minerais e fibras presentes principalmente em legumes, verduras e grãos integrais (aveia, quinoa, linhaça) e gordura boa (azeite ou nozes). 

“Quando ela tem todos os nutrientes necessários para o seu corpo e em quantidades balanceadas, pode perfeitamente substituir um almoço ou jantar”, diz a nutricionista Adriana Silva. “Não pode ser somente um caldo ou uma sopa com um grupo isolado”, explica a também especialista Ana Caroline de Oliveira.

Um bom exemplo de sopa para o inverno com valores nutricionais corretos é o creme de abóbora do chef Moisés Chocolate, do restaurante Mãe Terra Culinária Natural. “Temos a abóbora e o coco fresco, que são ricos em fibras; a aveia, um bom carboidrato; as nozes, que têm gordura boa; e o iogurte, fonte de proteína.”


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Já no tradicional caldo verde, a nutricionista Patrícia Berthoni sugere substituir a batata por couve-flor, que, além de “rica em cálcio e magnésio, auxiliando no combate à osteoporose e melhorando as variações de humor que algumas mulheres podem sentir na menopausa”, deixa a preparação menos calórica.

Um dos erros mais comuns, aliás, é colocar muitas fontes de carboidrato na mesma receita – como batata, mandioquinha e macarrão – e ainda comer a sopa acompanhada de pão ou torrada. “Se a pessoa for diabética, a glicemia pode subir muito rapidamente com essas duas combinações”, alerta Adriana.

“Além de menos saciedade”, complementa Ana Caroline, “porque o carboidrato é o grupo alimentar que é mais rapidamente digerido, a consequência é que a carga glicêmica dessa refeição fica elevada, colaborando para a liberação rápida da glicose na corrente sanguínea e desfavorecendo quem quer perder peso”.

Outro deslize é esquecer das proteínas, “um grupo alimentar de muita importância não só para a saciedade, mas também para a saúde de ossos, músculos e cartilagem e que auxilia no antienvelhecimento”, pontua Adriana, citando, além das animais, as vegetais (cogumelos, ervilha, feijão, grão-de-bico, lentilha, quinoa, tofu).

A nutricionista Adriana Pantaleão cita ainda a soja, que, “além de conter uma qualidade proteica bem interessante, possui fitoestrógeno e isoflavona, com estrutura química semelhante ao estrógeno” e que pode ser uma boa aliada da reposição hormonal na fase da menopausa.

Ela sugere associar uma hortaliça brássica – agrião, brócolis, couve-de-bruxelas, couve-flor, couve-manteiga, mostarda, nabo, rabanete, repolho ou rúcula. “Reúnem vitaminas, minerais e fibras que conferem saciedade e apresentam compostos bioativos como glicosinolatos, que previnem o câncer e estimulam a desintoxicação do organismo.”

Na hora de dar mais sabor às sopas para o inverno, Adriana aconselha a buscar os temperos naturais, como alho, cebolinha e salsinha, e usar pouco sal. E sugere tomates, que possuem “vitaminas A, B, E e K, são ricos em fibras, potássio, fósforo, magnésio, cálcio e vitamina C, e são maravilhosos para olhos, ossos e pele”.

A cebola é outra opção. “Além de aumentar a sensação de saciedade, pela grande quantidade de fibras, e melhorar o trânsito intestinal, possui vitaminas A e C, é rica em potássio, ajuda na eliminação do excesso de líquidos e diminui os riscos de hipertensão, gota e cálculos renais”, diz Adriana.

Por fim, para a mensagem de saciedade chegar rápido ao cérebro e inibir a produção da grelina, o hormônio da fome, os especialistas ensinam a deixar os legumes “al dente” ou apenas amassados com garfo e finalizar com amêndoas laminadas, sementes ou granolas salgadas. Bom apetite!

7 opções de sopas para o inverno

1 – SOPA DE FEIJÃO

Por Ana Caroline de Oliveira

sopas para o inverno

Crédito: Irina Rostokina/Shutterstock 

Ingredientes

  • 2 xícaras de feijão azuki
  •  1 cebola picada
  •  2 dentes de alho picados
  •  300 g de pernil suíno desfiado
  •  3 batatas inglesas
  •  Linhaça a gosto para polvilhar

Modo de preparo

Cozinhe o feijão e depois bata-o no liquidificador. Com o caldo pronto, volte ao fogo, tempere a gosto e acrescente o pernil, já assado e desfiado. Dê uma pré-cozida nas batatas e jogue no caldo do feijão, para terminar de cozinhar. Acrescente a linhaça para servir. 

2 – CALDO VERDE

Por Patrícia Berthoni 

sopas para o inverno

Crédito: Inerika/Shutterstock

Ingredientes

  • 1 couve-flor grande
  • 1/2 maço de couve-manteiga
  • 1/2 cebola
  • 2 dentes de alho
  • 200 g de peito de peru defumado em cubos
  • Sal
  • Pimenta
  • 1 colher (sopa) de azeite extravirgem
  • 2 colheres (sopa) de creme de ricota ou creme de leite

Modo de preparo

Cozinhe a couve-flor em pedaços, cobertos em água e temperados com sal e pimenta a gosto e rodelas de cebola. Bata no liquidificador. Pique a couve-manteiga em tiras bem fininhas e refogue-a no azeite extravirgem com os dentes de alho esmagados. Acrescente o creme e o peito de peru defumado ao refogado e acerte a espessura com a água do cozimento da couve-flor, se necessário. Junte duas colheres do creme de ricota ou creme de leite (opcional).

3 – CREME DE BRÓCOLIS

sopas para o inverno

Por Moisés ChocolateCrédito: Divulgação 

Ingredientes

  • 1 cabeça de brócolis
  • 1/2 xícara de aveia
  • 1 dente de alho
  • 1/2 cebola picada
  • Tomilho e alecrim a gosto
  • 1/2 xícara de iogurte natural
  • 1 maçã
  • 1 colher (sopa) de nozes
  • Sal e azeite a gosto

Modo de preparo 

Em uma panela, refogue o alho, a cebola e as ervas finas. Em seguida, coloque os brócolis, o sal e a água e deixe cozinhar por 10 minutos. Após o cozimento, bata tudo no liquidificador até obter um creme. Volte para a panela e acrescente a aveia, mexendo por 2 minutos. Desligue o fogo e reserve. Pegue a maçã e corte em fatias finas. Numa frigideira, coloque um fio de azeite e coloque as fatias de maçã. Após dourar bem, retire e reserve. Agora é só montar o prato em uma cumbuca de sopa: adicione sobre o creme uma colher de iogurte e nozes, e use as maçãs para acompanhar. 

4 – SOPA DE ABÓBORA

 Por Adriana Silva 

sopas para o inverno

Crédito: Divulgação 

Ingredientes

  • 700 g de abóbora cabotiá em pedaços, com a casca e sem sementes
  • 2 litros de água
  • 2 colheres (sopa) azeite
  • 1 cebola picada
  • 3 dentes de alho amassados
  • 2 xícaras (chá) de frango cozido e desfiado
  • 1 copo de requeijão light cremoso (200 g)
  • Sal, pimenta-do-reino e cheiro-verde picado a gosto
  • Azeite para regar

 Modo de preparo

Lave a abóbora em água corrente. Em uma panela grande com água, coloque-a, leve ao fogo médio e cozinhe até amaciar. Retire a abóbora e reserve a água do cozimento. Deixe esfriar e, com uma colher, retire a polpa. No liquidificador, bata a polpa com a água do cozimento. Reserve. Em uma panela grande, aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho por 5 minutos. Coloque o frango e refogue por 3 minutos. Junte a abóbora batida, misture e deixe cozinhar por 5 minutos, após levantar fervura. Adicione o requeijão, tempere com sal, pimenta e cheiro-verde. Regue com azeite.  

5 – SOPA DE LENTILHA 

sopas para o inverno

  Por Adriana Pantaleão  Crédito: Divulgação 

Ingredientes 

  • ½ xícara (chá) de lentilha
  • 2 xícaras de couve-flor
  • 2 cebolas pequenas
  • 2 dentes de alho
  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 8 folhas de manjericão fresco

Modo de preparo 

Cozinhe a lentilha e a couve-flor. Em uma frigideira, refogue a cebola no azeite e adicione o manjericão fresco, a couve-flor e a lentilha. Ajuste o sal e ervas a gosto e coloque o restante do azeite. Opcional: folhas de brócolis refogadas.

6 – SOPA VEGETARIANA

 Por Tatiana Romano, da Panelaterapia

sopas para o inverno

Crédito: Divulgação 

Ingredientes

  • 1 cebola picada
  • 1 cenoura grande sem casca picada
  • 2 talos de salsão picados
  • 1 talo de alho-poró picado
  • 2 batatas picadas
  • 1/2 xícara de ervilhas frescas (versão congelada)
  • 1 buquê de ervas frescas (manjericão, salsinha e cebolinha)
  •  Azeite, sal, pimenta-do-reino e temperos e ervas secas que você quiser, a gosto.

Modo de preparo   

Refogue a cebola picada no azeite. Deixe bastante tempo, até começar a dourar. Junte a cenoura, o salsão e o alho-poró e deixe refogar até começar a “pegar” no fundo da panela. Esse processo é importante para dar sabor ao caldo. Junte as batatas e as ervilhas e misture. Cubra com água fervente até passar uns 2 dedos do nível dos ingredientes refogados. Adicione as ervas (retire na hora de servir), um pouco de sal e pimenta-do-reino. Você pode adicionar os temperos que gostar, curry, páprica, louro, abuse da criatividade. Assim que ferver, deixe uns 4 minutos e adicione o macarrão (que você pode usar o formato que quiser). Cozinhe em fogo médio/baixo até as batatas estarem macias. Na hora de servir, coloque cebolinha picada.

 7 – SOPA DE BETERRABA 

Por Freeletics Nutrition  

sopas para o inverno

Crédito: Divulgação 

Ingredientes

  • 1 colher de sopa de óleo de coco
  • 3 dentes de alho bem picados
  • 1 colher de sopa de gengibre bem picado
  • 3 beterrabas vermelhas grandes, descascadas e cortadas em pedaços de aproximadamente 1 cm de largura
  • 5 xícaras de caldo de legumes
  • 1 lata de leite de coco com baixo teor de gordura
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • Salsinha (opcional)

Modo de preparo

Em uma panela grande, aqueça o óleo de coco em fogo médio. Adicione o alho e o gengibre e cozinhe por aproximadamente 5 minutos, mexendo frequentemente.

Adicione beterrabas e 4 xícaras de caldo de legumes. Deixe ferver e, em seguida, baixe o fogo e cozinhe as beterrabas por cerca de 20 minutos até que estejam macias para furar com o garfo. Bata em um liquidificador para fazer um purê, adicionando caldo de legumes até que a consistência desejada tenha sido alcançada. Misture o leite de coco, sal e pimenta. Enfeite com salsinha, se quiser. Pode ser servida fria ou quente.

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Alimentos light, diet ou zero: qual devo escolher?

Cada vez mais, pessoas em todo o mundo buscam melhorar seus hábitos alimentares, cortando itens na lista de compras e acrescentando alimentos light, diet e zero em seus cardápios. E não fazem isso apenas por um modismo: é preciso cuidar da alimentação, alertam os médicos!

A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada em abril de 2017 pelo Ministério da Saúde, identificou que o excesso de peso no Brasil cresceu 26,3% nos últimos dez anos, passando de 42,6% em 2006 para 53,8% em 2016. Os dados mostram que o problema do excesso de peso, que se caracteriza pelo Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou maior que 25 quilos por metro quadrado (kg/m²), é mais comum entre os homens: passou de 47,5% para 57,7% no período. Já entre as mulheres, o índice passou 38,5% para 50,5%.


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As prateleiras de supermercados estão abarrotadas de novidades voltadas para esse público mais consciente. No entanto, mesmo com toda a informação a que temos acesso nos dias atuais, uma pergunta merece ser feita: você realmente sabe qual é a diferença entre alimentos light, diet e zero?

Características dos alimentos light, diet e zero

Alimentos Diet

Segundo informações disponibilizadas no portal do Ministério da Saúde, produtos diet são aqueles com ausência total de algum ingrediente como, por exemplo, sódio, açúcar, gordura, glúten, colesterol ou tantos outros. São bastante usados por pessoas que sofrem de diabetes e de problemas cardiovasculares.

Mas não significa que os produtos diet têm menos calorias que os demais. Não basta que a inscrição “diet” venha impressa na embalagem. É preciso especificar, no rótulo, qual substância foi retirada ou substituída na fórmula. Por isso, o mais indicado é que o consumidor confira a tabela nutricional dos produtos antes de consumi-los.

alimentos light

Alimentos Light

Produtos light, do inglês “leve”, são aqueles com baixo teor de algum componente. Não possuem ausência total, como os produtos diet, mas uma redução de pelo menos 25% da quantidade do nutriente ou caloria. No caso de alimento sólido, no que se refere às calorias, o valor total da redução deve ser no mínimo de 40 calorias para cada  100 g de alimento. E para alimentos líquidos, esse valor diminui para 20 calorias.

São mais indicados para pessoas que querem perder peso. Mas atenção: existem certos adoçantes Light que podem colocar em risco a saúde de pessoas diabéticas, pois contém açúcares em sua composição.

Alimentos Zero

Já os alimentos classificados como zero são aqueles com calorias reduzidas e ausência de algum nutriente.

Seja diet, light ou zero, esses produtos nem sempre são sinônimos de alimentos saudáveis, pois a ausência de algum ingrediente poderá causar mudanças na textura, na cor e no sabor, sendo necessário aumentar a quantidade de outro ingrediente para compensar, como gorduras e sódio. Por isso, fique atento à lista de ingredientes e à tabela nutricional.

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Veja 16 alimentos que aumentam a imunidade para você incluir no seu cardápio

Ficar doente com frequência, ter calafrios excessivos e se cansar com facilidade. Esses sintomas são um sinal: seu corpo precisa de ajuda. E o auxílio que você pode dar está nas escolhas que faz para montar o prato, incluindo nas refeições alimentos que aumentam a imunidade.

Não é nada difícil, ensina Cristiane Braga, nutróloga da Clínica Due. O primeiro passo é inspirar-se no arco-íris para compor um menu com produtos frescos. “Quanto mais cores, maior a variedade de vitaminas.”

Considere incluir frutas, vegetais verde-escuro, grãos e carnes magras no cardápio. Esses ingredientes estimulam o funcionamento das bactérias intestinais, que contribuem para o bom funcionamento do corpo e elevam a defesa contra doenças, segundo a nutricionista Rachel Francischi.

Pense ainda em evitar longos períodos em jejum. “O ideal é consumir três porções de frutas ao dia; vegetais em abundância; legumes, oleaginosas e leguminosas de uma a três vezes ao dia; peixes e ovos até duas vezes ao dia; e laticínios de duas a três vezes ao dia”, explica a nutricionista Janainna Mazelli.


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Mas antes de traçar planos para incluir alimentos que aumentam a imunidade no cardápio, Cristiane indica realizar exames para verificar se não há doenças ligadas ao sistema imunológico. As principais são diabetes, hipotireoidismo, artrite reumatoide, lúpus e câncer. “Alguns alimentos podem tanto ajudar, quanto agravar essas doenças. Por este motivo, é sempre importante manter os exames em dia e buscar as causas dos sintomas”, aconselha a nutróloga.

Confira, a seguir, 16 alimentos que aumentam a imunidade

Abóbora

Alimento rico em vitamina A, carotenoides e vitaminas A e C. Tem poucas calorias e fortalece o sistema imunológico e a saúde dos olhos.

Alho

Quase não possui calorias, mas é rico em fibras, proteínas, vitaminas B6 e C, cálcio, ferro e fósforo. Seu consumo reforça o sistema imunológico e contribui com a circulação sanguínea.

Beterraba 

A beterraba é um dos alimentos que aumentam a imunidade, pois possui açúcar natural, vitaminas A e C, potássio, fósforo, zinco, ferro e cálcio. Ajuda na digestão e previne a constipação.

Brócolis

Rico em cálcio, ácido fólico e vitaminas A e C. Ajuda a fortalecer os ossos e os olhos e a combater anemia e inflamações.

Cebola

É fonte de ácido fólico, ferro e vitaminas A, C e E. O alimento ajuda a tratar doenças respiratórias, a controlar a glicemia e a fortalecer o sistema de defesa do corpo.

Cenoura

Conhecida como um dos alimentos mais ricos em betacaroteno, motivo pelo qual tem a cor alaranjada. O legume é fonte de fibras, fósforo, potássio e vitaminas A, B2, B3 e C. Combate os radicais livres e o envelhecimento.

Couve

Combina ferro, cálcio, fósforo e vitamina B. É indicada para quem tem anemia ferropriva (de ferro) e alivia a prisão de ventre e as dores causadas pela úlcera gástrica.

Feijão

É rico em ferro, sais minerais, B12 e proteínas. Também possui fibras naturais que contribuem para o bom funcionamento do intestino.

Grão de bico

Tem ácido fólico, proteínas e fibras em abundância. A leguminosa ajuda a fortalecer os ossos, a controlar a glicemia e a ganhar massa muscular.

Lentilha

Conta com vitaminas do complexo B, fibra e ferro. É considerada uma boa substituta da carne para vegetarianos.

Limão

Rico em vitamina C, é um importante antioxidante do corpo. Pode ser consumido como suco ou como tempero na comida. Quando consumido antes das refeições, ajuda na absorção do ferro ingerido.

Maçã

Possui vitaminas C e E e minerais, como fósforo, magnésio, enxofre, potássio e ferro.  Favorece o controle da glicemia, tem poder anti-inflamatório e combate doenças neurodegenerativas.

Ovo

Tem as vitaminas B12 e D, ácido fólico e zinco. Ajuda a melhorar a memória e a cognição e previne o envelhecimento precoce.

Peixe

É rico em ômega 3 e vitamina D. A carne branca previne doenças cardiovasculares e a perda de memória e tem propriedades anti-inflamatórias.

Semente de linhaça

É a mais rica fonte de ômega 3 que existente na natureza. Por isso, ajuda a prevenir inflamações, reduzir o colesterol e o risco doenças cardiovasculares, além de amenizar os sintomas da TPM e da menopausa.

Tomate

Tem vitaminas A, B e C e substâncias antioxidantes que retardam o envelhecimento e protegem o corpo de alguns tipos de doenças imunológicas.

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Como ganhar mais dinheiro e alcançar a longevidade financeira

Aprender como ganhar mais dinheiro não é uma missão apenas para aqueles que chegam ao final do mês com mais contas do que recursos para garantir o pagamento.

Mesmo quem vive longe do vermelho pode evoluir em sua educação financeira.

E a razão para isso está no futuro: o que você planejar e começar a executar hoje mesmo terá reflexos daqui a alguns anos.

Não por acaso, ganhar mais é uma etapa tão importante para uma aposentadoria tranquila quanto gastar menos, poupar certo e investir bem.

Essas ações dão sustentação ao projeto de longevidade financeira. São como quatro pernas de um banquinho que só atende ao seu propósito quando há um esforço equilibrado em todas as bases.

Neste artigo, vamos tratar do ponto de partida e elencar alternativas para você aumentar seus rendimentos.

Boa leitura!

Como ganhar mais dinheiro?

Para a grande maioria das pessoas, ter mais dinheiro é um passo importante para o alcance de metas.

Seja quitar dívidas, comprar um carro ou garantir a casa própria, por exemplo, sonhos dependem de uma conta bancária mais recheada.

Se você se pergunta como ganhar mais dinheiro do que recebe atualmente, a resposta pode ser mais simples do que parece.

Existem inúmeras maneiras de ter uma renda extra no final do mês, como revenda de produtos, venda de itens usados, prestação de serviços, investimentos e tantas outras, sobre as quais vamos falar na sequência.

Todas elas – e cada uma a sua maneira – podem, sim, render um dinheirinho a mais.

No entanto, nenhuma será suficiente para aumentar seus ganhos se, em contrapartida, seus gastos continuarem a crescer.

Por isso, mudanças de hábitos e comportamentos são fundamentais para que você consiga, de fato, ganhar mais dinheiro.

Se você acha que não tem tempo para desenvolver uma nova atividade, um caminho de sucesso trilhado por grandes personalidades – e também por pessoas comuns – pode te dar uma pista.

Richard Branson, fundador do grupo Virgin, é adepto do “Clube 5 AM”. Indivíduos como ele, Tim Cook (Apple) e Robert Iger (Disney) acordam às 5 horas da manhã para serem mais produtivos e, assim, ganharem mais dinheiro.

Veja o que diz o empresário da Virgin:

“Nós não acordamos às 5 da manhã porque temos muito trabalho para fazer, ou porque queremos falar para pessoas quão trabalhadores nós somos. Isso é sobre fazer tudo dando o seu máximo para o seu negócio ser bem-sucedido; e se isso significa que você tem que acordar num horário incomum para a maioria, então, é provável que você comece a gostar do nascer do sol”.

Eu sou um praticante do 5 AM e os resultados que tenho experimentado são muito bons. O princípio é muito simples, mas reconheço que manter a prática não é fácil. Mas quando você consegue incorporar o hábito, as coisas melhoram muito. Ou seja: se eu consigo, você pode conseguir também!

Por que ganhar mais dinheiro?

Para ganhar mais dinheiro, a renda extra é um ponto de partida, mas é preciso lidar com ele de maneira saudável, abandonando maus hábitos.

Uma das formas mais eficazes para aumentar seus ganhos é entender o motivo de ganhar mais.

Ter mais dinheiro é bom? Sim. Mas, por quê?

Se você não consegue responder com firmeza a essa pergunta, precisa parar um pouquinho e refletir melhor sobre a questão.

Ao longo dessa jornada em busca de longevidade financeira, você precisa montar um planejamento. Todo plano precisa de um ponto de partida e um de chegada, certo?

Para quem não sabe para onde está indo, todo lugar é caminho – já diz a frase que caiu no entendimento popular.

Mas como você está em busca de um destino de prosperidade, precisa saber exatamente onde ele fica.

É uma aposentadoria mais confortável? Uma vida financeira sem sustos? Uma poupança para a compra daquela casa de praia? É você quem definirá qual o objetivo de ter uma conta bancária recheada.

Assim, o primeiro passo para ganhar mais dinheiro é saber o motivo de tê-lo. Pense cuidadosamente sobre esse ponto para dar sequência em sua longevidade financeira.

O que é longevidade financeira?

Mas, afinal, o que é essa tal longevidade financeira que já apareceu diversas vezes ao longo deste artigo?

Quando vemos o termo longevidade, logo pensamos em algo extenso, duradouro e que permaneça por longo tempo.

Todo esse percurso, no entanto, não se faz de maneira errática ou descontrolada. Para que a linha de chegada seja alcançada, todo o caminho deve ser feito de maneira acertada.

Tratando-se de vida financeira, a longevidade também nos traz a ideia de que não basta ser bom só em um determinado momento. Toda a caminhada deve ser positiva e sustentável.

Logo, alcançar a longevidade financeira não é a mesma coisa que alcançar independência financeira. Longevidade financeira se constrói desde cedo muito antes de se chegar a uma completa independência financeira.

Contudo, para ter longevidade financeira a longo prazo, em algum momento da vida você precisa se tornar independente financeiramente, pois não é prudente contar com a renda do trabalho em idades muito avançadas.

Então, podemos dizer que a longevidade financeira diz respeito a encontrar um patamar de vida satisfatório e mantê-lo por todas as fases da vida.

É, assim, uma forma de ter um relacionamento saudável com o dinheiro por muito mais tempo.

Parece bom, não é verdade?

Mas se você precisa mesmo de novas fontes de renda para alcançar essa longevidade financeira, veja a seguir como pode começar a ganhar um dinheiro extra.

7 ideias de renda extra para ganhar mais dinheiro

Em 2018, quase 65% da população brasileira precisou recorrer a algum tipo de trabalho informal, no primeiro semestre, para fechar as contas no azul, segundo pesquisa publicada no Estadão.

Já o IBGE afirma que, entre 2017 e 2019, houve aumento de praticamente 1 milhão de pessoas no montante daqueles que têm mais de uma ocupação.

Assim, se você faz parte do grupo de indivíduos que precisam complementar a renda, veja a seguir opções para aumentar sua conta bancária.

Há possibilidades de ganhar mais com atividades pontuais, de retorno no curto prazo, até outras com potencial para se tornarem a sua ocupação principal.

Inclusive, seu próximo trabalho pode começar com um hobby, por que não?

1. Revenda produtos

Essa é uma prática muito comum, no Brasil.

Quando as contas apertam ou só se quer fazer uma renda extra, muitos brasileiros passam a revender produtos.

O que é natural, pois o investimento costuma ser baixo e os ganhos são proporcionais ao esforço de venda. Ou seja, quanto mais você trabalhar para vender, maior a sua comissão pode ficar.

Não tem dinheiro sobrando para comprar os itens? Algumas empresas oferecem a possibilidade de levar os produtos em consignação. Isso significa que é possível pagar apenas depois de vender – e só por aquilo que vender.

Na consignação, após um período previamente combinado, você retorna à empresa as peças que não foram vendidas.

Com isso, não há investimento em estoque e, assim, seu risco é menor. Em contrapartida, o retorno também não é muito alto.

Outras empresas, no entanto, solicitam que você compre os itens para revendê-los. Nesse caso, há um investimento em estoque e o risco é maior, assim como o potencial de ganhos.

Não existe certo ou errado, melhor ou pior.

Veja qual das duas modalidades melhor se encaixa para você e aposte no trabalho.

Em revenda, é comum serem vendidos itens de uso pessoal, como cosméticos, maquiagens, roupas, acessórios e calçados.

São produtos de saída fácil e que você pode oferecer a familiares, amigos e colegas de trabalho.

Uma boa ideia é apostar na divulgação via redes sociais e WhatsApp.

2. Venda itens usados

Em tempos de economia solidária, é cada vez mais comum as pessoas venderem seus itens usados.

Para quem compra, também é vantajoso – mais barato do que um produto novo, por exemplo.

Você pode desapegar e se desfazer de roupas, calçados, móveis, eletrodomésticos e outras peças que não usa mais.

Além de desocupar armários e ganhar mais espaço em sua casa, ainda consegue fazer dinheiro com itens que estão parados, sem uso.

Dê uma olhada no guarda-roupas, em sapateiras, armários, despensas e aquele cômodo onde ficam todas as coisas guardadas.

Muito provavelmente, existem peças em bom estado de conservação que não se encaixam mais em sua rotina, mas que podem ser úteis para outras pessoas.

Só tenha atenção ao preço de venda.

Mesmo que muito bem conservadas, elas perdem valor por serem usadas. Assim, até em estado de seminovo, os valores devem ser inferiores aos de uma loja, por exemplo.

Ainda que considere como uma venda barata, pense que esse item estaria “parado”, sem render dinheiro algum a você. Portanto, a venda é, sim, um ganho.

3. Faça e venda

Se você sempre recebe elogios ao cozinhar ou se os seus trabalhos artesanais são admirados, pode estar aí uma oportunidade de aprender como ganhar mais dinheiro.

O preparo e venda de alimentos como doces, bolos, salgados e lanches rápidos pode render uma grana extra interessante para seu orçamento.

Também trabalhos manuais, como crochê, tricô, bordados e confecção de roupas ou itens de cama, mesa e banho podem ter boas vendas.

Além deles, objetos de decoração, presentes e utilidades diversas podem significar mais renda.

Se você tem habilidades manuais para cozinha, costura, artesanatos e outros, pode aproveitar esses dons para rechear a conta bancária.

Por que não?

Mas fique ligado: lembre-se sempre de vender os produtos por valores que cubram seus custos com materiais e, também, sua mão de obra e lucro esperado. Só assim será possível ganhar mais dinheiro com a venda.

Além de vender para familiares e amigos, explore sua rede de contatos oferecendo os produtos a conhecidos, vizinhos e, até mesmo, montando roteiros de vendas.

Defina um local onde há pessoas que poderiam comprar seus lanches ou artesanatos. Em seguida, elabore uma estratégia de venda, como melhor abordagem, horários e dias, por exemplo.

Depois disso, com bastante confiança e boa vontade, vá até os possíveis clientes e ofereça a eles o melhor do seu trabalho.

Dessa forma, suas habilidades manuais, associadas ao esforço de vendas, poderão significar mais dinheiro para você.

4. Preste serviços remunerados

A frase que diz que tempo é dinheiro nunca esteve tão atual.

Com rotinas cada vez mais atarefadas, as pessoas estão sempre ocupadas.

Portanto, qualquer serviço que venha a proporcionar mais alguns minutinhos livres é sempre muito bem-vindo.

Assim, a popularização de ocupações como motoristas, entregadores, faxineiros, assistentes virtuais, manicures e outros é cada vez maior.

Existem, para isso, vários portais que reúnem pessoas que oferecem seus trabalhos e aqueles que estão interessados em contratar.

Confira uma lista com as principais empresas onde você pode fazer uma graninha, prestando serviços:

Uber: serviços de motorista

99: serviços de motorista

Lady Driver: serviços de motorista exclusivo para mulheres

iFood: entregador de alimentos

Rappi: delivery de tudo

Parafuzo: serviços de faxina e limpeza

Workana: assistente virtual, redator, tradutor e outros

Singu: serviços de beleza em casa

Existem diversas outras plataformas e sites que conectam quem quer o serviço com quem precisa de uma grana extra.

Pesquise e analise cuidadosamente cada uma das propostas e veja aquela que melhor agrada a você.

5. Crie produtos digitais

É provável que você tenha ouvido falar em infoprodutos, ou produtos digitais. Talvez até já tenha consumido algum.

São materiais de existência apenas virtual, como aqueles que ofertam conteúdo pela internet.

Esse é o caso de cursos online, e-books, webinários, audiobooks, podcasts e e-magazines.

Seja em texto, áudio ou vídeo, você pode transmitir sua autoridade em determinado assunto e, dessa forma, conquistar uma fonte de renda passiva.

Depois de criar seu produto digital, é possível distribuir e vender em plataformas especializadas, como HotmartEduzzMonetizze e Udemy.

6. Revenda produtos digitais

Gosta do mercado de infoprodutos, mas não se sente pronto para criar algo novo? Uma excelente sacada para ganhar mais dinheiro é aderir a um programa de afiliados.

Funciona assim: você se cadastra em uma plataforma de produtos digitais, escolhe aqueles que deseja vender, recebe um link exclusivo para isso e passa a trabalhar na divulgação.

Você pode fazer isso em redes sociais, em um blog próprio, via WhatsApp ou por qualquer canal que chegue ao público interessado.

Sempre que uma venda é concretizada, você recebe uma comissão por isso.

Ainda que o percentual não seja alto, vale lembrar que o alcance da internet é imensurável. Uma única publicação sua pode atingir milhares e até milhões de pessoas.

A dica, então, é ser criativo e persuasivo para conquistar vendas que gerem uma renda considerável.

E onde tem programa de afiliados? Além das plataformas que já citamos para a venda de infoprodutos, você pode ser parceiro da AmazonUolHostingerSendinblueLomadeeJivoChat, entre outras.

7. Desenvolva sites, blogs e apps

Marcas e empresas devem estar na internet, pois um mundo de oportunidades se abre a partir do tráfego online.

Para isso, elas precisam de sites e blogs tanto para o seu desenvolvimento, quanto para manutenção.

Ou seja, essa é uma oportunidade de ganhar mais dinheiro de forma recorrente.

Se você tem habilidade na área de programação web, precisa conhecer plataformas como Toptal e Upwork.

São uma espécie de marketplaces de mão de obra, que reúnem alguns dos melhores profissionais – não por acaso, é onde as empresas buscam talentos parceiros.

Também vale apostar no desenvolvimento de aplicativos, um mercado que deve movimentar R$ 63 trilhões até 2021.

As próximas etapas: como gastar, poupar e investir

Você já está ciente de que precisa ganhar mais dinheiro. Agora, também sabe o real motivo que o leva a querer incrementar a renda.

Descobriu, ainda, a importância de se buscar a longevidade financeira, mantendo um ótimo patamar em suas contas.

Para isso, viu sete maneiras de garantir uma renda extra que podem se transformar em fontes de longo prazo, sustentáveis.

Mas será que essa grana extra é realmente suficiente para manter sua vida financeira estável?

Como o próprio termo diz, é uma renda extra, algo a mais, que surge em acréscimo aos seus rendimentos médios mensais.

Assim, se o seu salário e todas as fontes de receita não estão cobrindo os seus gastos, há algo de errado nesta conta.

Das duas, uma: ou você ganha pouco ou gasta muito.

Se ganha pouco, a receita extra pode ser um alívio, é verdade. Então, se ela tende a ser temporária, pense em estratégias para torná-la definitiva, até mesmo mudando sua ocupação principal.

Além disso, gastar mais do que se deveria é a grande causa de orçamentos apertados e dívidas nas famílias.

É também um erro que atrasa a realização de sonhos.

Assim, depois de aprender como ganhar mais dinheiro, outras três etapas são fundamentais para alcançar a longevidade financeira:

Saber gastar

Saber poupar

Saber investir.

Não adianta fazer diversos “bicos”, ou ter uma fonte estável de renda extra, se suas contas são altas demais. Nem a renda extra será suficiente, se você não souber quanto gasta, com o quê e como seu dinheiro é usado.

Saber o motivo de ganhar mais também não será suficiente se você não tiver a meta de poupar disciplinadamente. Assim, para realizar metas e sonhos, é preciso entender como fazer uma adequada poupança.

Por fim, você pode fazer seu dinheiro trabalhar por você, sem precisar se desdobrar em diversos trabalhos extras. Desse modo, investir certo é outra forma mais acertada de alcançar a longevidade financeira.

Conclusão

Este artigo abordou a importância de aprender como ganhar mais dinheiro e trouxe dicas para isso.

Como vimos, o reforço no orçamento é uma das quatro etapas fundamentais para a sua longevidade financeira.

Comece a pensar no futuro agora mesmo.

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Mistérios da libido são abordados em livro revelador sobre sexo na maturidade

Tania Celidonio, 66 anos, faz parte de uma geração que vivenciou incontáveis transformações nas relações interpessoais. Dentre os muitos desafios da época, ela engrossou a luta dos jovens para romperem comportamentos sociais, afetivos e, é claro, sexuais, além de muitos tabus e tradições familiares – tudo em plena ditadura militar.

De lá para cá, obviamente, tudo mudou. Mas quanto? Como a libido das moças e dos rapazes que viveram o auge da liberação sexual influenciou a vida adulta dessa turma, com cinco décadas de experiências a mais? As vivências passadas afetaram, positiva ou negativamente, o entendimento e a prática do sexo na maturidade?

Dúvidas como essas são exploradas no livro “Mistérios da libido na velhice”, lançado pela jornalista no ano passado (disponível apenas em versão digital, à venda na Amazon por R$ 12; assinantes do Kindle Unlimited podem baixá-lo gratuitamente). Trata-se de uma coletânea com as respostas que 250 homens e mulheres deram a 13 perguntas lançadas pela escritora. Todos os entrevistados têm mais de 55 anos.

sexo na maturidade

Capa do livro que aborda o sexo na maturidade; Crédito: Beto Borges

A intenção inicial era levantar um “material humano” que rendesse crônicas, contos e até um romance.  Mas os testemunhos se revelaram tão especiais – ora espontâneos, criativos, contundentes, ora pessimistas, angustiados, ressentidos –, que ela decidiu organizá-los e trazê-los à tona, jogando luz sobre um tema que não é tão abordado abertamente como deveria.

“Há lindos depoimentos. Tão tocantes que estou escrevendo um texto para o teatro com o material que recebi. Ainda não sei como vai ficar, mas acho que as experiências que recebi nesses relatos são muito ricas para ficarem limitadas à pesquisa que fiz”, opina.

Neste bate-papo com o portal do Instituto de Longevidade, ela conta um pouco sobre seu trabalho. Confira:

Já na introdução do livro, você pontua sobre o uso proposital da palavra “velhice”. Acredita que as pessoas evitam o termo ou têm alguma dificuldade em assumir essa fase da vida?

Assumir o envelhecimento, com os prós e contras, é muito difícil, principalmente para as mulheres, que desde sempre viveram sob pressão para tentar manter, a qualquer preço, a aparência jovem, esbelta e sexy. Assumir que estamos ficando velhos ou que somos velhos é admitir que atingimos a última etapa de nossa existência. Não gosto de usar terceira idade, nem melhor idade. Acho que quem tem 66 anos, como eu, sabe que não está na melhor idade. Já a palavra idoso é mais formal e, na minha opinião, apenas um jeitinho de não ter que pronunciar as palavras velho ou velha. Fomos crianças, adolescentes, adultos e agora somos velhos. É isso!”

“Ficar velho não é estar ‘desplugado’ do mundo das sensações”

Em sua opinião, falta falar mais do sexo na maturidade? Em um trecho você cita que o livro é uma “tentativa de tirar a velhice da invisibilidade e das sombras para discutir o sexo praticado e vivido por quem já entrou ou está quase lá, no inverno da vida”.

A epígrafe do livro é da Simone de Beauvoir e está no livro “A Velhice”, publicado em 1970. E até hoje, quase 50 anos depois, o que ela coloca ainda é superatual: Se os velhos manifestam os mesmos desejos, os mesmos sentimentos, as mesmas reivindicações que os jovens, eles escandalizam; neles, o amor, o ciúme parecem odiosos ou ridículos, a sexualidade repugnante, a violência irrisória. Devem dar o exemplo de todas as virtudes. Antes de tudo, exige-se deles a serenidade; afirma-se que possuem essa serenidade, o que autoriza o desinteresse por sua infelicidade. É como se nosso lugar no mundo fosse o da invisibilidade a partir de uma suposta serenidade. Mas não é nada assim. O amor, o tesão, a paixão, a angústia e o ciúme continuam a existir e podem incomodar e desestabilizar. É claro que pode haver mais serenidade, mas ficar velho não é estar ‘desplugado’ do mundo das sensações.

A maioria dos entrevistados tem uma visão positiva ou negativa sobre o sexo na velhice?

Acho que houve um equilíbrio interessante nas respostas – tanto dos homens como das mulheres: depoimentos muito negativos e outros muito positivos sobre o sexo na velhice. O interessante é que, mesmo quando falam sobre as dificuldades de manter uma ereção, no caso dos homens, e do ressecamento vaginal, no caso das mulheres, ambos descrevem descobertas de prazer em outras zonas erógenas do corpo. Menos prazer genital e mais brincadeiras com o corpo. Entre os que não fazem mais sexo, por falta de opção ou por falta de vontade (libido), há muitos exemplos”.

“Há os [homens] que pararam de fazer sexo porque se sentem invisíveis”

Pode citar alguns?

Uma mulher de 72 anos conta que transou com quem quis desde muito jovem, mas que há dez anos parou de sentir vontade de fazer sexo e hoje curtiria mesmo é ser amiga de mais homens. Há mulheres de 70 anos que estão casadas e fazem sexo com seus maridos. Com menos frequência, mas com muito prazer, segundo elas.

Entre os homens, há os que pararam de fazer sexo porque se sentem invisíveis. Sempre preferiram mulheres mais jovens, mas dizem que agora só atraem as mais velhas e essa possibilidade, pra eles, está fora de questão.

Também há muitas mulheres solteiras que adorariam ter um parceiro casual, mas não conseguem. Uma outra, no entanto, citou os sites de relacionamento tipo Tinder e disse que lá é possível arrumar parceiros para fazer sexo sem nenhuma dificuldade”.

O que mais te surpreendeu dentre as respostas obtidas, ou seja, algo que realmente não esperava?

Poucos homens manifestaram interesse em pagar por sexo a essa altura da vida, e várias mulheres comentam sobre o medo de procurar homens mais jovens. Medo do preconceito, medo de ser explorada.

Também me chamou a atenção o fato de muitas mulheres declararem que preferem se masturbar, ter prazer sozinhas. Uma das mulheres que respondeu a pesquisa escreveu simplesmente que “não existe liberação sexual para as mulheres pobres”. Acho que por essa eu não esperava. Talvez na vida real eu entenda que pode ser exatamente assim por conta do machismo, mas não pensei que fosse receber um depoimento tão direto, tão “na lata”.

A partir das respostas dadas à segunda das 13 perguntas – “A liberação sexual dos anos 1960, 1970 e 1980 provocou muitas transformações pessoais e nos relacionamentos. Você viveu isso?” –, é possível afirmar que a vida sexual dos entrevistados foi realmente afetada por esse movimento na sociedade? 

Muitas respostas mostram que sim, muitos entrevistados viveram a liberação sexual dos anos 60 e 70. Para  muitos, esse período foi positivo porque abriu horizontes de relacionamentos afetivos e sexuais: não ter que ser virgem para casar, namorar várias pessoas (algumas vezes ao mesmo tempo), discutir a posse e o ciúme excessivos, ir para a cama com alguém sem culpa e respeitar os parceiros e suas opções sem os preconceitos com os quais foram educadas.

sexo na maturidade

Tania Celidonio, 66 anos, autora do livro “Mistérios da libido na velhice”; crédito: Divulgação

Creio que o impacto dessa liberação foi significativo para essas pessoas ao longo da vida porque ficaram menos presas às convenções e menos preocupadas em estabelecer ou “vender” ilusões de estabilidade conjugal e afetiva. Já para muitos outros entrevistados esse período passou em branco.

Quer dizer que tem gente que não teve contato com essa revolução sexual? 

Mulheres criadas e educadas no interior do país, longe das capitais, foram ter contato com a pílula anticoncepcional no final da adolescência ou início da vida adulta. Não tinham liberdade para ir e vir. Entre os homens, a sensação de que não poderiam transar com suas namoradas para que elas não ficassem com má fama por não serem mais virgens.

Uma mulher conta que planejou tudo para ir para a cama com o namorado no dia do aniversário dela, mas o plano não deu certo. Quando o rapaz descobriu que ela era virgem ficou muito bravo, deixou ela sozinha no motel e terminou o namoro.

“A experiência em perceber os desejos nossos e do outro é o que de bom a idade nos dá”

As questões “Existe um jeito especial de estimular o desejo sexual na velhice?” e “Você usa algum ‘aditivo’ antes ou durante suas relações sexuais?” revelaram, por acaso, se os mais velhos sentem vontade ou necessidade de estímulos para o sexo?

Uma mulher de 77 anos respondeu que “quando se faz sexo, se esquece da idade. A experiência em perceber os desejos nossos e do outro é o que de bom a idade nos dá”. Muitas respostas mostram isso mesmo, apesar do tempo maior para entrar “no clima”.

 As pessoas que fazem sexo na velhice contam que paciência, carinho fora da cama e alguns estímulos especiais podem ajudar muito. Entre os aditivos, muitas mulheres citam o lubrificante gel (tipo KY) como fundamental nas relações sexuais.

sexo na maturidade

Há quem faça reposição hormonal, mas menos do que imaginei. E há também as que usam vibradores e outros brinquedinhos sexuais, além de álcool, algumas ervas medicinais e maconha.

Entre os homens, estimulantes tipo Viagra e Cialis são os mais usados. Mas, como as mulheres, muitos também preferem bebidas alcoólicas e maconha. Talvez por conta da própria realidade sexual – dificuldade para manter a ereção nos homens e ressecamento vaginal nas mulheres – tanto homens como mulheres, sejam heterossexuais ou homossexuais, falam sobre a importância de diluir a experiência do sexo genital, explorando outras fontes de prazer no corpo.

A pergunta final – “Como é sua vida sexual? Você transa com frequência? Sente falta ou vontade de transar mais?” – te levou a alguma conclusão sobre a vida sexual dos entrevistados?

Nesse tipo de pesquisa é difícil classificar, porque há um leque de respostas. Quando as pessoas estão vivendo juntas há muitas respostas que mostram que o sexo ainda existe entre o casal, mesmo que com menos frequência. Há, também, os que vivem juntos, mas não fazem mais sexo. Isso pode ser angustiante para alguns, mas também tranquilo para outros entrevistados.

E, entre os que vivem sozinhos, sejam homens ou mulheres, chama a atenção o fato de que, se pudessem, gostariam de transar com outras pessoas, mas é difícil conseguir alguém disponível. Por conta disso, creio que a masturbação é bastante lembrada e praticada por homens e mulheres. E há também quem não pensa mais no assunto e garante que não sofre com a ausência total de sexo a dois.

Podemos dizer que o sexo na maturidade está mais presente do que a sociedade imagina?

Acho que a vontade de fazer sexo, o pensamento sexual, a masturbação, a fantasia sexual e a prática do sexo estão, sim, mais presentes do que a sociedade imagina. Mas falar sobre essas experiências de forma mais aberta ou até publicamente ainda é tabu. Muito mais do que falar sobre sexo na juventude.

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Quando nunca é tarde demais para encarar uma mudança de país

Num mundo que se mostra cada vez mais fácil de ser visitado, é cada dia mais comum dizermos tchau para conhecidos que embarcam rumo a outros continentes. Enquanto a maioria vai de férias, já prevendo retorno, outros tantos seguem carregados de malas e mais malas, sem passagem de volta, experimentando uma mudança de país.

“Ah! É coisa de gente jovem, que aproveita as facilidades modernas e encara o desafio de morar longe do Brasil”, dirão os conservadores. É verdade que a turma de menos idade aproveita mais as oportunidades que surgem, mas há muitas pessoas com algumas décadas de vida que não têm medo de recomeçar longe da terra natal.

Mudança de país rumo a uma vida mais contemplativa

Mudança de país

Márcia Ribeiro Rocha, 57 anos, por exemplo, há 4 meses deixou a capital paulista – “com a cara e a coragem”, como diz – para morar em Lisboa, a capital portuguesa. Publicitária e fotógrafa, foi sozinha. A vontade de trocar de domicílio, ou melhor, de país, surgiu há três anos, quando visitou a filha, uma cidadã do mundo, que residia, à época, em Sintra.

“Conheci um templo budista e me apaixonei por aquela tradição. Fiquei como voluntária e, voltando ao Brasil, continuei os estudos. Já havia morado em Londres, em 2012, e fiquei com aquela ressaca de coisa linda na cabeça, o que voltei a sentir 4 anos depois, em Lisboa. Decidi vir para aprofundar meus estudos no Dharma e ter uma vida mais contemplativa, que não conseguia no Brasil, pela loucura que é viver em São Paulo”, diz.

A decisão de enfrentar a mudança de país não veio de uma hora para outra. Márcia confessa que “virou a mesa” aos 50 anos, quando vendeu o estúdio de fotos que mantinha em Santos (litoral de São Paulo), alugou o apartamento e foi para Londres por dois meses. Logo depois, mudou-se para São Paulo, onde compartilhou casas com outras pessoas.

“Você joga para o universo, ele recebe o seu desejo e tudo vai caminhando para desembocar lá no corredor do aeroporto.”

“O processo precisa começar dentro da gente. Depois, o resto vem como consequência. As causas e as condições vão se reunindo. Você joga para o universo, ele recebe o seu desejo e tudo vai caminhando para desembocar lá no corredor do aeroporto. Foi assim que ocorreu comigo. Nunca tive pressa, pois sabia que a hora certa iria chegar e eu iria saber”, comenta.

Estar mais perto das filhas e se aprofundar na religião oriental deram à Márcia a força que precisava para a transição: “Não poderia ter vindo antes, pois não tinha noção da palavra desapego, o que aprendi com o budismo. Precisamos desapegar de coisas, pessoas, sentimentos e crenças, o que não é nada fácil pra quem vive no cotidiano pré-estabelecido, em uma sociedade de consumo como a nossa. No momento, minha vida se resume a duas malas e estou feliz assim!”

Oportunidade de trabalho com a mudança de país

Mudança de país

Outra paulista que também deixou o país recentemente foi a jardineira Regina Guidi Gonçalves, 59 anos. Há pouco mais de 6 meses, ela e o marido Wagner moram em Marietta, pequena cidade no estado da Geórgia, Estados Unidos. Mudaram-se para lá diante de uma boa oportunidade de trabalho.

Fazer uma transformação dessas quase aos 60 anos é muito louco, mas está sendo renovador. Me sinto rejuvenescida, aberta para o que vier.

Dois irmãos dela já residem há muito tempo em solo americano. Ano passado, o casal foi visitá-los. O marido se encantou de cara. Ela, ainda indecisa, pediu que ele esperasse um ano para se preparar, até que a mudança acontecesse. “Mas as oportunidades de trabalho estavam ficando cada vez mais escassas no Brasil. Seis meses depois, meu irmão abriu um negócio e queria o Wagner junto. Ele chegou antes e eu vim quatro meses depois”, conta.

Mudança de país

A mudança não foi fácil, sobretudo sob o ponto de vista psicológico. “Foi complicado, passei por todas as fases, mas tive uma preparação boa e foi um processo bom de renovação”, avalia Regina. A língua ainda é um grande desafio e fator limitante, sobretudo para ela exercer sua profissão, já que fala pouco o inglês – o que já está tentando resolver, com aulas. “Quando aprender a língua é que vou poder entrar na cultura do povo e me adaptar melhor”, acredita.


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Em contrapartida, tem achado incrível viver em um lugar com natureza tão abundante e exuberante e com a infraestrutura que os Estados Unidos têm. “A adaptação do espaço físico está tranquila”, afirma. Não só isso, Regina sente que a mudança está valendo muito. “Me sinto renovada. Fazer uma transformação dessas quase aos 60 anos é muito louco, mas está sendo renovador. Me sinto rejuvenescida, aberta para o que vier”, afirma.

Mudança de país para ficar perto dos netos

Mudança de país

Com filhos espalhados pela Europa, a enfermeira Eliane Torres de Ávila, 59 anos, e o médico Manoel Alonso de Ávila, 61 anos, seu marido, planejavam sair do país há algum tempo.

Quando a filha, mãe de seus netinhos, escolheu a Itália para morar, levando os “bambinos” para longe, eles não tiveram dúvidas: decidiram também estabelecer residência no país europeu, lugar que nunca haviam estado anteriormente.

Organizaram tudo e embarcaram rapidinho. “Sempre estivemos prontos para mudanças. Como já tínhamos planos, um mês foi suficiente para fazermos as malas e decidirmos o que iria e o que ficaria no Brasil”, comenta Eliane. A mudança para Caselle Lurani, uma pequena cidade pertinho de Milão, ocorreu em julho passado.

“Pensamos que os primeiros anos com os netos definiriam as memórias deles. Sabemos que crescem rápido e logo não haveria tempo para nós na vidinha deles. Isso nos deu força para a decisão”, revela a enfermeira.

“Estou descobrindo possibilidades que não existiam antes. Tudo tem um tempo certo, mas poderíamos ter feito isso antes”

A adaptação está sendo muito boa. Surgiram alguns entraves, é verdade, como alugar um apartamento – por conta da burocracia, das leis de inquilinato, da não fluência do idioma e do fato de serem estrangeiros, mesmo com cidadania italiana –, desafio que demorou três meses.

“Mas o povo é simpático, a comida é igual à do Brasil, só que mais barata, o idioma é muito próximo. E como é um país de pessoas mais velhas, na nossa idade estamos aptos para trabalhar. Há muito respeito!”, diz Eliane. Ambos atuam em áreas diferentes da formação acadêmica, pois ainda não definiram se vão encarar os custos elevados e a burocracia para transferir os diplomas.

“Está sendo uma experiência bem positiva. Estou descobrindo possibilidades que não existiam antes. Tudo tem um tempo certo, mas poderíamos ter feito isso antes”, avalia.

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Violência contra o idoso começa em casa

Todos os dias, pessoas com mais de 60 anos sofrem algum tipo de violência por sua idade, seja ela física, psicológica, patrimonial ou mesmo negligência. Em 2018, o Disque 100, serviço do governo federal, recebeu 37.454 denúncias de violência contra o idoso, crescimento de 13% em relação ao ano anterior.

O balanço divulgado pelo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos mostra que, no mesmo ano, 52,9% dos casos de violação dos direitos dos idosos foram cometidos pelos filhos, seguidos dos netos, com 7,8% dos casos. A casa da vítima aparece como o local de maior evidência de violação em 85,6% das ocorrências. Outro dado relevante é que 62,6% dos casos de violência são contra mulheres. Contra homens, o percentual é de 32% dos casos.


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Os tipos de violência contra o idoso mais frequentes são as negligências (38%), violência psicológica (xingamentos, humilhação e hostilização) com 26,5% dos casos e abuso financeiro e econômico com 19,9% das situações. A quarta maior recorrência se refere à violência física (12,6%). É importante lembrar que geralmente as denúncias são agrupadas com mais de um tipo de violação, isto é, uma mesma vítima pode sofrer várias dessas agressões.

Em relação à faixa etária, os dois perfis que predominam são de pessoas com idade entre 76 e 80 anos (18,3%) e entre 66 e 70 anos (16,2%). O relatório também informa que, em 41,5% dos casos, a vítima se declara como branca; em 26,6% como parda; em 9,9% como preta; e em 0,7% como amarela.

Para especialistas, no entanto, há subnotificação dos casos. “Os números que chegam ao Disque Denúncia são apenas a ponta do iceberg que esconde a violência contra a pessoa idosa no nosso país”, afirma a gerontóloga Marília Viana Berzins, presidente do OLHE – Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento.

“Quando há uma íntima relação de proximidade entre a vítima e o agressor, é difícil romper a cadeia de violência”

“Os idosos têm medo e vergonha de fazer a denúncia, principalmente se o agressor está dentro de casa”, avalia a terapeuta ocupacional Mariela Besse, presidente do departamento de gerontologia da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG – SP). Ainda mais se for o filho, a filha, a nora, o genro ou o neto.

“Quando há uma íntima relação de proximidade entre a vítima e o agressor, é difícil romper a cadeia de violência”, diz Marília. Diante dela, “o idoso poderá ter reações de medo, vergonha ou culpa pelo fracasso das relações afetivas”, explica Mariela, justificando por que muitos não levam o caso a público.

Diante desse cenário, a informação e a prevenção são os melhores antídotos. “Não podemos concordar que seja normal pessoas terem seus direitos violados”, pontua Marília. “Avançaremos não permitindo a naturalização da violência nas suas mais diversas manifestações, protestando em todos os sentidos, até mesmo no transporte coletivo, quando um idoso for maltratado por um passageiro ou por um motorista, por exemplo.”

“É infinito o número de pessoas com mais de 60 anos que sofrem calados nos seus lares”

Mariela, da SBGG, reforça que há várias frentes a serem trabalhadas. “Uma delas é empoderar o idoso, para que ele conheça seus direitos, tenha voz ativa e se defenda. É preciso fazer cada vez mais campanhas de conscientização para levar informações e orientações sobre o que é violência contra os idosos, que isso não é normal e que há, sim, punição, porque isso é um crime.”


A Telehelp oferece assistência emergencial a partir do toque de um botão para pessoas acima de 60 anos que desejam morar sozinhas. Clique aqui e conheça. 


E Marília lembra que “é infinito o número de pessoas com mais de 60 anos que sofrem calados nos seus lares, vítimas de violência psicológica, física, privação de alimento, abandono, negligência e tantas outras formas”. Por isso “temos de assumir o compromisso público pela dignidade e pela defesa dos direitos, rompendo o pacto do silêncio que existe em relação à violência contra a pessoa idosa.”

TIPOS DE VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO

Violência física: é o uso da força física para compelir os idosos a fazerem o que não desejam, para feri-los, provocar dor, incapacidade ou morte.

Violência psicológica: corresponde a agressões verbais ou gestuais com o objetivo de aterrorizar, humilhar, restringir a liberdade ou isolar do convívio social.

Violência sexual: refere-se ao ato ou jogo sexual de caráter homo ou hetero-relacional, utilizando pessoas idosas. Esses abusos visam a obter excitação, relação sexual ou práticas eróticas por meio de aliciamento, violência física ou ameaças.

Abandono: é uma de violência contra o idoso que se manifesta pela ausência ou deserção dos responsáveis governamentais, institucionais ou familiares de prestarem socorro a uma pessoa idosa que necessite de proteção e assistência.

Negligência: refere-se à recusa ou à omissão de cuidados devidos e necessários aos idosos por parte dos responsáveis familiares ou institucionais. É uma das formas de violência mais presentes no país. Ela se manifesta frequentemente associada a outros abusos que geram lesões e traumas físicos, emocionais e sociais, em particular, para as que se encontram em situação de múltipla dependência ou incapacidade.

Violência financeira ou econômica: consiste na exploração imprópria ou ilegal ou ao uso não consentido pela pessoa idosa de seus recursos financeiros e patrimoniais.

Autonegligência: diz respeito à conduta da pessoa idosa que ameaça sua própria saúde ou segurança, pela recusa de prover cuidados necessários a si mesma.

Violência medicamentosa: é administração por familiares, cuidadores e profissionais dos medicamentos prescritos, de forma indevida, aumentando, diminuindo ou excluindo os medicamentos.

Violência emocional e social: refere-se a agressão verbal crônica, incluindo palavras depreciativas que possam desrespeitar a identidade, a dignidade e a autoestima. Caracteriza-se pela falta de respeito à intimidade, falta de respeito aos desejos, negação do acesso a amizades, desatenção a necessidades sociais e de saúde.

Fonte: cartilha “Violência contra Idosos – o Avesso de Respeito à Experiência e à Sabedoria“, da Secretaria Especial de Direitos Humanos

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Confira dicas para dormir bem e espantar a insônia

Dormir bem se tornou um luxo para grande parte dos brasileiros. Mais precisamente, 6 em cada 10 têm esse privilégio, segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS). No último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 11 milhões, ou seja, 7,6% da população relatou usar medicamentos para insônia.

O problema se caracteriza pela dificuldade em iniciar o sono ou em se manter dormindo. O principal prejuízo é o cansaço durante o dia pelas noites mal dormidas. Segundo a ABS, pode ser um quadro passageiro, relacionado com algum fato recente e que, em geral, melhora espontaneamente. Mas, em casos em que o quadro persiste, deve-se buscar ajuda médica.

“Fatores como alimentação, estresse, inatividade física, obesidade e uso demasiado de aparelhos eletrônicos próximo à hora de dormir” interferem na qualidade do sono, pontua a fisioterapeuta Márcia Cristina Sangean, docente da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU).

A especialista, no entanto, lembra que qualidade do sono é diferente de quantidade de sono. “Há particularidades individuais”, afirma. Por isso nem sempre vale a regra que, para dormir bem, são necessárias 8 horas de sono. “Existem questionários que verificam a qualidade do sono [Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh] e a sonolência diurna [Escala de Sonolência de Epworth]”, diz ela.

dormir bem

Confira, abaixo, quantas horas de sono são recomendadas por faixa etária pela National Sleep Foundation:Fonte: Cartilha do Sono 

Em alguns casos, a insônia pode estar relacionada com causas específicas: ansiedade, depressão, estresse, dor muscular e/ou articular (artrite, por exemplo), uso de medicamentos e ambiente inadequado (veja abaixo).

Entre os maiores de 60 anos de idade, um estudo brasileiro conclui que “a intensidade da dor, a quantidade de doenças crônicas e a faixa etária são fatores que influenciam negativamente na qualidade do sono”.

A neurologista Andrea Bacelar, presidente da Associação Brasileira do Sono, ressalta que o sono muda com o passar dos anos, “por isso devemos nos esforçar em manter bons hábitos para obter seus benefícios restauradores”.

Consequências da privação do sono para a saúde:

  • Redução da mémoria e atenção;
  • Maior incidência de problemas cardíacos;
  • Problemas de sexualidade;
  • Aumento do peso corporal;
  • Envelhecimento da pele do rosto;
  • Baixa imunidade;
  • Alta taxas de acidentes;
  • Alterações de humor.

Como criar um ambiente adequado para dormir bem

Colchão

“O colchão é responsável por acomodar e relaxar o nosso corpo, colaborando para uma boa noite de sono profundo”, ressalta o ortopedista Vitor Trazzi, especialista da Altacasa Clínica Médica. Segundo ele, ao escolher o modelo, é preciso levar em consideração o peso, a altura e o jeito de dormir da pessoa.

“O colchão ideal é aquele que oferece uma boa sustentação do corpo, acompanhando a curvatura natural da coluna e suportando confortavelmente todas as partes do corpo, sem afundar muito, mas proporcionando o maior conforto possível”, explica.


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Quem costuma sentir dores nos ombros ou nas articulações, por exemplo, deve optar por colchões mais macios. Já aqueles que precisam cuidar mais da região lombar da coluna vão se beneficiar de colchões mais rígidos, até mesmo os ortopédicos. Os modelos intermediário e de molas costumam acomodar mais facilmente o corpo da maior parte das pessoas, segundo o especialista.

Travesseiro

Além do colchão certo, o uso de travesseiros apropriados também é fundamental para um sono equilibrado, diz o ortopedista. “A altura depende de como a pessoa dorme; se, por exemplo, ela normalmente repousa de costas, um travesseiro baixo é mais indicado. Mas, se ela dorme de lado, um travesseiro mais alto é necessário para manter a cabeça reta, em conformidade com o restante do corpo, a fim de evitar deformidades da coluna cervical”, ensina.

Ritual

Não use a cama para comer, ler, ver TV ou usar celulares ou tablets: prefira a sala ou outro ambiente. A cama deve estar relacionada ao ato de dormir. Estabeleça um ritual de relaxamento antes de se deitar, como tomar um banho quente ou diminuir a luminosidade do quarto. Atente para vestir roupas confortáveis eadequadas para a estação.

Também “evite se alimentar ou comer comidas de difícil digestão próximo à hora de dormir”, acrescenta Juliana Leandro, coordenadora do curso de fisioterapia da FMU. Por fim, “evite levar para a cama pensamentos focados em problemas ou programações do dia seguinte”. Estar com a mente limpa ajuda a adormecer com mais facilidade.

Quer saber mais? Clique aqui e baixe a Cartilha do Sono.

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Jovens criam iniciativas para tirar dúvidas sobre tecnologia dos mais velhos

Quem nunca parou para ajudar a mãe, o pai, os avós ou qualquer idoso a realizar alguma tarefa no celular ou no computador? Em qualquer que seja a família, de norte a sul do país, as dúvidas sobre tecnologia de pessoas mais velhas geralmente se repetem, e vão desde procedimentos simples, como enviar arquivos pelo WhatsApp, a processos mais complexos, como instalar/desinstalar programas no computador ou no celular ou realizar compras e pagamentos online.

Tanto interesse pela modernidade fez com que o Brasil ganhasse 4,8 milhões de novos internautas acima dos 60 anos na última década, saltando de 360 mil em 2008 para mais de cinco milhões de usuários seniores, grupo que movimenta mais de R$ 330 bilhões por ano.

Os números chamaram a atenção do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), que em parceria com a Confederação de Dirigentes Lojistas (CNDL), realizou um estudo para mapear o estilo de vida dos 60+ e sua relação com a tecnologia.

O resultado mostrou que mais da metade dos entrevistados (53,9%) têm acesso à internet. Desses, 39,3% acessam diariamente e 19,1% realizam compras online com certa frequência. A pesquisa também identificou as redes sociais e aplicativos de celular mais utilizados, ficando o Facebook com a liderança (77,3%), seguido pelo WhatsApp (73,5%) e pelo Youtube (39,8%).

Dúvidas sobre tecnologia das pessoas mais velhas

Os números poderiam ser ainda mais expressivos se houvesse um maior suporte tecnológico a esse público. Para fazer a sua parte, o estudante de História Guilherme Gutierrez Saldanha, de 29 anos, criou o projeto Neto Virtual.

“Começou há uns anos, na minha casa lá em Uruguaiana”, relembra Guilherme. “Um velho amigo da família, Ubirajara Raffo Constant, famoso artista local do Rio Grande do Sul, tinha ganhado um computador dos seus filhos, com sinal de internet sem fio, e fizeram um perfil no Facebook para ele. Foi um presente e tanto, porque o ‘Bira’ tinha problemas de audição e não tinha aparelho auricular”.

Guilherme conta que o artista tinha muitas dúvidas sobre tecnologia e não entendia como funcionava o computador, acreditando se tratar de uma mistura de máquina de escrever e televisão. Aos poucos, o amigo foi domando a máquina, descobrindo o perfil de velhos amigos nas redes sociais, vendo que era possível mandar recados, ou “cartas virtuais”, como ele costumava dizer.

“Eu era o cara que sentava do lado dele e ia ajudando, indicando os caminhos e facilitando sua navegação. Logo, o Biratuxo, como era conhecido, viralizou”, comemora Guilherme. “No início, achei engraçado, mas aos poucos fui vendo que ele desenvolveu um jeito próprio de navegar. Conseguia se relacionar, interagir e ter uma vida social na internet, limitada entre Facebook e Word, mas seu desenvolvimento era notório”.

“Internautas não têm paciência ou tempo para ensinar seus pais e avós a entrarem nas redes”

A evolução do amigo fez com que Guilherme se desse conta de que muitas pessoas mais velhas ainda não tinham uma vida social na internet, não por falta de tempo ou de disposição, mas porque sentiam-se intimidadas e tinham muitas dúvidas sobre tecnologia. “Internautas não têm paciência ou tempo para ensinar seus pais e avós a entrarem nas redes”, reclama.

Dúvidas sobre tecnologia

Guilherme Saldanha, criador do Neto Virtual, ajuda pessoas mais velhas com dúvidas sobre tecnologia.

Foi aí que surgiu a ideia do Neto Virtual, um serviço de acompanhamento presencial e virtual ao público 60+, visando à inclusão digital por meio do entretenimento (internet, tecnologias, redes sociais e lazer). Guilherme decidiu pôr em prática sua experiência de educador e se tornar um “neto” paciencioso, que escuta as dúvidas sobre tecnologia desses avós e os ensina, sem pressa, a navegar num mundo infinito e cheio de opções.

Funcionando desde 2015, o Neto Virtual já atendeu a cerca de 60 avós virtuais, dos quais 70% ainda mantêm contato diário. “São vários casos, de pessoas que confiam no nosso trabalho e que ligam quando precisam de uma ajuda com o celular, ou quando estão com alguma dificuldade de uso e até quando precisam de uma companhia”, explica. “Ser um Neto Virtual, além de exigir paciência, é necessário ter compreensão com as particularidades das pessoas. Cada pessoa possui suas características, por isso é importante uma leitura da personalidade do cliente, o que ela gosta, quais seus interesses e limitações, como tornar a internet agradável e útil”.

E Guilherme atende a todos esses clientes sozinho, embora muitas pessoas demonstrem interesse em participar do seu projeto. A intenção, segundo o empreendedor, é futuramente fazer parcerias para ampliar seu quadro de clientes e fomentar mais entretenimento para o público 60+. Além disso, faz parte do prognóstico do projeto fazer cursos de capacitação de ensino para esse grupo.

Outra iniciativa também ganhou bastante destaque nas redes sociais, só que dessa vez envolvendo o estudante de Direito Alexandre Drabecki, de 23 anos, e a avó de sua namorada, a Dona Iracema, de 73 anos, que havia acabado de ganhar seu primeiro celular.

“Ela não sabia mexer em absolutamente nada e pedia mil vezes ajuda pra fazer qualquer coisa”

“Ela não sabia mexer em absolutamente nada e pedia mil vezes ajuda pra fazer qualquer coisa”, relembra Alexandre. Ele conta que, ao frequentar a casa da namorada nos fins de semana, percebia que as pessoas acabavam perdendo a paciência com Dona Iracema por explicar a mesma coisa repetidas vezes. Foi aí que Alexandre teve uma ideia.

“Pensei em fazer um manualzinho básico pra ela, com informações desde como procurar o ícone do WhatsApp no celular a ver mensagens, áudios e responder também, bem básico, passo a passo”, explica o jovem. “Fiz durante aproximadamente meia hora do meu sábado à noite, enquanto ela estava na igreja. Usei o que tinha na hora na casa da minha namorada”.

Dúvidas sobre tecnologia

Manual criado por Alexandre Drabecki para ajudar avó da namorada.

O resultado? “Ela simplesmente amou! Agradeceu muita a disponibilidade e paciência em ajudar”, comemora Alexandre emocionado. “Eu sempre gostei de conversar e estar ali com idosos. Ela levou até pra uma viagem o manual esses dias [Risos], está aprendendo aos poucos”.

Alexandre postou a ideia em uma rede social, que rapidamente viralizou. Hoje, são mais de 81 mil curtidas. E aí veio uma segunda ideia: disponibilizar o material gratuitamente para o download de outras pessoas com a mesma dificuldade.


Clique aqui para baixar o Manual de WhatsApp


O sucesso é tamanho que ele já pensa em uma versão atualizada do manual. “Com certeza, ficou muita coisa de fora. Eu fiz o bem básico pra ela. Já estou montando um completo do WhatsApp, e tenho o projeto de outras redes sociais também”, comemora.

Dúvidas sobre tecnologia

Alexandre Drabecki ao lado de Dona Iracema durante entrevista para TV. 

Recentemente, Alexandre foi procurado por uma editora que propôs uma parceria para lançamento do manual em escala nacional já nos próximos meses. Aguardem que vem coisa boa por aí!

Instituto de Longevidade oferece cursos gratuitos aos seus associados

O Instituto de Longevidade Mongeral Aegon oferece aos seus membroscursos gratuitos em diversas áreas de conhecimento, entre elas, inglês, informática, aposentadoria e saúde. As pessoas mais interessadas em tecnologia, podem aprender a utilizar o Pacote Office (Excel, Word, PowerPoint), ferramentas do Google (Gmail, Google Drive, Maps) e muito mais.

Se você tem mais de 50 anos, cadastre-se agora mesmo e torne-se um membro. É gratuito. Para saber mais, clique aqui.

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Criatividade depois dos 50 requer fuga da zona de conforto

Aos poucos, vários mitos sobre o envelhecimento vêm sendo quebrados. O que, aliás, é absolutamente salutar para uma sociedade em que as pessoas passam a viver mais – e devem fazer isso com qualidade. Um dos paradigmas em xeque, agora, é o de que os jovens são mais criativos que os mais maduros. Alguns estudos em áreas diferentes do conhecimento mostram que isso não é verdade. E que a criatividade dos 50+ é algo que tem de ser reconhecido – e exercitado.

Uma das pesquisas que investigou o tema foi realizada na Universidade de Ohio, nos Estados Unidos. Lá, o professor e pesquisador Bruce Weinberg e seus colegas se debruçaram sobre 31 ganhadores do Prêmio Nobel de Economia. Os trabalhos desses vencedores foram divididos entre os mais conceituais e os mais experimentais.

Concluiu-se, então, que os ganhadores que enveredaram pelo campo conceitual eram de fato mais jovens, com idades entre 25 e 29 anos. Por outro lado, os que levaram o Nobel de Economia com o foco em realizações experimentais chegaram ao auge do reconhecimento com idades entre 50 e 57 anos.

Criatividade nas diferentes fases da vida

Em entrevista ao Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, o professor Bruce Weinberg explicou que “pessoas cujo trabalho é mais experimental e empírico tendem a alcançar seus melhores resultados em uma fase mais avançada da carreira, porque elas acumulam conhecimento”, afirma. “Pessoas cuja atuação é mais abstrata e conceitual tendem a fazer seus melhores trabalhos mais cedo em suas carreiras. Isso pode explicar, por exemplo, por que tantas companhias de internet são fundadas por jovens.”

Nesse sentido, o conselho do pesquisador é para que os mais maduros de fato tirem proveito do diferencial dos conhecimentos reunidos ao longo da vida. “Eu diria que alguém cujo trabalho é mais empírico ou experimental deve seguir atuando em questões com esse perfil, para que aproveite na aplicação prática a vantagem do conhecimento que acumulou”, determina.

O pensamento de que criatividade tem mais a ver com juventude também é desconstruído na Universidade de São Paulo. O físico Paulo Nussenzveig, professor e coordenador do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Física (IF) da USP, indignou-se com a declaração de um dos fundadores do Facebook, Mark Zuckerberg, de que as pessoas mais jovens são mais espertas.

Com base em artigo do jornal “The New York Times”, Nussenzveig mostrou dados compilados de patentes depositadas nos EUA entre 2011 e 2014. De acordo com esse levantamento, mais da metade (53%) dos indivíduos inovadores têm idades entre 47 e 60 anos, o que desmente a afirmação de Zuckerberg.

Rotina castra a criatividade

Porém, para desfrutar dos conhecimentos acumulados na hora de exercer a criatividade depois dos 50, é preciso lançar mão de um conceito apresentado pelo professor, consultor de carreira e coach Emerson Weslei Dias, que possui MBA Internacional em Gestão Estratégica de Pessoas pela FGV (Fundação Getulio Vargas): amplitude de repertório. “Quanto mais fontes [de conhecimento] você tiver, mais condições terá de ser criativo”, afirma Dias.

“E, em relação às pessoas mais velhas, o único conselho válido é que elas devem continuar ampliando seu repertório”, diz. “Ao passo que ficamos mais velhos, tendemos naturalmente a não arriscar tanto, a frequentar os mesmos lugares de sempre. Criamos uma rotina, a chamada zona de conforto, que acaba nos castrando a criatividade.”

A recomendação, assim, é “fazer coisas diferentes”. “Uma questão que sempre coloco é: quando foi a última vez que você fez alguma coisa pela primeira vez? Isso é que nos mantém criativos.”

Outra dica de Weslei Dias para não perder o pique da criatividade é “não deixar de ter contato com pessoas mais jovens, adolescentes, crianças”. “Alguém de 60 anos, mesmo que não concorde muito com as ideias dos mais jovens, precisa ao menos saber o que eles estão discutindo, o que costumam ler”, afirma.

“Nesse caso, esse público representa o divergente para os mais velhos. E, quanto mais eu conseguir divergir, mais criativo eu serei. A divergência é o que nos faz ter amplitude de repertório, assim como a quantidade de informações, leituras e experiências reunidas ao longo da vida”, complementa.

Criatividade: o exemplo de Gal Costa, 73 anos

Se já falamos muito do universo das ciências, um pulinho no mundo das artes pode nos confirmar os pontos de vista desses especialistas.

Há muito Gal Costa, hoje com 73 anos, é reconhecida como uma das maiores cantoras brasileiras não só por sua voz, mas também por gravar novos e bons compositores.

criatividade

Créditos: Silvio Tanaka / Flickr

Assim, de quatro anos para cá, em seus novos trabalhos, a cantora segue interpretando autores das novas gerações, como Mallu Magalhães, de 26 anos, e Marcelo Camelo, de 41.

No ano passado, montou uma banda com nomes de ponta de uma leva recente de músicos brasileiros, caso de Mauricio Fleury, de 37 anos, guitarrista e tecladista da icônica banda Bixiga 70. Literalmente, então, Gal nos dá um ótimo exemplo da amplitude de repertório a que Emerson Weslei Dias se refere.

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Diabetes em idosos: descubra por que eles são mais propensos

O Diabetes Mellitus é um velho conhecido dos brasileiros. A doença, que se caracteriza pela elevação do índice de glicose no sangue devido a problemas na produção e na ação do hormônio insulina, atinge cerca de 12,5 milhões de pessoas, ou 7% da população brasileira, segundo dados do Ministério da Saúde. Os números são alarmantes e colocam o Brasil na quarta posição mundial entre os países com maior número de diabéticos, perdendo apenas para China (114 milhões), Índia (73 milhões) e Estados Unidos (30 milhões).

No entanto, o que poucos brasileiros sabem é que o pré-diabetes existe e representa um risco real à população. Condição para o desenvolvimento do diabetes tipo 2, que se caracteriza já por uma resistência do organismo à insulina, a doença atinge 15 milhões de brasileiros, segundo o International Diabetes Federation (IDF). O quadro se agrava em pacientes obesos, podendo evoluir para o diabetes tipo 2. Autoridades de saúde alertam que 55% dos brasileiros estão com sobrepeso e, portanto, já se encontram no grupo de risco para o pré-diabetes.

Dados levantados pela Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) mostram que quase um terço das pessoas com diabetes têm mais de 65 anos.

De acordo com o endocrinologista vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, João Salles, é necessário considerar que o idoso já está mais predisposto a complicações cardiovasculares. Também está mais sujeito a ser poli medicado e ter perdas funcionais e cognitivas, que se somam a problemas como depressão, quedas e fraturas, incontinência urinária e dores crônicas. Na opinião do endocrinologista, a atenção a esta população deve ser diferenciada e todas as suas condições precisam ser respeitadas na hora de pensar a estratégia para tratamento do diabetes em idosos.

Ele explica que uma das razões para o aumento da incidência de diabetes em idosos é a diminuição da produção de insulina pelo organismo, o que aumenta a quantidade de açúcar na corrente sanguínea e sobrecarrega o pâncreas. A diminuição na prática de exercícios físicos, muito comum nessa fase da vida, também é um dos fatores agravantes.

“Os músculos consomem glicose e contribuem para regular os níveis dela no sangue. Com a sarcopenia e a falta de exercícios, cresce a massa gorda: mais gordura, maior resistência à insulina”, avalia Salles. “Esse quadro abre espaço não só para o surgimento do diabetes tipo 2, mas, também, para suas complicações”.

A solução mais indicada para tentar evitar o desenvolvimento do diabetes em idosos, na opinião do especialista, é a realização de atividades aeróbicas ou de resistência como, por exemplo, caminhadas e musculação. Ele também chama a atenção para a importância de cuidar do cardápio.

“Em geral, nessa fase ingerem-se menos fontes de proteínas e mais de carboidratos – até por serem mais fáceis de mastigar. Assim, durante o acompanhamento nutricional, é fundamental manter uma dieta rica em fibras e proteínas, reservando a qualidade na nutrição”, destaca Salles.

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Indústria cria linhas específicas de produtos para mulheres na menopausa

A indústria parece ter despertado para uma parcela da população até então negligenciada: a de sexo feminino, entre os 45 e os 60 anos de idade. Prova disso é que surgem cada vez mais produtos para mulheres na menopausa. São novas linhas em empresas já consolidadas ou mesmo startups que despontam especificamente para atender a esse segmento.

Há produtos voltados a consumidoras na perimenopausa, na menopausa e na pós-menopausa. E que vão desde multivitamínicos a séruns para engrossamento dos fios, já que os cabelos ficam mais finos, quebradiços e frágeis nesse período.


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A norte-americana Better Not Younger, por exemplo, foi pensada para oferecer soluções para as madeixas de mulheres na perimenopausa e na menopausa. “Depois de passar nossas carreiras trabalhando em algumas das maiores marcas de beleza, percebemos que as mulheres como nós não estão sendo ouvidas. Quando se tratava da seleção de produtos e do diálogo sobre mulheres e envelhecimento, toda a indústria parecia estar cobrindo os ouvidos e dizendo: ‘la-la-la, não podemos ouvir você!’”, explicam os criadores no site.

A também norte-americana Menopause.ai, formada por cientistas no Vale do Silício, também tem como missão “entender melhor o envelhecimento nas mulheres”. “Em 2015, ficamos frustrados com o quão pouco se sabia sobre a menopausa e que não havia nada no mercado atendendo às necessidades exclusivas das mulheres em fase de menopausa”, declaram os fundadores no site da empresa.

O portfólio da Menopause.ai ainda é pequeno – um sérum para a pele, outro para os cabelos, um multivitamínico e um absorvente íntimo. Mas foi o suficiente para despertar o interesse da Seed.com, que oferece produtos “para a saúde do ser humano e do planeta”, empresa para a qual foi vendida.

“As companhias ainda estão muito focadas em produtos anti-idade, que sugerem que o envelhecimento é algo ruim”

A lista de itens comercializada pela Pause Well-Aging também é diminuta: um hidratante, um spray para reduzir os fogachos e um aplicador de creme para o rosto que promete diminuir a flacidez. A fundadora da empresa, Rochelle Weitzner, explica que só descobriu o que é menopausa e o que ela acarreta quando entrou nessa fase. E daí veio a inspiração para criar a empresa.

Segundo ela, as companhias ainda estão muito focadas em produtos anti-idade, “que sugerem que o envelhecimento é algo ruim”. “Acredito que todos nós devamos envelhecer bem, do jeito que queremos e em nossos termos”, afirma ela.

A gama de empresas que têm se dedicado a produtos para mulheres na menopausa é maior. Inclui, entre tantas outras, a pepper&wits, uma marca da Procter & Gamble, que conta com multivitamínicos (para dormir, para ganhar vitalidade, para reduzir sintomas), loção para secura vaginal e cremes corporais.

Têm surgido cada vez mais iniciativas nesse sentido, mas a oferta de itens ainda não ganhou grandes proporções. A médica Bárbara Carneiro, no entanto, diz que o desbravamento desse mercado deve ter continuidade. “Não é algo passageiro. As mulheres na menopausa estão ainda mais preocupadas com saúde física e mental”, afirma ela, que é especialista em dermatologia clínica e estética.

A dermatologista Ana Regina Franchi Trávolo, membra da Sociedade Brasileira de Dermatologia, pondera que cremes e outros produtos para peles maduras existem há anos. “As prateleiras das farmácias estão cheias deles. É um posicionamento de marketing”, avalia.

Um posicionamento que não havia sido adotado por alguns motivos. “Menopausa acaba sendo tabu”, cita Ana Regina, acrescentando que tirar a conotação negativa que essa fase tem na sociedade tende a ser uma grande vantagem. “Elas precisam perceber que podem ter qualidade de vida. E cuidar-se pode aumentar a autoestima delas.”

Menopausa: mudanças no corpo

A menopausa traz inúmeras mudanças no corpo da mulher. “Para a maioria, o período exige muitas adaptações, já que ocorrem alterações no humor, insônia, ganho de peso e acentuação do envelhecimento da pele, que, em geral, prejudicam a autoestima, deixando esse período ainda mais problemático”, afirma Bárbara.

A pele, a partir dos 45 anos, fica mais delicada, devido à redução na produção de alguns hormônios, como estrogênio e progesterona. Há perda de elasticidade e de tônus. Ana Regina acrescenta que não é só a pele que sofre alterações. Unhas e cabelos também ficam mais fracos.

Mas as duas dermatologistas dizem que, antes de escolher um produto para chamar de seu, é preciso passar pela avaliação de um especialista. Ana Regina explica que há pessoas que, por fumarem ou terem a pele exposta ao sol sem proteção, por exemplo, podem aparentar mais idade – e precisar de soluções mais concentradas. Ou necessitar de um medicamento manipulado que contenha hormônio – e só o médico pode receitar.

“O importante é a mulher procurar ajuda. É uma fase difícil, mas existem mil coisas que podem ser feitas”, finaliza Ana Regina.

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Qualificação é a saída para aumentar empregabilidade dos 50+, diz pesquisadora do Ipea

“Qualificação, qualificação e qualificação.” Nas palavras de Ana Amélia Camarano, pesquisadora do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e coordenadora de Estudos e Pesquisas de Igualdade de Gênero, Raça e Gerações da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc), essa é a única saída para combater a redução da empregabilidade dos 50+ no Brasil.

Em abril, ela, junto com a também pesquisadora Daniele Fernandes e a doutora em saúde pública Solange Kanso, publicaram o artigo “Saída precoce do mercado de trabalho: aposentadoria ou discriminação?”


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No texto, as especialistas discorrem sobre as razões que levam ao aumento do desemprego entre os homens de idades que variam dos 50 aos 64 anos no país. O percentual desses desempregados passou de 4,3% em 1992 para 6,7% em 2017, isso a despeito de um aumento da expectativa de vida do público masculino em 5,4 anos nesse mesmo ano de 2017.

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O recorte do artigo em termos de sexo e faixa etária se justifica por ser essa parcela da população a afetada em primeiro lugar pela reforma da Previdência proposta pelo governo.

Os nem-nem: preconceito afeta a empregabilidade sênior 

Um dos temas levantados pelas autoras na publicação se refere ao preconceito que a mão de obra brasileira mais velha encontra no mercado de trabalho. É a realidade que os números sugerem.

Entre 1984 e 2015, por exemplo, o percentual de homens de 50 a 64 anos que não trabalhavam tampouco eram aposentados, o chamado grupo dos nem-nem (nem uma coisa nem outra), saltou de 3,5% para 8,2%.

As pesquisadoras dizem acreditar que esse crescimento indica a discriminação em relação ao trabalhador mais velho, além da falta de políticas públicas que reforcem sua capacidade para conseguir um novo trabalho.

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Por sua vez, o percentual de aposentados que não trabalham entre os homens de 50 e 64 anos foi de 15,8% em 2017. Essa parcela diminuiu entre os homens de 50 a 59 anos e apresentou ligeiro aumento entre os de 60 a 64. Esses números, segundo as autoras, sugerem um adiamento da saída do mercado de trabalho ou maiores dificuldades em se aposentar.

Os dados apresentados mostram também que a discriminação se acentua de acordo com determinadas características dos indivíduos. E, aqui, percebe-se que, em 25 anos, negros e pardos perderam espaço no mercado.


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Em 1992, a maioria dos nem-nem era constituída por brancos (57,6%). Em 2017, passou a ser representada por pardos e negros (64,1%), lembrando que essa mudança pode ser parcialmente explicada por um aumento da precisão na declaração de cor durante o período analisado.

Saúde também mexe com a empregabilidade dos 50+

Outra variável estudada para entender a redução da empregabilidade dos 50+ no Brasil é a da saúde. O artigo das pesquisadoras aponta para uma elevação do percentual dos nem-nem entre 50 e 59 anos que relataram alguma dificuldade para exercer atividades básicas da vida diária.

Elas assumem que as condições de saúde têm de fato um impacto importante na permanência dos indivíduos de idade mais avançada em atividades econômicas produtivas.

De maneira geral, segundo elas, os principais problemas que atingem os trabalhadores são relacionados a patologias em músculos e ossos e aos transtornos mentais, em especial a depressão.

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Chegamos, então, a um ponto fundamental dessa análise: o da escolaridade. Conforme ela aumenta, menores são as chances de o homem se tornar alguém que nem trabalha nem se aposentou. Aqueles que possuem nível superior completo, por exemplo, têm 53% menos chances de ser um nem-nem. Por outro lado, ter o fundamental completo ou médio incompleto reduz essa chance em um percentual bem inferior: 2%.

Como combater o problema da empregabilidade?

Diante do cenário apresentado, o portal do Instituto de Longevidade conversou com a pesquisadora Ana Amélia Camarano sobre possíveis soluções para aumentar a empregabilidade dos 50+ no Brasil. Confira:

Os números indicam que os homens estão saindo um pouco mais tarde do mercado de trabalho. A que isso se deve?

Há muitos casos em que eles precisam continuar trabalhando, mesmo aposentados, para a complementação da renda da aposentadoria.

Mas existem também os altamente qualificados que não querem sair do mercado pelo custo da oportunidade. Considere, por exemplo, um médico ou advogado que atinge o ápice da carreira na maturidade. Nesses campos de atuação, muitas vezes a idade conta a favor do profissional, que inclusive ganha muito bem quando está mais velho.

Mas sabemos que essa não é a realidade da maioria, certo?

Sim. Entre os homens brasileiros, 75% não têm nem o ensino fundamental completo. Quando esses indivíduos perdem o emprego em idade mais avançada, fica muito mais difícil conseguirem outra colocação.

“O Estado deveria oferecer algum incentivo para as empresas darem oportunidades para os trabalhadores mais velhos”

E os negros e pobres acabam sendo mais numerosos entre os menos qualificados, o que é um retrato da condição social brasileira, que impõe a esses indivíduos uma situação de marginalização.

Qual seria o caminho para aumentar a empregabilidade dos 50+ no Brasil?

Só há uma saída: qualificação, qualificação e qualificação. E, nesses termos, a responsabilidade é tanto do poder público quanto do setor privado.

É possível, por exemplo, fazer acordos com o sistema S [Senai, Sesi, Sebrae, Sesc, entre outros] para o treinamento desse pessoal. Pode-se também fomentar o empreendedorismo entre esse contingente.


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O Estado deveria oferecer algum incentivo para as empresas darem oportunidades para os trabalhadores mais velhos e financiar cursos de qualificação para eles.

Podem ainda ser empregados com cargas horárias mais flexíveis. E precisam ser capacitados para acompanhar as mudanças tecnológicas e, com isso, ter mais condições de permanecer no mercado de trabalho.

Como a reforma da Previdência proposta pelo governo impacta a empregabilidade dos 50+ no Brasil?

 Ela piora o quadro ao dificultar a possibilidade de as pessoas se aposentarem. Deve aumentar a pobreza e a precariedade das condições de vida entre os indivíduos dessa faixa etária e elevar a demanda por benefícios assistenciais.

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Ginástica facial rejuvenesce até 3 anos, releva estudo; confira exercícios

Mulheres entre 40 e 65 anos que seguiram um programa de ginástica facial de 30 minutos por dia rejuvenesceram até três anos em cinco meses, segundo recente estudo da Universidade Northwestern (EUA) publicado no “JAMA Dermatology”, periódico da Associação Médica Americana.

Mas qual o segredo dessa fonte da juventude? Uma série de exercícios que envolvem a movimentação de regiões da boca e dos olhos e prometem, entre outros benefícios, fortalecer a musculatura, prevenir rugas e flacidez e devolver o equilíbrio dos traços. Enfim, remoçar!


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“A musculatura do rosto é fina e delicada. As mímicas faciais carimbam a pele com marcas, rugas e linhas de expressão da nossa personalidade”, explica Cláudia Bueno, fisioterapeuta do Espaço Saúde, em Belo Horizonte (MG), que desenvolveu um programa online de ginástica facial.

 “Qualquer pessoa pode fazer, homem ou mulher, e vale começar em qualquer idade. Porém, quanto mais velho, menos efeito imediato e mais dedicação será exigida”, explica a esteticista e cosmetóloga Roseli Siqueira, também especialista no procedimento.

A técnica só é contraindicada, avisa Cláudia, para peles com lesões (acne, micoses, dermatites e eczema); inchaço no rosto que indique doença cardíaca ou renal; queimadura de sol ou descascando; e em caso de problemas na articulação temporomandibular.

Ginástica facial vale por uma plástica?

Para Roseli, a prática substitui, por exemplo, os preenchedores injetáveis na região que compreende as pálpebras e a abaixo dos olhos. “É o que chamo de efeito lifting natural. E a ginástica facial ainda minimiza o famoso bigode chinês”, festeja a esteticista, referindo-se aos sulcos que descem da base do nariz em direção aos cantos da boca.

Já quando se trata de uma cirurgia, Claudia é direta: “Não tem o mesmo efeito que uma plástica no rosto, mas fica muito mais bonito e natural”. Inclusive, a fisioterapeuta defende a ginástica facial para quem fará um procedimento invasivo como forma de preparar a musculatura e a pele. E no pós-cirúrgico, para manter os resultados alcançados na operação.


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A questão, no entanto, é polêmica. Para a dermatologista Beatriz Ogassavara, da clínica Individuale, de São Paulo (SP), a malhação do rosto não alcança o mesmo resultado de procedimentos estéticos antienvelhecimento. Porém, ela reconhece: existem estudos que garantem a eficácia da ginástica facial. “Exercícios no rosto promovem o fortalecimento e a melhora da musculatura”.

Associados aos exercícios e para retardar os sinais da passagem do tempo da pele do rosto, vale investir em dermocosméticos e procedimentos estéticos, além de proteção solar, dieta equilibrada e evitar bebidas alcoólicas e cigarro, diz Beatriz. “Claro, uma alimentação adequada, dormir bem, ter uma vida sem estresse e fazer meditação também ajuda”, faz coro Claudia.

Ginástica facial: passo a passo

Para começar, hoje, a malhar o rosto, Claudia e Roseli selecionaram, dentro de seus respectivos programas, alguns exercícios de ginástica facial para você. Experimente:

Técnica de Claudia Bueno

Antes de começar:

  • Para efeito de comparação, fotografe seu rosto em duas etapas. Primeiro, sem expressão. Depois, sorrindo, de frente e de lado;
  • Limpe a face e as mãos;
  • Use um bom creme deslizante indicado para o seu tipo de pele e que não seja absorvido rapidamente. Massageie o produto no rosto antes da ginástica;
  • Nas duas primeiras semanas, faça os exercícios de manhã e à noite. Depois, só a noite e, no mínimo, quatro vezes por semana;
  • Os resultados surgem em 12 semanas. Quanto mais madura e descuidada a pele, mais lento o resultado.

Pescoço e papada

ginástica facial

Créditos: João Ernani Antunes

Coloque o pescoço para trás e passe a língua no céu da boca por 10 vezes.

Rugas verticais entre as sobrancelhas

ginástica facial

Créditos: João Ernani Antunes

Dedilhe abrindo as rugas por dez segundos. Em seguida, faça a inversão de cada ruga por três segundos. Repita o exercício três vezes.

Testa

ginástica facial

Créditos: João Ernani Antunes

Coloque a mão sobre a região e segure-a, enquanto eleva as sobrancelhas, por três segundos. Repita dez vezes.

Maçãs do rosto

ginástica facial

Créditos: João Ernani Antunes

Dê um sorriso forçado com a boca fechada e os dentes cerrados. Segure por três segundos. Desfaça o sorriso, sem mostrar os dentes, até formar um bico, como se fosse mandar um beijo. Mantenha por três segundos e relaxe. Repita dez vezes.

Testa e pálpebras superiores

ginástica facial

Créditos: João Ernani Antunes

Levante as sobrancelhas, franzindo a testa. Feche os olhos até ficar olhando entre os cílios, por três segundos. Em seguida, alise a testa, abrindo a pele no sentido vertical com as pontas dos dedos. Enquanto uma das mãos puxa a pele para cima, a outra puxa para baixo. Repita dez vezes.

Bigode chinês

ginástica facial

Créditos: João Ernani Antunes

Faça um “O” com a boca, usando as mãos para esticar as bochechas em direção às orelhas. Repita dez vezes.

Técnica de Roseli Siqueira

Antes de começar:

  • Inicie com seis repetições por exercício, diariamente, e aumente esse número aos poucos.
  • O benefício só acontece se a pele estiver bem hidratada. Quem tem pele muito seca deve usar um óleo antes e uma máscara hidratante após a ginástica facial. O ideal são os naturais de coco, gergelim ou baobá. Os sintéticos não servem.
  • Em geral, os resultados começam a surgir em duas semanas.

Melhorar pés de galinha

Coloque o dedo médio em cima de toda a extensão dos cílios, fechando os olhos, e pressione. Inspire profundamente, force para abrir, expire e solte.

Levantar as pálpebras

De frente para o espelho, arregale os olhos até ver o branquinho da íris. Mantenha a sobrancelha esticada e aperte os olhos, mas sem fechá-los, por cinco segundos. Com ela ainda esticada, arregale os olhos novamente.

Suavizar o bigode chinês e rugas em volta da boca

Coloque os polegares dentro da boca, no cantinho dos lábios. Pressione e puxe a musculatura, andando com os dedos em direção ao arco do cupido.

Estimular a circulação facial

Dê beliscões largos nas maçãs do rosto, nas marcas de expressão e nas rugas (pescoço, ao redor dos olhos e do bigode chinês). Essa técnica ajuda a melhorar a circulação e oxigenação interna.

Rugas entre as sobrancelhas

Pressione essa região com a ponta do dedo e faça um movimento circular para relaxar a musculatura. Respire profundamente enquanto faz o exercício.

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7 dicas de beleza para fazer em casa

Cabelo ressecado, retenção de líquidos, ruguinhas indesejadas e pele manchada não precisam ser motivos para você se sentir mal na frente do espelho. Alguns truques caseiros – fáceis, práticos e baratos – ajudam bastante a minimizar os efeitos indesejados no corpo. Revelamos alguns deles.

  1. Fim do cabelo ressecado

Uma alternativa para mulheres que sofrem com fios secos é a hidratação com óleo de coco. “É altamente hidratante”, afirma a dermatologista Carla Vidal, que ensina: “Aplique uma quantidade generosa apenas na extensão dos fios (e nunca no couro cabeludo). Faça uma trança e durma com o produto”. No dia seguinte, é só lavar o cabelo normalmente. 

  1. Poros abertos para rotina de beleza

Toda manhã, invista em uma massagem facial para estimular a circulação sanguínea e abrir os poros. “É ideal fazer antes dos cuidados diários com a pele”, ensina Monica Batista, biomédica especialista em biomedicina estética. Com a ponta dos dedos, faça movimentos circulares. “Comece pelo queixo, seguindo até as orelhas. Suba até as maçãs do rosto e, depois, para a testa”, indica. Na sequência, invista em uma esfoliação facial (clique aqui para saber mais).

  1. Automassagem para drenar líquidos

Monica Batista também recomenda uma automassagem no abdômen que ajuda na redução da retenção de líquido, queima gordura e modela a pele – além de promover relaxamento e bem-estar. Pode ser feita com óleos ou mesmo com cremes redutores de medidas. “Deitada, comece a fazer movimentos de cima para baixo, atingindo toda a extensão da barriga, inclusive as laterais”, explica. 

  1. Pepino para evitar rugas

Sempre que a funcionária pública Marlyn Freitas descasca pepinos para uma refeição, aproveita para passar a casca retirada no rosto, pescoço e área dos olhos. “É para evitar rugas”, conta. O truque é fácil, fácil: basta esperar alguns minutinhos para a “gosminha” do vegetal agir e, depois, lavar com água fria. 

  1. Reduzindo a queda dos fios

Massagear a cabeça também é ótimo para ativar a circulação, o que reduz as chances de queda de cabelo. “Faça círculos com a ponta dos dedos do topo da cabeça até a base do crânio. Depois, puxe delicadamente o cabelo entrelaçando os dedos nos fios”, detalha a biomédica Monica Batista. A massagem pode ser feita durante o banho. 

  1. Água de arroz para clarear a pele

Marlyn Freitas ainda adota outro truque bem simples para os cuidados com a pele: é só deixar o arroz de molho por cerca de 30 minutos – ou até o líquido ficar bem branquinho – e passar a água na face. “Uso no rosto, para amaciar e clarear a pele”, revela. 

  1. Produtos antigos indispensáveis

A jornalista Bete Monta inclui produtos supertradicionais na rotina de beleza. “Passar óleo Johnson’s com açúcar em todo o corpo, esfregando com a mão, ajuda a renovar a pele. Depois, é só tirar no banho. E pode usar no rosto também”, diz. Outra dica dela é adotar o Leite de Rosas para limpeza de pele. “É só aplicar com algodão. Barato e eficiente”, comenta. 

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Dormir pouco pode causar danos à saúde de idosos, confirma estudo

Deus ajuda quem cedo madruga. Você provavelmente já ouviu esse ditado algumas vezes. Outro que você também provavelmente já deve ter escutado é que “Deus protege os idosos e as crianças”. Se juntarmos as duas, poderemos até desenvolver um novo sofisma: Se Deus ajuda a quem cedo madruga e se Ele protege os idosos, logo, quanto mais idoso você for, mais cedo você acordará.

Brincadeiras à parte, o fato de que as pessoas com mais idade passam menos horas dormindo é uma realidade que todos nós conhecemos.

Intrigados com isso, um grupo de cientistas americanos resolveu analisar diversos estudos sobre o assunto e concluiu que, ao envelhecermos, perdemos gradualmente a capacidade de ter um sono profundo, contínuo e restaurador. Até aí, nenhuma novidade.


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O problema está na segunda parte do novo estudo, que traz as consequências dessas horas a menos de sono. Publicado em abril de 2017 na revista Neuron, o texto afirma que não é apenas o sono que muda com o envelhecimento, mas o processo de envelhecimento também muda de acordo com o sono de uma pessoa. Como resultado teremos o surgimento de problemas físicos e mentais que aceleram ainda mais o envelhecimento, como um círculo vicioso.

Diretor do Laboratório de Sono e Neuroimagem da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, e um dos autores do estudo, Matthew Walker afirma que um dos principais problemas ligados ao envelhecimento e agravados pela perda do sono é a demência.

Segundo o diretor, cada uma das principais doenças que estão causando mortes nos países desenvolvidos – como diabetes, obesidade, Alzheimer e câncer -, tem uma forte relação causal com a falta de sono. E que, à medida que ficamos mais velhos, a probabilidade de todas essas doenças aumentam consideravelmente.

“Às vezes, o paciente necessita de uma quantidade menor de sono para descansar e acorda bem. Essa quantidade é individual, subjetiva”

“Insônia é uma queixa muito comum e fica mais frequente ainda entre os pacientes idosos”, relata a neurologista Thaiz Fernandes, do Hospital Estadual Getulio Vargas. Ela explica que é necessário entender que a arquitetura do sono muda com o tempo, o que é confirmado nos exames de Polissonografia Noturna. “As fases de sono mais profundo, que são as fases 3 e 4, têm uma duração menor no idoso e também são mais comuns os microdespertares”, comenta a especialista.

Porém, mais que a quantidade de horas, é a qualidade desse sono que importa, ressalta Thaiz. “Às vezes, o paciente necessita de uma quantidade menor de sono para descansar e acorda bem. Essa quantidade é individual, subjetiva”, pontua.

Walker afirma que a perda do sono entre os idosos ocorre, não por uma menor necessidade de descanso, mas por uma lenta degradação dos neurônios e circuitos localizados nas áreas que regulam o sono, o que leva a um tempo cada vez menor nos estágios do chamado sono não REM.

Os estágios do sono

O sono é um estado transitório e reversível, que se alterna com a vigília (estado desperto). É dividido em dois estados distintos: o sono não REM, mais lento, e o sono REM, com atividade cerebral mais rápida (a sigla REM, em inglês, significa movimentos rápidos dos olhos).

Normalmente, o sono não REM acontece na primeira parte da noite, enquanto o REM é predominante na segunda parte. Contudo, os dois estados se alternam ciclicamente ao longo da noite, repetindo-se a cada 70 a 110 minutos, com 4 a 6 ciclos por noite. A distribuição desses estados pode ser alterada por fatores como idade, ritmo circadiano, temperatura ambiente, ingestão de drogas ou por determinadas doenças.

Tratamentos possíveis

Thaiz explica que existem dois tipos de tratamentos indicados: os farmacológicos e os não farmacológicos. “Primeiramente, é necessária uma avaliação médica para saber se a insônia é primária (isolada) ou secundária (clínica ou psiquiátrica). Feito isso, podemos definir se será um tratamento farmacológico, em que fazemos uso de medicamentos para melhorar a qualidade do sono, ou não farmacológicos, que consistirá em uma mudança de comportamento e algumas medidas de orientação”, destaca.

Veja abaixo algumas dicas para melhorar a qualidade do seu sono:

  • Ter horários regulares para dormir e despertar;
  • Ir para a cama somente na hora dormir;
  • Ter um ambiente de dormir adequado: limpo, escuro, sem ruídos e confortável;
  • Não fazer uso de álcool ou café, determinados chás e refrigerantes próximo ao horário de dormir;
  • Não fazer uso de medicamentos para dormir sem orientação médica;
  • Evitar pequenos cochilos ao longo do dia;
  • Jantar moderadamente em horário regular e adequado;
  • Não levar problemas para a cama;
  • Realizar atividades repousantes e relaxantes preparatórias para o sono.

Cientistas brasileiros realizam pesquisa semelhante

Em 2014, uma equipe de cientistas do Instituto do Sono, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), também desenvolveu um estudo sobre o tema, chegando a conclusões semelhantes. Publicado no mesmo ano na revista Sleep Medicine, o estudo reuniu mais de mil pessoas moradoras da cidade de São Paulo.

Professor de Biologia e Medicina do Sono na Unifesp e um dos autores do estudo, o geriatra Ronaldo Piovezan explica que o estágio mais profundo do sono não REM é fundamental para a recuperação corporal por ser onde ocorre a liberação de alguns hormônios. Um deles é o do crescimento, muito importante para a regulação do funcionamento muscular. A perda do sono, argumenta o especialista, pode então estar ligada à perda de massa muscular na velhice, o que pode levar à dificuldade de locomoção e aumentar o risco de quedas.

Thaiz lembra que alguns estudos afirmam que a prática de atividades físicas ajudam na qualidade do sono. Porém, praticar exercícios à noite, perto do horário de dormir, pode prejudicar a qualidade do sono.

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Veja 5 sabotadores dos exercícios físicos e aprenda a vencê-los

A cultura da atividade esportiva nunca havia feito parte da vida da professora Nádia Sarkis, 64 anos. Os hábitos só mudaram após enfrentar e vencer um linfoma. “Na academia, tenho um grande apoio no grupo de amigos que fiz. É o meu maior estimulo à continuidade”, conta ela, que, desde então, tem driblado todos os sabotadores da prática de exercícios físicos.

Não é diferente para a promotora de vendas Lilian Maeda, 56 anos, que há 12 resolveu adotar um estilo de vida mais saudável. Entre os altos e baixos na luta para manter a rotina, aponta como principal obstáculo a prioridade que dá à família e ao trabalho, em detrimento dos cuidados pessoais.  “O tédio da repetição dos exercícios também me desestimulava”, afirma.

Os casos de Lilian e de Nádia ilustram um problema típico entre pessoas que se dispõem a incluir a prática esportiva no dia a dia: gatilhos que funcionam como sabotadores da prática de exercícios físicos. Uma desculpa aqui, outra ali, e os exercícios físicos vão ficando cada vez mais esparsos. Até que, um dia, cessam.

O Diagnóstico Nacional do Esporte, estudo realizado pelo Ministério do Esporte de 2010 a 2014, mostra que a principal causa de abandono das práticas esportivas é a falta de tempo.  Quase 70% das 8.902 pessoas entrevistadas responderam que trabalho, estudo e família, entre outros, não deixavam algumas horinhas livres por semana para fazer atividade física.

“O cenário tende a piorar com o passar do tempo, porque as pessoas costumam achar que não têm mais idade para determinadas coisas”, diz a personal trainer Diana Philippsen, cofundadora da assessoria TRIBVs, especializada em treinamento integrado. “A desistência quase sempre ocorre primeiramente por frustração, porque se cria uma expectativa de resultados imediatistas que não condizem com a realidade.”

Outro motivo apontado por ela é a ocorrência de lesões. Em geral, elas ocorrem quando a prática é mal orientada e levam ao abandono da atividade física.

O personal trainer Jorge Iran, da Enjoy Running Assessoria Esportiva, concorda com a colega e destaca a importância de variar os estímulos para que a fase de adaptação seja superada e os resultados visuais comecem a aparecer. “O ambiente precisa ser receptivo, com boa iluminação e limpeza, além de ter uma boa equipe de profissionais trabalhando em conjunto”, avalia.

A falta de vivência motora na infância e a resistência à mudança de hábitos são outros dois componentes que minam a continuidade de atividades físicas, sinaliza o personal trainer Daniel Zani. “O passar da idade traz não só a perda muscular. Há também uma redução da autoconfiança e, nessa hora, o trabalho do educador físico faz toda diferença.”

5 sabotadores da prática de exercícios físicos e como superá-los

  • Confundir preguiça com falta de tempo.Solução: Repense seus horários e trabalhe na mudança de hábitos. Acredite: com o tempo, a prática começa a fazer parte da rotina – e deixa o dia a dia mais estimulante. 
  •  Achar que não tem mais idade.
    Solução: Tenha companhia. Quando a preguiça bater, convide alguém para treinar. Assim, um incentiva o outro a não desistir. Também vale apostar nas atividades em grupo, que são mais motivadoras.
  •  Pensar que tal atividade não é para você, que não sabe fazer isso ou aquilo.
    Solução: Para quem está disposto a aprender, basta se aventurar. Tudo é uma questão de tempo. A autoestima agradecerá quando você estiver mais confortável na prática.
  •  Não iniciar nenhuma prática por questões de saúde.
    Solução: A atividade física hoje, em alguns casos, é usada como tratamento não farmacológico no caso de doenças como diabetes e hipertensão, entre outras. Ela ainda aumenta a longevidade, alivia o estresse e a ansiedade, melhora o sono, ajuda a controlar o peso, impacta o bem-estar e diminui o risco de doenças do coração e osteoporose. Quer mais?
  •  Imaginar que todo mundo nasceu atleta, menos você.
    Solução: Não se engane, não é fácil para ninguém. Mas a regularidade na prática vai mostrando outros caminhos e passa ser algo (bastante) prazeroso.
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