Perdoar reduz até risco de infarto: veja esse e outros benefícios

Perdoar outra pessoa não é uma tarefa simples. Significa abrir mão do ressentimento, se desprender da mágoa e seguir em frente.

Pode não ser fácil, mas o perdão é necessário para nosso bem-estar. Está cientificamente comprovado que é bom para nossa saúde de uma forma geral, tanto física quanto psíquica e emocional. É saudável e faz bem para nosso corpo – principalmente para o coração.

De acordo com a psicoterapeuta, autora do livro O Poder Terapêutico do Perdão e diretora do Núcleo de Aplicação e Pesquisa da Psicologia Positiva (NUAPP), Adriana Santiago, o perdão é essencial para a saúde do coração e para nosso organismo de uma forma mais ampla. “Diversas pesquisas têm sido realizadas para provar esse fato. Agora, o tema deixou a esfera da religião e invadiu a ciência, justamente porque se constatou que quem perdoa vive mais e melhor”, comenta.

Um remédio contra o infarto

Estudos indicam que perdoar pode reduzir até mesmo o risco de infarto. De acordo com uma pesquisa feita pela psicanalista Suzana Avezum, pessoas que sentem mais dificuldade em perdoar têm mais propensão a sofrer um infarto agudo do miocárdio.

A médica analisou 130 pacientes a fim de avaliar a disposição de cada um para o perdão. Em dois grupos de 65 pessoas cada, ela entregou questionários para entender como cada um responderia a situações diversas envolvendo o perdão, como “quebra de confiança” e “rejeição ou desprezo”.


Tenha acesso aos melhores conteúdos informativos. Clique aqui e faça parte do grupo de Whatsapp da Conecta Longevidade!


Todos os participantes eram bem similares em relação a idade, sexo, condição econômica e estilo de vida, mas um fator separava os dois grupos: no primeiro, nenhuma das pessoas entrevistadas tinha histórico de doença cardiovascular; no segundo grupo, todos os integrantes já haviam sofrido um infarto antes.

O que provocou curiosidade na médica foi o fato de que todos aqueles que sofreram infarto haviam enfrentado situações em que se negaram a perdoar.

Suzana explica que não perdoar gera mágoa e estresse recorrentes, que continuam ao longo da vida sempre que a situação é lembrada. Isso porque o problema nunca é solucionado de fato e a pessoa não consegue dar um ponto final e seguir adiante. Para se defender, o corpo tende a produzir uma quantidade maior de hormônios, que, em excesso, fazem mal e podem prejudicar o coração.

O cortisol, um desses hormônios, ajuda o organismo a controlar o estresse, reduzir inflamações e manter os níveis de açúcar no sangue constantes. No entanto, quando produzido em excesso, estimula a produção de células gordurosas no abdome, criando gordura visceral, que pode aumentar ainda mais risco de doenças cardíacas, como o infarto.

Perdoar pode evitar doenças do coração 

A psicanalista Adriana também afirma que perdoar pode ser um grande aliado contra doenças cardiovasculares. “Não é uma questão de fé. A ciência já provou que, além de prevenir o infarto, deixar de ressentir previne também outras doenças físicas”.

Ela conta que, em um estudo feito por Charlotte Vanoyen Witivliet, pesquisadora do Departamento de Psicologia do Hope College, em Michigan, Estados Unidos, foi comprovado que a falta de perdão ativa respostas no corpo, pois incita a ruminação, ou seja, a repetição de pensamentos nocivos. “A ruminação gera estresse no sistema cardiovascular, sistema nervoso simpático e parassimpático, causando alteração na frequência cardíaca”.

Durante um experimento, Charlotte pediu para que voluntários se recordassem de uma mágoa antiga enquanto conectados a aparelhos para analisar a reação do corpo. Ao longo do teste, a pesquisadora percebeu um aumento da frequência cardíaca e da pressão sanguínea, além de suor excessivo e alteração na musculatura facial, demonstrando raiva ou tristeza.

O contrário também foi observado. Quando confrontados com os motivos pelos quais foram magoados, os voluntários relaxaram e seus corpos responderam de forma positiva fisiologicamente.

Para Adriana, esse estudo é bem claro. “Ele prova o quanto perdoar ou não causa efeitos colaterais, sejam eles emocionais ou fisiológicos, atingindo de forma contundente a nossa saúde”.

Benefícios do perdão

O bem que o perdão proporciona para nossa saúde vai além da prevenção do infarto. Veja abaixo mais alguns motivos para começar a perdoar:

É bom para o coração

De acordo com um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, pessoas que deixam a raiva de lado são menos propensas a sofrer variações na pressão sanguínea. Já uma pesquisa da revista Journal of Behavioral Medicine relata que o perdão está associado a uma menor frequência cardíaca e pressão arterial.

Melhora a imunologia

Uma pesquisa realizada pela Universidade Duke, nos Estados Unidos, com pacientes com HIV descobriu que existe uma relação entre o perdão e a melhora no sistema imunológico. Aqueles que perdoaram um mal sofrido anteriormente apresentavam um nível maior de células CD4 no organismo que os demais. Essas células fazem parte do sistema imunológico e são o principal alvo do vírus HIV. Quanto menos células CD4, maior a vulnerabilidade do sistema imunológico e o risco de infecções aumenta.

Restaura o sono

Pesquisadores da Universidade do Tennesse, nos Estados Unidos, revelaram que perdoar pode melhorar a qualidade do sono. Abandonar sentimentos negativos provocados pelo ressentimento pode ajudar até mesmo a reduzir a fadiga.

Diminui o estresse

Um artigo publicado pela revista Journal of Health Psychology em 2014 afirmou que perdoar pode ajudar a liberar sentimentos negativos, ajudando a potencializar sentimentos positivos em relação ao agressor. Por causa disso, o corpo é menos afetado pelo estresse causado pelo envolvimento com o agressor.

É possível aprender a perdoar?

Adriana diz que sim. Para ela, basta apenas começar a decidir. “Muita gente se equivoca achando que perdão é sentimento. Não é! Perdão é decisão”. O primeiro passo é decidir quem você irá perdoar; depois, entender os motivos pelos quais você não perdoou essa pessoa. Esses dois primeiros passos são fundamentais para o processo.

“Tem muita gente que não perdoa, mas nem sabe exatamente o porquê. É preciso delimitar a dor para começar o processo”, comenta Adriana. “É importante entender as razões que levaram o outro a causar tanta mágoa. Esse processo empático não tem a ver com concordar com o agressor, mas entender que naquele momento ele não estava em sua melhor versão – mesmo que essa versão seja péssima e você não concorde com ela”.

Posted in Longevidade e Saúde | Tagged , | Comentários desativados em Perdoar reduz até risco de infarto: veja esse e outros benefícios

Estresse: conheça 13 problemas que podem ser causados por ele

O estresse tomou conta do dia a dia dos moradores de grandes cidades e é cada vez mais comum ouvirmos pessoas dizendo que estão estressadas. Mas o que é o estresse? De acordo com Marcelo Nishiyama, cardiologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, o estresse é uma resposta fisiológica e biológica do indivíduo a uma situação de risco. “Nesses momentos, ocorre a liberação de alguns hormônios, principalmente a adrenalina e o cortisol, que fazem com que aumente a frequência cardíaca e a pressão arterial”, explica Nishiyama. 

Em outras palavras, o estresse é um mecanismo de fundamental importância para a sobrevivência dos homens e também de todas as espécies animais. A neurologista do Hospital Estadual Getulio Vargas e oficial do Corpo de Bombeiros Thaiz Fernandes completa que o estresse vem salvando a raça humana desde o tempo das cavernas.

“Antigamente, quando o homem precisava caçar e fugir dos inimigos, seu corpo precisava de uma resposta rápida. E para você ter um reparo rápido, numa situação de fuga, você precisa aumentar sua frequência cardíaca, precisa de mais sangue para os músculos, mais glicose no sangue. Esse é o papel do estresse, dar a resposta rápida e natural do organismo”, afirma Thaiz.


Tenha acesso aos melhores conteúdos informativos. Clique aqui e faça parte do grupo de Whatsapp da Conecta Longevidade!


Até aí, pode-se perceber que o estresse, no fundo, é o mocinho, e não o vilão, como muitos acreditam. Então, depois daquele dia agitado e cansativo, em que o indivíduo enfrentou – por exemplo – um trânsito caótico, brigou com o chefe no trabalho e está cheio de contas para pagar, é totalmente aceitável ouvir alguém afirmar que está estressado, não é mesmo?

“Não está correto”, garante Nishiyama. “Quando falam que estão estressadas, na verdade essas pessoas estão cansadas”.

Há algumas diferenças entre os dois problemas. A primeira delas é a constância: o cansaço é passageiro e passa após uma boa noite de sono. O outro, não. Porém, o acúmulo do cansaço somado a noites mal dormidas e a pouco descanso podem, sim, levar a uma situação de estresse, em que o corpo precise produzir mais hormônios para conseguir reagir.

Quando o estresse pode se tornar um problema

O grande problema de pessoas que estão no dia a dia expostas a situações perturbadoras que exijam respostas rápidas e para as quais o organismo libere uma grande quantidade de adrenalina e cortisol, é que esse quadro crônico pode se tornar o gatilho para algumas patologias.

“O estresse pode ser o gatilho para a descompensação de algumas doenças. Normalmente, o estresse junto a outras patologias é que pode levar a problemas de saúde”, exemplifica o cardiologista da BP de São Paulo. “Em pacientes hipertensos e diabéticos, o estresse pode levar a picos hipertensivos e ser o gatilho para um AVC ou um infarto. Por provocar queda da imunidade, insônia ou, ao contrário, sonolência demais, influenciando no dia a dia das pessoas”.

Thaiz alerta que os pacientes que vivem em situações de estresse têm risco maior de morte, além de depressão, ansiedade e complicações psicológicas que, em alguns casos, podem levar ao suicídio. “A vida que a gente leva, os níveis de violência, a questão de bater meta no trabalho, questões emocionais, tudo isso traz sofrimentos constantes que fazem com que a pessoa tenha essa resposta cada vez mais frequente, quase que contínua. E haja organismo para tolerar todas essas respostas! Vai potencializando o tempo todo e isso traz consequências que acabam podendo expor a pessoa a um risco de morte ou de outras doenças”, destaca a neurologista. E acrescenta: “E por elevar o nível de glicose no sangue, ele também aumenta o risco de diabetes”.

E quando se trata de um paciente idoso? 

Nishiyama explica que pessoas idosas são mais frágeis e têm mais doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. “Nessas pessoas, uma situação de estresse pode ser o gatilho para um AVC ou infarto. Isso sem falar na maior incidência de depressão, que pode ser um fator para o desenvolvimento de quadros demenciais, como a Doença de Alzheimer”, diz.

Pet Terapia

Estudos realizados em diversas áreas da medicina comprovam que a interação com animais de estimação traz inúmeros benefícios à saúde física, emocional, social e cognitiva das pessoas, entre eles, a redução da pressão arterial e o controle da hipertensão e do estresse.

Popularmente conhecida como Pet Terapia, a Terapia Assistida por Animais (TAA) é um tratamento auxiliar para diversos tipos de doenças que vem sendo cada vez mais aplicada a pacientes psiquiátricos, hospitalizados e idosos.

estresse

Crédito: Christine Glade/shutterstock

Thaiz assegura que idosos que adotam pets apresentam níveis menores de estresse. Outro ponto positivo dessa relação é o estímulo às atividades físicas, como passeios e brincadeiras com os cães. Um estudo realizado na Inglaterra e publicado no Journal of Epidemiology and Community Health, em agosto de 2017, mostrou que, apesar da tendência para o sedentarismo, os idosos que têm cachorros costumam se exercitar com mais frequência.

Outro trabalho divulgado no mesmo ano pela Revisa de Medicina apontou o pet como “o principal agente da terapia que funciona como ponte de ligação entre o tratamento e o idoso”. De acordo com o estudo, os animais de estimação ajudam a evitar o estresse e a ansiedade, fatores que contribuem para o surgimento de doenças cardiovasculares.

13 problemas ligados a situações de estresse contínuo

A pedido do portal do Instituto de Longevidade, a neurologista Thaiz Fernandes listou alguns problemas que podem se desenvolver em pessoas que vivem constantemente em situações de estresse. Veja a seguir:

1. Insônia

É o famoso “fritar na cama”, quando você fica virando de um lado para o outro a noite inteira, com os problemas fazendo barulho em sua mente. Perder uma noite de sono por causa do estresse traz dificuldade de concentração, irritabilidade e falta de motivação. O estresse também pode provocar alterações hormonais no organismo e causar interrupções do sono durante a noite, comprometendo a qualidade do descanso.

2. Queda de cabelo em excesso

Médicos alertam que não há uma ligação direta entre o estresse e a queda do cabelo, mas admitem que é uma queixa recorrente em pacientes com problemas ocasionados pelo estresse.

3. Alergias de pele e acne

Níveis elevados de cortisol na corrente sanguínea causam um excesso de produção de óleo, o que certamente vai contribuir para o surgimento de espinhas no rosto, braços e costas.

4. Gastrite e úlceras

Um dos órgãos que mais sofrem com o estresse é o estômago e se torna comum o desenvolvimento de problemas como gastrite e úlceras. A ligação é diretamente proporcional: quanto mais tempo permanecer sob uma situação de estresse, maiores serão os danos às paredes estomacais.

5. Imunidade baixa

O desequilíbrio de substâncias no organismo causado por repetidas situações de estresse pode causar uma baixa significativa na imunidade, acarretando um número bem amplo de doenças.

6. Dores de cabeça

Situações de estresse causam a contração muscular involuntária. Quando ocorre na musculatura do pescoço, pode causar uma forte dor de cabeça, classificada como tensional.

7. Mudanças de apetite

O estresse prolongado pode impactar o sistema digestivo aumentando a acidez no estômago, o que causa a indigestão e o desconforto, além de contribuir para o desenvolvimento de úlceras. Entre os transtornos alimentares causados pelo excesso de estresse estão a compulsão alimentar e a anorexia. Eles acontecem porque, quando o corpo está sobrecarregado ou fora de controle, tenta encontrar maneiras de lidar com esses sentimentos desagradáveis através da alimentação.

8. Ganho de peso

Pesquisas indicam que os altos níveis de cortisol, liberados pelo organismo em situações de estresse, podem causar um acúmulo de gordura na região da cintura, assim como à diminuição do metabolismo. Além disso, pessoas estressadas tendem a sentir uma vontade maior por ingerir açúcar, que dá energia para o corpo, mas que leva ao ganho de peso.

9. Tonturas

O labirinto, órgão na área interna do ouvido, pode ser diretamente afetado por uma situação de estresse, podendo ocasionar desconforto à pessoa e a sensação de tontura. Em casos mais graves, pode levar a uma inflamação do labirinto, popularmente conhecida como labirintite.

10. Depressão

Além de um aumento do peso e dos níveis de gordura abdominal, doses elevadas de cortisol também podem levar à depressão. Isso acontece pela redução da serotonina e da dopamina causada pelo estresse.

11. Problemas cardiovasculares

A compressão de artérias e veias que acontece em situações de estresse leva à diminuição do fluxo sanguíneo, provocando batimentos cardíacos irregulares e até o endurecimento das artérias. A situação pode aumentar o risco de formação de coágulos, AVC e até infarto.

12. Prisão de ventre e Síndrome do Intestino Irritado

Gases, diarreia e distensão abdominal são alguns dos problemas que podem surgir em situações de estresse, devido a contrações anormais no intestino e sua maior sensibilidade. Uma situação de estresse contínuo pode causar alterações permanentemente, resultando em síndrome do cólon irritável. Em outros casos, por alterar a flora intestinal, o estresse pode ocasionar o problema inverso, e levar a um quadro de prisão de ventre.

13. Distúrbios sexuais

Questões que levam ao estresse também podem causar a diminuição do desejo sexual. Isso porque elevados níveis de cortisol suprimem os hormônios sexuais naturais do corpo. A ciência também identificou que mulheres com altos níveis de uma enzima ligada ao estresse tiveram mais dificuldade para engravidar.

Posted in Longevidade e Saúde | Tagged , | Comentários desativados em Estresse: conheça 13 problemas que podem ser causados por ele

Novembro Azul: novos métodos para diagnosticar o câncer de próstata

O mês de novembro, também conhecido como Novembro Azul, é marcado pela prevenção ao câncer de próstata, ressaltando a importância do diagnóstico precoce e os riscos dessa doença para o homem. É o câncer mais comum entre o público masculino, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma, e tem uma ocorrência maior a partir dos 65 anos. Por isso, é considerado um câncer da terceira idade.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a quantidade de novos casos chegou a 68.220 em 2018. É uma quantia elevada, mas que também pode ser justificada pelo aumento no número de buscas por tratamento e exames de rotina, afinal houve uma melhoria significativa na difusão de informações sobre o assunto no país. 


Notícias, matérias e entrevistas sobre tudo o que você precisa saber. Clique aqui e participe do grupo de Whatsapp da Conecta Longevidade!


Além disso, os métodos de diagnóstico estão cada vez melhores e mais assertivos, permitindo a detecção da doença nos estágios iniciais e de forma menos invasiva. Rafael Coelho, coordenador do departamento de Câncer de Próstata da Sociedade Brasileira de Urologia, explica que houve uma grande melhoria no mapeamento na doença, causando menos desconforto ao paciente.

“Hoje em dia temos métodos de imagens melhores, como a ressonância magnética”, afirma o médico. “Antigamente, os pacientes não tinham outra alternativa além do toque, mas agora conseguimos analisar e identificar o câncer através de imagens”.

Como diagnosticar o câncer de próstata

O exame de toque retal e a dosagem de PSA (Prostate-Specific Antigens, ou antígenos específicos da próstata em português) ainda são os testes mais usados pelos urologistas para verificar a possibilidade do tumor. No entanto, não são 100% assertivos e podem apontar problemas que, na verdade, não existem. 

Para comprovar se existe mesmo um tumor maligno agressivo, o paciente precisa se submeter à biópsia, um método invasivo que pode provocar mal-estar e outras complicações. Através da biópsia, o médico consegue, com o auxílio da ultrassonografia, extrair fragmentos de tecido da glândula para análise.

Apesar de seguro em relação ao resultado, a biópsia pode causar dores e desconforto, mesmo que o paciente não tenha câncer. Ele pode sofrer até mesmo risco de infecções ou expelir sangue pela urina nos dias seguintes ao procedimento.

Ressonância magnética: mais seguro e menos invasivo

A ressonância magnética surge, então, como uma alternativa aos exames de toque retal e dosagem de PSA. É um procedimento que tem como intuito diagnosticar o tumor com maior certeza e diminuir o número de biópsias desnecessárias. 

“A ressonância magnética é uma mudança de paradigma que permite examinar melhor os homens com suspeita de câncer de próstata. É um método não-invasivo usado para identificar os pacientes candidatos à biópsia”, explica Rafael. Graças ao procedimento, é possível descobrir se a biópsia é realmente necessária. 

Em alguns casos, pode-se atestar que o tumor identificado não é agressivo, ou seja, que crescerá lentamente e que não fará mal ao organismo. Isso porque a ressonância consegue mostrar as características biológicas dele, além de tamanho e localização. Nesses casos, uma intervenção ou um tratamento mais rigoroso poderão causar mais malefícios do que benefícios.

De acordo com um estudo realizado pela University College London (UCL), no Reino Unido, cerca de 27% dos homens com suspeita de câncer de próstata poderiam ter ciência de seu quadro médico sem precisar fazer uma biópsia. Isso graças à ressonância magnética.

Apesar de todos esses benefícios e da melhoria na identificação do tumor, Rafael não descarta o diagnóstico feito por toque retal. “A ressonância não deve substituir o toque. Ele ainda é algo que recomendamos para a população como um método de rastreamento simples e barato”. 

É importante frisar que a ressonância ainda é um procedimento caro, por isso, todas essas formas de diagnóstico e prevenção são válidas no cuidado à saúde.

A identificação precoce através do sangue

Outra pesquisa realizada pela Queen Mary University of London, também no Reino Unido, identificou um novo exame de sangue que pode ajudar a detectar o câncer de próstata agressivo. Aliado à dosagem de PSA, esse teste pode diminuir falsos resultados e evitar biópsias invasivas.

O novo exame consegue detectar células cancerígenas precoces (também chamadas de células tumorais circulantes, ou seja, CTCs) e ainda intactas, que entram na corrente sanguínea e podem se espalhar pelo corpo. Com isso, os resultados obtidos são mais precisos.

No estudo feito pela universidade, o novo exame foi aplicado em 98 pacientes pré-biópsia e 155 pacientes já com diagnóstico de câncer de próstata. Durante a pesquisa, descobriram que a presença de CTCs nas amostras de sangue pré-biópsia indicavam a presença de tumor agressivo. Com isso, foi possível obter um resultado mais assertivo, prevenindo a intervenção mais invasiva com a biópsia.

O diagnóstico precoce é o melhor remédio

O câncer de próstata é, hoje, uma das doenças mais temidas pelo sexo masculino. Seus sintomas incluem: dificuldade de urinar, diminuição do jato de urina, necessidade de urinar mais vezes durante o dia, sangue na urina, dor óssea e, em estágio mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.

Rafael explica que não existe uma forma certa de prevenir, o surgimento da doença, por isso o diagnóstico precoce é essencial para um tratamento com melhores resultados. “Não existe nada muito definido, mas hábitos saudáveis estão relacionados a uma menor incidência”, afirma.

Os exames de rotina, como toque retal e dosagem de PSA, são necessários a partir dos 45 anos. Depois dos 50, os riscos aumentam, então é preciso ter mais cuidado ainda. De acordo com Rafael, a carga genética influencia muito no desenvolvimento do tumor, mas existem outros fatores de risco também, como excesso de gordura corporal, idade avançada e exposição a determinadas substâncias químicas.

“O câncer de próstata é o câncer que mais mata o homem depois do câncer de pele. São mais de 68 mil casos por ano, por isso, é importante ressaltar a incidência da doença e que ela é um grave risco à saúde pública. Precisamos nos cuidar para diminuir os números”, comenta o médico.

Posted in Longevidade e Saúde | Tagged , | Comentários desativados em Novembro Azul: novos métodos para diagnosticar o câncer de próstata

Checkup anual após os 50 anos reduz significativamente o risco de algumas doenças

Há quem diga que o ano só começa mesmo depois do carnaval. Mas se você se preocupa com o seu corpo e quer cair na folia com saúde e segurança, o ideal é realizar alguns exames de rotina logo nos primeiros meses do ano. Principalmente se você tem mais de 50 anos. A recomendação é o especialista em medicina preventiva e diretor-médico da Med-Rio CheckUp, Gilberto Ururahy.

Ele conta que, a partir dos 30 anos, a maior parte das mulheres e dos homens entra num ciclo de vida diferente dos anteriores. É quando surgem sinais de desgaste e degeneração no organismo que, embora nem sempre perceptíveis, costumam ser agravados pelo estresse resultante das complexidades deste ciclo de vida.


Tenha acesso aos melhores conteúdos informativos. Clique aqui e faça parte do grupo de Whatsapp da Conecta Longevidade!


“A partir dessa época, o checkup anual passa a ser fundamental, pois, por meio dos exames de imagem e avaliações especializadas, ajuda a identificar os principais fatores de risco da pessoa, o que permite ao médico dela elaborar um programa de saúde específico para a sua necessidade”, explica o especialista.

De acordo com Ururahy, o checkup representa uma avaliação médica bastante aprofundada da saúde do paciente, conduzida por vários especialistas e que leva em conta a idade, o sexo, os hábitos de vida e os históricos pessoal e familiar de cada um.

E as vantagens de realizar um checkup são inúmeras. “Muitas vezes, nos deparamos com doenças graves em fase inicial de evolução. Sabemos que quanto mais precoce um diagnóstico, maior a chance de cura”, conta o médico.

“A chave para uma vida longeva está na prevenção, no equilíbrio alimentar, na boa qualidade do sono e na prática regular de exercícios físicos”

Em entrevista dada ao programa Bem-Estar, da Rede Globo, em outubro de 2016, o oncologista Fernando Maluf, do hospital Albert Einstein, afirmou que as chances de cura chegam a 90% quando o câncer é detectado logo no início, sendo o de próstata e o de mama os dois mais curáveis.

Para Ururahy, é inadmissível, nos dias atuais em que dispomos de tantos recursos para evitar perdas irreparáveis, que alguém se depare com uma doença em estágio avançado ou morra precocemente. E para ter uma vida longeva, com saúde e qualidade, ele indica manter hábitos de vida saudáveis. “A chave para uma vida longeva está na prevenção, no equilíbrio alimentar, na boa qualidade do sono e na prática regular de exercícios físicos”, sugere.

Sem o checkup, o risco de doenças aumenta com os anos

A geriatra do Rios D’Or Bárbara Cândido explica que muitas doenças apresentam aumento de sua incidência com a idade. De acordo com ela, o aumento da longevidade, observado com as inúmeras transformações pelas quais a população mundial vem passando, principalmente pelo avanço da ciência e a consequente mudança dos hábitos de vida, naturalmente expõe as pessoas com mais de 60 anos a um maior risco de desenvolver doenças próprias do processo do envelhecimento. Entre elas, a hipertensão arterial, diabetes, neoplasias, osteoporose, patologias cardiovasculares e respiratórias. Além de perda progressiva de massa muscular, distúrbios do sono, depressão e síndromes que acometem a memória.

“Importante destacar que muitas pessoas, a partir dos 50 anos, já apresentam o que se chama de polifarmácia, ou seja, uso de muitos medicamentos simultaneamente, item que é obrigatoriamente incluído na lista de problemas do paciente avaliado por seu médico”, aponta a geriatra. A consequência disso, de acordo com a especialista, é o surgimento de sintomas advindos de efeitos adversos das medicações em uso e de suas combinações.


Bárbara chama a atenção para o papel da família na realização do check-up por pessoas com mais idade, o que em sua opinião é fundamental por normalmente acompanhar o cotidiano do idoso.

“É muito comum que nós próprios tenhamos uma visão de nossa saúde e de nossos hábitos bastante diversa da visão daqueles que nos cercam e que podem contribuir com suas observações e alertas”, avalia Bárbara. “Até disso, o incentivo para o autocuidado é muito importante, a lembrança em relação às datas das consultas e exames e o apoio para a manutenção de uma periodicidade de avaliações médicas e adesão às propostas terapêuticas. Essas tarefas são sempre mais fáceis quando temos alguém que nos apoie e nos motive”, complementou a geriatra.

Conheça os principais exames realizados num checkup e para que serve cada um deles

1. Checkup da pressão arterial

O que é?

Por meio de um aparelho chamado Esfigmomanômetro, o médico confere a pressão arterial do paciente.

Objetivo?

Detectar possíveis alterações na pressão arterial para diagnosticar problemas, como por exemplo a hipertensão, fator de risco para infartos e derrames.

Quando fazer?

O exame dura poucos minutos e costuma ser feito a partir dos 18 anos, devendo ser repetido, no mínimo, uma vez por ano.

2. Hemograma

O que é?

Por meio de coleta de uma mostra de sangue, é realizada a contagem do estoque de células vermelhas e brancas.

Objetivo?

Sinalizar o estado do sangue e do sistema imunológico, acusando problemas como, por exemplo, infecções ou carência de substâncias.

Quando fazer?

Deve ser realizado anualmente desde a infância.

3. Colesterol e glicemia

O que são?

Através de uma mostra de sangue coletada em laboratório, serão realizados testes para avaliar a concentração de gorduras e de açúcar na circulação sanguínea.

Objetivo?

Verificar a probabilidade de o paciente estar diabético ou vir a desenvolver a doença. Já a medição do colesterol e dos triglicérides ajudará a acompanhar a possibilidade de formação de placas capazes de obstruir os vasos.

Quando fazer?

O exame é opcional na infância, mas muito indicado a partir dos 18 anos, e deverá ser solicitado pelo médico quando julgar necessário. Contudo, a partir dos 40 anos, o recomendado é que o exame seja repetido a cada ano.

4. Eletrocardiograma e teste ergométrico

O que são?

Eletrodos são posicionados no peito do paciente para apurar o risco cardiovascular, primeiramente com o paciente deitado e, num segundo momento, com o paciente em movimento.

Objetivo?

Verificar com maior precisão a presença de entupimentos nas artérias, fenômeno que precede ataques cardíacos.

Quando fazer?

Facultativo a partir dos 20 anos e obrigatório aos 40, com repetição anual.

checkup

5. Ecocardiograma

O que é?

É o ultrassom do coração.

Objetivo?

Medir a capacidade de contração do músculo cardíaco e o funcionamento das válvulas, alertando para possíveis disfunções.

Quando fazer?

Facultativo a partir dos 20 anos e obrigatório aos 40, com repetição anual.

6. Preventivo (para mulheres)

O que é?

Uma análise microscópica de células do tecido que reveste o colo do útero. O material é recolhido pelo médico durante a consulta e encaminhado ao laboratório.

Objetivo?

Identificar alterações e possíveis lesões no colo do útero, que podem levar a problemas como câncer.

Quando fazer?

Anualmente a partir do início da vida sexual da mulher.

7. Mamografia

O que é?

Exame radiológico para avaliação das mamas.

Objetivo?

Identificar lesões benignas e cânceres, que geralmente se apresentam como nódulos.

Quando fazer?

Anualmente a partir dos 40 anos. Havendo casos de câncer na família, a investigação deve começar por volta dos 30 anos.

8. Dosagem dos hormônios da tireoide

O que é?

Exame de sangue que calcula hormônios como o TSH e o T4.

Objetivo?

Identificar alterações como hipotireoidismo, hipertireoidismo ou nódulos da tireoide.

Quando fazer?

Geralmente solicitado às mulheres, por apresentarem mais distúrbios na glândula, pode ser prescrito desde a juventude, com periodicidade variável.

Posted in Longevidade e Saúde | Tagged , | Comentários desativados em Checkup anual após os 50 anos reduz significativamente o risco de algumas doenças

Viajar faz bem e pode custar mais barato do que você imagina

Existem diversos motivos para você arrumar as malas e sair viajando pelo mundo. Além da oportunidade de conhecer outros lugares, diferentes culturas e aprender uma nova língua, viajar faz bem para a saúde física e mental. A rotina do dia a dia e o estresse das obrigações diárias fazem a vida parecer sinônimo de tédio e angústia.  Por isso, quando o corpo se desliga desses problemas, é como se ele ganhasse imediatamente mais ânimo.

Seja uma viagem de férias, com a família, sozinho ou a trabalho, a experiência será sempre enriquecedora e renderá muitas histórias para contar. Por isso, preparamos uma lista de benefícios que comprovam que viajar faz bem. Confira abaixo.

Veja por que viajar faz bem

1 – Amplia o conhecimento 

Você já percebeu que a maioria das pessoas costuma sair sempre com o mesmo grupo de amigos e ir aos mesmos lugares? Quando estamos em outra cidade isso dificilmente ocorre, pois ao viajar, estamos saindo da nossa zona de conforto. Entrar em contato com costumes diferentes enriquece nossa visão de mundo e nos torna uma pessoa mais tolerante. Além disso, durante a viagem, podemos conhecer a história daquele local, as comidas típicas, além das atrações turísticas.

2 – Melhora as relações 

Viajar faz bem para qualquer relação, seja familiar ou amorosa. O período de viagem é um excelente momento para aproveitar a companhia de uma pessoa especial. A correria do dia a dia, às vezes, não nos permite reservar um tempo para conversar com entes queridos. Sendo assim, viajar nos proporciona mais tempo, diversão e proximidade com familiares e parceiros.

3 – Melhora a saúde 

Uma pesquisa britânica recrutou 12 pessoas para realizar um experimento. Após receberem conselhos sobre estilo de vida, elas foram submetidas a avaliações completas de saúde e testes psicológicos. Em seguida, metade desse grupo viajou para outros países e a outra metade ficou em casa. Duas semanas depois, foram realizados os mesmos tipos de exames e testes. O resultado revelou que a capacidade dos viajantes de se recuperar do estresse melhorou 29%, enquanto que a do outro grupo caiu 71%. O estudo também mostrou uma melhora na qualidade do sono e uma diminuição da pressão arterial significante, quando comparado a outra equipe.

4 – Ajuda no desenvolvimento de habilidades 

Planejamento é a palavra-chave de qualquer viagem. Só de pensar na possibilidade de viajar, já começamos a traçar roteiros e planejar orçamentos. Viajar envolve tantos detalhes que acabamos por desenvolver nossa organização e aumentar nossa produtividade.

Viagem cura inglesa com câncer terminal

Lisa Russel, anos atrás,   foi apontada por médicos como doente terminal devido a um câncer de pulmão. Após gastar todas suas economias em uma viagem de despedida, ela se curou da doença.     

Na época, os médicos lhe disseram que não era possível operar seu câncer, mas se realizasse o tratamento com quimioterapia ela teria mais 18 meses de vida. Sendo assim, ela e o seu marido, Anthony, decidiram resgatar a poupança que mantinham para viajar com suas filhas.


Notícias, matérias e entrevistas sobre tudo o que você precisa saber. Clique aqui e participe do grupo de Whatsapp da Conecta Longevidade!


Além de organizar um casamento com o marido para que suas filhas assistissem, ela gastou mais de R$ 65 mil em viagens para lugares como Bulgária, Turquia e Lanzarote. Quando eles voltaram da viagem, já havia passado os 18 meses de vida estimados pelos médicos. No entanto, Lisa continuou fazendo exames a cada três meses.

Três anos após o primeiro diagnóstico, ela realizou mais uma biópsia de rotina e recebeu a notícia que seu tumor havia encolhido de tal forma que os médicos não conseguiam mais achá-lo. 

Viajando barato pelo mundo: os 5 destinos em conta

Para ajudar no seu projeto, preparamos uma lista com alguns destinos bem interessantes e preços acessíveis. Confira abaixo.

1 – Tailândia

Uma mistura de cultura, sabores exóticos e praias paradisíacas. Essa é a Tailândia, um lugar capaz de conquistar os mais diferentes públicos. O Grande Palácio de Bangkok, o Wat Arun (Templo do Amanhecer) e o Templo Branco de Chiang Rai são as atrações mais visitadas. O destino está entre os países mais baratos do mundo para viajar, custando em torno de 35 dólares por dia.

viajar faz bem

Ilha Phi Phi, integrada ao Parque Nacional Phi Phi-Hat Nopparat, na Tailândia. Crédito: Balate Dorin/shutterstock

2 – Indonésia 

Cercada de praias, florestas tropicais, montanhas e cachoeiras, a Indonésia se destaca pela hospitalidade de seu povo e pela diversidade de cultos de religiões como o hinduísmo e o islamismo. Localizado no sudeste asiático, o país também está na lista dos locais mais baratos para viajar, sendo possível gastar uma média de 40 dólares por dia, levando em conta hospedagem e alimentação.

viajar faz bem

Templo Ulun Danu Bratan, na ilha de Bali, na Indonésia. Crédito: Pelikh Alexey/shutterstock

3 – Honduras 

Honduras, na América Central, é o lugar perfeito para quem quer aproveitar a tranquilidade de belas praias e pagar pouco por isso. Banhado pelo mar do Caribe, o país possui um turismo bastante intenso , chegando a receber em média 2 milhões de visitantes a cada ano. O centro histórico de Tegucipalpa, a Ilha da Bahia e as Ruínas de Cópan são os pontos turísticos mais requisitados pelos visitantes. Os preços variam de acordo com o tipo de acomodação, mas, em geral, é possível gastar cerca de 35 dólares por pessoa por dia.

viajar faz bem

Litoral de Honduras, na América Central. Crédito: TG23/shutterstock

4 – Nepal

Localizado nas encostas da Cordilheira do Himalaia, o Nepal é o país perfeito para quem busca uma mistura de natureza, cultura e espiritualidade. Com praças, templos e monumentos históricos, o Vale do Katmandu é um ótimo passeio para quem quer se aventurar pelo país. E se o objetivo for observar os animais, vale a pena visitar o Chitwan National Park. Considerando guias e passeios pelo local, é possível gastar cerca de 25 dólares ao dia por pessoa.

viajar faz bem

Pôr do sol no templo de Boudhanath, em Catmandu, capital do Nepal. Crédito: toiletroom/shutterstock

5 – Marrocos

Quem não se lembra das belas paisagens e da cultura excêntrica de Marrocos estrelados na novela ‘’O Clone’’? Marrocos, no Norte da África, é um país muçulmano com tradições que atraem muitas pessoas pela curiosidade. Além do deserto do Saara, as cidades de Marrakesh e Casablanca são alguns dos locais mais admirados pelos turistas. As despesas costumam ficar em torno de 40 dólares por pessoa por dia.

viajar faz bem

Minarete da Mesquita Cutubia, principal templo de Marrakesh. Crédito: Balate Dorin/shutterstock

Posted in Longevidade e Comportamento | Tagged , | Comentários desativados em Viajar faz bem e pode custar mais barato do que você imagina

Viajar faz bem para a saúde e é um dos segredos para a longevidade

Um relatório encomendado pela Associação Americana de Viagens, pela Coalizão Global sobre Envelhecimento e pelo Centro Transamérica de Estudos sobre a Aposentadoria sintetiza alguns dos mais relevantes indicadores científicos sobre envelhecimento saudável e chega a uma ótima conclusão: viajar faz bem para a saúde. Segundo os pesquisadores, os benefícios são tanto mentais quanto físicos, resultado de “atividade física, estimulação cognitiva e engajamento social”.

“Viajar faz bem para saúde na medida em que promove um bem-estar geral e isso vale sobretudo para aqueles com mais de 60 anos de idade que procuram novas experiências”, afirma o psicogerontólogo Aurélio Melo, mestre e doutor pela Universidade de São Paulo. “Aprender outra língua, conhecer pessoas e lugares diferentes funciona como um remédio para mente e corpo. É uma nova vida, com novo colorido.”


Só quem participa do grupo de Whatsapp da Conecta Longevidade recebe os melhores conteúdos informativos. Clique aqui e faça parte!


“Viajar é um bom remédio”, também diz Paul Nussbaum, neuropsicólogo clínico e professor-adjunto de cirurgia neurológica da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, no relatório: “Por desafiar o cérebro com experiências e ambientes novos e diferentes, é um comportamento importante, que promove a saúde do cérebro e constrói a resiliência cerebral ao longo da vida”.

Em seu consultório, Aurélio Melo observa um aumento do ânimo e do bem-estar de seus pacientes idosos quando da ida e do retorno de viagens. “Eles passam a relativizar os problemas cotidianos e fazer novos planos”, exemplifica. Ele nota, também, um aumento do bom humor e da disposição para resolver problemas. “Enfim, é excelente para saúde e para vida.”

Viajar faz bem: 10 apps úteis para as suas férias 

Passagem aérea – Está em busca de passagens aéreas mais econômicas? Pesquise no Skyscanner e no Voopter e configure um alerta de promoções.

Hospedagem – No AirbnbBooking e Hostelworld, você pode pesquisar preços e fazer reservas de apartamentos, hotéis, pousadas e hostels.

Câmbio – Dúvidas sobre conversão de moedas? O XE traz taxas de câmbio em tempo real e funciona como uma calculadora das suas despesas.

Check-in – Para economizar tempo no aeroporto, baixe o app da empresa aérea para fazer o check-in antecipado e despachar bagagem com desconto.

Previsão do tempo – Busque a cidade do seu destino no ícone de previsão do tempo do seu smartphone e arrume as malas com mais assertividade.

Trânsito – Se a viagem for de carro, apps como o Waze mostram como está o trânsito nas principais rodovias, além do melhor custo-benefício para abastecer.

Traslado – A plataforma Voom conecta passageiros a um assento livre em um helicóptero compartilhado rumo ao aeroporto.

Restaurantes e passeios – O TripAdvisor seleciona as melhores opções na distância que você definir, com base na avaliação dos usuários.

Viajar faz bem: 10 dicas úteis para as suas férias 

Adaptadores – Não esqueça de levar adaptadores de tomadas e carregadores portáteis para notebooks, câmeras e celulares.

Bagagens – Consulte na sua passagem aéreas as dimensões permitidas para mala de mão e de porão e o limite para despacho sem taxas extras.

Compras no exterior – Para não ser taxado na alfândega, informe-se na Receita Federal sobre cotas, duty-free, isenções e limites quantitativos.

Dinheiro – Alguns passeios podem exigir pagamento em dinheiro físico. E lembre-se que cartões de crédito no exterior têm IOF de 6,38%.

Documento – Certifique-se com antecedência se os seus documentos pessoais (RG, passaporte e/ou carteira de habilitação) estão válidos.

Entretenimento a bordo – Se a viagem for longa, não deixe de baixar livros, filmes e séries no seu smartphone, tablet ou e-book.

Medicações – O ideal é levar na mala de mão os medicamentos de uso contínuo e básico, além de um kit de primeiros socorros.

Seguro – Despesas médicas e odontológicas podem virar uma grande dor de cabeça no exterior. Recomenda-se a contratação de seguro em caso de viagem internacional.

Vacinas – Também com antecedência, verifique qual a legislação para vacinas no destino das suas férias. O Ministério da Saúde disponibiliza as informações no seu site.

Vistos – O Portal Consular do Ministério das Relações Exteriores traz informações de países que exigem visto de entrada para brasileiros.

Posted in Longevidade e Saúde | Tagged , | Comentários desativados em Viajar faz bem para a saúde e é um dos segredos para a longevidade

Saiba como economizar R$ 1.000 (ou mais) em um ano

Se você ainda não avaliou seus gastos mensais, acredite: é possível economizar – e muito! Em diversos casos, dá para amealhar R$ 1.000 – ou mais – em 12 meses.

Começar pode ser chato, já que será preciso colocar em uma planilha eletrônica, num app ou no papel quais são sua receita e seus gastos. “Isso é muito importante porque a contabilidade mental nos ilude em relação aos valores e à destinação dos recursos”, explica a especialista em finanças e investimentos Luciana Ikedo, sócia-proprietária do escritório Ikedo Investimentos.

Se você já até bocejou ao pensar em anotar as despesas, repense. Luciana explica que a grande dificuldade é o início do processo. Depois, diz ela, “fica muito mais fácil incorporar o controle na rotina”.

O ideal é classificar os gastos, identificando cada um deles como: alimentação, transporte, lazer, educação e aluguel, entre outros. “E então estabelecer uma prioridade. Desta forma, é possível enxergar onde efetuar os cortes”, ensina o professor Marco Antonio Cordeiro, coordenador do curso de Ciências Contábeis da Anhanguera Osasco.


Notícias, matérias e entrevistas sobre tudo o que você precisa saber. Clique aqui e participe do grupo de Whatsapp de Conecta Longevidade!


Depois, é hora de estabelecer valores e segui-los à risca. “Se determinar como gasto de combustível R$ 140 no mês, não poderá passear ou viajar se o consumo for ultrapassar esse valor”, explica ele. O orçamento, diz ele, passa a ser “uma bússola, determinado o norte para cada decisão de gasto ou consumo”.

Pronto? Não mesmo. Se você ainda não tem, é melhor pensar em abrir uma conta de investimento. Não vale depositar no fim do mês, com o que sobrou na conta corrente. “Quando estabelecemos uma meta de investimentos e retiramos esse dinheiro da carteira no início do mês, adequamos os nossos gastos aos recursos disponíveis e não o contrário, com muito mais consciência”, afirma Luciana.

Cortar para economizar

Confira, a seguir, o que você pode cortar. Ou, pelo menos, renegociar, para conseguir economizar R$ 1.000 em um ano.

1. Mude o pacote do banco 

Se você utiliza apenas os serviços básicos de seu banco e tem de arcar com taxas mensais, considere contratar apenas o pacote essencial para economizar. Por lei, as instituições financeiras são obrigadas a fornecer uma opção sem mensalidade. Avalie também os bancos online, que também prometem custo mensal zero.

“Há brasileiros que possuem mais de uma conta bancária, sem necessidade. Esquecem que a tarifa de manutenção de conta cobrada pelos bancos varia de R$ 30 a R$ 80. Em um ano, são R$ 360 ou R$ 960”, calcula Marco Antonio.

2. Contrate um cartão sem anuidade

A anuidade de um cartão de crédito internacional é salgada. Parte, muitas vezes, de R$ 200 por ano, de acordo com a instituição financeira. Um adicional pode passar dos R$ 100 anuais.

O que não faltam, no entanto, são empresas oferecendo cartões por app e sem anuidade. Tem mais: em geral, também são internacionais e estão atrelados às bandeiras mais reconhecidas do mercado.

3. Cancele a TV a cabo

Pode parecer meio radical ficar sem TV por assinatura. Mas você já parou para pensar quanto tempo tem assistido a programas em canais pagos? Será que não está aproveitando muito mais as opções por streaming, como Netflix, Amazon e YouTube?

economizar

Crédito: Burlingham / shutterstock

Tenha na ponta do lápis os valores. Um pacote básico de TV por assinatura, que vem com instalação gratuita, custa R$ 89,90 por mês. Parece pouco, mas ao fim de um ano são R$ 1.078,80. Tem certeza de que esse desembolso vale a pena?

4. Renegocie o pacote de telefone

Qual foi a última vez que pesquisou os planos de celular disponíveis no mercado? Se você usa bastante o telefone para navegar na internet ou fazer chamadas, mapeie os pacotes disponíveis. Há opções que garantem ligações locais e DDDs ilimitados. Há pacotes que, inclusive, permitem o uso de apps, sem que seja descontado do plano de megas.

A economia feita na troca depende do plano que você tem hoje. Mas, digamos que você consiga trocar por um R$ 10 mais barato. São R$ 120 de economia ao fim de um ano.

5. Deixe o cartão em casa

Você foi à padaria e tomou um cafezinho. No dia seguinte, comprou um xampu bacana na farmácia. À noite, aproveitou um cineminha. No fim do mês, quando a fatura do cartão chega, o total é uma exorbitância.

Luciana aconselha a pagar despesas menores em dinheiro, deixando apenas as maiores para o crédito. Dessa forma, você não perderá o controle dos pequenos gastos e consegue seguir melhor com o seu orçamento financeiro pessoal. Essa é uma ótima forma de perceber quando seus recursos estiverem acabando.”

O quanto você vai conseguir economizar dessa maneira depende da forma de utilização do cartão e das metas que estabelecer. Mas, se forem R$ 15 ao mês, você já soma R$ 180 no ano.

6. Invista

Já que sua planilha de gastos está pronta, você sabe quanto vai sobrar no mês. Assim que receber o salário, transfira o montante que quer poupar para uma conta de investimento, segundo Luciana.

O ideal, completa Marco Antonio, seria que “todo brasileiro tivesse uma poupança, uma aplicação financeira ou uma reserva, de pelo menos quatro vezes a sua renda”. Assim, é possível ter alguma segurança, em caso de algum imprevisto. “Posso garantir que haverá uma satisfação pessoal quando conquistar o objetivo do valor determinado como investimento”, assegura o professor.

Posted in Longevidade Financeira | Tagged , | Comentários desativados em Saiba como economizar R$ 1.000 (ou mais) em um ano

Conheça 10 benefícios da leitura e veja dicas de como ler mais

“Tenho que me manter lúcido o tempo todo. Vou pensar em livros que já li e tentar fazer minha pressão baixar.” Esse era o pensamento do professor de português Luiz Cláudio Jubilato, 60 anos, no dia 25 de janeiro de 2012. Foi a data em que sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) – e que teve mais uma comprovação dos benefícios da leitura em sua vida.

Foram algumas horas relembrando clássicos e outras obras. E, segundo ele, esse foi um dos motivos de a pressão arterial ter passado de 23 por 18, considerada alta, para 12 por 8, já dentro de patamares tidos como normais.


Tenha acesso aos melhores conteúdos informativos. Clique aqui e faça parte do grupo de Whatsapp da Conecta Longevidade!


Do acidente, teve algumas sequelas. Uma delas, o desvio de rima, termo que chamou sua atenção pela conexão com a literatura: o lado esquerdo de seu rosto ficou paralisado. Mas manteve a capacidade cognitiva e conseguiu retomar suas atividades. Teve ainda sua recuperação abreviada, de acordo com Jubilato, graças ao hábito de ler pelo menos um livro por semana.

O que o professor sabe de forma empírica, a ciência já comprovou: os benefícios da leitura para o cérebro são muitos. “O hábito de ler influencia positivamente em nosso bem-estar, promovendo o exercício cerebral, prevenindo tanto transtornos psicológicos, quanto vários tipos de disfunções”, sinaliza o psicólogo Marcelo Filipecki, especializado em PNL e em acupuntura sistêmica chinesa.

Confira, a seguir, 10 vantagens para desligar a TV e apostar em um bom livro. E, de quebra, aprenda como ler mais.

Felicidade maior

A leitura aumenta a felicidade e ajuda a melhorar os relacionamentos. Essas foram constatações de uma pesquisa feita pelo instituto Kelton Global, a pedido da Amazon, com 27.305 pessoas com mais de 18 anos de 13 países, incluindo o Brasil (EUA, Canadá, México, Alemanha, Reino Unido, Espanha, França, Itália, Austrália, Índia, China e Japão). Dos leitores frequentes (semanais), 71% se sentiam feliz. Entre os esporádicos, esse índice foi de 55%, segundo o levantamento, que foi realizado entre o fim do ano passado e o começo de 2019.

Mais relacionamentos

Ainda segundo a pesquisa encomendada pela Amazon, 65% dos entrevistados afirmam que a leitura gera atração. Tem mais: 41% contaram que debater e conversar sobre livros os fizeram se apaixonar por seus pares. Um em cada três respondentes disse que questionaria o relacionamento se a pessoa não fosse uma leitora. E, quando surge um problema entre o casal, um em cada três busca nos livros a solução, de acordo com o levantamento.

Estresse menor

Ler um livro ou o jornal por apenas seis minutos diminui o estresse em 68%, segundo estudo da Mindlab International, da Universidade de Sussex, no Reino Unido, realizado em 2009. Para chegar a esse resultado, os pesquisadores mediram a frequência cardíaca e a tensão muscular de pessoas em diferentes atividades.

A redução obtida em caminhadas foi de 42%; ouvindo música, de 61%. Ou seja, a leitura é mais eficaz para combater o estresse. Segundo os cientistas, isso acontece porque as pessoas estão totalmente imersas e distraídas com um livro – o que cria o ambiente perfeito para aliviar a tensão.

Vida mais longa

Pesquisadores da Universidade Yale, nos EUA, concluíram que o hábito de ler aumenta a longevidade. Para chegar a esse resultado, foram acompanhadas 3.600 pessoas com mais de 50 anos idade por 12 anos. As que disseram ler diariamente um livro por 30 minutos viveram dois anos a mais do que as que preferiram revistas ou jornais. O estudo também mostrou que quem lia mais de 3,5 horas por semana tinha 23% menos chances de morrer.

Criatividade aprimorada

Na leitura, “ampliamos nosso potencial imaginativo, inclusive intensificando o grau de detalhismo”, afirma Filipecki. Esse aumento de criatividade proporcionado pela leitura foi identificado em um estudo da Universidade de Toronto, no Canadá, no qual 100 pessoas tiveram de escrever contos ou ensaios.

A professora Maja Djikic, responsável pela pesquisa, concluiu que mergulhar em literatura ficcional poderia levar a melhores procedimentos para o processamento de informações, incluindo as relacionadas à criatividade. Segundo ela, devido à natureza ambígua da ficção, os leitores são forçados a aceitar mais a ambiguidade, considerado um fator-chave na criatividade.

Funções cerebrais ampliadas

Deu no periódico científico “Brain Connectivity”: ler um romance melhora a função cerebral em diversos níveis. Essa foi a constatação de um grupo de pesquisadores da Universidade Emory, nos EUA, que colocou voluntários à prova para determinar se a leitura desse gênero literário poderia causar mudanças mensuráveis no cérebro e quanto tempo elas permaneceriam.

Os participantes passaram por ressonância magnética funcional por 19 dias consecutivos. Nos primeiros 5 dias, foram feitas em estado de repouso. Nos 9 dias seguintes, leram 1/9 do livro à noite e faziam o exame na manhã seguinte. Os últimos 5 dias também foram mapeados.

Os cientistas detectaram mudanças em diversas áreas, como nas regiões cerebrais associadas à perspectiva e à compreensão da história. Houve alterações que persistiram no longo prazo, como no córtex somatossensorial, ligado à percepção de sensações em distintas partes do corpo.

Empatia estimulada

Livros de ficção podem aumentar nossa habilidade de sentir empatia. Um estudo da Universidade de Toronto, coordenado pelo professor de psicologia cognitiva Keith Oatley e publicado no periódico científico “Cell”, separou voluntários em dois grupos: a um, entregou uma obra ficcional; a outro, um não ficcional.

Todos foram submetidos a teste psicológico. Segundo o autor, “as pessoas que leem melhoram a compreensão dos outros”. Esse efeito, diz ele, “é especialmente marcado pela ficção literária, que também permite que as pessoas se modifiquem. Esses efeitos se devem, em parte, ao processo de engajamento em histórias, que inclui fazer inferências e se envolver emocionalmente e, em parte, aos conteúdos da ficção, que incluem personagens e circunstâncias complexas que talvez não encontremos na vida cotidiana”.

Promoção da socialização

“A leitura enriquece muito a nossa possibilidade de sociabilidade”, destaca a jornalista Adriana Silva, vice-presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto (SP). Existe a possibilidade de formar conceitos próprios pela leitura e de criar um “mar de conteúdos internos”, diz ela. Essa bagagem de histórias e conhecimentos colabora para a socialização, permitindo que o indivíduo esteja inserido no debate de ideias.

Aumento do bem-estar

“Se eu tirar por base que a literatura me anima, me inspira, distancia meu estado de espírito da depressão, logo ela me traz benefícios imediatos em relação à proposta física”, avalia Adriana, reforçando que essa é uma vivência pessoal.

Mas uma análise da The Reading Agency, uma ONG britânica dedicada à leitura, mostra que Adriana não está só: entre os adultos, o hábito de ler promove prazer, relaxamento e distração, “aumentando a compreensão do eu e das identidades sociais”. Entre os benefícios da leitura listados estão também o conhecimento de outras culturas e o aumento do capital social.

Declínio mental reduzido

Um estudo realizado pelo Centro Médico da Universidade Rush, nos Estados Unidos, e publicado no periódico científico “Neurology” mostrou que quem lê consegue preservar por mais tempo as habilidades mentais. Para chegar a essa constatação, os cientistas analisaram o cérebro de 294 pessoas, após a morte. Quem tinha o hábito de ler, escrever ou jogar ao longo da vida apresentava uma menor probabilidade de desenvolver demência.

Benefícios da leitura: como ler mais

Há algumas técnicas e comportamentos que ajudam a ler mais. Conheça, a seguir, as dicas do professor de português Luiz Cláudio Jubilato, da jornalista e vice-presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto Adriana Silva e do psicólogo Marcelo Filipecki.

  • Comece a ler aos poucos;
  • Entenda a leitura como exercício permanente de ampliação de inteligência, sensibilidade e habilidades;
  • Escolha temas que sejam de seu interesse – e, no começo, não se paute exclusivamente por indicações;
  • Opte, no início, por obras mais curtas;
  • Aumente gradativamente as metas de leitura quantitativa e qualitativamente;
  • Leia em grupos, visando estimulação mútua e possíveis debates;
  • Incentive os filhos e os netos a ler, pois o estímulo pode ser recíproco.
Posted in Longevidade e Saúde | Tagged , | Comentários desativados em Conheça 10 benefícios da leitura e veja dicas de como ler mais

Longevidade dos japoneses passa por políticas públicas de saúde e avanços tecnológicos

O segredo não está apenas no sushi. Muita gente acredita que a explicação para a maior longevidade dos japoneses esteja no tipo de alimentação que predomina no Japão. Porém, não é só o que vai à mesa – ou entre os hashis, os “pauzinhos” usados como talheres – que proporciona vida mais longa aos habitantes do país.

Na verdade, a comida também está entre as razões que levam os japoneses a viver mais – 27,05% da população do Japão já têm 65 anos ou mais, segundo dados de 2017 do Banco Mundial.

Mas há ainda outras causas, formando um verdadeiro combo de ingredientes favoráveis a essa longevidade estendida. Entre eles, cultura, educação e acesso à saúde pública. E, permeando esses aspectos, um elemento fundamental para compor o quadro de maturidade prolongada: a tecnologia.


Notícias, matérias e entrevistas sobre tudo o que você precisa saber. Clique aqui e participe do grupo de Whatsapp da Conecta Longevidade!


“A longevidade no Japão é fruto de vários fatores, como avanços na medicina e nas novas tecnologias voltadas à área médica”, afirma Yasushi Noguchi, cônsul-geral do Japão em São Paulo.

Porém, segundo ele, muito da efetividade desses progressos passa pela otimização do acesso da população japonesa aos serviços médicos prestados no país, além do aumento da quantidade e da qualidade desses serviços.

Parcerias público-privadas

O governo tem investido em medidas para diminuir a ocorrência de doenças infecciosas transmissíveis, de acordo com o cônsul-geral. Mas não só o setor público responde pelos avanços. “A prestação de serviços na área da saúde ocorre em parceria com investimentos do setor privado”, frisa Noguchi. E, no controle do sistema de seguro-saúde, “o próprio cidadão arca com uma parte dos custos médicos, enquanto a outra parte é custeada pelo governo”, diz.

Para tanto, entra em cena outro agente responsável pela longevidade dos japoneses: a melhoria do padrão de vida da população em geral, decorrente do crescimento econômico do país.

Em paralelo, “investimentos na área educacional também contribuíram” para estender a vida no Japão, lembra o cônsul-geral. E, aqui, entra o aprimoramento dos padrões de nutrição e dieta – o que nos leva, enfim, ao famigerado sushi como componente de uma vida saudável.

Apoio aos cuidadores

Em relação ao quesito tecnologia, Nogushi destaca que “os avanços da ciência criaram novos dispositivos e medicamentos eficazes que, além de ajudar a curar doenças que até então não eram curáveis, colaboram para prolongar a vida com qualidade”, diz.

“Também contribuem para aprimorar o sistema de assistência médica, com o uso, por exemplo, de exoesqueletos, equipamentos que auxiliam os cuidadores nas ações de assistência médica aos pacientes.”

longevidade dos japoneses

Layla Vallias e robô humanoide NAO, que faz companhia para idosos no Japão; crédito: Arquivo Pessoal 

É nessa seara que Layla Vallias, especialista em economia prateada e cofundadora da Hype60+, consultoria de marketing focada no consumidor maduro, observa grandes avanços tecnológicos no Japão.

“Além de ajudar o próprio idoso, algumas soluções oferecem apoio e facilidades para todo o círculo do cuidado, envolvendo familiares e também cuidadores”, salienta a especialista, que também coordenou o Tsunami60+, maior estudo sobre economia prateada e raio-X do público maduro no Brasil.

“Um dos robôs que conheci no Japão é uma cama que vira cadeira de rodas com o apertar de um botão”, exemplifica. “Com isso, não há a necessidade de os cuidadores fazerem o esforço de carregar o paciente em seus braços, mantendo também a longevidade de quem cuida numa realidade em que essa pessoa cada vez mais será também madura.”

Tecnologia amiga 

Por sinal, um ponto a ser ressaltado no que diz respeito a esses aparatos é que eles são incorporados com naturalidade ao dia a dia dos habitantes do Japão – quase como o uso de hashis à mesa de um restaurante japonês. 

“Para os japoneses, a tecnologia é uma velha amiga, presente em diversos momentos da rotina, como na rapidez dos trens-bala ou na pontualidade dos metrôs”, avalia Layla. “Para os maduros japoneses, usá-la como apoio nessa fase da vida não é novidade, mas sim algo natural.”

longevidade dos japoneses

Pet-robôs na Cyberdybe; crédito: Arquivo Pessoal 

Assim, os recursos vão muito além do que se projeta em filmes de ficção científica, povoados de robôs humanoides que roubam os empregos das pessoas. “As tecnologias que mais contribuem com a longevidade são aquelas que ajudam os idosos do Japão a viver mais tempo em suas próprias casas, envelhecendo com conforto e segurança”, menciona ela. “Um exemplo é a foca Paro, um pet-robô fofinho que apoia emocionalmente pessoas mais velhas, trocando carinho e companhia com a facilidade de não precisar passear ou ter a caixa de areia trocada.”

A especialista cita ainda exoesqueletos como os produzidos pela empresa Cyberdyne, os quais “ajudam a manter a coluna ereta e o corpo sem dores”; e “aplicativos de mobilidade que, em parceria com centros de convivência e compras, como o AEON Supermarket, mantêm o maduro ativo, aprendendo coisas novas, divertindo-se e socializando”.

Por sinal, o objetivo do governo japonês é mesmo o de auxiliar os idosos a “continuar suas próprias vidas o máximo possível em suas residências e nas áreas que estão acostumados a frequentar”, como sinaliza o cônsul-geral Yasushi Noguchi.

“Para que isso ocorra, estão sendo realizados esforços para tornar viável um sistema abrangente de atendimento comunitário local de suporte e provisão de serviços para cada região das cidades”, diz. “Esses serviços incluem os da área da saúde, como assistência de enfermagem, assistência médica e prevenção.”

Combate à solidão: desafio da longevidade dos japoneses

O aumento da longevidade dos japoneses carrega ainda consigo um grande desafio: o de evitar o isolamento e a solidão dos idosos. “Em cada município, temos uma equipe de assistência social para o monitoramento de cidadãos com idade avançada”, especifica Noguchi.

“Também contamos com o apoio de empresas de gás, água e energia elétrica, entre outras, que nos mantêm informados sobre a situação dos idosos em suas residências. Estamos trabalhando para construir uma rede comunitária de suporte social com os moradores de cada região.”

Esse tipo de iniciativa consiste em uma evolução do conceito de “aging place”, ou o bem-envelhecer no próprio lar, para o “thriving in community” (prosperar em comunidade), que, segundo Layla, é “o movimento de criar possibilidades e facilitar o protagonismo do maduro em sua comunidade – em seu bairro – com atividades e responsabilidades e o apoio da tecnologia”.

“Algo que me surpreendeu quando estive no Japão foi observar nas ruas pessoas com mais de 80 anos atuando como motoristas de ônibus, gestores de trânsito e nos restaurantes”, diz ela. “Os prateados estão por todos os lados, trabalhando, consumindo, vivendo.”

Posted in Longevidade e Saúde | Tagged , | Comentários desativados em Longevidade dos japoneses passa por políticas públicas de saúde e avanços tecnológicos

Sorvete faz bem à saúde e é uma delícia, aponta estudo

Você se lembra quando seu filho era pequeno e, na hora do almoço, não queria comer tudo ou fazia alguma malcriação? Você então o repreendia dizendo que por causa daquilo não haveria sobremesa. Pois se, naquele tempo, você tivesse lido essa matéria, certamente não teria dito isso, principalmente se a sobremesa fosse sorvete.

Há algum tempo, pesquisadores e nutricionistas têm afirmado que o sorvete, quando consumido com moderação, traz inúmeros benefícios à saúde. Considerado um alimento completo e de alto valor nutritivo, ele contém proteínas, carboidratos, cálcio, fósforo, lipídios, vitaminas A, B1, B2, B6, C, D, E e K, além de outros minerais.

Seu consumo também é indicado na dieta de alguns pós-operatórios devido a suas propriedades analgésicas e também por evitar hemorragias. Tratamentos quimioterápicos e cirurgias para retirada de amídalas, refluxo gastroesofágico ou cirurgias ortodônticas são algumas das situações mais comuns em que a dieta gelada é prescrita pelos médicos.

Comprovação científica

Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, identificou que o sorvete contém um aminoácido conhecido como triptofano, que atua na produção de serotonina no corpo humano, acalmando e reduzindo a agressividade. Por isso, o sorvete é indicado no combate ao estresse e para pessoas que precisam relaxar e dormir melhor.

Um outro estudo, do Instituto de Psiquiatria de Londres, rastreou a atividade cerebral de pessoas que consumiram sorvete de baunilha e descobriu que o alimento tem efeito imediato em partes do cérebro responsáveis pela sensação de prazer.

Já na Universidade de Harward, 18.555 enfermeiras casadas foram submetidas a testes por oito anos seguidos. Os pesquisadores descobriram que mulheres que consumiam mais de duas porções de sorvete por semana tiveram uma chance 85% maior de não desenvolver problemas na ovulação, quando comparado às enfermeiras que consumiram laticínios com menor teor de gordura. A conclusão foi que produtos com menores taxas de gordura podem interferir negativamente na fertilidade das mulheres.

Em contrapartida, os pesquisadores lembram que o consumo exagerado de sorvetes com alto teor de gordura pode levar à obesidade que, por sua vez, também pode comprometer a fertilidade da mulher.

Sorvetes medicinais

Prometendo tratar inúmeros problemas de saúde, a marca espanhola de sorvetes artesanais Heladerias Llinares desenvolveu uma série com 12 sabores para uso medicinal.

Em sua página na internet (www.heladeriasllinares.com), a empresa cita alguns exemplos, como o sorvete de centelha asiática, que atua no combate à celulite, e a mistura de valeriana, erva-cidreira e tília, indicada no tratamento contra o estresse. O sorvete de erva-doce, além de ser uma delícia, é indicado para o combate a flatulências, garante o fabricante. Mas se o seu problema é dificuldade para emagrecer, você pode se deliciar com o sorvete à base de aloe vera.

Sucesso absoluto em vários países da Europa, a empresa garante que possui outros produtos que ajudam a solucionar problemas como tabagismo e insônia.

Mas como surgiu o sorvete?

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Sorvete (Abis), a sobremesa já possui 3 mil anos de existência e foi criada na China, quando chineses passaram a misturar neve com frutas e mel. A mania rapidamente se espalhou pela região chegando a outros povos como os árabes e franceses.

Em 1292, a moda chegou à Itália, já com um processo produtivo mais desenvolvido. Logo a sobremesa se espalhou por toda Europa e Estados Unidos. Mas foi só em 1834 que essa maravilha chegou ao Brasil.

Atualmente, no Brasil, existem 8 mil empresas fabricantes de sorvete. Dessas, 92% se enquadram no perfil de micro e pequenas empresas, gerando 75 mil empregos diretos e 200 mil indiretos.

Um levantamento realizado pela Global Data em parceria com a Abis apontou que, em 2016, mais de 1 bilhão de litros de sorvetes foram consumidos, uma média de 4,86 litros/ano por pessoa. A produção atingiu a marca de 675 milhões de litros por ano e o setor faturou pouco mais de R$ 12 bilhões.

O mercado ainda não dispõe de números atualizados para o ano de 2017.

Posted in Longevidade e Saúde | Tagged , | Comentários desativados em Sorvete faz bem à saúde e é uma delícia, aponta estudo