Pesquisadores revelam 5 hábitos que vão te fazer viver mais

E se alguém te desse a fórmula da longevidade? Se provasse, cientificamente, que é possível viver mais sem ter que recorrer a nenhuma fórmula mirabolante? Pois analisando prontuários de 123 mil voluntários, pesquisadores notaram um “efeito dramático” na expectativa de vida com a escolha de cinco hábitos saudáveis.

“Quando embarcamos nesse estudo, pensei, é claro, que as pessoas que adotassem esses hábitos viveriam mais tempo. Mas o surpreendente foi o quão grande foi o efeito”, disse ao jornal britânico “The Guardian” Meir Stampfer, coautor da pesquisa e professor de epidemiologia e nutrição da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard.


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Em comparação com quem não acatou nenhum dos hábitos, homens e mulheres que aderiram aos cinco viram sua expectativa de vida, aos 50 anos, aumentar de 26 para 38 anos e de 29 para 43 anos, respectivamente, ou 12 anos para homens e 14 anos para mulheres. Ficou curioso em saber quais são? Então vamos lá:

1 – Não fumar

“As pessoas que fumam têm sua longevidade tolhida por doenças muito graves e acabam falecendo antes das principais doenças relacionadas ao cigarro: cânceres [pulmão, boca, laringe, bexiga, esôfago, entre outros], ateroscleróticas [infartos, acidentes vasculares cerebrais e isquemia de membros inferiores, que podem levar a amputações] e as respiratórias, conhecidas como DPOCs [doenças pulmonares obstrutivas crônicas], nas quais podem ficar dependentes de oxigênio e sofrer com muita falta de ar, limitando sua vida diária”, explica Sumika Mori Lin, coordenadora da equipe de geriatria do Hospital Santa Cruz.

2 – Manter um peso saudável, com um IMC entre 18,5 e 25

Assim como no tabagismo, a obesidade pode provocar muitas outras doenças e está associada com condições degenerativas, como Alzheimer e osteoartroses. Um estudodo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em parceria com a Universidade Harvard e com a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), concluiu que 14 tipos de câncer estão associados ao excesso de peso: mama na pós-menopausa; cólon e reto; útero; vesícula biliar; rim; fígado; ovário; próstata; mieloma múltiplo (células plasmáticas da medula óssea); esôfago; pâncreas; estômago e tireoide.

Idosos obesos também perdem sua independência mais cedo que os idosos com peso ideal, e isso afeta sua qualidade de vida, além da longevidade”, pondera a geriatra.

3 – Fazer exercícios moderados por pelo menos 30 minutos ao dia

“A atividade física é uma das mais potentes maneiras de promover a longevidade. É capaz de gerar novos vasos sanguíneos e ativa bons hormônios e neurotransmissores, e com isso muitas doenças são prevenidas”, pontua Sumika. Segundo ela, pesquisas mostram que, em ratos, foi visto até o aumento de neurônios no cérebro.

Dentre os vários estudos sobre longevidade no mundo, todos incluem a maior prática de atividade física como um fator protetor. “Essa recomendação de 30 minutos moderados é muito famosa, principalmente por se tratar de um número recomendado pela American Heart Association para prevenção de eventos cardíacos, e essa recomendação é conhecida há mais de uma década.”

Contudo, segundo a geriatra, “pesquisas mostram que atividades intensas, mas por tempo mais curto, também são muito eficientes”, assim como as por pouco tempo, incluindo, caminhadas, ioga, vôlei e surfe, entre outras. “Contudo, para ganho de massa muscular, a academia é a melhor opção.”

4 – Moderar o consumo de bebidas alcoólicas

Apesar de os pesquisadores sugerirem não mais que um copo de vinho de 150 ml por dia para mulheres, ou dois, para homens, “30 g diárias de álcool é muito”, na avaliação da geriatra. “No cérebro e no metabolismo da pessoa idosa, essa quantidade já causa problemas. O ideal é consumir o mínimo possível, abaixo dessa recomendação ou até não consumir.”

“Temos que considerar ainda a fama que o vinho ganhou de ser protetor à saúde. Mas, na verdade, pesquisas recentes mostraram que o benefício trazido pelo resveratrol e demais substâncias benéficas encontradas nele tem seu efeito suplantado pelos malefícios do álcool. Então, vale mais a pena tomar um bom suco de uva integral”, sugere.

5. Ter uma alimentação variada e balanceada

dieta mediterrânea, na avaliação da especialista, “é a mais pesquisada e adequada para a saúde, prevenindo cânceres, doenças cardiovasculares, Alzheimer e Síndrome de Fragilidade”.

No entanto, de acordo com ela, existem controvérsias a respeito dos principais vilões. A OMS, por exemplo, sugere a eliminação de embutidos, por causa das fortes evidências do aumento de incidência de câncer relacionada a eles. “Se pararmos para avaliar a dieta normal de um brasileiro, a quantidade de consumo desses alimentos é alta”, diz ela.

É muito importante, ressalta a geriatra, que o predomínio de alimentação de um indivíduo seja com alimentos integrais, com bastante vegetais, frutas e legumes, moderada em carnes e mínima em açúcares.

Estudar para viver mais

A coordenadora da equipe de geriatria do Hospital Santa Cruz diz que acrescentaria uma sexta recomendação: estudar.

“Em todas as pesquisas no mundo, mostrou-se que leva a maior longevidade. Estudar traz melhor saúde, não só um melhor salário ou um melhor raciocínio. A pessoa aprende a se cuidar e dar valor a si, aos seus sintomas”, justifica.

E, para quem quiser viver mais ainda, ela sugere: “Longevos costumam ter mais rotinas e uma vida social e emocional saudáveis, também.”

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