Identificar os tipos de fome ajuda no emagrecimento

Física, emocional, específica, social. Conhecer os tipos de fome é essencial para não brigar com a balança. “Quando a pessoa não busca na comida a solução dos seus problemas ou justificativas de merecimento deturpadas, fica mais fácil evitar o consumo de calorias extras durante o dia”, afirma Ione Leandro, consultora em nutrição estética da rede Onodera.

Ansiedade, estresse, tédio e até mesmo alguns hábitos negativos são vilões quando o assunto é emagrecer. Que o diga a secretária Kelly Souza, 51 anos, que, apesar de estar com sobrepeso, busca no açúcar a válvula de escape para momentos de pressão no trabalho. “Quando minha chefe pede coisas para ontem, eu abro a gaveta e já me energizo com um chocolate”, confessa.

Para ficar de bem com o seu corpo, da próxima vez que sentir fome, faça, primeiro, uma dessas quatro perguntas:

É fome física?

A fome é uma necessidade fisiológica de nutrientes. E o organismo sinaliza. Quando a barriga começa a “roncar”, é ele avisando que é preciso manter o balanço energético. “Os barulhos estomacais são um sinal do cérebro para a necessidade de combustível, ou seja, alimento para o corpo”, explica a nutricionista.

Nesses casos, levando em conta necessidades e hábitos individuais, recomenda-se “fracionar as refeições a cada três ou quatro horas e apostar em frutas, cereais integrais e gorduras do bem – estas fontes de energia que auxiliam no transporte de vitaminas e na adequação hormonal e podem ser encontradas em oleaginosas e peixes ricos em ômega, por exemplo”.

Para manter uma dieta saudável, devem ser evitados alimentos com alta concentração de sódio – como os industrializados –, carnes gordurosas, doces, frituras, refrigerantes e bebidas alcoólicas.

É fome emocional?

Ela surge do nada e com urgência, quando há a necessidade de usar o alimento para compensar ansiedade, culpa, tristeza ou mesmo cansaço depois de um dia longo de trabalho. “As pessoas não se alimentam apenas para saciar a fome, mas também porque é prazeroso”, pontua Ione.

No entanto, quando é “utilizada como forma de recompensa, merecimento, resposta ao estresse e outros fatores psicológicos que nada têm a ver com apetite, é necessário parar, entender e, se necessário, buscar acompanhamento com especialistas”, recomenda.

“A compulsão por determinado tipo de alimento é uma forma de acolhimento emocional”, explica. “Cada indivíduo responde de uma forma, mas é importante conhecer o que está levando a um distúrbio alimentar, tanto no excesso, quanto na falta.”

É fome específica?

Relacionada à fome fisiológica ou emocional, a fome específica geralmente envolve alimentos preferidos pela pessoa ou que há tempos não são degustados. “É a memória emocional”, diz Ione. Está relacionada ao prazer, a saborear.

Muitas vezes, é o famoso desejo. E dá para driblá-lo sem ingerir muitas calorias, fazendo escolhas inteligentes. “O padrão normal é quando podemos controlar e aguardar o momento certo de saciá-lo. Mas se torna um problema quando vira compulsão.”

É fome social?

Ela surge quando, mesmo sem vontade, a pessoa se vê obrigada a comer por estar em eventos sociais, como confraternizações e festas. “Geralmente a fome social aparece quando se vê determinado alimento ou se sente seu cheiro.”

Mas é importante que a pessoa não se sinta culpada por comer doce, hambúrguer ou pizza, por exemplo. “A recomendação é fazer um lanche saudável antes de ir ao evento e apenas comer pequenas porções, socialmente.”

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Dezembro Laranja: dermatologistas oferecem consultas gratuitas para prevenir o câncer de pele

As ações para o Dezembro Laranja organizadas pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) começam neste sábado (7) em todo o Brasil. Com o objetivo de promover a conscientização e a prevenção do câncer de pele, cerca de 4 mil dermatologistas e voluntários estarão espalhados em várias cidades do país para oferecer consultas gratuitas à população. 


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No total, serão 130 postos de atendimento funcionando das 9h às 15h, para fornecer informações sobre tratamentos da doença e medidas preventivas. Para encontrar um posto perto de você, clique aqui.

Dezembro Laranja: campanha visa combater o câncer de pele

O câncer de pele é o tipo de câncer com maior incidência no Brasil, correspondendo a 33% de todos os diagnósticos feitos. São cerca de 180 mil novos casos todos os anos. Apesar de levar à morte, o câncer de pele tem mais de 90% de chances de cura quando descoberto no início.

Em 2018, a campanha de Dezembro Laranja promovida pela SBD realizou mais de 26 mil atendimentos e conseguiu identificar 3.852 casos da doença, entre carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma. Em 20 anos, essa ação já beneficiou mais de 600 mil pessoas e, em 2019, tem previsão de ajudar outras 30 mil com as consultas gratuitas.

“É um dia de voluntariado no qual queremos reforçar a importância da proteção diária para prevenção, além de alertar que a identificação precoce do câncer da pele aumenta as chances de cura e evita danos ou mutilações mais profundas”, explica Sérgio Palma, médico dermatologista e presidente da SBD.   

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Os benefícios da natação para o corpo e para o cérebro

Até hoje, os benefícios da natação à saúde mais conhecidos por médicos e pacientes eram em relação à circulação sanguínea e a distúrbios respiratórios, como asma e bronquite. Mas o que muita gente ainda não sabe é que este esporte também melhora – e muito! – o funcionamento do cérebro e a recuperação de suas células danificadas.

Um estudo publicado pelos pesquisadores Vishal Madaan e Frederick D. Petty, da Universidade de Nebraska Ashish Sharma, na revista National Center for Biotechnology Information, mostra que a natação deixa o cérebro mais saudável e ajuda a produzir benefícios nos neurotransmissores, melhorando a conservação da memória, as funções cognitivas e a coordenação motora. Também ajuda a aliviar sintomas de ansiedade.


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Segundo os especialistas, isso acontece porque, ao melhorar a circulação sanguínea no cérebro e seus efeitos sobre o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, conjunto de glândulas responsável pelo controle das ações emocionais, a natação aumenta o fluxo de sangue, ajudando a melhorar a memória, o humor, a clareza e o foco.

Pausa… sobre o que estávamos falando mesmo? Ah, sim! Está comprovado que a natação reduz o processo de perda de memória em pessoas com mais de 60 anos e aumenta a capacidade de aprendizagem, diminuindo também as chances de demência.

Benefícios da natação para o cérebro

Assim como outros exercícios, a natação libera endorfina, que ajuda na gestão do estresse e da ansiedade, aliviando tensões e combatendo alguns sintomas depressivos. Também ajuda a impedir a entrada de estímulos externos, aumentando a concentração.

Além de tudo, é considerada uma ótima forma de exercício de baixo impacto. Sua prática permite que toda a musculatura das regiões do braço, peito, costas, ombros e pernas sejam trabalhadas. Os variados estilos de nado treinam músculos diferentes em movimentos repetitivos. Esses exercícios podem, inclusive, auxiliar na recuperação de lesões.

“Quanto mais exercícios regulares um idoso pratica, mais irrigado se torna o seu cérebro e mais neurônios são produzidos”

Outro estudo descobriu que este esporte produz um efeito antidepressivo em ratos. Os roedores participaram de um teste de natação para determinar a quantidade de tempo que passam imóveis na água e o tempo que passam nadando. Os ratos preguiçosos passaram muito mais tempo na natação ativa em comparação com os ratos deprimidos. Além disso, os roedores que praticavam a atividade eram menos propensos a apresentar sintomas depressivos após 30 dias.

A cardiologista Angélica Bösiger, do Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE), explica que o cérebro está exposto a uma atividade inflamatória intensa ao longo de toda a vida, por isso, quanto mais exercícios se faz, menores serão as chances de inflamações e de doenças.

“Exercício é sempre muito bom. Quando bem feito, é bom para o corpo, para o cérebro, para crianças, adultos e idosos. Quanto mais exercícios regulares um idoso pratica, mais irrigado se torna o seu cérebro e mais neurônios são produzidos”, afirma Angélica. Ela conta que, antigamente, acreditava-se que os neurônios eram formados apenas no início da vida. “Hoje sabemos que os neurônios vão se formando ao longo da vida. Além disso, algumas proteínas importantes para função cerebral são produzidas em maior quantidade quando a gente faz exercícios”, destaca.

Angélica também destaca o aumento da autoestima como importante benefício da natação. “O idoso que pratica natação e se exercita todos os dias, sabe que é capaz. Ele se sente mais forte e confiante”, conclui.

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Benefícios da dança para o bem-estar físico, mental e emocional

Apreciada em todo o mundo, a dança é uma forma de expressão artística, usada por muitas culturas para contar histórias, celebrar, compartilhar momentos ou simplesmente maravilhar os olhos. Além de entretenimento, são muitos os benefícios da dança para quem a pratica, seja fortalecendo o corpo ou cuidando do bem-estar físico, emocional e mental.

“Os benefícios da dança para a saúde e para o bem-estar são vários”, conta Guilherme Monteiro, médico e professor de tango. Ela pode ajudar na socialização, desenvolver uma noção de percepção própria e melhorar os níveis de consciência e organização corporal. Além disso, a dança também é um forte aliado contra estresse e doenças psiquiátricas, já que influencia de forma positiva no humor de todo mundo envolvido.

“Mais do que só um exercício físico, a dança possibilita às pessoas se incluírem mais”, afirma Monteiro. “É uma atividade social e lúdica, que permite a elas um acréscimo de resiliência a fim de transpor as dificuldades do dia a dia”. Para o médico e professor, a dança também ajuda a combater a ansiedade e a depressão.

Dança é acolhimento e conexão

Para muito dançarinos, profissionais ou amadores, dançar significa se conectar consigo mesmo, descobrir os limites do corpo e ultrapassá-los, encontrando uma nova forma de viver no mundo. É também uma forma de achar acolhimento e conforto na presença de outras pessoas e se inserir em um meio social que preza pela afetividade.


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Guilherme explica que a dança não substitui uma academia, uma atividade de musculação ou até mesmo a corrida, mas traz muitos ganhos ao promover momentos de inclusão, principalmente naquelas em que há toque, como o tango. “O toque é terapêutico e traz conforto, ainda mais no tango, em que a gente trabalha com o abraço. É um afeto e também um acolhimento dentro de uma sociedade que cada vez mais se isola e que está cada vez mais sozinha”. 

Assim, a dança também se transforma em um processo de cura e de prevenção contra males externos e internos. “É uma forma preventiva de se relacionar com o mundo e de gerar menos ansiedade, criando um ambiente em que é possível aceitar melhor as diferenças”. 

É também uma maneira de se conhecer melhor e de descobrir todas as possibilidades do próprio corpo. “Acho que é uma ferramenta de autoconhecimento e de autopercepção corporal incrível. Todas as pessoas deveriam experimentar independentemente da faixa etária”, afirma o professor.

benefícios da dança

Crédito: Lu Barcelos/Chocolate Fotografias

Benefícios da dança para todos

Outro dos vários benefícios da dança é que ela é inclusiva e pode abraçar diferentes públicos, faixas etárias e até mesmo condições de saúde e limitações do corpo. Existem pessoas que começam a dançar bem cedo, como as crianças que iniciam o balé aos quatro anos de idade. E existem também pessoas mais velhas, com mais de 50 e 60 anos, que se descobrem na dança de salão. Para Guilherme, não existe idade certa para dançar: “Eu acho que as pessoas podem começar a dançar em qualquer idade”.

Pessoas com deficiência também podem se beneficiar dessa atividade. Difundida em todo o mundo, a dance ability é um método inclusivo baseado na improvisação de movimentos, visando trabalhar a capacidade de cada indivíduo independentemente de idade, origem e experiência na dança, e se ele tem ou não alguma deficiência.

“Eu acho realmente que a dança é uma atividade sem fronteiras. As pessoas podem dançar a partir de suas próprias capacidades e de seu próprio desenvolvimento. Ela é inclusiva, mas também respeita a individualidade de cada um”, explica Guilherme.

É claro que é sempre importante ter cuidado. Quando a prática for feita com pessoas com deficiência, é necessário ter o acompanhamento de profissionais capacitados, que saibam como explorar as diferenças de cada um e que entendam o processo de inclusão.

começo de uma nova vida

Telma Camargo da Silva tem 67 e é antropóloga, encadernadora e tangueira. Descobriu a felicidade na dança, quando começou a praticar dança de salão e samba de gafieira, que logo a conduziram ao tango, sua verdadeira paixão. Há oito anos, ela faz aulas regulares e participa de seminários em todo o Brasil (e até em outros países), mergulhando de cabeça na história, musicalidade e beleza dessa prática.

“Sem dúvida vivo melhor porque sou uma tangueira, ou melhor, uma milongueira, para usar o vocabulário do nosso meio”, conta. “As várias dimensões da minha vida e da minha pessoa foram impactadas de forma positiva pela minha inserção no mundo do tango”.

Ela explica que se sente bem fisicamente por causa do tango e que sua flexibilidade, sua postura, seus movimentos e até mesmo sua respiração estão muito melhores desde que começou a dançar. “Como o tango envolve muitos movimentos, sendo que alguns são de difícil execução, trabalho minha memória para me lembrar de cada um deles na hora da milonga (baile de tango)”.

benefícios da dança

Crédito: Dorothea Queiroga Vasques

Criando conexões através de passos no salão

Além dos benefícios físicos e mentais, o tango também trouxe um bem-estar social para Telma, que passou a se inserir em novos grupos e fez amizades fora de seus círculos já estabelecidos. Para ela, foi uma forma de “renovar as afetividades”.

Como a comunidade tangueira se estende a outros países, como Itália, França e Rússia (além de Argentina e Uruguai, países onde o tango se originou), ela também viu diante de si a oportunidade de conhecer novos lugares e se conectar a pessoas de culturas diferentes. “Acredito que me tornei uma pessoa mais alegre e mais aberta aos relacionamentos com outras pessoas que não pertencem ao espaço acadêmico e universitário”, comenta.

No entanto, Telma diz que ainda tem muito aprender. “Meus oito anos de tango não são nada. Estou sempre à procura de me aprimorar e de mais conhecimento. E isso é um fator importante na minha vida cotidiana”, finaliza.

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Conheça os segredos para fazer a primeira parcela do décimo terceiro mudar sua vida financeira

Você pode até não se dar conta disso, mas o último dia do mês tem tudo a ver com a sua longevidade financeira. Especialmente se tem carteira assinada e vai receber a primeira parcela do décimo terceiro salário.

Se você via esse dinheiro apenas como uma graninha a mais para gastar no fim do ano, aí vai uma notícia importante: ele é bem mais do que isso. É o que explicam a terapeuta financeira Aline Soaper e o coordenador do curso de ciências contábeis da Anhanguera Osasco, Marco Antonio Cordeiro.

Esse valor “é um direito do trabalhador, um benefício depois de 12 meses de trabalho e por isso vale a pena planejar para usar bem”, pondera Aline. Vale dar atenção especial à primeira parcela. A segunda não é tão polpuda, já que são descontados os valores previdenciários e o de Imposto de Renda.


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“O bom uso do décimo terceiro salário pode ser a chave para ingressar na educação financeira e, assim, assumir o papel de gestor de seus recursos, pagar as contas em dia e poder efetuar investimentos para realizar sonhos de curto, médio e longo prazos”, considera Cordeiro.

Quando você começar a perceber que consegue poupar, terá mais motivação. “Sentimos prazer em viver um novo status, deixamos de ser tomadores para ser investidores. Eu costumo dizer que dinheiro não traz felicidade, mas a falta dele rouba a nossa paz”, filosofa ele.

O que fazer com a primeira parcela do décimo terceiro

1. Organize-se

Você vai dizer que é chavão, já que todo mundo diz para ter anotadas as receitas e as despesas. Mas como é que se pode pensar em gastar o décimo terceiro salário sem saber quanto sobra ou falta no mês e qual é a projeção para os próximos meses? E, sim, sabemos que começar a monitorar tudo o que entra e o que sai da conta pode ser chato. Mas esse é o primeiro passo para gastar bem e investir melhor.

“Como bom princípio de educação financeira, [é preciso] ter um orçamento familiar das despesas mensais e conhecimento total dos endividamentos, ou seja, dos compromissos de longo prazo, e também das inadimplências, que são as despesas que não foram pagas em seus vencimentos”, recomenda ele.

2. Escolha o que quitar

“Se durante 2019 você se atrapalhou financeiramente e acabou com contas em atraso, o décimo terceiro deve ser a oportunidade de fazer esse ajuste e colocar tudo em dia”, recomenda ele. O coordenador lembra ainda que esse dinheiro não é uma renda extra. “Faz parte de um ajuste de prazos em relação à quantidade de semanas do ano.”

3. Priorize a dívida certa

Não é uma boa fazer dívidas e esperar para pagar com a primeira parcela do décimo terceiro, segundo Aline. “O ideal é não tê-las”, diz. “Se a pessoa já está endividada, pode ser uma boa estratégia reduzir as dívidas” com ele.

Para a terapeuta financeira, se houver a oportunidade de pagar várias dívidas, o ideal é começar pelas essenciais, como energia e aluguel. “Depois, as que têm garantia real, como financiamento de imóveis e carros, porque se você não pagar eles podem retirar o bem.”

4. Antecipe pagamentos

Verifique se é vantajoso quitar débitos com antecedência. Como? Cordeiro ensina: “Deve-se avaliar se o valor do desconto na antecipação dos pagamentos, em relação ao ganho de uma aplicação financeira, será maior”.

Ele conta que há financiamentos, como alguns de veículos, em que a antecipação da última parcela dá 50% de desconto no valor. “Dessa forma, vale a pena simular a antecipação de três ou quatro parcelas finais do carnê.”

5. Guarde uma parte para as contas de 2020

Agora pode até estar sobrando algum dinheiro. Mas deixe o começo do ano que vem começar para você ter aquele susto. IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) consomem uma boa fatia da renda – e pagar antecipado vale a pena.

“O desconto para pagamento à vista, geralmente, contempla 3%, e a poupança rende, em média, 6,15% ao ano. Então, você consegue ganhar metade do rendimento da poupança em apenas um mês antecipando os três meses de parcelamento do IPVA ou os dez meses de IPTU. Em algumas cidades ou estados, o desconto pode ser até superior a 3%”, compara ele.

6. Crie uma reserva estratégica

“Se você já fez uma autoanálise e percebeu que seu humor se altera, que seus relacionamentos ficam mais difíceis e que sua energia acaba, tudo por conta da falta de dinheiro, guardar o décimo terceiro pode ser uma ótima estratégia para contornar esse problema”, diz o coordenador do curso de ciências contábeis.

O recomendado é ter uma quantia guardada para os meses de vacas magras. “Mesmo a Selic estando em baixa e a poupança rendendo pouco, a reserva é para cobrir a falta e não atrapalhar as outras coisas da vida”, diz ele, acrescentando que esse recurso “é o socorro, não irá configurar como investimento, e a sugestão é a poupança mesmo, até pela facilidade de resgate”.

7. Invista com sabedoria

Aqui está o grande ponto de virada: é preciso encarar o “décimo terceiro salário como agente transformador do seu status no mercado financeiro”, resume ele. E completa: “Você que sempre foi tomador de recursos, precisou de empréstimos e de cheque especial e pagou juros, que tal experimentar ser um investidor?”.

“Ao assumir o status de investidor, você pode se comprometer em fazer seus investimentos crescerem ao longo de 2020, e passar a ter disciplina para todo mês direcionar uma parte de sua renda para investimentos”, ensina o especialista.

Nessa decisão, será preciso avaliar seu perfil de investidor, avaliando se você comporta mais ou menos riscos. Para Cordeiro, pode-se pensar em um mix de tesouro direto, renda fixa, poupança e até ações. “Comece a experimentar e a se familiarizar com cada produto, para ter experiência no mercado financeiro”, orienta ele.

8. Pesquise antes de comprar

Se, no entanto, na sua lista de prioridades estão os presentes de Natal, a dica é pesquisar bastante os preços e ter um valor definido em mente. “Lembrando que há a liquidação de janeiro, pagar à vista sempre tem desconto e não ter vergonha de pedir desconto; é desta forma que você consegue fazer sobrar mais dinheiro”, finaliza ele.

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Peso ideal muda depois dos 60 anos; calcule o seu

Todo mundo sabe que controlar o peso ideal é uma recomendação de proteção à saúde. E o Índice de Massa Corporal (IMC) é uma medida bastante difundida, com suas faixas de baixo peso, peso normal, sobrepeso e obesidade. O que nem todo mundo sabe é que existe uma forma diferente de classificar o resultado para pessoas com mais de 60 anos de idade – que, na prática, admite uns quilinhos a mais.

O cálculo é feito da mesma forma para todas as faixas etárias e utiliza o peso e a altura: divide-se o peso (em quilos) pela altura (em metros) ao quadrado.

IMC = Peso (quilos) 
Altura (metros) x altura (metros)

O que muda é a interpretação do resultado dessa conta.

Assim, um adulto de 1,75 m que pesa 67 kg tem IMC 21,88, considerado adequado. No entanto, para uma pessoa com mais de 60 anos de idade com os mesmos 1,75 m e 67 kg, esse IMC representa baixo peso.

Se esse adulto de 1,75 m chegar aos 82 kg (IMC de 26,78), será considerado com sobrepeso. Já o sênior de 1,75 m e 82 kg apresentará peso adequado.


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A diferença se deve às modificações que acontecem no processo de envelhecimento, que podem estar relacionadas às doenças, ao estilo de vida e ao próprio avanço da idade, dizem as nutricionistas Ligiana Pires Corona, professora do curso de nutrição e do mestrado em gerontologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), e Larissa Hara, mestranda em ciências da nutrição e do esporte e metabolismo da mesma universidade.

ALTERAÇÕES

A principal mudança que interfere nessa classificação ocorre na composição corporal dos mais velhos. Na faixa etária a partir dos 60 anos pode acontecer uma redução da altura devido à compressão vertebral, à perda do tônus muscular e a alterações posturais.

Também é comum a redução do peso, pela diminuição da água corporal e da massa muscular. Ao mesmo tempo pode ser registrado um aumento da gordura corporal, com maior concentração na região abdominal. As alterações ósseas, devidas à osteoporose, também interferem.

CÁLCULO

Não existe ainda um consenso internacional sobre o padrão de IMC a ser adotado para quem tem mais de 60 anos de idade. No Brasil, o Ministério da Saúde adota e recomenda o chamado padrão de Lipschitz. Nela, os valores abaixo de 21,9 são considerados baixo peso. Entre 22 e 26,9, o peso está adequado. A partir de 27, a pessoa tem sobrepeso.

Para adultos com menos de 60 anos, o Ministério da Saúde adota o padrão recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) desde 1997. Por ele, IMC abaixo de 18,4 é tido como baixo; entre 18,5 e 24,9, adequado; de 25 a 29,9, sobrepeso; acima de 30, obesidade.

OUTROS FATORES

O IMC a partir de 30 é considerado obesidade para qualquer faixa etária. Porém, como o excesso de peso eleva o risco de doenças crônicas (como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e câncer), ele já é um sinal de alerta em idosos e requer uma avaliação clínica mais cuidadosa e completa.

Essa análise, dizem as nutricionistas, deve levar em conta não só o IMC, mas também a distribuição da gordura corporal. Entram na conta ainda os níveis de triglicerídeos e de HDL-colesterol, a pressão arterial, a glicose em jejum e a circunferência da cintura.

MAIS MÉTRICAS

Existe outro parâmetro importante a ser considerado para o público 60+: o perímetro da panturrilha. Segundo Ligiana e Larissa, essa é uma medida importante para avaliação da massa muscular e sua redução pode significar diminuição da força. Perímetro superior a 31 cm indica um quadro de normalidade. Um valor igual ou inferior é indicativo de desnutrição.

Médicos utilizam também a Miniavaliação Nutricional (Man), método importante para avaliar a nutrição em idosos, que traz questões sobre medidas antropométricas, modo de vida, medicação, mobilidade, número de refeições, ingestão de sólidos e líquidos, autonomia na alimentação e autopercepção da saúde e da nutrição.

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Cuidados com os pés: os erros mais comuns ao escolher um sapato

Quais são os erros mais comuns ao escolher um sapato? Para responder a essa pergunta, o portal do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon conversou com dois especialistas em cuidados com os pés, o ortopedista José Antônio Veiga Sanhudo, vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia de Tornozelo e Pé (ABTPé), e a podologista Karina Silva Barros, coordenadora técnica da Doctor Feet.

Na hora da compra, dizem os especialistas, conforto deve ser a palavra de ordem. “Tem que ter espaço para movimentar o pé ao levantar e ser confortável tanto no calcanhar quanto no meio do pé”, pontua Karina.


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Um dos equívocos mais comuns, segundo ela, “é optar por um sapato apertado, com a expectativa de que ele ‘folgue’ com o uso”. Ou o contrário, escolher um maior para durar mais e colocar jornal ou algodão na ponta. “Por ser um volume a mais, pode causar trauma nas lâminas das unhas e deformação dos artelhos, além de favorecer o surgimento de micoses”, adverte.

Cuidados com os pés ao escolher o calçado 

Tipo de pisada

São três tipos de pisada: normal, em que a pessoa pisa com o pé alinhado, distribuindo equilibradamente o peso corporal; supinada, quando se pisa mais com a borda externa do pé e impulso no dedinho; e pronada, em que a pessoa joga o peso para a parte interna do pé, tomando impulso com o dedão.

“Quem tem pisada neutra acomoda-se bem em uma variabilidade maior de calçados, mas não podemos extrapolar e dizer que se adaptam a qualquer tipo de calçado”, explica o ortopedista. “Já quem tem pisada supinada ou pronada precisa de mais estabilidade, portanto não é indicado utilizar sapatos e sandálias macios demais”.

“Na verdade, não existe um sapato específico para cada tipo de pisada, mas sim sapatos que acomodam melhor cada tipo pé”, complementa a podóloga. Ao escolher o calçado, “a pessoa tem que observar se o pé dela se encaixa direitinho no calçado”.

E exemplifica: “Para um pé mais fino e cavo, o salto não é indicado, pois não dá apoio no arco do pé, o que provoca calos e pode causar queda. Já um pé plano precisa de um calçado mais largo e de sola rígida para dar sustentação ao pé e não danificar facilmente, porém com palmilha confortável”.

Segurança e conforto

Para as mulheres

Sapatos e sandálias com salto meia pata são mais seguros do que os de salto alto. Isso porque acabam “diminuindo” o salto, ao reduzir a diferença de altura entre ele e a parte frontal do calçado. Ou seja, se o salto tiver sete centímetros e a meia pata três, é como se o salto tivesse apenas quatro centímetros.“O salto grosso é mais confortável, mas não deve ser usado com frequência”, sugere a podóloga. “Quanto mais apoio nos pés, melhor.”

Rasteirinhas, independentemente do modelo, “nunca são totalmente seguras”, diz Karina. “Elas possuem solados duros – uns modelos mais e outros menos –, geralmente são escorregadias e não possuem algo essencial que é a elevação do calcanhar, sendo, assim, um tipo de calçado que não dá estabilidade ao pé e faz com que a pessoa force demais a musculatura na hora da marcha.”

E as sapatilhas, segundo ela, também não devem ser usadas regularmente. “Por não dar sustentação ao pé e ser aberta no dorso, ela aperta os dedos e o calcanhar para não sair do pé. Pelo ponto de vista postural, esse tipo de calçado também é péssimo. Outro detalhe é que as mulheres usam sem meia, o que pode provocar odores causados por microrganismos do suor e infecções nas unhas.”

Para os homens

Os calçados masculinos, por não terem salto alto, não apresentam os distúrbios de pressão e as alterações biomecânicas da marcha dos femininos. “Calçados com solado emborrachados e com a câmera anterior alargada costumam ser os mais confortáveis”, pontua Sanhudo. Dê preferência a calçados de couro natural, “pois permitem uma maior ventilação do que os de material sintético”.

“Já os chinelos apresentam as vantagens de serem calçados abertos, que permitem mobilidade dos artelhos, mas habitualmente apresentam solados com baixa absorção de impacto e, por não terem fixação na parte de trás do pé, não conferem grande estabilidade durante a marcha”, adverte.

Para ambos

O solado deve ser antiderrapante, de preferência, para dar mais segurança. E isso vale para todo tipo de pisada.

Cuidados com os pés: escolha do tênis

Alguns cuidados devem ser tomados, especialmente para os praticantes de corrida, explica o ortopedista: se você exercita-se diariamente, procure alternar o tênis que usa, “porque a resiliência do calçado [capacidade de recuperar as suas características originais, especialmente as relacionadas à absorção de impacto] costuma ser superior a 24 horas”.

Além disso, evite lavá-lo, “porque a umidade enfraquece as costuras e diminui a vida útil”; e respeite a validade, que, “suporta bem 500 quilômetros de uso, mas depende do peso do corredor e do tipo de terreno, entre outros fatores”.

Cuidados com os pés ao experimentar o calçado 

Tamanho

O tamanho dos calçados varia entre marcas e estilos. “Não escolha um calçado pelo número impresso, sem experimentá-lo”, afirma Sanhudo. Também não compre um que esteja apertado, com a esperança que ceda com o uso, “pois isso pode ocorrer às custas de bolhas, calosidades ou outras lesões mais graves”.

Também é necessário prestar atenção à ponta dos dedos. “É preciso uma folga na extremidade, para que eles não se deformem em garra. Deve haver ainda um espaço acima dos dedos, para que consigam se movimentar um pouco, pelo menos.”

Habitualmente, explica o ortopedista, temos um pé maior do que o outro. “Experimente os dois pés e certifique-se de que ambos estejam confortavelmente vestidos.” Por fim, lembre que, com o tempo, “o tamanho do seu pé pode mudar e você pode precisar de um calçado maior do que você usava anteriormente”.

Horário da compra

O melhor momento para experimentar calçados é no final da tarde ou à noite. “Os pés incham em maior ou menor proporção durante o dia, por isso procure comprar calçados no final do dia, quando seus pés estão mais inchados”, finaliza o médico.

Palmilhas

Existem dois tipos de palmilhas: as de silicone e as ortopédicas. No primeiro caso, elas são fabricadas com materiais que amortecem o impacto sobre as articulações. Já as ortopédicas, segundo a podóloga, “são produzidas sob medida com a principal finalidade de modificar a inclinação corporal e amenizar a tensão sobre os músculos responsáveis pelo equilíbrio do corpo” – e, com isso, ajudam no tratamento de dores e problemas que acometem todo o sistema locomotor: pés, pernas, joelhos, calcanhares, quadris, costas e tornozelos.

Consequências de uma escolha inadequada

“A escolha inadequada de um calçado pode ocasionar sérios danos à saúde”, segundo Karina. Os primeiros sintomas são a formação de bolhas e calos, principalmente nos dedos e no calcanhar, dor na face plantar do pé e desconforto ao caminhar. “Ao insistir no modelo, a pessoa pode enfrentar a formação de neuromas [tumor nos nervos], calosidade nas regiões interdigitais e plantares, acentuação e desenvolvimento de joanete e fascite plantar [inflamação na sola do pé].”

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7 dicas para você aproveitar a Black Friday sem se endividar

Falta pouco para a Black Friday e as lojas em todo o Brasil já começaram a disputar a atenção dos clientes com ofertas tentadoras nos mais variados produtos. Este ano, o dia tão aguardado pelo comércio e pelos consumidores será em 29/11, última sexta-feira de novembro, e promete bater um recorde em vendas, superando 2018.


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Especialistas, no entanto, recomendam muita cautela antes de ir às compras. É importante proteger-se de propagandas enganosas e prestações que podem comprometer o orçamento doméstico, além de evitar gastos desnecessários.

Saiba como não se endividar na Black Friday

Planeje suas compras

“O primeiro passo é ter em mente os itens que você precisa comprar e quanto dispõe para gastar, para não exagerar nas compras e adquirir uma dívida que se tornará um problema futuro”, comenta Haroldo Monteiro, especialista em varejo e coordenador do MBA Gestão Estratégica no Varejo no Ibmec/RJ. 

Pesquise antes de comprar

Monteiro também explica que o processo de compra deve começar com uma pesquisa, feita de preferência com bastante antecedência. “Vá anotando a variação de preços e pesquisando em vários sites”, explica. Assim, quando surgir uma promoção, você terá certeza se o produto está realmente mais barato ou não, e se a compra compensa. “Só compre se a oferta valer a pena”, aconselha o coordenador.

Não compre apenas por comprar

Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros, é categórico: “Não compre se precisar se endividar para isso”. Analise antes sua condição financeira e se a compra vai impactar negativamente no orçamento de sua família. Nem sempre vale a pena consumir algo só porque está barato.

Descubra o melhor dia para fazer suas compras

Às vezes, o dia da Black Friday nem sempre é o melhor para comprar, opina Gabriel Trindade, gerente comercial do Digital Commerce Group. As lojas online geralmente caem, o sistema fica lento, o consumidor fica com muitas dúvidas sobre o pedido e as confirmações demoram, pois o volume de compras é intenso. “Como as promoções já começam na noite de quinta e se alongam até segunda, não vá no impulso da sexta”, argumenta.

Black Friday

Crédito: Andrey_Popov / Shutterstock

Cuidado com as ofertas muito boas

Gabriel ressalta que nem sempre o preço mais baixo é a melhor oferta. “Muitas lojas derrubam o preço do produto, mas cobram um frete altíssimo para compensar”, explica. Portanto, considere como preço final apenas o valor do produto somado ao frete. Faça a conta e tome cuidado com a oferta mais chamativa da vitrine, porque ela pode pesar mais em seu bolso depois.

Veja se o site é confiável

Hoje em dia, é cada vez mais comum que empresas fantasmas usem sites atraentes para iludir clientes e aplicar golpes. Para evitar esse problema, procure descobrir se essa empresa realmente existe e se possui endereço físico ou telefone para contato caso ocorra algum problema na hora da compra ou no pós-venda.

Fique de olho nos seus direitos

O advogado Gilberto de Jesus Bento Junior orienta o consumidor a ficar atento e evitar ações abusivas por parte das empresas. “Hoje se observa um crescente número de reclamações”, comenta. 

O Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90) permite, no artigo 49, que o consumidor se arrependa da compra que fez em até sete dias corridos. “Assim, sempre que você perceber que fez uma compra que não deveria ter feito, seja ela por qualquer motivo (não é necessário justificar), pode pedir o cancelamento sem qualquer custo.”

É importante documentar, ao menos por e-mail, e guardar esse pedido de desistência. Se ocorrer a cobrança, você terá direito à devolução do valor em dobro e uma indenização compensatória. “Devemos reivindicar mais qualidade, mais respeito ou ao menos a reparação e responsabilidade contra os abusos que sofremos”, afirma Gilberto.

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10 fatos que você tem que saber sobre cigarro eletrônico

Ele já foi apresentado como uma alternativa segura ao tabaco. Virou moda. Ganhou design moderno, cores e sabores. Mas o jogo virou para o cigarro eletrônico.

Dos EUA, começam a chegar relatos sobre os malefícios que ele pode produzir à saúde. E o que, a princípio, parecia inofensivo tornou-se um problema de saúde pública em alguns países.

A seguir, a diretora da ONG ACT Promoção da Saúde Anna Monteiro e o cirurgião oncológico e diretor-executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni Jr., contam o que você precisa saber sobre cigarro eletrônico.

O cigarro eletrônico é seguro?

“Não existe produto de tabaco seguro”, informa Maltoni Jr. E os cigarros eletrônicos estão incluídos aí: “Eles tentam passar a ideia de modernidade, com produtos similares a pendrives e outros, com sabores diversos, para atrair os jovens que já têm internalizado que o cigarro tradicional faz mal à saúde”.

Elevicia?

Sim, e por vários motivos. O primeiro e mais conhecido é a presença de nicotina. “É esse componente responsável pelo vício. Além disso, possui uma série de substâncias tóxicas e cancerígenas”, diz o médico. Mas ele lembra que há mais do que a dependência física e química. “Ela é também psicológica e comportamental.”

E os que não liberam nicotina? 

Pois bem, não é apenas a nicotina que faz mal à saúde. O especialista explica que os cigarros eletrônicos aquecem um líquido para produzir um aerossol, que é inalado pelos usuários. “Esse líquido pode conter diversas substâncias que dão sabor e que, misturadas, provocam outras alterações, que não sabemos ainda o real efeito no ser humano.”

Qual é o impacto do fumo na meia-idade?

É sabido que o tabagismo impacta negativamente a expectativa de vida. Basta dizer que, atualmente, é a principal causa de morte evitável.

Mas não é só isso: o fumo compromete também a qualidade de vida, sendo um acelerador do processo de envelhecimento. Uma pesquisa com 149 mil pessoas, com média de idade de 55 anos, mostrou que a idade biológica dos fumantes é o dobro da cronológica, quando comparados aos não fumantes.


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E parar, especialmente para quem passou dos 50, pode ser mais difícil, indica outro estudo. Em geral, essas pessoas têm maior dependência da nicotina, de acordo com os pesquisadores. Vale lembrar que o cigarro eletrônico também pode conter essa substância.

Cigarro eletrônico e cigarro aquecido são similares? 

Os chamados DEFs (dispositivos eletrônicos para fumar) abrangem cigarros eletrônicos, e-cigs e vaporizadores. A diretora da ONG ACT Promoção da Saúde esclarece que os primeiros “usam uma bateria para aquecer um líquido, que geralmente contém nicotina e sabores, produzindo um aerossol, inalado pelo usuário”.

Nos produtos de tabaco aquecido, há uma bateria que aquece um cigarro ou um bastão de tabaco para produzir um aerossol. “Também contêm nicotina e outros produtos químicos, que são inalados”, diz ela, acrescentando que, “em razão de seu vapor, os usuários desses dispositivos não se consideram fumantes, mas sim ‘vapers’”. 

O cigarro eletrônico é liberado no Brasil?

Ainda que se possa encontrar DEFs no mercado paralelo, a importação, a comercialização e a propaganda desses produtos são proibidas no país desde 2009. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informa que a segurança dos dispositivos não é comprovada, mas tem discutido o assunto.

Por que se tornaram populares fora do Brasil?

“Lançados no mercado com o pretexto de ajudar fumantes a se livrar da dependência de nicotina, os DEFs acabaram sendo usado maciçamente por jovens, na iniciação ao fumo”, avalia Anna. Um dos mais conhecidos, por exemplo, pode ser carregado na porta USB do computador e é vendido em diversos sabores, como creme, manga e menta.

A adesão dos jovens cresceu de forma “alarmante”, segundo um relatório do Surgeon General, órgão do governo americano. De 2011 a 2015, esse aumento foi de 900% entre estudantes de ensino médio. “O uso de cigarro eletrônico entre jovens e adultos dos EUA é agora uma grande preocupação de saúde pública”, indica o texto.

Que malefícios o cigarro eletrônico pode trazer à saúde?

Ele pode provocar doenças cardiovasculares, neurológicas e o câncer. E também lesões pulmonares graves, informa o médico. O CDC investiga um surto de lesão pulmonar associada ao uso de produtos de cigarro eletrônico nos EUA. Até 29 de outubro deste ano, haviam sido relatados 1.888 casos, incluindo 37 mortes. Os dados são atualizados semanalmente.

Pesquisas recentes mostram que:

– O cigarro eletrônico prejudica a fertilidade. Um estudo publicado no periódico científico “Journal of the Endocrine Society” indicou que camundongos expostos ao vapor do dispositivo tiveram um atraso no início da primeira ninhada, em relação aos que não tiveram contato com a substância.

– Outro estudo com camundongos, este feito por 54 semanas por pesquisadores da New York University, indicou que o vapor do cigarro eletrônico com nicotina causa câncer de pulmão. Também foram constatadas lesões pré-cancerosas na bexiga de 57,5% dos animais.

– Usuários de cigarros eletrônicos têm mais chances de desenvolver infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, depressão e ansiedade e problemas circulatórios. O estudo, publicado no periódico científico “Journal of the American College of Cardiology”, reforça, contudo, que são precisos mais estudos para estabelecer a ligação causal entre as doenças e o dispositivo.

O cigarro eletrônico pode comprometer a política nacional de combate ao fumo?

“Com certeza. É um retrocesso, uma vez que, ao longo dos anos, conseguiu-se a redução de 40% do número de fumantes e uma geração de jovens que realmente sabe que o cigarro faz mal à saúde”, reforça o cirurgião oncológico.

Essa diminuição, segundo dados divulgados neste ano pelo Ministério da Saúde, foi observada nos últimos 12 anos. Os dados mostram ainda que 9,3% dos brasileiros afirmavam ser fumantes em 2018. “Se os brasileiros estão deixando de fumar, é resultado de muitas lutas e articulações no fomento de políticas públicas de controle do tabagismo”, assinala o médico.

“Medidas como política de preços e impostos, restrição da publicidade, ambientes livres de fumo, entre outras, foram fundamentais para essa conquista, e é preciso avançar”, pondera a diretora da ONG ACT Promoção da Saúde.

Ele acrescenta: “Liberar cigarros eletrônicos ou de tabaco aquecidos não é uma saída para diminuir a dependência ao fumo”. O problema, segundo Maltoni Jr., “está exatamente no fato de que indústria do tabaco não é clara e tenta passar a ideia aos jovens de que esses produtos, por não existir a combustão como nos cigarros tradicionais, são menos danosos à saúde, o que não é verdade”.

Por que as pessoas se sentem atraídas pelo cigarro eletrônico?

Há uma combinação de novas tecnologias com estratégias de marketing, segundo Monteiro. “Algumas [indústrias] usam mensagens que afirmam explícita ou implicitamente que são alternativas mais seguras e menos tóxicas aos cigarros convencionais”, diz ela.

Outro ponto são as publicidades “com modelos jovens e atraentes, patrocínio de eventos e festas esportivas, colocação de produtos e uso de influenciadores de mídias sociais”, segundo a executiva.

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É possível economizar até R$ 2.864 em um ano com tarifas bancárias

É possível economizar – e muito – tendo um uso mais racional da conta corrente. Ajustando o pacote de serviços ao básico, o consumidor pode até zerar os pagamentos mensais de tarifas bancárias e acumular em 12 meses R$ 2.864 (valor máximo cobrado para um pacote completo, segundo o último levantamento da Febraban).

“A maioria dos brasileiros desconhece o quanto paga ao banco e gasta mais do que deveria”, afirma Dori Boucalt, consultor e advogado especialista em Direito do Consumidor. “Se o cliente souber exatamente como usa o banco, pode até não pagar tarifa”, garante Renata Reis, coordenadora das áreas técnicas do Procon-SP.

Das 18 instituições pesquisadas pelo serviço de monitoramento Star, da Febraban, o valor máximo cobrado efetivamente pelo pacote padrão 2 estabelecido pelo Banco Central, que é o que mais se assemelha ao pacote gratuito (essencial), pode chegar a R$ 97,90 ao mês ou R$ 1.174,80 ao ano – compare, abaixo, o que ele inclui em relação ao básico.


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“Veja quanta coisa se poderia fazer com o valor economizado! Por isso não tenha vergonha de conversar com o gerente. É obrigação dele lhe atender”, diz Boucalt. “Se você tiver dificuldade de entender as tarifas para traçar o seu perfil, peça ajuda a um amigo, familiar, contador ou até de um despachante”, recomenda.

O consultor lembra ainda que é possível negociar a isenção da taxa de manutenção da conta corrente com o gerente se o cliente tiver poupança ou dinheiro aplicado. “Isso é bem comum para os clientes de médio porte [aqueles que aplicam a partir de R$ 30 mil]”, conta.

Tarifas bancárias: o que inclui o pacote essencial (gratuito)

  • Emissão de cartão de débito/movimentação e segunda via (exceto para reposição por perda, roubo, danificação)
  • 4 saques por mês, no caixa, inclusive em cheques, ou em terminal de autoatendimento
  • 2 transferências por mês
  • Qualquer serviço prestado/utilizado na internet se a conta for digital
  • Extrato completo e detalhado e até 2/mês no autoatendimento
  • 10 folhas de cheque por mês e a compensação deles

Tarifas bancárias: o que inclui o pacote padrão 2 (até R$ 97,90/mês)

  • Confecção de cadastro para início de relacionamento
  • 12 folhas de cheque
  • 8 saques
  • 6 extratos dos últimos 30 dias
  • 2 extratos de outros períodos
  • 1 transferência por meio de DOC ou TED
  • 4 transferências entre contas na própria instituição

Informação clara e completa é direito

O correntista tem o direito básico à informação. “O Banco Central tem um rol de serviços chamado de ‘essenciais’, que é reduzido, mas, se ficar restrito àquela movimentação, só paga o que exceder o pacote. Não é mágica. É uma determinação legal que não é difundida ou até mesmo aplicada pelos bancos. Muitos gerentes dizem que esse pacote não existe, contrariando a determinação do Banco Central”, pontua a coordenadora do Procon.

O grande volume de reclamações ainda acontece, segundo ela, por falta ou falha de de informação clara. “Eu desafio quem tenha o contrato de abertura da conta corrente com o detalhamento de cada serviço que compõe o pacote contratado”, afirma. Segundo ela, geralmente o documento vem só com o nome do pacote: “O consumidor contrata no escuro”.

Até pouco tempo atrás a situação era ainda pior. “Antes, tinha banco que criava até 60 tarifas bancárias diferentes para o mesmo serviço. Agora, o Banco Central determina que cada serviço tenha o mesmo nome em todos os bancos e separa os serviços em três categorias (essenciais, prioritários e diferenciados)”, explica. Isso dá ao banco a liberdade de oferecer pacotes com diferentes composições, desde que garanta também o mais básico.

Tarifas bancárias: trace seu perfil de necessidades

Quantos cheques você emite por mês? Quantos saques precisa fazer? É importante traçar seu perfil de uso do serviço bancário. De posse disso, veja se o banco não pode oferecer um pacote mais vantajoso.

Seu extrato mensal mostra qual o padrão de uso dos serviços do banco. De posse das informações sobre cada um dos pacotes comerciais oferecidos, você poderá fazer comparações e escolher qual deles se encaixa melhor no seu perfil de uso.

É importante lembrar que não há qualquer tipo de tabelamento e que, se o cliente precisar de algo para além do que dispõe no pacote (mesmo o essencial), deverá pagar o valor unitário estipulado pelo banco.

Mude de pacote

O banco não pode se negar a alterar o pacote de serviços do correntista. Se isso acontecer, o cliente pode reclamar no SAC e na ouvidoria do banco, no Banco Central e no Procon da sua região.

E se o banco esconder o jogo?

É comum o cliente questionar a mudança pelo banco de alguma regra durante a vigência do contrato sem solicitação ou autorização prévia. O valor acordado, por exemplo, não pode mudar por 12 meses. “Há casos em que o pacote não é respeitado ou houve alguma mudança no serviço. Atue de forma preventiva”, diz Boucalt, “acompanhando com atenção o extrato e reclamando sempre que ver alguma irregularidade”.

O que fazer se houver cobrança indevida?

Se o cliente pagar um valor cobrado indevidamente terá direito ao reembolso em dobro.

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